segunda-feira, março 31, 2008

Para o H., o A. e o M.

Melhor frase de engate que conheço:
segue-se uma rapariga até à casa-de-banho, espera-se cá fora que ela saia, com pose de engatatão, e pergunta-se
"Então, foste cagar?"
LOL!

O dia vai ser complicado

Ainda não eram 8h30 da manhã e já a senhora da limpeza me queria pôr a chorar.
Gostei de a conhecer, chamava-me sempre Joaninha e, quando estava chateada, Menina Joaninha.
Que morram poucos pombos no jardim e que os "meninos" se portem bem e sujem pouco.

domingo, março 30, 2008

E não, não me venham cá dizer

que o penúltimo post está directamente relacionado com o último.
Isto é falta de maquilhagem. E de sono.

Não sei o que é pior

disto de confundir a hora de deitar com a de acordar.
Por um lado, dorme-se o dia todo e mesmo quando se acorda ainda com sol, a sensação é de que o dia nos fugiu.
Por outro lado, no dia seguinte, às 4h da manhã e ao regressar a casa, não há sono que nos pegue e ficamos no sofá a ver a má versão americana da série mais fantasticamente constrangedora do génio britânico.
Que digo eu, a série é a mais fantasticamente constrangedora e genial que existe. Ponto.
Não sei que mania têm os americanos de estragarem tudo com versões made in usa.
Exemplos: 1 e 2.
Por outro lado ainda, deixa-me neste estado pseudo-contemplativo em que arruino a reputação de excelentes posts (lol) com considerações que não mecerem the light of day.
É disso que preciso, light of day.

Confirmado,

tenho ar de velha.
Acabaram de me cravar para comprar tabaco. Restrições de idade, e os miúdos tinham 17 anos.
Acho que fiz mal. Lol!
On second thought, tenho mais 10 anos que eles, é normal que se note.
Estou na flor da idade! (E mudei de café.)

sábado, março 29, 2008

Ontem

acho que percebi algumas coisas sobre o mundo, a vida e a amizade.
É pena que tenha bebido tanto que já não me lembre o que era.
Suffice it to say, chocolates belgas não são uma boa alimentação.

Ainda sobre o carro

Ontem descobri que o rádio tem uma tecla de "Random" e uma de "Repeat".
Eu já tinha dito que o meu carro é uma discoteca. Confere.

O sensor está avariado

A rapariga sentada na pontinha do banco não faz disparar o sensor do cinto, mas a minha carteira e um livro fazem??
Raio do carro.

Ontem, no Bairro (II)

A PSP a fazer detenções, muito alarido e estrilho, e um gajo que não consegue descolar da cena, qual mirone de acidentes.
Não percebo o interesse.

Ontem, no Bairro

Vi o vocalista dos Smashing Pumpkins.
Não, espera, era só um gordo barbudo. My bad.

sexta-feira, março 28, 2008

Ao Bruno Brito do Martinho da Arcada

Muito obrigada pelo recado!
O Sr. Mário não estava, mas fomos muitíssimo bem tratadas por todos.
Os petiscos eram excelentes, as vossas moelas são daqui!
Da próxima vez, que seja também a empresa da amiga turista a pagar, mas que o picapau seja de porco.

The world is not coming to an end

De todos os lados surgem ofertas de ajuda genuínas.

Almirante Reis abaixo,

descubro que os eléctricos têm piscas.
(A seguir estacionei ao pé da Casa dos Bicos e descobri muitas mais coisas da vida, mas isso fica para outro post.)

quinta-feira, março 27, 2008

Olho para o copo de água

e quem havia de lá estar de molho?
Isso mesmo, o auricular do computador. Pior, o do lado esquerdo, o único que ainda funciona.
Sacudo-o e deixo secar. Apesar da água que ainda tem dentro, continua a funcionar!
Acho que vou mergulhar o lado direito no copinho, a ver se lhe passa a tosse.

Paradoxos

O fumo dos cigarros dos outros incomoda-me.

A pior parte

de se fumar regularmente, mesmo que muito pouco por dia (ou se calhar não assim tão pouco) é aquilo do coiso e tal, já cá se sabe, mas também
o primeiro cigarro do dia já não dar aquela sensação.

A melhor parte

de chegar cedo ao trabalho, mesmo com pouco mais de 3h hora de sono,
é ter tempo para um cigarro.

quarta-feira, março 26, 2008

Ah, esqueci-me de dizer

que os panachés que são finos traçados são baratos em Trás-os-Montes, €6,40 por oito finos.
Duas coisas: não, não fui eu que bebi tudo, éramos quatro.
E sim, há compensações da música de carrinhos-de-choque.

terça-feira, março 25, 2008

A manhã ainda mal começou

e depois do típico pequeno-almoço dos últimos tempos (café com leite e pão-de-ló), a rotina de deixar a rapariga no metro e vir para o trabalho (parecemos um casal de velhos), um café para acordar de uma noite mal dormida e um cigarro (nada que se compare ao café da cozinha da mana, ou aos cigarros da mesma mana),
recebo de prenda incenso que não vou poder cheirar
inicio uma longa conversa com um colega de outro escritório que nem sequer conheço
e percebo
não sei o que percebo
mas é bom.

segunda-feira, março 24, 2008

Em Trás-os-Montes

fuma-se em todos os bares, os panachés são (finos) traçados e a música é de carrinhos-de-choque.
Está-se bem, apesar de tudo.

E assim se descobre

que bolhacas é uma palavra mirandesa (em Mirandum).

Tardes assim...

...há muitas, mas só em Trás-os-Montes.

Bolhacas

Fizeram as delícias da minha infância.
Trouxe duas comigo, quentes do sol.

quarta-feira, março 19, 2008

A posição

é privilegiada.
Vejo-os entrar.
Sei-lhes os nomes, as funções, os projectos.
Sei os casamentos, os filhos, os divórcios, as namoradas.
Sei as confusões.
Por interesse ou por tradição, falo com eles, pergunto-lhes coisas, sei-lhes (parte) da vida.
Vejo e ouço mais do que quero, as discussões, os atritos profissionais, a vida privada em display do outro lado do vidro.
Eles dizem que eu sei tudo.
Vou ter saudades deles.

Primavera

Primavera? A sério?
Não pode ser.
Primavera, a sério?
Tenho o calendário avariado. Parei no Outono que não foi e parecia o Verão que não houve.
Update, update.

Dos hábitos

As rotinas ganham-se muito depressa, perdem-se muito lentamente. Com esforço.
Não tem muito sentido, mas é assim. Ou se calhar tem, se os hábitos forem bons.
As desilusões magoam, mas as aproximações são tão boas.
E eu sei que há muitas mais coisas boas à minha espera.

VOL 53

Racionalmente, há aqui três hipóteses: ou eu já estou surda, ou vou ficar ou o disco está gravado muito baixo.
Irracionalmente, preciso de abafar-me em som.

(Se os rádios tivessem os graus de volume por descrição e não por simples números, o título não precisava de ser explicado como "eu pensava que ter o disco a 30 e tal de volume era muito alto" ou "entrámos na zona do aos-berros".)

terça-feira, março 18, 2008

segunda-feira, março 17, 2008

Sempre a aprender, sempre a aprender

Qualquer dia sou um génio!

A semana que hoje começa

já começou atrasada.
Em horas de sono e descanso.
Sonhos irrequietos toda a noite não ajudam, mas deve ter sido da cama, que a companhia também sonhou imenso.
E antes que se ponham a pensar no que isto quer dizer, era uma amiga, dormi em casa de uma amiga!
Cuscos.

Das sensações estranhas

Ter acentos no teclado novamente.
Agora o esforço para os usar é tanto como o que fiz para me habituar à ausência deles.
Welcome back!

Das boas sensações físicas

Conduzir o meu carro outra vez.
Assenta-me como pantufas confortáveis e fiéis.

domingo, março 16, 2008

A menos de duas horas de partir

e nao se deixem enganar pela hora do post, que isto estah pela hora portuguesa,
o que aprendi no retiro espiritual:
nao ha grande problema em nao ter acentos no teclado, entendemo-nos na mesma (e por aqui se ve como jah estou em Lisboa ha muitos anos, ia escrever "ah mesma", mas refreei-me - dah que pensar, primeiro o sotaque do Porto a substituir o trasmontano, agora as expressoes lisboetas a ganharem forca - talvez nao valha a pena resistir, let it flow)
let go, outra licao importante e mote deste ano
imperialismo emocional
e, a mais importante de todas, a definicao de interactividade.
Com quem estamos bem, o que queremos para nos e a verdade de escolhermos sempre a pensar no mais importante: a nossa felicidade.
Ah, e claro, uma casa de dois quartos e duas casas-de-banho limpa-se num instante!

A curtir

a moca do primeiro cigarro do dia.

Principios

Eu jah os vi e por isso devia estar menos dividida, vai ser a mesma coisa e ainda por cima 5 euros mais cara, mas, mas, mas, mas Campo Pequeno???
Porra!!

A prova provada

que o meu frances precisa de treino eh que jah eh a terceira vez que edito o titulo deste post.
Acho que agora jah nao ha erros - mas posso estar enganada.

sábado, março 15, 2008

Bom, bom

eh um pain au chocolat, um cafe com leite
e um cigarro depois.

As sessoes terapeuticas

com a melhor terapeuta do mundo duram ateh ahs 4h da manha.
Fala-se, comparam-se historias e sensacoes, chora-se, sim, fuma-se um bocado e ateh se bebe, mas ontem acho que foi soh mesmo agua, para hidratar.
A culpa atribuida aos responsaveis, os erros assumidos, a catarse necessaria.
Tanta ferramenta, tanto trabalho que temos pela frente.
Suponho que seja assim para todos e nem sequer presumo que a minha vida eh pior do que a dos outros, nunca gostei da palavra vitima.
Mas eh preciso trazer ao de cima as feridas, abri-las mesmo, se necessario, para depois as poder fechar, curar, esquecer.
E fazer melhor, doravante - esta sim, palavra de que eu gosto.
Depois os sonhos sao agitados, numa especie de esterilizacao do interior, fervem-se as impurezas.
Liberta-se.
Ainda a tenho comigo e isso nao estah bem.
Para terminar, a nossa cura tambem vem de deixar curar os outros. E de admitir o mal que fizemos. Foi o melhor (palavra cinica, mas nao ha outra) que pude e soube fazer.

Analogia

Depois de um camiao TIR nos passar por cima, eh normal termos medo de andar na estrada.
A pouco e pouco forcamo-nos a faze-lo, tem de ser, nao ha outro caminho, nao ha outro meio de transporte. Mas isso nao significa que estejamos curados da ferida.
Soh que um dia acordamos e sentimos vontade de ir para a estrada, desejamo-lo e sentimo-nos felizes por isso.
Eh o principio da cura.

Para a Mana

sexta-feira, março 14, 2008

Voltar para tras

Quando se avanca no caminho, ha pessoas e afectos que deixamos para tras.
Sera valido, honesto, deixar pessoas para tras e abrir a nossa vida (e o coracao) a pessoas novas?
Nao seria mais justo, mais responsavel voltarmos atras e apanharmos o que deixamos cair, restabelecer contactos e tentar novamente?
A resposta, a minha resposta a tudo isto eh nao.
Ha pessoas que ficarao sempre lah, no nosso passado, aquele amigo do liceu, a melhor amiga da escola, o professor especial, tantas pessoas.
Quem vale a pena, como se isto fosse um concurso?
Eu digo que valem a pena todos os que nos amam, todos os que sao carne da carne, todos os que sao especiais. Na verdade, aqueles que possam continuar o caminho ao nosso lado.
E que possam alegrar-se connosco do crescimento do circulo, welcome people to our town.
Voltar para tras foi a melhor coisa que alguma vez nao fiz.

L'assurance et le petit banque

O senhorio da mana e os operarios de construcao.
E eu na sala, de pijama, ainda que maquilhada do rendez-vous de ce matin, no computador a falar no MSN.
Bela imagem, sim senhor.

quinta-feira, março 13, 2008

O que me espera


A Pascoa

Eh uma altura pesarosa, de sacrificio, e dias depois, rejoice, He is returned.
Pois, pois, tudo muito catolico. Nada o meu genero, mas cah estah, imbuido nas entranhas e toda eu sou assim.
Minto.
Para mim a Pascoa eh, ha muitos anos, uma altura quente de sol, comida boa, reencontros e, desde o ano passado, tempo bem passado com a familia. Isso foi sempre, claro, mas desde o ano passado, noutras modalidades.
Este ano o ciclo repetir-se-ah, digo eu.
Ainda nao sei se estou preparada para 500km sozinha a conduzir, mas com muita musica talvez lah vah. Lah em destino final e lah a Tras-os-Montes.
Preciso da terra quente das vinhas e do abraco bom da familia. E do vento agreste, do frio, das vacas, das estradas estreitas, da paisagem verde e castanha, das pedras.
Nao preciso das perguntas, dos lamentos e dos ai jesus e agora minha filha o que vai ser da tua vida - era bom se ninguem o fizesse, mas jah sei que tenho o escudo maior na prima.
Nao os posso censurar, ainda nem com a madrinha adorada falei. Terei paciencia para desfiar o rosario mais uma vez?
Melhor seria junta-los todos, fazer mesa redonda, perguntas no fim e pronto, assunto resolvido.
Serah lavar a ferida com sal, mas o que arde cura. Oxalah!
Vou sozinha e isso eh tao bom.

Pois eh, pois eh

eu sou novata e tal e por isso ainda acho que vale a pena falar do assunto, mas o problema aqui, reparem nisto, eh que para uma nao-fumadora convicta durante quase todos os seus 27 anos (se calhar nao devia contar aquelas semanas no 9o ano em que compravamos tabaco para sete e aquilo durava e eu, estupidifiquem, nem sequer sabia travar, o que suporta a minha teoria de que isto nao devia contar, mas adiante)
um cigarro dah uma moca bestial.
Talvez venha dai o vicio.

No Lux (II)

alem de haver casas-de-banho soh para a sanita, ah frances, as sanitas sao estranhas e fazem-nos confrontar com o que fazemos.
Sem entrar em muitos pormenores, mas jah escatologicamente falando, ou sou eu que ando muito mal, ou entao jah nao estava mesmo habituada a ver o que faco.
E mais nao digo.

No Lux

os carros tem disticos com horas de estacionamento, num sistema que ainda nao percebi muito bem, mas tambem ainda nao me dei ao trabalho de perguntar, e os predios sao tao aquecidos que o cunhado sugere deixar a porta aberta para aquecer a casa. Eu concordo.

Depois do cinema

take-away do Tibetano.
Ele eh catolico e a mulher budista.
Apertou a mao da mana quando entramos e a minha tambem. Optimo, soh serenidade.
Tanta simpatia.
O Luxemburgo cresce no meu mapa mental com estes momentos.

quarta-feira, março 12, 2008

Hoje, com a mana

e com desconto (se bem que eu nao paguei o bilhete, va-se la saber porque, mas a mana nao deixou).
Terror's Advocate
Nao encontro fotos e nao me apetece procurar, ide ver o site.
Um desafio vezes dois: entender um homem que defendeu acusados como o Klaus Barbie e entender um filme inteiro em frances, sem legendas, que isto eh um pais francofono.
Ah, e mesmo que nao fosse, eu tambem nao ia la com legendas em luxemburgues ou alemao. (Lol para mim.)
Podia agora deixar aqui as minhas conclusoes de tao longo documentario (2h30, ainda falam mal do Oliveira), mas nao posso. Quando nao estava a esforcar-me para entender o que se dizia, estava a invejar o senhor sentado ao lado da mana, que dormia a sono solto.

O que acontece

Nada acontece por acaso.
Nao acredito em destinos tracados, mais em caminhos a percorrer.
Alias, a melhor definicao de destino que ja vi foi num filme (where else?) em que um tipo dizia que o destino eh como estar num barco a remar de costas para a corrente e o destino eh o que fica para tras, e o que esta ah frente nao se ve, escolhemos inconscientemente. O caminho que tracamos, no fundo.
Nao adianta perguntarem que filme foi, que eu nao me lembro.
Sei apenas que a imagem ficou e o rio era o Nilo, pus-me logo num barco a remar Nilo fora, as aulas de Historia do 7o ano ainda a fazer efeito, que o rio eh dificil de percorrer por ter pouca corrente. Sou tao freudiana.
Encontramo-nos todos para nos ajudarmos uns aos outros. Ahs vezes para nos fazermos mal uns aos outros, infelizmente. Mas aprende-se tanto com o sofrimento.
Nem que seja para termos empatia por uma amiga que passa por uma situacao parecida com a nossa.
Sempre soube que era uma caretaker, bem escondida debaixo da carapaca dura de carangueja.
(Isto soa a presuncao? So be it.)

Prioridades

A irma guarda volumes de tabaco na despensa em quantidade.
Eu guardo pacotes de lencos de papel.

Cronicas do Luxemburgo

Na casa da irma faz-se o almoco-lanche em 10min (gnocci com pesto, bem bom), bebe-se o fim do champagne comprado por erro (meio-seco em vez de brut e ele gozou com ela por isso - claramente, uma boa relacao) e fuma-se na cozinha.
Alias, na casa da irma fuma-se em todo o lado.
O tabaco vem da despensa e dai se ve que isto eh um caso serio.
O primeiro foi autorizado, os outros sao ah vontade.
E, num instante que durou mais de 5h, cah estou.
Se ha refugio espiritual maior que o Luxemburgo, nao sei.

O perigo de nao dormir

So me apercebi agora que dei um euro de gorjeta ao taxista que hoje de manha quase me fez perder o aviao.
Tudo porque me enganei a fazer os trocos.
I feel stupid.

terça-feira, março 11, 2008

De viagem

Sai-se de Lisboa com sol e passados 40min e uma soneca, aterra-se no estrangeiro cinzento, frio, chuvoso. Nao, espera, eh o Porto.
Boa antevisao do Luxemburgo, digo eu.
O aeroporto do Porto pode ser o melhor da Europa, mas aposto que eh tambem o mais frio.
Esta gente nunca ouviu falar em aquecimento?
Fechai lah as janelas!

segunda-feira, março 10, 2008

De cor

sei a minha password habitual, incluindo as múltiplas variações para as várias contas e fins, sei a password do trabalho, que só uso de vez em quando porque aquilo que eu não sei nem posso descrever está desligado, ainda sei o número dele, mas espero esquecer-me a qualquer momento, não sei número nenhum de mais ninguém, ou quase, porque as memórias dos telemóveis superam e tornam a minha memória obsoleta, sei várias músicas bem antigas de cor, apesar das últimas brancas, sei filmes quase inteiros, códigos multibanco e acesso online, sei tanta coisa que não interessa para nada.
Se calhar não sei o essencial, mas aqui entre nós, com menos de 4h de sono depois de um fim-de-semana que deitava qualquer touro abaixo, não estou muito preocupada.
Não cair para cima do teclado, ora aí está uma bela preocupação e objectivo de vida!

One wing

isn't even enough
It isn't even enough
To leave

Modest Mouse, ou o vício do momento

No Jamaica

Passam Cure e Nirvana e eu sei que estou velha quando não me lembro da letra da minha música favorita dos Nirvana e só consigo acompanhar o here we are now, entertain us.
Horas depois, I feel stupid and contagious.

Fim-de-semana

Entre mudanças, falta de água em casa, arroz de marisco para 10, piñas coladas caseiras e brasileiros malucos, o meu fim-de-semana deu cabo de mim ainda antes de chegar a Domingo.
Depois tive uma pausa e recomeçou tudo à meia-noite.
Os galos cantam às 3h da manhã e eu que só queria dormir.
Hoje sou um caracol.
Bom dia para todos!

sexta-feira, março 07, 2008

You Got Yr. Cherry Bomb

Life can be so fair
Let it go on and on
I can push for good
You got that cherry bomb
Blow out that cherry bomb for me
We lost it long ago
You and me

Now you know your way back from the spirit far
Brush your teeth for bed
Blow out that cherry bomb
Blow out that cherry bomb for me
You got to know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve (c'mon)

It was the longest day that I had ever known
I watched you start that drive alone
Blow out that cherry bomb for me
It's gonna burn right up your sleeve
Burn right up your sleeve

So there you go again
Out in your dressing gown
Get yourself to bed
Blow out that cherry bomb

Oh, life can be so fair
Let it go on and on
I could pay to have all your cherry bomb
Oh, life can be so fair
Let it go on and on
I could pay to have all your cherry bomb

Spoon, Ga Ga Ga Ga Ga

É muito mau se eu escrever que

And if you only knew
Just how much the sun needs you
To help him light the skies
You would be surprised
?
O blog é meu.

O tempo para reflectir

às vezes vem do camião do lixo à nossa frente, que nos obriga a ouvir o open your arms and welcome e a escrever no telemóvel.
E ficar?

quinta-feira, março 06, 2008

Discussão

Isto das limas é fraude, diz ela. Eu acho que não leva limão nenhum.
Mas as receitas têm todas lima ou limão, digo eu.
Alguns momentos de reflexão depois e

Fogo, como eu estava!

Sim, o Mojito leva limão.

segunda-feira, março 03, 2008

Domingo, 20h, eu a comer depois de acordar

Café favorito (claramente, uma óptima relação simbiótica), duas senhoras das que gosto de enquadrar na categoria «solteironas com alguma idade que querem fazer parecer que se bastam a elas mesmas, mas depois arranjam "animais de companhia" e só esta designação já diz tudo, companhia como em, de resto estaria sozinha, o que é bastante triste, mas olha, ao menos têm amigas, eu estava sozinha a comer por isso não posso falar e o melhor será mesmo calar-me, excepto para dizer o seguinte»:
Depois de muita conversa sobre onde é que ele já se põe e qual é o sofá que gosta mais e eu ainda a pensar que poderia ser uma pessoa, um filho adolescente ou algo assim, mas nesta fase não estou muito atenta, porque não sei se leram em cima, mas eram 20h e eu estava a comer pela primeira vez nesse dia, tinha acordado há hora e meia e se não percebem porque é que isso aconteceu, leiam o post anterior, agora não tenho tempo para explicar e isto é cada um por si, vá, ala que se faz tarde,
estão elas nisto e a que não é a dona está a ver fotografias e começa
"Ai, mas ele é mesmo grande"
altura em que eu, por muito ressacada que estivesse, ok, já percebi, é um animal, ninguém fala assim de pessoas. Ou por outra, se falassem, já este post estava escrito e olhem, está a demorar um bocado, não está?
Siga.
Dá-se o click, o click que normalmente me faz ficar mais atenta e ouvir com detalhe o que se diz mesmo ao meu lado.
E ouço:
(A dona) "Ele é muito expressivo, tem muitas expressões, muitas. Não dá para...
(A outra) "Pois, ficas..."
(A dona) "Olho para ele e não tenho coragem."

Ou as dificuldades de educar um animal.

Bom dia ou Boa noite?

À entrada da discoteca dizem-me Bom dia.
Faz-me lembrar um certo sketch cómico e apetece-me logo entrar numa discussão de
"Bom dia não, é Boa noite!"
"Não, é Bom dia, já está claro."
"Está claro, mas isto é uma discoteca, é Boa noite."
"É uma discoteca, mas são 7h30 da manhã."
"Sim, mas na Suécia às 7h30 da manhã está escuro, por isso é Boa noite."
"Pois, mas aqui está claro, já nasceu o sol, por isso é Bom dia e é se queres entrar."
"Ok."