sexta-feira, junho 30, 2006

O jogo de amanhã

Detesto esta ansiedade pré-jogo. Por agora ainda é só uma imensa vontade de os ver outra vez em campo, mas amanhã por esta hora (quase exactamente) vou estar uma pilha de agoiros e nervos. É o trauma de ter visto o Benfica perder com o Milão (não sei qual deles, ó irmão, ajuda aí!) em Viena, na Áustria.
Por isso sei que, por mais entusiasmante que seja ver um jogo num estádio, não perco muito em não ter conseguido ver um único jogo na Alemanha.

domingo, junho 25, 2006

Quase 48 horas

de ausência fazem-me olhá-lo mais atentamente, com mais gosto ainda, apreciar que ele é lindo e que o adoro. Será que faz mal gostar assim tanto de alguém?

O nino é lindo!

sexta-feira, junho 23, 2006

Santo António já se acabou,
O São Pedro está-se a acabar.
São João, São João, São João,
Dá cá um balão para eu brincar!

A ver se a mana e o cunhado compraram um balão para lançarmos logo à noite.

Nunca percebi esta música: o S. Pedro é o último dos Juninos.

quarta-feira, junho 21, 2006

Uma amiga querida

está agora mais bem acompanhada. Parabéns!

Mudou cá para cima, para ter a visibilidade que merece.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 24

Acabou. Ganhámos 2 a 1, caso haja para aí alguém distraído.
Eu sei que sou uma insatisfeita, mas o golo do México caiu-me mal. Foi o primeiro que sofremos neste Mundial.
E agora a Argentina, para nos derrotar.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 23

Segunda parte. Até daqui a 45 minutos.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 22

Intervalo.

Estou a tremer.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 21

Estamos a pagar a lesão do Rooney no Euro2004: as equipas com quem jogamos fartam-se de nos marcar faltas e de nos magoar.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 20

Agora, se me dão licença, vou ver o jogo.
Prognósticos, só no fim.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 19

Olha a segunda oportunidade do segundo golo do México. Olha, não!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 18

Olha o segundo golo do México.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 17

A culpa é minha, estava distraída. (Isto de ver o jogo e escrever no blog, ler comentários e responder aos comentários, enquanto se faz um download legal é multi-tasking na sua melhor forma e difícil como tudo, que eu não posso dizer asneiras online.)

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 16

Quase, quase a escrever que o Ricardo é quem nos vale, o golo do México.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 16

GOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOO!!!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 15

Drip, drip. Pinga, pinga, Figuinho!

Pede-se ao engenheiro cá de casa que não leia estas linhas, por favor.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 14

A vingança do México é lesionar o Maniche. Cojones!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 13

O Blogger já deita fumo... Cof, cof!

Da série "Mundial em directo"

A Angola continua sem marcar neste Mundial, já com 13 minutos de jogo.
Vamos lá, Palancas!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 12

O Humberto Coelho tem uma pronúncia quase exagerada. Fecha mais a boca, homem!

Eu gosto do Humberto Coelho.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 11

Ok, irmão, podes respirar de alívio e esquecer a vergonha: o México '86 foi um Campeonato do Mundo, já sei.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 10

(10 é um belo número.)
Confessem, em termos de treinadores de bancada, I'm as good as they get!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 9

Cuidado com eles, que além de terem um equipamento feio, jogam muito.

Gooooooooooolooo!!!!!!!!!!!!!!!!

Ah, ganda Maniche!! E ganda Simão!

Lindos meninos, lindos meninos!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 8

O que nos vale é o Ricardo. A prova de que a beleza não é tudo.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 7

E pronto, ainda antes de chegar ao segundo minuto de jogo, o México quase marca. Fiem-se na virgem e não corram, pancões!

Vamos ser devorados pela Argentina e só somos aperitivo.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 6

Só me ocorre: México '86, México '86.

Nem sequer sei que competição/evento era, baita ignorância!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 5

O Figo é giro. Os mexicanos não.

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 4

Olha, parece que não. Para o México é a frijoles! Ainda têm de se qualificar. Fracos!

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 3

Este jogo é a feijões. (Ou não.)

Da série "Jogo de Portugal em Directo" 2

O hino mexicano é feio. Mas não mais do que aquelas mãos em jeito de saudação militar junto ao coração.

Da série "Jogo de Portugal em Directo"

O Scolari (afinal) canta o nosso hino.

terça-feira, junho 20, 2006

Batatas fritas

Um hamburguer com tomate a sério e pickles, muitos pickles.
Crumble de Framboesas com gelado.
Crepes, muitos, muitos crepes. De compota, de chocolate, de gelado.
Mas, acima de tudo, batatas fritas (com maionese ou ketchup).

E não te preocupes, ó companheira de dieta, isto são só desejos, não são concretizações.

Prevejo

muitos acidentes rodoviários, já a partir da próxima quinta-feira. Só para não dizerem que não avisei.

sábado, junho 17, 2006

O Mundial

é um campeonato triste, porque em vez de as coisas se decidirem pela continuação, decidem-se na eliminação. Só estamos felizes até pararmos de competir. Mesmo que vamos à final e ganhemos, será que vamos ficar felizes, quando tudo tiver acabado? Porque, caso não estejam atentos, aí acabou-se.
Não quer dizer que eu não goste.

quinta-feira, junho 15, 2006

Chove

como há muitos verões atrás, um em específico em que, no meu dia de anos, a trovoada era tanta que ficámos sem luz na aldeia da minha Mãe, onde eu passava férias.
O resto da família apareceu, quase disassociada, como sempre a sentia nessas férias na casa da Avó, com prendas e bolos. "Os Olhos de Ana Marta" e uma sensação melancólica de Outono implacável. Nunca gostei do Outono por causa disso. Era sempre a estação que levava tudo, acabava o Verão, as férias, os amigos.
Não me lembro de como li o livro sem luz, é provável que tenha sido uma falha temporária.

Houve outro ano em que uma trovoada nos deixou sem luz durante dois dias e meio. Foi quase como a anedota, tivémos de ordenhar as vacas à mão. (Mas ao menos havia palha para elas comerem!)
Os beijinhos eram mais fáceis de roubar às escuras.


A anedota é aquela do homem que tinha uma cabeça tão grande, tão grande, mas tão grande, que quando quis fazer um chapéu de palha, as vacas tiveram de comer pão com chocolate durante um ano.

terça-feira, junho 13, 2006

Tomai lá

já que eu não posso.

Areado (Crumble) de Framboesas

500g de Framboesas (ou outros frutos vermelhos; aconselho morangos, cerejas e amoras)
160g de Açúcar
300g de Farinha
160g de Margarina Vaqueiro (ou manteiga mesmo, que sabe melhor)

Lavai as framboesas (ou outros frutos) com juízo e secai com papel absorvente. Se congelados, não vos raleis: saltai a parte da secagem e ponde assim mesmo.
Colocai num tabuleiro redondo ou rectangular com os bordos altos.
Dentro de uma tijela, misturai o açúcar e a farinha. Juntai depois a margarina cortada em cubinhos e misturai com os dedos até ligar com a farinha. Cobri os frutos com uma camada de cerca de 1cm dessa massa. Cobri com a massa toda, andai, que é a mesma coisa, ora agora a medir alturas de massa, nunca mais era sábado...
Cozei no forno durante 20 minutos. Não me pergunteis a temperatura, que eu também não sei. Aí a meio, nem muito quente, nem muito frio.
Quando a crosta estiver dourada (é dourada, não é castanha), retirai o areado do forno e deixai arrefecer, aí uns quinze minutos ou até não poderdes mais.
Servi morno com um pouco de natas, diz a minha irmã, servi com uma bela bola de gelado, digo eu.
Lambuzai-vos, lambuzai-vos, que engorda, mas sempre é da maneira que comeis fruta.


Coitados dos antigos, que tinham de falar assim. Detesto especialmente os verbos irregulares, em que o imperativo se confunde com a primeira pessoa do pretérito perfeito.

Devia haver uma lei

que proibisse que gente como eu tivesse um blog. Eu devia ter um puzzle e ir calar-me para longe.
Ou escrever em tabelas, como o meu vizinho. Silogismo, silogismo, silogismo.

Ao proprietário do tasco montado no pátio da Rua de S. Tomé

Olhe que nós comemos aí um chouricinho que sabia a pato, bebemos duas imperiais sem nome e abusámos do pão.
Para o ano, prometemos não pagar também as sardinhas e a sangria, está bem?

Não tenho manjerico

Não gosto de cerveja.
Jantei pizza e crepes chineses/vietnamitas (no tempero).
Comi duas sardinhas, mas esqueci a salada (três euros e meio por uma salada!!).
Não dancei nos bailes, que ele tem pé de chumbo.
Não gosto das marchas, só dos que marchavam.
Sei o hino, mas não tenho bandeira.
Pergunta: Ainda posso gostar do Santo António ou é só p'rós da terra?

Ocorreu-me agora

É suposto vocês entenderem o que eu escrevo?
Não se macem!

O Santo

é casamenteiro. De seis, só se salva uma, sonhadora, não necessariamente nestas combinações.
Três euros e meio por uma salada!
A parvoíce é uma coisa muita gira de se observar, ao longe, mesmo quando vai de carro.
Os filhos impedem as pipocas e o sexo (?).
Escuteiros, roubadeiros.
As indicações são como os crepes, saiem-nos bem.
Os amigos que são amigos riem-se nas nossas gorduras e ficam contentes por nos ver. Os outros, dormem cá em casa. (Brincadeirinha!)
Se te esqueces das adições, esqueces-te do mais importante. Adição é mais. (Às vezes, a subtracção é inevitável.)
Olha lá, aquele não é o Edmundo?

Tarde e a más horas (e aldrabado),

mas é para uma amiga que merece. O quê, não sei, mas de certeza que ela estava a pedi-las.

As almôôôôôndegas
em cima do espargueeeeeeeeeeeeeeete!


Parabéns!! Que possas continuar a fazer anos longe de nós, que é a tua sorte!

quinta-feira, junho 08, 2006

Quando arrendámos a nossa casa, a "cozinha equipada" não tinha frigorífico. Rendidos às evidências e munidos de pensamentos poupadinhos, fomos à procura de um, ainda antes de termos assinado o contrato.
No dia de assinar o contrato eu estava em Viana do Castelo e portanto foi ele que tratou de tudo. Foi no dia em que nasceu a nossa sobrinha, mais ou menos à hora que ele assinava uma data de folhas e que ouvia a que deve ser a frase com a lógica mais retorcida que alguma vez ouviu (ou eu).
Afinal, havia um frigorífico. E eis o modo como o senhorio justificou a ausência do electrodoméstico. "Ah, o frigorífico vai para lá na Segunda. É que, sabe, o inquilino anterior era homossexual, e pelo sim pelo não... eu mandei-o limpar todo por dentro".

Não contente com a limpeza, na Segunda-feira seguinte o que tínhamos em casa era um frigorífico novo, cortesia do senhorio homofóbico.

quarta-feira, junho 07, 2006

As coisas que me ocorrem

diariamente (ou melhor, a cada segundo do dia) davam para encher três blogs. E também davam para chocar muita gente, que eu cá gosto de ser polémica.
É por isso que é muito bom não padecer de falta de Super-ego.

Já se nota, já se nota

Muita fruta, muitas saladas, muito juízo.

Parece promessa para o Mundial... Deve ser mais fácil rapar o cabelo.

segunda-feira, junho 05, 2006

Quando duas faladoras se juntam,

das duas três, ou falam em ligeiro atropelo constante, mudando de assunto vertiginosamente e falando de tudo um pouco, ou falam, falam, falam até uma delas ter de apanhar o comboio, aí uma hora, mais coisa ou menos.
Ou tudo isto em simultâneo.

Gostei muito!


E sim, eu fui ao casamento dela. Estava só a ver se te baralhava.

Agora a sério, não fui nada. A sério, não fui. Pergunta-lhe, vais ver que não fui.

domingo, junho 04, 2006

Os meus Pais

lêem o meu blog. Quero dizer, os meus Pais lêem o meu blog. Percebem? Os meus Pais lêem o meu blog.
Ou melhor, os meus Pais lêem o meu blog. Não, a verdade é que os meus Pais lêem o meu blog.
Está tudo dito.
Os meus Pais lêem o meu blog.

sábado, junho 03, 2006

Amolador

Mais de 70cm de lâmina, cinco facas ao todo. Dez euros e vinte minutos depois, estão todas aguçadinhas (afiadinhas?) e prontas a cortar melhor que nunca.
Até vir para Lisboa, nunca tinha visto um amolador. Era uma daquelas personagens, como as peixeiras ambulantes, de que me falavam como já tendo desaparecido há muito tempo atrás, antes de eu nascer.
Peixeiras só via em Viana, de vez em quando, na Manuel Espregueira (embora tenha a certeza de que as há pela cidade toda, não são exclusivas da Lota). Mas só as via no Verão, durante as férias.
Aqui na rua passam vários amoladores, em dias diferentes. Uns de que gosto mais, outros menos. Acho que nunca agucei as facas com a mesma pessoa, as preferências prendem-se apenas com factores monetários. (Sou uma forreta.)
O meu sonho é ser talhante.

sexta-feira, junho 02, 2006

Porque me apetece,

porque gosto mais de escrever do que de não escrever, porque isto está um bocadinho vazio, porque é quase, quase fim-de-semana, porque amanhã é sábado, porque me parece um bom prólogo para um carioca, porque o blog é meu e quem manda sou eu. Tomem lá mais um post em que não digo nada. (Estou a ficar mestre.)

A censura

é uma coisa muito feia. (E chata.)

quinta-feira, junho 01, 2006

Quando tivermos filhos,

tu vais ser o paciente, o calmo, o que não eleva a voz. Eu vou ser a stressada, a rígida, a que grita com facilidade.
Mas também vou ser a que dá colos, faz mimos e "deseduca". Tu vais ser o preciso, o rigoroso com horários e rotinas, o exigente.
Eu vou ensiná-los a fazer bolos e a brincar na água quando estiver calor. Tu vais levá-los a acampar, ensiná-los a montar a tenda e a fazer uma fogueira com pedras à volta e vão assar pão e tocar viola.
Estou ansiosa para que cheguem.

São só crianças

ainda que invisíveis. Mas vêem-se e custa muito.
O pior é que passa e depois o que se faz com elas?
Esquecem-se, quando as lágrimas que correram pela minha cara ainda cá estão, secas, salgadas? "Era só um filme", como dizia a minha Mãe quando as minhas irmãs viam filmes de terror?
Ainda não sei o que é suposto fazer com o que vi, o que senti. Mas sei que o que posso fazer é pouco, insuficiente, quase utópico. Não vale como razão para não fazer nada.
São só crianças e é só isso que querem ser. O Tanza, a Bilú, a Cat e o Ciro. Há mais como eles, muitas, muitas mais. Mas eu só tenho um colo, que está muito vazio. Vou ver se o encho de alguém.