segunda-feira, setembro 29, 2008

domingo, setembro 28, 2008

Tive um carro, perdi-o

Só estou a dormir há duas horas quando recebo a chamada.
Eu: Onde estás?
R.: Onde estás?
Eu: Em casa, onde é que achas?
(Sim, tenho mau-feitio ao acordar, principalmente quando me deito tarde preocupada com ele e depois me acorda com perguntas brilhantes em vez de vir para casa.)
R.: Estou em Cedofeita... olha... o teu carro não está no sítio.
Eu: O quê??
(Dei-lhe a chave no Piolho ainda cedo para ele se ir embora, como é que isto aconteceu?)
R.: Não sei, Joana, o carro não está no sítio onde o deixámos. O senhor do café (qual café?, mas tenho muito sono) diz que se calhar a polícia o rebocou.
Eu: ... Vem para casa.
Adormeço outra vez à espera dele, acordo quando vem ao meu quarto. Repetimos a conversa.
Passo meia-hora em agonia na cama. Entre o sono mortal, o cansaço, a angústia de ter ficado sem carro, a fúria, mas a culpa não é dele, será que deixei um vidro aberto, será que a seguradora me dá outro sabendo que estava numa viela, ai, a música toda, perdida, fiquei sem música, coisas difíceis de voltar a conseguir.
A última coisa que me apetece é passar a manhã de Domingo na esquadra da polícia, começo a desejar que me tenham rebocado o carro.
Decido que tem de ser e levanto-me com uma esperança: uma falha na descrição da noite.
Vou ter com ele à cozinha onde está a beber cola e a cozer o feijão para o almoço, de directa. (É bem feita.)
Mas afinal, digo-lhe, onde andaste toda a noite? (Não sou mãe dele, mas ele perdeu-me o carro!)
Conta-me.
- Não mudaste o carro de sítio?
- Não... Ah, espera! Fui levar o E. a casa!
Começa a rir.
- Já sei onde está o carro, está na Rua da Picaria.
Grito-lhe convenientemente, saio para me vestir e aproveito o sol lindo de Domingo de manhã.
O metro deixa-me na Trindade num instante e quando subo a rua onde está (estará?) o meu carro, vejo-o. Lindo.
Nem no Sudoeste fiquei tão contente ao ver o meu carro!
E é por estas e por outras que vou morrer cedo de coração esgotado.

O que me apetece escrever agora

não faria muito sentido para quase ninguém
porque não há censura neste mundo liberal o suficiente para deixar passar.
Algumas coisas é mesmo melhor não serem ditas.

sábado, setembro 27, 2008

Ainda de Trás-os-Montes

Diálogo recorrente
Individuo que posso ou não conhecer (m/f): F.? És a F., não és?
Eu: Não, sou a Joana. A mais nova. (Em Roma, fala trasmontano.)
Diálogo original, à saída do cinema
Individuo que não conheço (m): Desculpa, posso fazer uma pergunta?
Eu (sem saber bem o que se passa, ainda me estou a rir do filme com a prima): Sim...
Individuo que não conheço (m): És a Joana, não és?
Eu (completamente emmerdada, e agora o que é que eu digo): Sou...
Individuo que não conheço (m): Não te lembras de mim, pois não?
Eu (há bocado não era nada, agora é que estou mesmo emmerdada): Err... desculpa, não.
Individuo que não conheço (m): Sou o H., da escola primária, primeira classe.
Eu (depois de uns segundos de hesitação e a mentir com quantos dentes tenho na boca - se mais houvera, mais mentira): ... Ah, sim! Já me lembro, desculpa, estás bom?
Depois dos beijinhos e dos então que tal, por cá?, o choque ainda maior.
Individuo que não conheço (m): Então, que tens feito?
Eu (sentindo-me estupidamente na obrigação de dar um relato completo da minha vida dos últimos, quê, 18 anos?, porra, não se contam 18 anos de vida em 5min depois do cinema a um desconhecido...): Ah, sabes, fui estudar para... e depois trabalhei lá... etc, etc.
Ele é casado e tem uma filha (acho) com um ano e meio.
Agora lembro-me perfeitamente da cara dele, a cara que vi nesse sábado e acho que começo a lembrar-me dele na primária, mas não jurava.
Um mundo noutra galáxia, foi o que senti.
Como é que é possível esquecer assim alguém? E não ser esquecida?
Ai, este alzheimer...

Ontem, no Armazém do Chá,

(não, não bati contra nenhuma mesa e não estranhei a mobília)
percebi sozinha o efeito de triangulação para captar sinais.
Ainda dizem que isto faz mal.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Mais não-sei-quê nocturnas

Há dias acordei a meio da noite com dores nas cutículas, à volta das unhas.
Como se estivessem a arder por dentro.
(Depois levantei-me do sofá e fui para a cama.)
Ainda não fui ao google procurar "dor aguda nas cutículas" ou o seu correspondente em inglês, mas lanço aqui o repto:
o que vos parece que possa ser?

Reflexões nocturnas

1. Já sei como explicar que não gosto de Abba.
Para mim, ouvir o Mamma Mia do spot do American Idols da foxlife é como ouvir a Adelaide Ferreira com o seu "Dava tudo para te ter aqui" ou o "Papel Principal".
(E para escrever este post, lamento informar-vos, tive de procurar "Adelaide Ferreira" no youtube. Ao que chega a responsabilidade editorial...)

2. A minha médica diz que sou alérgica ao pólen. Tretas!

Já agora,

eu estou magra.
(Sim, ainda mais do que nas férias, IR(e)MÃ, não sei bem como...)

Há dias, a conduzir*, ocorreu-me

É preciso azar - os meus pais além de nunca conseguirem ter as filhas magras em simultâneo, agora também parece que não conseguem tê-los empregados.

*as melhores ideias e pensamentos ocorrem-me normalmente a conduzir e, ultimamente, ando a fazer muitos quilómetros

quinta-feira, setembro 25, 2008

Do Food

Há umas semanas que não conto nada das noites de quarta, mas isso não quer dizer que tenha parado de ir.
Na semana passada a chefe estava de férias e eu, sem saber muito bem porquê, fui nomeada cozinheira-chefe interina.
Correu tudo bem, se tivermos em conta que estive sozinha a cozinhar quase uma hora e estava a começar a pensar a quem poderia ligar para ir comigo à distribuição.
Depois chegaram as cavaleiras da Távola Redonda e conseguimos cozinhar tudo a horas.
Saímos sem jantar e sem a concha para servir a massa com coiso que fizemos.
Deleguei a condução noutra pessoa, por várias razões, mas por uma muito forte que era estar farta de conduzir a carrinha, Banco Alimentar nessa manhã e muito tempo para estacionar depois.
A coisa começou a correr mal quando uma das habituais em S. Bento nos atacou, fez uma mossa na porta da carrinha, tentou atirar com a comida e depois virou a mesa com a massa em cima dela.
Acho que nunca estive tão perto de matar alguém.
A santa padroeira dos distribuidores de comida vegetariana para sem-abrigo devia estar do nosso lado nessa noite (desconfio que não tenha muitas solicitações) e a panela caiu de pé no chão.
Servimos cerca de 140 jantares, mais ou menos contados por mim e pela condutora.
Tantos que a comida quase não chegou para o Carregal.
Como sempre, depois das panelas e do lixo, fomos para o Piolho, traumatizadas e exaustas.
Passou-nos depressa e depois só nos ríamos com a Sofia a imitar a loucura da D. Branca. A Marta também contribuiu para a nossa boa disposição, so to speak.
As noites de quarta acabam sempre da mesma maneira, é bom.

Esta semana a chefe estava de volta (ainda bem, porque aquilo custa muito e eu nunca pensei que fosse tão difícil, já lhe disse que tenho um novo respeito ainda maior por ela), fez arroz com açafrão e o mesmo coiso. Claro que o coiso era diferente, chefe é chefe.
Muito pouca gente por ser a última quarta-feira do mês, em que dão comida por trás da Câmara.
Fomos ao Aleixo, estava tudo muito calmo por causa da rusga do dia anterior.
Brincámos que eles ao menos escolhiam os dias certos para as facadas e demais confusões.
("Espera, na segunda não posso que já tenho um tiroteio noutro lado."
"Ah, na quinta não dá, é dia de facadas e impropérios no bairro da minha mulher."
"Pronto, tem de ser terça, na quarta vêm as meninas, por isso só temos terça para andar à facada entre nós. Bota lá!")
Com o carro da polícia estacionado do outro lado da rua, subdued é a palavra que eu escolheria para descrever o ambiente e humor da clientela.
Depois arrumar a carrinha com o condutor regressado das férias (deixei-o conduzir apesar dos pedidos vários que fosse eu a condutora) e depois Piolho.
Apesar do sono que tinha e da vontade de me vir embora, ainda bem que fui.

À quarta à noite,

do Food até casa só demora um Karma Police e um Let Down.
All time favourites, so I guess it's ok.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Do Gerês

não trouxe fotos, mas muito boas memórias. De lá e de outros tempos, mas isso é outra história.
Trouxe também um estado zen multicolorido, um misto de verde das copas frondosas com o verde dos pastos húmidos, azul da chuva e prata da água das fontes, castanho e negro das rochas das serras e branco-algodão do nevoeiro e das nuvens que esconderam o céu.
Comi uvas e amoras e ainda provei medronhos.
Almocei quase ao fim da tarde num parque de merendas no meio da mata com os pássaros como banda sonora, e nunca grão-de-bico com atum me tinha sabido tão bem. A companhia também achou.
Não há melhor sítio para estar só e reflectir, deixar os pensamentos fluir e não deixar a mente presa em nada. A companhia também achou.
Depois voltei para o Porto e ao primeiro semáforo da circunvalação foi-se o zen.

Em Trás-os-Montes

Vi o pôr-do-sol

as nuvens

amoras ainda verdes (as maduras comi-as)

e a lua (quase) cheia ainda de dia.
Quanto tempo é que estas fotos me vão chegar?

sexta-feira, setembro 19, 2008

Do outro lado do Atlântico veio a notícia

Chamávamos-lhe tio e no dia de Natal partiu mangas e papaias aos pedaços e nem tivemos de sair da piscina, ele vinha ter connosco e dava-nos o que quiséssemos.
Tinha sempre amor na voz ao telefone e daquilo que tenho mais pena é de não o ter conhecido melhor, falado mais, ouvido, principalmente, mais.
Lembro-me dos abraços que nos dava e lembro-me, acima de tudo, que vinha sempre, sempre ver-nos.
Ércio

quinta-feira, setembro 18, 2008

Balde de figos e balde de uvas com garrafão

Figos com uvas em balde

Manual de Sobrevivência para Trás-os-Montes

Luvas, isso é ponto assente.
Botas de trabalho convém.
Muito creme hidratante, bem como batôn do cieiro. O vento seca e queima like you wouldn't believe it!
Internet, claro.
Tvcabo também não é má ideia. Não, risque-se isso e ponha-se
Livros, muitos.
Roupa quente.
(É claro que eu apanhei cebolas e figos de unhas pintadas, pulseiras e sapatos abertos, mas teria sido melhor estar bem equipada.)
E, principalmente, ponto mais importante da lista,
Uma razão forte para vir embora. Caso contrário, arriscamo-nos a querer ficar lá para sempre.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Estou apaixonada

Fui às cebolas com os pais substitutos. Antes, comi todas as amoras que encontrei na amoreira grande. Muitas ainda estão verdes. Sujei as mãos todas, como convém.
Seja da idade ou da prática, consegui não sujar a t-shirt.
Depois enterrei-me até aos tornozelos na terra solta à volta das cebolas e ao apanhá-las consegui picar-me numa urtiga e fazer uma ferida noutro dedo. Luvas, é o nome da minha cura.
Enchemos a pá frontal da retroescavadora e eu ataquei a amoreira pela última vez.
Voltei para arrumarmos as cebolas, eram 424.
Enquanto ele ia arrumar a máquina, a madrinha picava comida para os pirús e eu disse
"ficava cá para sempre"
e ouvi
"eu queria-te cá para sempre".
Ao almoço tinha dito ao outro lado que ficava cá, podia ajudar na cozinha e nos coelhos e nos porcos e depois ia dar uma mãozinha à vacaria. Riram-se, mas disseram que sim, posso ficar o tempo que quiser.
Amanhã vou à feira ver os farrachicos, não me perguntem o que é que eu também não sei.
E enquanto faço o caminho entre as duas aldeias, na minha cabeça passa o filme de ficar cá ("para sempre", "eu queria-te cá para sempre") e a lua cheia amarela e redonda mete-se comigo, fica se és mulher. Serei?

sexta-feira, setembro 12, 2008

Se provocar inveja nos outros der mau Kharma,

olha!
Eu vou para Trás-os-Montes, second best na lista de refúgios espirituais. (A tua casa, IR(e)MÃ, continua a ser o Nº 1, claro!)
Vou aproveitar o sol de Setembro, ver as vacas a deitar leite na vacaria do meu primo, ver o pôr-do-sol bíblico no campo de milho em frente.
Vou comer fruta da boa e, o melhor dos melhores, vou procurar amoras. E não me venham dizer que já passou a altura e que agora já não há nada, Agosto é que era, porque eu é que passei a infância e adolescência e sim, parte da vida adulta, a apanhar amoras, tantas, tantas, que às vezes fechava os olhos e só via amoras.
E figos, vou comer figos.
Depois vou à Serra Alta e vou ver a vinha que dá para o Douro e de certeza que me vou sentar nas Eiras, a ver o filme dos anos passados.
E vou estar com os primos e os tios e avós e a madrinha e vai ser uma enchente de mimo que vai dar até ao ano seguinte!
E mais: são quase 300km para ouvir o meu CD dos Radiohead todo, os álbuns todos, over and over again.
Há lá melhor?
Bom fim-de-semana!

quinta-feira, setembro 11, 2008

Júlia Pinheiro ou Oprah?

Vou arranjar as mãos e enquanto espero que o verniz seque, cedo finalmente à voz da Júlia Pinheiro na televisão do cabeleireiro.
O tema não podia ser pior: criança de 17 meses morre sufocada com sopa dada pela ama directamente do pacote.
Dizer que não se percebe que tipo de pessoa faz uma coisa destas é pouco.
Dizer que não posso sequer começar a perceber a mágoa destes pais é o mínimo.
Mas a nossa querida Júlia não, parece doutorada em bacoradas. Assim mesmo.
Pois ela ri-se a meio das explicações, diz barbaridade atrás de bacorada, faz com que o tema pareça uma banalidade, um mimo!
A minha preferida:
Júlia: Pois, agora é começar a ultrapassar. (Fácil, fácil, ó Júlia.)
Pai: Ultrapassar nunca se ultrapassa.
Júlia: (riso nervoso) Pois, claro, não era isso que eu queria dizer...
Então o que era, Júlia? Era que não estás treinada para estas coisas? E que se calhar antes de voltares a levar pessoas em tão óbvio e legítimo sofrimento ao teu programa de mau gosto devias se calhar aprender as regras básicas da condição humana, empatia e compaixão?
E se calhar seres menos tia também ajudava, não?
Eu gosto pouco da Oprah por ser tudo tão encenado e estudado, mas ao menos essa já aprendeu a fingir (e bem) que sente a dor das pessoas.
Entre as duas, a escolha é óbvia: Fátima Lopes. Trigueirinha e coloquial, mas ao menos com um coração a sério e coragem para abordar temas difíceis.
Uva, é o nome do verniz.

terça-feira, setembro 09, 2008

A tal da roda

SW - Björk





Durante o concerto de Björk liguei à minha irmã e deixei-a ouvir uma música quase inteira.
Não sei qual foi o espanto, eu sou uma pessoa generosa e não queria ter de estar atenta ao telemóvel, ela que desligasse quando se fartasse.
Lembro-me da sensação de estar noutro mundo, um mundo com regras próprias completamente estranhas ao mundo real, fora daquele recinto.
E lembro-me de andar com essa sensação durante os quatro dias inteiros.
Mas também pode ter sido do álcool, não sei.

Não me lembro dos outros carros,

por isso esta história passa-se no Mercedes 300 azul claro.
Nós éramos seis e viajávamos sempre de carro. Vivendo em Trás-os-Montes, as viagens eram muitas e compridas. Cinco horas até ao Porto, quase sete até Viana, nem quero saber bem quantas até ao Algarve.
As curvas de Mirandela, Murça, Fafe. Ainda fico enjoada só de falar nisso.
A banda sonora habitual nestas viagens vinham das cassetes de fado do meu Pai, excepto quando ele se punha a cantar - fado também, claro, mas às vezes também a chamada música de touradas, na brincadeira.
Como se pode imaginar, eu detestava fado. Sabia que suportava a Amália um bocadinho mais do que os outros e tinha, vá-se lá saber porquê, um afecto especial por fado de Coimbra, sim, aquele que dá imediatamente vontade de cortar os pulsos. (Sempre fui uma drama queen.)
Mas detestava fado.
E um dia, numa viagem não sei muito bem para onde, acho que sozinha com os meus pais, ouvi o "Barco Negro" cantado pela Amália. E apaixonei-me.
E continuo a não gostar de fado a não ser o cantado pela Amália e pela Cristina Branco, claro. Porque o fado é imenso e tão variável como o mar e pode ser cantado de inúmeras maneiras.
Por isso foi duplamente especial para mim quando, em Lagos, a Cristina cantou o "Barco Negro".
Na emoção do pós-concerto, eu e a IR(e)MÃ chegámos a dizer que o espírito da Amália guia a Cristina (e não tínhamos fumado nada).
Na verdade, não sei o que a guia. Só sei dizer ainda bem que a guia.



Live in Athens, 2001

sexta-feira, setembro 05, 2008

Banda sonora perfeita

para um dia como este.

"All is Violent, All is Bright"
God is an Astronaut

quarta-feira, setembro 03, 2008

Vejo fotos do SW III

(E eu prometo que páro com esta série muito em breve, but bear with me.)
E apercebo-me do mar de gente que nos rodeava em todos os momentos.
É um bocadinho assustador (hence the panic attack), mas eu, a partir do momento em que entrei pela primeira vez naquele recinto, juro que não me apercebi.
E vivam as coisas que fazem rir!

Vejo fotos do SW II

E penso: que raio é isto? Eu não vi isto! Ai, será que eles foram para outro concerto e eu não reparei? Realmente, era difícil manter-nos todos no mesmo sítio, deve ter sido isso...
E depois lembro-me.
Dolorosamente.
Foi o concerto que eu perdi.
Porque me esqueci de jantar.
E a certa altura... não, é melhor não dizer nada.
Só que o meu filho preferido se tornou essa noite no meu FQ e ele sabe.
A Mãe depois leva-te a ver os senhores, 'tá bem?

Vejo fotos do SW

E ocorre-me agora que passámos os 4 dias a falar da roda gigante e que depressa que ela andava, aquilo é perigoso, não é, deve ser, dizia eu, mas anda assim tão depressa?, inocente que eu sou, olha para lá, diziam eles, e eu logo, de facto, que raio de coisa, eu é que não andava ali.
E agora fiquei sem saber: andava assim tão depressa?
Acho que nenhum de nós estava em condições de ajuizar.

segunda-feira, setembro 01, 2008

SW - o primeiro dia

Ao chegar tive um ataque de pânico, tantos carros e tanta gente, ela teve um ataque de estupidez, tanto rum com cola e tanto fumo na viagem.
Combina, portanto.
Depois estacionei, mudei de roupa e esqueci-me imediatamente do sítio onde pus o carro. Ideal para quem quer andar meia-hora à procura do veículo nas primeiras horas da manhã, depois de uma boa dose de concertos e cheia de sono, com as tendas por montar.
Melhor começo seria impossível, portanto.

De volta

Acordo e quase visto o biquini antes de me aperceber que estou no Porto.
A perspectiva de contar o mês que passou assusta-me.
Depois abro o blog e lembro-me das saudades que tive.
A conta-gotas, nos próximos dias vou contar o SW, o regresso a Odeceixe, Sagres e as férias em Salema.
Mas não vou contar tudo. ;)