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sábado, julho 17, 2010

What a perfect B-day

Não me queixo. Trabalho novo, almoço com a filha, dinheirinho na conta, prenda em numerário imediatamente convertida em sandálias novas em saldo (ainda trouxe troco!), família, amigos, copos e diversão. Mais prendas: colar giríssimo com brincos, gloss fantástico, íman com mensagem sentida, e, last but not least, a inscrição de Parabéns num fumante feito especialmente para mim. Mais do que o valor, a beleza ou a oportunidade, comovi-me com a lembrança de todos. Não há dinheiro que pague os amigos, os que esperamos e os que aparecem sem contarmos.
Está tudo perfeito? Não. Tenho tudo o que quero? Ainda não. (E ainda bem.) Estou feliz? Muito. Saboreio a palavra e a sensação.

A diferença dos 30

Não consigo ir para a cama sem tirar a maquilhagem. Nem mesmo quando são 8h da manhã, como hoje. Adeus horrorosos 18, 20 (e por aí fora), com os vossos olhos rimelados, as manchas na almofada, a pele destruída de manhã.

sexta-feira, julho 09, 2010

Espelhos internos e outras reflexões

Sou menina para ver tudo negro quando as coisas não me correm de feição. E normalmente as coisas não me correm de feição, porque se há coisinha que ainda não encasquetei neste meu cérebro trintão (inicio na próxima sexta-feira o meu 31º ano de vida, atenção) é que não posso controlar o mundo nem as pessoas nele contidas. Assim mais explicadinho, não posso obrigar as pessoas a fazer o que eu quero, como eu quero. Nos vinte deparei-me com este calhau na estrada e devo andar à cabeçada a ele, porque ainda não o ultrapassei. E dói-me um bocado a cabeça.
Outra coisa que ainda não ultrapassei, e eu juro que queria muito, é a minha aversão a bichos. Encontrei uma lagarta verde, verdinha no prato do manjerico de São João (que resiste apesar das minhas investidas diárias de água) e sem saber bem como salvá-la dali (tinha casulo e tudo), acho que matei a pobre da bichita. Quantas vidas de lagarta terei de viver até expiar este pecado? (Já nem conto os mosquitos, melgas e moscas.) Parece que não tem nada a ver, mas tem - queria ser adulta para ser consequente, não matar bichos a não ser quando extremamente necessário (esses nojos que são as melgas e os mosquitos), e entender de uma vez por todas que desde que faça tudo ao meu alcance, o resto não é responsabilidade minha. Leia-se, controlado por mim.
Uma semaninha para crescer e sair do casulo, será que chega?

quinta-feira, julho 08, 2010

terça-feira, julho 06, 2010

Trinta

Daqui a 10 dias faço 30 anos. Sim, já se sabe. Para mim é um marco importante, mais do que doloroso ou difícil. Vim de Vila do Conde mais cedo por causa do apagão que me impediu de ver os últimos cinco minutos de um filme muito bom, que me fez pensar no fim-de-semana passado e nos meus 30 anos. Não me posso queixar: tenho dois braços e duas pernas que funcionam, um cérebro que, à parte precisar de mais RAM, não se porta nada mal, e duas irmãs fantásticas mais um irmão que me faz rir como ninguém. Tenho medo de morrer, o que é sempre saudável, e estou ansiosa por ver como são os 30. Pedidos, só um: uma bela prenda de anos do Universo (ou do Bruce, ou lá o que é).

sábado, junho 26, 2010

É fazer as contas

Andei a pensar e concluí que sou menina para ter lido pouco mais de 100 livros na vida. Não sei precisar quantos, ao certo, mas parece-me que o número é bastante vergonhoso mesmo sem precisão. Senão, vejamos os números: (quase) 30 anos de vida, 24 deles alfabetizados (não sei precisar quantos letrados, porque ainda hoje tenho alguma dificuldade em preencher formulários da Comissão Europeia, mas já me disseram que isso não é de mim), o que dá uma média de quatro livros por ano (give or take). Tendo em conta que sou perfeitamente capaz de devorar este número em duas semanas de férias, estou neste momento bastante envergonhada. Mais: se tivermos em conta que já pintei o cabelo sete vezes na vida e, ao que a brincadeira custa, podia ter comprado cerca de... hummm... seis vezes três, dezoito... para aí 16 livros caros, ou seja, bastantes livros baratos e mais umas quantas pechinchas, a minha urgente necessidade de livração parece-me um escândalo. De modos que é assim. Faço 30 anos daqui a três semanas e só li uma centena de livros na vida. Help, anyone?