sábado, janeiro 31, 2009

sexta-feira, janeiro 30, 2009

No parque

diz-me que sou o lobo e que sopre para deitar a casinha abaixo.
Eu, bem sentada lá dentro, tento explicar-lhe que sopro de dentro, pode ser?
Não, cá foia.
É que eu sou um lobo pouco ortodoxo, normalmente sopro de dentro das casas.
A explicação detém-no uns segundos, enquanto tenta perceber que não percebeu nada. Acabado o exercício mental, levanto-me e corro atrás dele a soprar.
E depois dizem-me "ai, estás tão magrinha!".

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Secção (Tema, o que quiserem) há muito necessitada neste tasco

Os provérbios (muito sábios) da minha tia.
Também muito necessitada é a alongada descrição da minha tia, em nada uma tia de Alê, muito pelo contrário. Acontece que tenho de ir jantar, pelo que a descrição fica para outro dia.
Para já, apenas o provérbio inaugural da série, com ou sem ligação (aparente) a acontecimentos mundiais, realidades financeiras da actualidade ou fenómenos meteorológicos mais ou menos normais para a época, estamos mal habituados com o aquecimento global, que a mim é para onde me dá.
"Falo mal do meu irmão, mas ninguém lhe ponha a mão."
Vou-me às batatas.

Descobri uma coisa nova no meu carro

(A isto chamo eu uma relação das boas, um ano e meio depois ainda me surpreende.)
O gajo pelos vistos fecha-se sozinho se eu estiver ao pé dele de chave na mão e não entrar logo lá para dentro. Para que é que isto serve? Sei lá!

Venham-me cá com essas merdas

de "ai, as mulheres demoram horas nas compras, uiiii" com voz fininha que eu digo-vos.
O gajo em mim comprou dois pares de botas em menos de meia-hora, uma hora no total de ir e vir. Quem é que manda?

O Segredo

O segredo não sei qual é, mas sei que comprei dois pares de botas por um total de €49, na tabacaria ao lado lembrei-me de ver aquele boletim do euromilhões que joguei há não sei quantas semanas e ai-tem-€9,28, quando me dirijo para o carro estacionado em cima de uma linha branca (código, anyone?) o polícia à porta do Pingo Doce faz que não me vê.
E depois distraio-me no semáforo e vou em frente para o Amial, em vez de virar à direita como quem vai. Para não me armar em esperta, toma!

olha,

(já deixámos o sabes?, aleluia!)
ontem parti uma unha na distribuição.
ah, a sério? (cortasse-las, porra!)
pois. que chatice... vou ter de as cortar.
pois, se calhar é melhor.
(que pesada, diós mio!)

(Gosto destas cores)

(Deixai-me!)

Pelo meio do nevoeiro

(ainda sobre ontem), vaticinamos o aparecimento de D. Sebastião, esfomeado, ali mesmo em S. Bento.
"O meu reino por um prato de comida, senhoras!"
"Ó amigo, você aqui já não manda nada e além disso isto é grátis, coma lá sossegadinho."
"Mas que lavagem é esta que me estais a dar? Seitan?? E quê, não há guardanapos?"
Uns ingratos, estes nobres desaparecidos no séc. XVI.

Hare Krishna, Hare Krishna

Não estou a pensar converter-me, mas se o fizesse seria pelo reggae Hare Krishna.
Apesar da chuva e do nevoeiro e esta porra dura há 15 dias pelo menos, onde anda o fdp do sol?, entro no restaurante e começo a dançar (devagarinho que está tudo molhado, muito bom para patinagem artística, principalmente se com uma panela de quase 5Kg na mão, como foi o meu caso ontem) porque esta música há-de sempre lembrar-me o Verão e as noites quentes em que íamos de t-shirt distribuir comida, tudo cheio de good vibes e outros sentimentos quentinhos.
Dir-se-ia que é mais fácil ser altruísta no Verão, o que não nego. Mas ontem pude conduzir a carrinha outra vez (e o paralelo tão molhado, a volta que fui dar para chegar ao restaurante com a carrinha vazia-que-perde-a-tracção-toda é tão ridícula que nem conto) e de repente estava-se mesmo bem, chove pr'aí a ver se I care, não há nada nada nada que pague as gargalhadas e a intimidade de um grupo assim, ai netinho que te constipas, e não-me-pises-caraças!, ai desculpa, era o sinal de "chato na área, salva-me!". A clientela, para moderar, estava toda mal-humorada e agressiva e mete-medo. Típico, mas na boa. É para não nos habituarmos mal.
No fim, já no Aleixo, chuva torrencial. A caminho de casa, nem uma pinga. Típico também.

12 tracks

Nada mau.

Procuro

António Variações no Deezer. Vamos ver o que responde o gajo.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

enquanto foste para o Gerês,

sabes? (sempre a mesma bengala), diz-me ela, eu fiquei cá a reflectir.
ui, ficaste cá como?
deixaste-me cá.
sempre a mesma queixinhas, valha-me santo ambrósio, se ficaste é porque não quiseste vir, eu por acaso sou tua mãe?
ai, que mau feitio, já vais começar?
desculpa, é da chuva. estiveste a reflectir, dizias?
sim. estive a pensar nisto tudo.
hmmm... e quê?
e nada.
sempre elucidativas e altamente construtivas, estas conversas. qualquer dia não (lhe) respondo por mim.

Ontem, a caminho do Café au Lait

(o que eu gosto quando as pessoas ouvem Café Olé)
penso em compôr a minha vida.
Sou a primeira a chegar, coisa estranha nunca vista, e apanho o caderno de emprego do Expresso. Ora vamos lá mudar de vida!

terça-feira, janeiro 27, 2009

Email de 26/12/2007

"Sra. Dra.,
Tenho aqui uma dor.
Dá-me normalmente a dormir, no meio dos sonhos.
Ontem voltei a sonhar com ele. Estávamos num hotel e não sei pq dormimos juntos. Acho que havia um furacão ou uma tempestade marada qq. Metia muita água, pronto.
Ele, vendo-me a dormir, começou a tocar-me e até disse "continuas perfeita".
O que é que isto quer dizer, sôtora? E onde é que compro uma pomada contra isto?
Ai...
Ju"

Não sei o que é mais delicioso: ter-me esquecido completamente disto ou o meu subconsciente ser tão claro e límpido ou ainda ser tão esperto.
Anda cá pra cima, pá!

Com cheiro a mofo

(Ando no Gmail à procura de uns estatutos (para que quererá ela isso?) pelo meio de emails de há precisamente um ano atrás, Janeiro de 2008, e descubro umas pérolas já completamente esquecidas trocadas entre mim e a irmã maior.)

"Às vezes falha-me a vontade. De tudo, a vontade só.Vou ali procurar uma razão para viver e já venho, ok?
Beijo grande e desculpa lá o email, parece que ultimamente não me saem muito bem..."

Há um ano atrás os black dogs estavam muitíssimo mais indomados.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Dos puzzles

Chegar à conclusão de que as histórias são (todas) iguais e de que as pessoas são (todas?) iguais é um misto de sensação reconfortante (eu também, eu também) e de desespero aumentado (mas serão todos iguais?).
Há para aí alguém diferente(?).

Conta-me histórias

Vilarinho das Furnas era uma aldeia fechada em si mesma, como o são todas as terras chamadas Vilarinho.
As pessoas de Vilarinho das Furnas viviam entre si, nasciam e morriam entre si e, desconfio, também casavam entre si. Tudo o que se fazia ou dizia em Vilarinho ficava com as pessoas de lá. E resolvia-se entre elas.
Por isso, quando a notícia da água chegou, a água que mata e afoga e destrói por comando e por decreto, saiam das vossas casas de toda uma vida ou mesmo de duas ou três, que nós vamos deitar água nisto tudo, as pessoas não fizeram a trouxa e pediram abrigo às aldeias vizinhas.
Desapareceram. Sem rasto nem fumo.
Há quem diga que fugiram, outros dizem que nem disso tiveram tempo - com a chegada da água ou da autoridade que a queria impor. Também podem simplesmente ter emigrado para a vizinha Galiza ou ido para mais longe, em manada ou cada um por si.
Onde estão, quem são, quem os viu sair, ninguém sabe.
Eu cá acho que as pessoas de Vilarinho das Furnas disseram simplesmente:
Vou pra cima!

Esse papo seu tá qualquer coisa



Dedicada
(a mais do que uma pessoa)

No Gerês

o autoclismo é Powered by Fastio. Luxo.

Direito de resposta

Ela (é que) fá-lo muito melhor do que eu.
(Confesso que sou bicho-do-mato que não gosta muito de mostrar sentimentos, a não ser quando são os que me fazem deitar as unhas de fora e fight, nunca flight, como pedra dura trasmontana que nem a água do Fastio furou, mas vou abrir um bocadinho a concha e dizer-te que o maior (contra-)elogio que te posso fazer é que percebi cada palavra, cada sílaba, cada vírgula do teu relato. Assim como quem diz 'tou lá.)

Fomos

Só as duas. Pelo caminho, temporal desenfreado (dir-se-ia natureza furiosa se não fosse tão pseudo-bucólico-intelectualóide) e um sense of foreboding. À Ingmar Bergman, as luzes da rua apagaram-se no momento da última subida e a mulher dos olhos de gato guiou-me até à casa onde uma janela se tinha (inexplicavelmente) partido com a violência da intempérie. Ela felizmente sabe fazer lume, a nódoa negra no meu currículo de trasmontana.
Fechámos a janela com arte e fizemos puzzles até às 8h.
Gaja, vou pra cima!

Em seis meses

mais 10000km.

Prazeres automobilísticos

Da Maia a casa o carro secou.

Inundar-me em som


Suicide by Star, vol. 35

Do fim-de-semana

Sou a Maria Elena (escondida) de rabo de fora.

10 anos

fazem duas pessoas impenetráveis quando estão juntas.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Xurés

Será que me entendo com os gallegos, eu a falar mirandum e eles a dizer Xurés?

Modernices

Já dei voltas e voltas à cabeça e antes de ter de ir ao google, alguém me diz que raio é o blu-ray?

Murro no estômago

Deve ter ficado ofendido e vingou-se.
Os Dezperados tinham algo com a palavra "wonderland" em repeat. Haja pachorra para estas mensagens nada encriptadas!

Eu faço samba e amor até mais tarde

E tenho muito sono de manhã.
Ou lá o que era...

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Altruísmo Vs Allen

Ganhou o Allen e, em vez dos sem-abrigo, fui ontem ver a antestreia do Vicky Cristina Barcelona.
Aviso já que os posts em baixo podem estragar o suspense para quem ainda não viu e pretende ver o filme.

Crítica final

Ou eu conheço o gajo bem demais ou estas coisas são mesmo previsíveis. Posso, no entanto, ter adquirido o poder do T de adivinhar o mau da fita nos primeiros 5 minutos dos filmes.
Viu-se logo que a Vicky ia descambar, só não acertei que a Cristina ia viver uma vida certinha e a Vicky uma vida louca.
Comecei a insultá-lo assim que vi a cara da Vicky no último café em Barcelona com a Cristina, porque já sabia que ele ia acabar assim o filme. Tipicamente.
Se gostei? A resposta simples é sim. A alongada são estes últimos posts todos.

Dúvidas

Na cena em que os três se juntam e começamos a imaginar a festa que para ali vai, e podendo ser um deles, oscilo entre a vontade de ser uma delas e a de ser ele. Ou sermos quatro, pronto, que é mais giro.

Conspira, conspira

O Universo anda maluco e parece que não tem mais nada para fazer senão avisar-me, alertar-me, abrir-me os olhos e, basicamente, chatear-me.
Toda a tarde a ouvir o Palma-essa-miúda-é-um-exagero e a pensar que pendo mais para a fogueira e depois vejo três no écran do cinema e sei, com ajustes e sem perfeição, que sou mais Maria Elena do que Cristina e muito menos Vicky, que já experimentei e não deu resultado.

Ainda assim,

o Allen não é nenhum Almodóvar, convenhamos. E isso confundiu-me o filme todo. A Barcelona do Allen é tão limpa e esteticamente correcta quanto a do Almodóvar é suja, gritante e interessante.
E a Scarlett, convenhamos, é boa, que já aqui o disse (muita palha pelo meio, não se incomodem a ir ver o link). Mas como actriz anda a desleixar-se. Eu tenho uma teoria de que ela anda enrolada com o Allen e agora fica self-conscious quando trabalha com ele, mas é melhor não contar aqui.

O Javier levanta-se e dirige-se à mesa delas

Eis que chegou o momento decisivo para a apreciação do valor do Woody Allen como realizador: em que língua ia ele falar-lhes? Inglês, e o Woddy não percebe nada dos espanhóis (e quero lá saber da consistência cinematográfica, eu quero é coerência e inside knowledge)? Ou espanhol, e o Woody é doravante conhecido como O Génio Absoluto do Cinema?
Enquanto penso isto tudo, a cena parece arrastar-se indefinidamente, como que a pedir suspense.
Saiu cocó, I'm afraid to say. "Americans?"
Dois pontos para o Allen. Porquê? Porque se safou majestosamente à grande questão, escolhendo a terceira via. De génio, mas com letra pequena.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Saudades


fotografia da Maria Inês, aqui

Multi-tasking

Vou comprar tabaco e massa para fazer quiche. Ide pra dentro.

Disposição das 18h46

(causa) modificada

Só não acho que a Nossa Senhora de Fátima é uma cabra porque me chateia que ataquem sempre as mulheres.

P.S. Não venham já com essa merda do "seja" em vez do "é", ora vejam lá se a frase não faz mais sentido assim... Ou isto é como o "if+were" dos ingleses?
P.S.2. Pois se calhar ando a ler demasiado o senhor, mas que culpa tenho eu que ele ande prolífico nos últimos dias?

Ai, que medo!

Eu quando escrevo sobre a criancinha que agora por acaso dorme sou assim enfadonha como a outra senhora a escrever sobre o sobrinho? Fecho já isto.

terça-feira, janeiro 20, 2009

(des)ilusão

Descubro que tenho fases em que não quero nada com ninguém, deixem-me em paz que estou a curtir com os meus amigos. Normalmente são às 5h da manhã com um nível de alcoolemia invejável, pormenor de somenos importância. A não ser por me fazer pensar que se calhar devia andar assim e não me chatear...
Depois descubro que não, deixa-te de tretas que à simples menção das palavras "relação séria" toda eu tremo por dentro.
Venha mais um copo!

A ironia

de a Casa Branca ser agora habitada por um presidente negro e de este e a sua mulher serem bem mais altos do que os seus predecessores diverte-me no meio da irritação com este "messias" auto-proclamado e envenenado que se afirma como líder do mundo e mete deus ao barulho.
Vai mandar na tua casa, pá!

confessou-se

disse-me sabes?, ela começa sempre as conversas por sabes?, isto irrita-me.
o quê, foi a minha vez de perguntar.
isto de ficar irritada. chateia-me, mas fico chateada, que lhe hei-de fazer?
estás muito densa até para mim, avisei.
às vezes não percebes nada, és uma chata! e amuou.
gajas!

A Economia

Lembro-me pouco da Introdução à Economia de primeiro ano, eu que tenho pouco jeito para não gastar dinheiro, mas recordo com precisão a lei da oferta e da procura e os seus efeitos. Mais que não fosse, porque é vox populi.
Pergunto-me se o valor do indivíduo também decresce com a oferta ou se a única aplicação da teoria à vida prática de todos os dias é mesmo que a oferta e a procura são umas desreguladas que não se entendem quanto aos turnos a cumprir.
Ou como às vezes a oferta é tanta como a procura, apenas (muito) mal direccionada(s).

A princesa e o banco de autocarro

Ainda me dói o rabo.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Eu bem digo que gosto de assados

Pergunto coisas incómodas e imagino situações insustentáveis, que eu já não pertenço ao grupo e, sinceramente, gosto deles os dois, mas daí a aturar o resto, mais o outro com a namorada, vai um tiro. Gigante, no pé.
Depois sonho com isso, claro, e é engraçado como as pessoas são tão iguais a si mesmas nos sonhos, o mesmo estilo, o mesmo desdém e o meu arrependimento igualzinho de me ter metido em confusões. 
Melhor assim, chá e lanche e muitos risos e as caipirinhas ficam para outra altura. Ou outra vida.

Problema de ética

Se fazer greve é ficar em casa em vez de ir para o local de trabalho e simplesmente não trabalhar,
sendo que isso significa que eu, por minha vez, também não trabalho num dia como o de hoje,
x é igual a quê?

Octoverme de sábado à noite e domingo de madrugada

I kissed a girl and I liked it.
Ou para o que haviam de estar guardadas as amizades, sinceramente.
Ah, e P.S. O Plateau é mau demais.

Operação "Vou pra baixo"

Não sabia as saudades que tinha de Lisboa até chegar, a Gare do Oriente a aparecer e eu com o GPS (que nem sabia que tinha) a apitar e a dizer: Toda esta cidade lhe é conhecida e muito familiar. E depois desligou-se, sabendo que eu não precisava dele.
Na ronha, no sábado à tarde, o pensamento saltou logo para o café preferido e a minha zona favorita da cidade, assim como se não tivesse passado o tempo e eu estivesse em minha casa a pensar o típico epá, já chega de ronha, vou mas é à rua tomar um café, arejar a pevide e ver o sol, que por sinal brilhava bastante nesse dia. Estava em casa, casa.
Foram quase 8 anos. Não sei se algum dia voltarei, mas se voltar vai ser voltar para dentro, como umas pantufas quentes e confortáveis que nos assentam na perfeição.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

a.

disse-me sabes, gostava de ser gaja-gajo. mas acho que não sou.
a sério? choquei-me. pensava que tu sim, eras gaja-gajo tão gajo que às vezes duvidava que tivesses alguma parte de gaja.
não, sou a parte gaja, afinal isto andava tudo ao contrário. quero muito ser gajo, mas descubro que sou gaja-gaja e não há nada a fazer. tenho amigas e irmãs e primas gajo, gajos a sério, e vejo que não, não há hipótese, eu sou a das grinaldas e do cavaleiro em cavalo branco e a bela adormecida e à conta disso já comi umas quantas maçãs envenenadas, mas cá ando, moem mas não matam.
então eu sou o quê? o gajo desta relação simbiótica?
deves ser, eu cá é que não sou. o que te vale é que sou só 1/4, vai lá à tua vida.
para o que eu havia de estar guardada.

If I ever feel better

remind me to spend some good time with you
Ou a minha ideia adolescente das saídas à noite. Acho que ouvi George Michael a mais (um álbum, não sei qual) para o bem da minha sanidade mental.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Uma aluna da minha irmã

engalfinhou-se há dias com uma colega e tinha o seguinte a dizer em sua defesa:
"Eu com os nervos mandei-a foder." (Ler com pronúncia de Valongo, por obséquio.)
Eu não tenho defesa possível e nervos só se do sugar high do chocolate, mas ainda assim (e perdoem os olhos mais sensíveis)...
Vai-te foder!

terça-feira, janeiro 13, 2009

Babysitting 101

Não se ficou (verdadeiramente) com uma criança até ao dia em que a dita, muito aflita ao fazer chichi porque lhe dói - e para não fazer para fora - nos pede para sermos nós a segurar-lhe na pilinha.

Logo de manhã, eu a vesti-lo

"Tem dói-dói no rabinho."
"Andaste a dar na cerveja preta, foi?"
Silêncio.
Depois tiro-lhe a fralda e, de facto, o puto está todo-assado-coitadinho.
"Sabes do que é isto? É das comezainas. Dos faisões à caçador e da cerveja preta. Não é?"
E ele muito sério e seguro: "Não."
Não, é do leitinho no biberão, queres ver?

domingo, janeiro 11, 2009

Ontem já não havia capacidade para escrever,

mas!
Pesquisa no Google: alho no cu dá febre.
Resultados:

E ainda

"Esta não bebeu álcool, mas está-se aqui a chapar toda. Assim não consigo lutar contra a Cândida. Eiiiiii... Uouuuu...
Peace, Cândida."

Com a filha

Ela: "Podia vir a senhora da massagem grátis para bebés e massajar-me aqui assim."
Eu: "Eu dizia Esta é a minha filha, o meu bebé, e a senhora Mas é só até aos 12 meses e eu Isto? Ela não tem mais de 11 meses e meio!"
Ela: "Sabe, é que ela é grande. Come muito. E depois fuma-lhe uns charros e fica cheia de fome, que assim medra mais!"
E a Ágata.

Ao minuto 4'50, a Ágata na universidade.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Quem a entende?

Saio da casa de saúde esfomeada, a visita à linda Carolina prolongou-se até à hora do jantar.
Hambúrguer, o que me apetecia era um hambúrguer cheio de batatas fritas. Chego a casa, tiro uma alheira do congelador e ponho batatas com casca e cenoura a cozer.
Apetece-me ouvir a Nossa Senhora de Dorset. Abro o youtube e ponho a Amália no seu melhor Povo que Lavas no Rio.

Quem quer ter uma relação adulta com a Carochinha?

I've mastered the art of pancakes.

(Diz-me uma amiga que estou a pedir demais. Relação adulta? Relação logo-se-vê e já é um pau!)

Neva no Porto

Era só isso.

O meu avô

está sempre a dormir quando vou vê-lo. O que significa que não o vejo há dias e, tendo em conta que ele não vê, há anos que estamos apartados.
O médico não tem boas notícias, só normais: o avô está no fim da vida.
Percebo a revolta dos filhos, mas eles esperavam o quê? Que ele se levantasse e corresse? Deixem-no em paz. (Fica para outro dia a história dele, agora não consigo.)

quinta-feira, janeiro 08, 2009

(And it keeps on flowing...) Da lhengua

Porque é que um sítio cheio de pessoas doentes se chama casa de saúde?

Mais do que panquecas

o que eu gostava mesmo era de fazer o blog todo com um único tema: É denso, sim senhora!
Tenho de aprender a tabelar. E se calhar tirar os comentários.

The icing on the cake

Que não, que não, mas eu sou mais blender. Como a cobertura com cada garfada de bolo, deixo as coisas boas para o fim - o que me (des)ordena até as leituras - e não é que goste do mais ou menos e do razoável, mas não vejo sentido em comer o óptimo e depois de(s)gostar o menos bom isolado.
Excepção feita ao mau, que nunca fica melhor juntando-se ao bom. Ou então toma-se de um gole só, o mau todo com cobertura doce para enganar. E depois muita cobertura para esquecer.
Continuo nas metáforas culinárias, já reparei. Vou fazer panquecas.

Eine Frau ohne Mann ist wie ein Fisch ohne Fahrad

Se fazem tanta falta como os cães na missa,
porque é que gostamos de ouvir ladrar?

2009 é o ano

Apaixono-me na rua. Os Alfa Romeo são sexy, especialmente de óculos escuros.
Serendipity, cara-a-cara na bomba. Alto, olhos claros, cabelo muito curto.
Hormonas ao alto, ontem nasceu a Carolina.
Parabéns, papás!

Ai,

os putos quando estão doentes são tão chatos!
Ou
Coitadinha da carranchecas, infecção no olho, constipação e pilinha sensível de um procedimento médico ontem no pediatra. Até a mim me dói.

Só tem sopa, não tem mais nada?

E ela "Ai, desculpe lá".
E eu a rir-me.
Quente, boa, um consolo.
E a cevadinha dos Samaritanos, olá! beijinho beijinho está boa? bom ano!, no fim.
Piolhámos o par de duas no Mais Velho onde está quente e se fuma.
Amanhã tenho de comprar tabaco.

Uma pessoa quando até está bem-disposta

mas quer assim deprimir-se, 
faz o quê?
Abre o Deezer do irmão e ouve Cranberries. Remédio santo.

P.S. Isto não são parágrafos - são degraus.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ei, que seca!

Pensei eu quando ela me disse que havia um carro telecomandado no armário para usar como engodo para o levar à rua. Depois peguei no comando, ele achou piada a correr atrás do carro e era ver-nos aos dois, a correr e a rirmo-nos rua fora.
Sou uma criança.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Desisteis

Continuo a tentar fumar. Lamento a perda do ritual, a pausa, a saída para a varanda, o prazer que um cigarro me dava.
Continuo a ficar enjoada. No domingo dei-lhe o meu maço quase cheio e hoje cravei um cigarro ao patrão (shame on me). Não adianta.
Desisteis.

P.S. Três enters pequeninos, pequeninos. Aprovas?

Parágrafo(s)

Porque
ela
merece
um
em
exclusivo.


domingo, janeiro 04, 2009

Dos tupperwares

Eu que odeio tupperwares, sofro de compartimentação extrema. É verdade. Penso em certas coisas e vejo o bom e o mau em duas caixinhas diferentes, o que é uma completa estupidez, porque o mau devia envenenar o bom e provocar intoxicação alimentar a qualquer pessoa que tentasse sequer levantar a tampa.
Preciso de meter tudo na misturadora, picar bem picadinho e depois enojar-me devidamente com o resultado. (Já sei, enough with the cooking metaphors. Sorry.)
Também não gosto muito de misturadoras. Gosto de robots de cozinha e de fazer assados demorados no forno.
O frango à la Jamie, com castanhas à la Joana, estava delicioso.

Como sempre, conversa no Gmail

(que se chama Gtalk, irmã, vê lá tu a falta de imaginação)
Ainda sobre isto, as versões e o seu conhecimento.
E vai ela e diz
ela: temia pelo seu bom gosto
não se endoutrinam irmãos no culto a Nossa Senhora de Dorset para depois andarem a misturar Legs com bugalhos

Ahahahahahah!

Quase 7h30 da manhã,

ainda escuro, despedimo-nos em frente a minha casa, depois do pequeno-almoço na única confeitaria aberta aqui da rua.
"Dorme bem!", diz-me ela. "Dorme bem!", respondo.
E as freiras na paragem do autocarro com os olhos esbugalhados a olhar para nós e quase a ter um ataque.
Há lá coisa melhor do que chocar freiras?

sábado, janeiro 03, 2009

No mesmo piso onde está o meu avô

há um quarto com uma placa na porta que diz "Por ordem médica não recebe visitas".
E quem é que me explica a vontade imensa que tenho de entrar naquele quarto?
O que será que a pessoa tem? Estará de castigo?
Qualquer dia não resisto, é assim como ver uma comporta de barragem aberta ou olhar para um precipício: seguramo-nos não para não cair, mas para lutar contra a vontade de nos atirarmos.

Qual é a melhor altura para fumar?

Continuo enjoada at the thought of a smoke.
Continuo com vontade de fumar.
Espero sempre que a traça se transforme em enjoo e, mesmo nos casos em que continua a apetecer-me, ficarei invariavelmente enjoada à primeira passa.
Ou assim espero.
Tenho saudades.

Did I tell you you're divine?

Já não me lembrava, mas esta tem de ser a minha música preferida da PJ.
Para ela, assim à laia de presente de Natal. Ou mimo, que sabe sempre bem, não engorda e não faz borbulhas.



sexta-feira, janeiro 02, 2009

Como tornar-se obsessivo-compulsivo

Diz o J. L. Pio Abreu em "Como tornar-se doente mental" que o objectivo é a preocupação com detalhes, listas, inventários e outros do género, perdendo a noção do propósito dos mesmos. (Por alto.)
Eu gosto de listas. Gosto de detalhes, mesmo dos que não se vêem - ou principalmente desses.
Aliás, na minha urna de recém-cremada quero que escrevam "Was a sucker for detail".
Não sei se tenho perfil de Martha Stewart (e os leitores mais atentos saberão que gosto pouco da mulher), mas gostava de ser uma Jamie Oliver. 
Cozinhar assados cheios de legumes, com sabores de deleitar qualquer um, desde o mais exigente gourmet ao fast-foodeiro empedernido.
Ou pastas cheias de tomate e geniais na sua simplicidade.
Sopas reconfortantes, sanduíches originais e suculentas, sobremesas deliciosas.
(Confesso que as sobremesas estão no fim da lista, detalhe de somenos importância.)
Se calhar isto é de não poder comer tudo o que quero, ou do período, ou de ter feito uma limpeza total, ainda que forçada, ao meu sistema digestivo, que resultou em que tudo me saiba a pedaços de céu, mas se me apanho com um livro do Jamie nas mãos, posso nunca mais ser vista fora da cozinha.
Para já, contento-me em salivar virtualmente.

2009

Tem tudo para ser um grande ano. Basta que seja um ano diferente de 2008, pelo menos dos últimos dias de 2008. Claro que isto não é nenhuma lei da física, é diferente, logo, é melhor.
Mas para já fico-me pela diferença.
Um ano que foi maior que os seus 12 meses acabou de forma algo negra.
Parece que todas as desgraças se concentraram nos últimos dias de Dezembro, assim a ver se chateavam menos.
A saber: dia 24 recebo a notícia de que a cunhada do meu padrinho está a morrer. 
No dia seguinte, de manhã, o susto do irresponsável da família.
No domingo, dia 28, o meu avô é trazido para o Porto por ter piorado.
Passo essa madrugada a vomitar por causa da intoxicação alimentar que correu mais do que uma mesa do restaurante culpado.
Na segunda à tarde, a notícia final de que a Graça tinha morrido.
E, sem dia definido, mas a marcar o fim de 2008, a promessa do que podia ter sido e não foi.
Ou como às vezes tudo parece encaixar e ficamos tão felizes, só para depois se desmoronar como um puzzle de peças danificadas.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

(intoxicações) Mal(imentar)es que vêm por bem

Entro em 2009 sem fumar.
Às vezes apetece-me, mas fico enjoada só de pensar nisso.
Quando me apetece muito e não fico enjoada, arrisco.
Invariavelmente, fico enjoada ainda antes de acabar o cigarro.
Aprendi a beber chá com pouco açúcar, as coisas demasiado doces enjoam-me.
Tudo tem um sabor forte, exquisite.
O jantar de ontem foi batatas cozidas com cenouras, brócolos e pescadinhas. Um fio de azeite, três gotas de limão e eu estava no céu.
E sim, foi intoxicação alimentar. Tão cedo não toco em queijo da serra (escrevê-lo enjoa-me), mas afinal ele não era o culpado.
Num jantar de 18 pessoas, só duas não ficaram doentes - os balentes!
Houve estadias no hospital e febres altas. Eu fiquei-me por aqui, que já sei do que a casa gasta.

2008

365 dias de um ano em perfeito estado e no 366º (eu sei dizer isto, e vocês?), que este ano foi bissexto, enchem-no de velho.
Deve ser assim como as placentas das grávidas. 30 e muitas semanas em perfeito funcionamento e depois, porque convém aos médicos ou porque cada vez mais as pessoas são mais burras, chega-se à 38ª ou 39ª semana e ai, jesus, que a placenta está velha.
Estávamos fartos de 2008? Pois claro.
Estamos esperançosos que 2009 seja um ano melhor? Com certeza.
Só não vejo motivo para maltratar o ano.
O meu avô tem 94 anos e não os fez ontem, não os ganhou de um dia para o outro. Só quem não estava atento não reparou.
Continuo a achar a passagem de ano a coisa mais disparatada que existe, pior ainda do que o Natal.
Ai, gosto tanto de toda a gente do mundo (do Bin Laden também? e do Sócrates?), desejo tantas coisas boas a todos, vamos ser tão felizes, ai, ai, come as passas, pede os desejos, e pronto, é isto.
Faz-me sempre lembrar a primeira passagem de ano de que tenho noção, teria eu talvez 6 anos, todos na Cerâmica, no salão de festas, muita correria e brincadeira e de repente pára tudo que se vai passar o ano.
E a minha indignação, olha que treta, eu estava a brincar!, mas tive de alinhar que todos os meus amigos de brincadeira, incluindo o meu irmão, estavam concentradíssimos nas badaladas e tentavam, ao mesmo tempo, explicar-me a importância do que estava prestes a acontecer.
E eu à espera de uma grande coisa, mudança de sei lá o quê, do ar, das pessoas, do mundo lá fora, e nada. "É isto?", acho que ainda perguntei.
Se não perguntei, devia ter perguntado.
Is that all there is?