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quinta-feira, maio 20, 2010

quinta-feira, janeiro 07, 2010

A Carolina

A Carolina três mulheres numa só
ar de menina
sapiência de avó
luz da mulher
que se quer levar p’la noite dentro
abrigada do vento
rosa-dos-ventos, caravela veloz
Carolindeza
você vem na correnteza
enredar-se em mim
enamorar-se de mim

o nosso folhetim
segue dentro de momentos
Amores, amores vão
amores, amores vêm
mas a Carolina há-de ser mais além
imprescindível presença
que o fogo e a terra condensa
dito da forma mais simples
faz-me bem

Mas oh Carolina
sei mais coisas de ti
Carolindeza
coisa da natureza inundada de sumo
iluminada de sumo
dito em resumo
ri melhor quem com teu rir ri

Rimo-nos juntos
já não morremos hoje
fomos a ssuntos
desses de “toca e foge”
tocamos longe
no fundo da proximidade
para lá da verdade
mas oh Carolina
verdadeiro em você
Carolindeza
é o padrão de beleza
que eu, a ser ditador
gostaria de impôr
pensando melhor
dou-te o meu reino por um beijo

Amores, amores vão
amores, amores vêm
mas a Carolina há-de ser mais além
imprescindível presença
que o fogo e a terra condensa
dito da forma mais simples
faz-me bem

Parabéns, pequenina!

quinta-feira, setembro 17, 2009

A afilhada

senta-se sozinha e está grande, cresceu tanto em comprimento como em perímetro cefálico. A minha mãe diz que ela tem a cabeça pequenina, eu digo que a minha mãe vem comigo à consulta de oftalmologia que tenho em Outubro. O papinho da afilhada também está grande e recomenda-se.
A bisavó fez o filho correr São Paulo inteira para lhe trazer uma boneca pretinha e olhem que São Paulo é enorme. A afilhada não achou grande piada à coisa e não valoriza minimamente o trabalho do tio-avô, porque grita e encolhe-se e afasta as mãos quando tentamos dar-lhe a boneca. Subornamo-la: pomos a boneca a dar-lhe um guardanapo, que ela esfrangalha com as duas mãozitas em menos de nada. Tocar na boneca ou deixar-se tocar por ela é que é uma fita, era o tocavas! Eu e a mãe dela rimo-nos até às lágrimas enquanto lhe chamamos racistazinha, mas ela não se demove - não gosta da pretinha, pronto.
Entretanto prometi-lhe que no Natal, em vez do calendário do Advento com 24 brindes, vou dar-lhe 24 guardanapos de Natal. Um por dia, para ela esfrangalhar à vontade dela. Desconfio é que, à velocidade com que ela esfrangalha, melhor seria dar-lhe 24 pacotes de guardanapos de Natal. Até que botasse sumo.

quarta-feira, agosto 05, 2009