Está tudo perfeito? Não. Tenho tudo o que quero? Ainda não. (E ainda bem.) Estou feliz? Muito. Saboreio a palavra e a sensação.
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sábado, julho 17, 2010
What a perfect B-day
Não me queixo. Trabalho novo, almoço com a filha, dinheirinho na conta, prenda em numerário imediatamente convertida em sandálias novas em saldo (ainda trouxe troco!), família, amigos, copos e diversão. Mais prendas: colar giríssimo com brincos, gloss fantástico, íman com mensagem sentida, e, last but not least, a inscrição de Parabéns num fumante feito especialmente para mim. Mais do que o valor, a beleza ou a oportunidade, comovi-me com a lembrança de todos. Não há dinheiro que pague os amigos, os que esperamos e os que aparecem sem contarmos.
sexta-feira, julho 16, 2010
Senhora Segurança Social III
Senhora Segurança Social, hoje é dia 16 de Julho (faço anos!!) e era só para dizer que já chegou o dinheirinho. Já sei, é pouco mas de boa vontade.
Vá lá à sua vida.
Vá lá à sua vida.
terça-feira, julho 21, 2009
No sábado
pensei numa frase fantástica que ia escrever aqui. Tinha qualquer coisa a ver com os meus anos, o facto de estar em Lisboa, a sensação de estar em casa novamente, a diversão com os amigos. Mas depois esqueci-me. Tem qualquer coisa a ver com os meus anos, o alzheimer e a falta de sono que ainda me mata antes de eu chegar aos 30.
sexta-feira, julho 17, 2009
29
Isto é como o Porto de que eu não gosto, fica melhor com os anos? Parece-me bem.
Vou gozar a felicidade instalada para a minha cidade, bom fim-de-semana!
Vou gozar a felicidade instalada para a minha cidade, bom fim-de-semana!
quinta-feira, julho 16, 2009
A história
A minha Mãe diz que entrou em trabalho de parto às 8h da manhã, não me lembro se eram contracções ou se lhe rebentaram as águas. Fazia muito calor, como é suposto em Trás-os-Montes a meio de Julho, e o meu Pai queria ver se eu ia (vinha) nascer ao Porto, como o meu irmão. Ao quarto filho, em trabalho de parto há algumas horas, muitas delas numa estrada infernal que serpenteava de Mogadouro ao Porto, a minha Mãe mandou-o parar e eu nasci pouco depois, com apenas "dois puxos", numa das maternidades de Mirandela. (Não sei qual, mas agora também não faz diferença nenhuma, que estão as duas fechadas. Eu não votei no gajo!)
O meu Pai diz que na noite anterior decidiu ir dormir a casa, depois de muitas viagens de trabalho pelo país fora, não fosse "o crianço" querer nascer. Diz que chegou noite dentro e acertou. Pelo sim, pelo não, foi mudar o óleo ao carro antes de levar a minha Mãe para me ter, "porque tinha feito muitas viagens e queria estar seguro". Demoraram duas horas a sair de casa, depois do primeiro sinal de parto. Chegados a Mirandela, o meu Pai raciocinou: ora eu estou cheio de fome. Se correr mal, aguento melhor de estômago cheio. Se correr bem, tanto melhor, já estou almoçado. E foi almoçar, enquanto a minha Mãe tinha (mais) uma filha dele. Passado alguns anos, para se redimir, pregou-me a cama nº 2 da Aval de Cima, que se tinha partido.
Eu devia estar totalmente ganzada e out of it, porque não me lembro de nada. Nasci num dia perfeito, à hora perfeita: 13h45.
O meu Pai diz que na noite anterior decidiu ir dormir a casa, depois de muitas viagens de trabalho pelo país fora, não fosse "o crianço" querer nascer. Diz que chegou noite dentro e acertou. Pelo sim, pelo não, foi mudar o óleo ao carro antes de levar a minha Mãe para me ter, "porque tinha feito muitas viagens e queria estar seguro". Demoraram duas horas a sair de casa, depois do primeiro sinal de parto. Chegados a Mirandela, o meu Pai raciocinou: ora eu estou cheio de fome. Se correr mal, aguento melhor de estômago cheio. Se correr bem, tanto melhor, já estou almoçado. E foi almoçar, enquanto a minha Mãe tinha (mais) uma filha dele. Passado alguns anos, para se redimir, pregou-me a cama nº 2 da Aval de Cima, que se tinha partido.
Eu devia estar totalmente ganzada e out of it, porque não me lembro de nada. Nasci num dia perfeito, à hora perfeita: 13h45.
quarta-feira, julho 23, 2008
Aos 28
festejei como nunca.
Comecei na terça, ainda antes da data, noite da famosa piada sobre morrer aos 27 e no sábado ainda duravam os festejos.
Resumidamente, muitos festejos e muita música.
Marés Vivas com grandes concertos de Peter Murphy, Da Weasel e Prodigy, grandes, grandes Prodigy.
Pelo meio, visitas de Lisboa (já eras menos chato, já), conversas infindáveis com a amiga das conversas infindáveis (ou conversas de cozinha, aliás) e muita vida social.
Em Dezembro tinha a impressão contrária, mas agora acho que os 28 vão ser bons, muito bons.
Comecei na terça, ainda antes da data, noite da famosa piada sobre morrer aos 27 e no sábado ainda duravam os festejos.
Resumidamente, muitos festejos e muita música.
Marés Vivas com grandes concertos de Peter Murphy, Da Weasel e Prodigy, grandes, grandes Prodigy.
Pelo meio, visitas de Lisboa (já eras menos chato, já), conversas infindáveis com a amiga das conversas infindáveis (ou conversas de cozinha, aliás) e muita vida social.
Em Dezembro tinha a impressão contrária, mas agora acho que os 28 vão ser bons, muito bons.
quinta-feira, julho 17, 2008
A minha sorte
é às quartas não haver operações stop.
Acordei cedo no meu dia de anos para ir ao Banco Alimentar.
Ao menos não ia sozinha, o que foi óptimo porque nos despachámos num instante.
A maior dificuldade do meu dia foi conciliar jantar de aniversário em casa com jantar de aniversário no Food, mas até isso se resolveu.
Não fiz nenhum dos meus dois bolos. Eram os dois óptimos!
À tarde estive na praia, soneca de barriga para cima, soneca de barriga para baixo. Que vidaço!
Um banho com água menos gelada que a de Carcavelos no domingo, as algas todas a boiar à minha volta.
Praia sozinha é para repetir.
Voltei salgada e feliz, jantei com a família. Bolo de laranja e noz com um 28 redondinho para apagar.
A meio, fui avisada pela filha/cozinheira-chefe que o meu bolo seria comido às 21h. Fui.
Quando entrei, tive pena de não ter jantado com eles. Estava lá o poço-fundo, puseram as mesas juntas e parecia mesmo um jantar de anos num qualquer restaurante.
Cantaram-me os parabéns assim que entrei (fico sempre sem saber o que fazer: canto também? sorrio e espero que acabem? bato palmas com eles?) e só depois trouxeram o bolo: bolachas mergulhadas em cevada com leite condensado, natas e ananás aos cubinhos por cima.
Cantaram-me os parabéns outra vez, pela quarta ou quinta vez nesse dia.
Pedi um desejo e mordi a vela.
Deram-me a escolher conduzir a carrinha, mas não me apeteceu.
Pouco havia para fazer, éramos tantos.
O Sr. Fernando estava a jogar dominó com um amigo, voltámos atrás para levar mais um prato.
Fui apresentar o Sr. Manuel a uma novata e uma que voltou agora depois de uns meses, estava sozinho mas o segundo prato não se desperdiçou: demos ao Sr. António.
Eu, por causa das coisas e porque já sei do que a casa gasta, cheguei-me à cabeceira dos "aposentos" do Sr. Manuel e falei com ele sempre a olhá-lo nos olhos. Ainda o vi levantar as calças, mesmo antes de se queixar delas, mas felizmente o meu ângulo de visão não me permitiu ver mais nada do Sr. Manuel.
Não posso dizer o mesmo das minhas colegas de viagem.
Fomos ao Aleixo, cujas torres vão abaixo em breve, segundo as notícias, já só havia iogurtes líquidos.
Ouvi a história de um ex-militar, ex porque esteve preso sete anos, esteve preso porque se meteu por caminhos duvidosos, tráfico e consumo. Mostrou-nos as fotografias da filha de 9 anos, os genes todos à mostra.
Depois regressámos pela marginal (o Porto é tão bonito), e quando tudo estava lavado, arrumado e limpo, Piolho.
Um brinde aos meus anos, um isqueiro suplente, duas bebidas oferecidas. E o fumo, o fumo.
Podia dizer que cheguei a casa muito Zen, mas acho que seria the understatement of the year.
Acordei cedo no meu dia de anos para ir ao Banco Alimentar.
Ao menos não ia sozinha, o que foi óptimo porque nos despachámos num instante.
A maior dificuldade do meu dia foi conciliar jantar de aniversário em casa com jantar de aniversário no Food, mas até isso se resolveu.
Não fiz nenhum dos meus dois bolos. Eram os dois óptimos!
À tarde estive na praia, soneca de barriga para cima, soneca de barriga para baixo. Que vidaço!
Um banho com água menos gelada que a de Carcavelos no domingo, as algas todas a boiar à minha volta.
Praia sozinha é para repetir.
Voltei salgada e feliz, jantei com a família. Bolo de laranja e noz com um 28 redondinho para apagar.
A meio, fui avisada pela filha/cozinheira-chefe que o meu bolo seria comido às 21h. Fui.
Quando entrei, tive pena de não ter jantado com eles. Estava lá o poço-fundo, puseram as mesas juntas e parecia mesmo um jantar de anos num qualquer restaurante.
Cantaram-me os parabéns assim que entrei (fico sempre sem saber o que fazer: canto também? sorrio e espero que acabem? bato palmas com eles?) e só depois trouxeram o bolo: bolachas mergulhadas em cevada com leite condensado, natas e ananás aos cubinhos por cima.
Cantaram-me os parabéns outra vez, pela quarta ou quinta vez nesse dia.
Pedi um desejo e mordi a vela.
Deram-me a escolher conduzir a carrinha, mas não me apeteceu.
Pouco havia para fazer, éramos tantos.
O Sr. Fernando estava a jogar dominó com um amigo, voltámos atrás para levar mais um prato.
Fui apresentar o Sr. Manuel a uma novata e uma que voltou agora depois de uns meses, estava sozinho mas o segundo prato não se desperdiçou: demos ao Sr. António.
Eu, por causa das coisas e porque já sei do que a casa gasta, cheguei-me à cabeceira dos "aposentos" do Sr. Manuel e falei com ele sempre a olhá-lo nos olhos. Ainda o vi levantar as calças, mesmo antes de se queixar delas, mas felizmente o meu ângulo de visão não me permitiu ver mais nada do Sr. Manuel.
Não posso dizer o mesmo das minhas colegas de viagem.
Fomos ao Aleixo, cujas torres vão abaixo em breve, segundo as notícias, já só havia iogurtes líquidos.
Ouvi a história de um ex-militar, ex porque esteve preso sete anos, esteve preso porque se meteu por caminhos duvidosos, tráfico e consumo. Mostrou-nos as fotografias da filha de 9 anos, os genes todos à mostra.
Depois regressámos pela marginal (o Porto é tão bonito), e quando tudo estava lavado, arrumado e limpo, Piolho.
Um brinde aos meus anos, um isqueiro suplente, duas bebidas oferecidas. E o fumo, o fumo.
Podia dizer que cheguei a casa muito Zen, mas acho que seria the understatement of the year.
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quarta-feira, julho 16, 2008
Sobrevivi
e estou tão feliz por ser o meu dia de anos que não sei o que fazer a este sorriso parvo.
Vou morená-lo para a praia!
(Dêem-me os Parabéns, vá.)
Vou morená-lo para a praia!
(Dêem-me os Parabéns, vá.)
Morrer aos 27
Depois de duas horas a ouvir que já não ia morrer como os grandes, eis que a filha se lembra que dado que não era meia-noite, ainda me podia dar uma coisinha má e lá ia desta para melhor.
Para a sala do Kurt Cobain, provavelmente.
Confesso que cheguei a recear pela minha vida, mas ela assegurou-me que seria incapaz de me matar. Física e psicologicamente. Aliás, ela não é violenta.
Depois do jantar, fumo no terraço.
Quando faltavam 10min para a meia-noite, e porque a minha prenda não foi só um vestido giríssimo, disse-lhe para se calar com aquilo que ainda me caía um piano em cima. Como nos desenhos animados.
A partir daí ela começou a imaginar maneiras de eu morrer nos 10min seguintes ali no terraço.
A saber:
1. terramoto que me engolia (esta fui eu)
2. bala perdida (curva, como no filme da Angelina - e depois ela ficava como a Angelina, etc, etc)
3. o meu irmão fartava-se de nos ouvir às gargalhadas, abria a janela para nos mandar calar, batia-me com a portada, eu caía para trás e partia o pescoço (a mais elaborada, note-se).
E outras variações do mesmo tema.
Primeiro foi atacada por peso na consciência, ai, se tu morresses agora eu suicidava-me, ficava traumatizada. Rapidamente passou ao "olha, não te queres suicidar? era mais fácil".
Quando finalmente chegou a meia-noite, logo a seguir aos Parabéns, "Toma Kurt, já não ficas com ela!"
E para mim: "não te preocupes, ficas com o Manoel de Oliveira".
Melhor desejo de felicidades que se pode ter!
Para a sala do Kurt Cobain, provavelmente.
Confesso que cheguei a recear pela minha vida, mas ela assegurou-me que seria incapaz de me matar. Física e psicologicamente. Aliás, ela não é violenta.
Depois do jantar, fumo no terraço.
Quando faltavam 10min para a meia-noite, e porque a minha prenda não foi só um vestido giríssimo, disse-lhe para se calar com aquilo que ainda me caía um piano em cima. Como nos desenhos animados.
A partir daí ela começou a imaginar maneiras de eu morrer nos 10min seguintes ali no terraço.
A saber:
1. terramoto que me engolia (esta fui eu)
2. bala perdida (curva, como no filme da Angelina - e depois ela ficava como a Angelina, etc, etc)
3. o meu irmão fartava-se de nos ouvir às gargalhadas, abria a janela para nos mandar calar, batia-me com a portada, eu caía para trás e partia o pescoço (a mais elaborada, note-se).
E outras variações do mesmo tema.
Primeiro foi atacada por peso na consciência, ai, se tu morresses agora eu suicidava-me, ficava traumatizada. Rapidamente passou ao "olha, não te queres suicidar? era mais fácil".
Quando finalmente chegou a meia-noite, logo a seguir aos Parabéns, "Toma Kurt, já não ficas com ela!"
E para mim: "não te preocupes, ficas com o Manoel de Oliveira".
Melhor desejo de felicidades que se pode ter!
segunda-feira, julho 16, 2007
O ano passado
estava de férias e às oito e meia da noite estava dentro de água, na mais esplendorosa tarde de praia que já tive.
Este ano, a trabalhar, de água só vi a chuva, e praia nem em sonhos.
Mas foi um dia de anos muito bom, com bolo e prendas e ramos maravilhosos a surgirem de surpresa, vindos de fora.
27
Este ano, a trabalhar, de água só vi a chuva, e praia nem em sonhos.
Mas foi um dia de anos muito bom, com bolo e prendas e ramos maravilhosos a surgirem de surpresa, vindos de fora.
27
segunda-feira, julho 24, 2006
26 anos
no domingo passado. Estranhamente, festejei os 16 a combinar com o dia na mesma região do país. Dez anos depois, uns km para oeste, mais um dia feliz, com a sorte exclusiva da casa de fazer anos entre praia, sol e mar, tanto mar.
Não sei o que fazer dos 26. Estou deprimida, ainda que (algo) morena.
Não sei o que fazer dos 26. Estou deprimida, ainda que (algo) morena.
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