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segunda-feira, janeiro 10, 2022

Medos

Ainda tenho medo de ser feliz. Muitas coisas boas ao mesmo tempo e só penso que me vai acontecer alguma desgraça, para "temperar". 
Na quinta escrevi um post sobre fazer um mês desde que conheci o Andy e não fui capaz de o publicar antes de chegar a casa dele, não fossem os festejos azedar. (Ainda não o publiquei. Update: agora já, na data do dia.)
Tenho medo de deixar de gostar dele, de fingir que gosto dele só para não perder o que temos, mas é tudo infundado: cada dia gosto mais dele e cada dia vejo mais e mais compatibilidade entre nós.
Deve ser mal de família, porque a minha irmã P. tem o mesmo medo de ser feliz.

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

4

Quatro semanas sem fumar, feitas hoje. (Diz que é sempre às quintas.)
Lembrei-me de manhã no banho, porque ando a pensar fazer um bolo de chocolate para a malta do trabalho quando fizer um mês (quatro semanas não são um mês) - chama-se a isto substituição de vícios, mas só porque não me deixam trazer gin tónicos para o trabalho.
Porque raio estava eu a pensar em bolos de chocolate no banho? - porque o meu cérebro aborrece-se muito desde há quatro semanas a esta parte.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Ai

Dói-me tudo. (Um dia, daqui a muitos meses ou muitos anos, dependendo disto correr bem ou só benzinho, vou-me rir muito destes posts e é para isso que os escrevo, para me rir muito, porque agora só tenho vontade de chorar.)
Dói-me a vontade que tenho de fumar e os pensamentos de drogada que procura um momento solitário para fazer uma coisa às escondidas, hoje de manhã tirei o maço de tabaco da carteira porque estou farta de o carregar para todo o lado e se calhar foi disso, não tenho maneira de saber, mas fora segunda-feira, hoje foi o dia mais difícil até agora. Hoje foi o dia mais difícil, segunda-feira incluída.
Tenho vontade de fumar e estou triste e a tristeza dá-me ainda mais vontade de fumar e isto para quem não luta contra um vício é certamente ridículo, mas estou triste como se tivesse perdido um amor e agora não lhe posso ligar, não o posso ver, mas eu ainda gosto dele e vou ter de viver o resto da minha vida assim, sozinha e incompleta, porque aquele bocado me falta. A analogia, perfeita, é do meu Pai, que também está a deixar de fumar, porque acha que se não deixa aos 68, vai fumar a vida toda, disse ele à minha irmã, que também está a deixar de fumar - somos portanto uma família muito mal-humorada e triste.
(Tenho energia a rodos e ando muito cómica e divertida, segundo consta, mas à noite custa-me muito e só não choro a noite toda porque depois fico com olhos de texugo, já vou ficar de certeza, que já chorei um bom bocado enquanto a minha irmã me tentava dar força ao telefone.)
Não me interessa o resto que se passa na minha vida, sim, gosto muito da Salsa, salvou a minha sanidade mental na segunda à noite, mais o que não me apetece contar, mas que foi bom, Janeiro de 2014 vai ser sempre o mês em que tentei deixar de fumar. Tentei, tento, continuo a tentar. Amanhã é mais um dia.
Preciso de ir correr e devia haver uma licença para fumadores que decidem não fumar, porque fazer isto e ter de trabalhar raia a crueldade.
Entretanto, tenho a estante da sala finalmente montada e não toquei num único parafuso. Ia dizer que não são efeitos secundários de não fumar, mas com um bocadinho de jeito consigo demonstrar por A mais B que são sim senhora, que eu agora bebo mais (de fumadora a alcoólica, dai, Joana, dai) porque tenho mais tempo e porque estou a tentar afogar a puta da vontade, o que me leva a fazer coisas que nunca in a million years, eu?, devem estar a brincar, e isso tem como consequência não planeada, mas muito agradável, ter a estante montada.
Deixei de fumar e fiquei com a estante montada. Dava um livro.

sábado, janeiro 11, 2014

Dia 3 - III

Não sei se já disse que estou a adorar deixar de fumar... Gosto especialmente dos efeitos secundários, como o cabelo todo oleoso, as olheiras pronunciadas - porque ainda não tive a sorte de ter insónias, mas felizmente não durmo tão bem como dantes - e, agora mesmo, esta dor no peito como se tivesse os pulmões aos chutos às costelas. Está a ser is-pec-ta-cu-lar!

Dia 3 - II

Old habits... Ontem fui beber um copo com amigos e hoje de manhã doía-me um bocado a garganta. Reacção automática - tenho de fumar menos.
(Para quem não sabe, aqui é proibido fumar em espaços fechados desde o primeiro dia do ano.)

Dia 3 - I

Muito feliz, ao terceiro dia acordei sem vontade de fumar!
E depois saí da cama... Dor.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

Dia 2

O meu cérebro, coitadinho, acredita piamente que vai fumar, já daqui a um bocadinho. Parece as crianças nas viagens de carro, "já chegámos, já chegámos, falta muito??".
Espera... coitadinho uma porra! É o mesmo cérebro que passou a manhã a dizer-me "e agora vais fumar, acabas isto e vais fumar, é agora, aaaaagora!, já a seguir a isto, vai, fuma agora!", sabotador viciado de uma figa, cala-te!

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Para o que havia de estar guardada

Isto de deixar de fumar (ainda não acabou o meu dia 1, portanto falo do alto de uma vasta experiência) é assim (para mim, note-se - não vou falar dos sentimentos e sensações de outras pessoas):
oh meu deus o que é que eu fui fazer, tenho de fumar, tenho de fumar, tenho de fumar,
seguido de ahahahahahahhahahahahahahahah I can beat this!! die, craving, die!!! this is so easy, you stupid cigarette you,
e ainda oh, cigarette, how I miss thee, I really really loved you, you know? (cue misty eyes)
e *cue gajo que me passa à frente na fila* HEY!!!!! J'étais là avant!!!!
Parece que agora tenho o cérebro muito oxigenadinho, pelo que passei a tarde toda com a sensação de estar bêbeda, o que é, convenhamos, uma sensação espectacular, especialmente se estivermos no trabalho.
Também dá muita vontade de fumar. 

Banha da Cobra

Sinto-me defraudada: venderam-me isto de deixar de fumar como a última das maravilhas, "vais ver, vais adorar", que era o paraíso na terra, qual ilha no Pacífico, isto é que era, sem meter tubarões nem escaldões ou voos de 10h em económica, mas afinal isto não tem piada nenhuma, só que agora que já deixei o vício não consigo voltar, é assim que eles nos apanham, depois a gente quer voltar e népias, nada a fazer, fumar nunca mais. Ora grande porra, se eu soubesse o que sei hoje, nunca teria deixado.
(Vendo - cérebro demasiado oxigenado. Barato porque tem ideias auto-destrutivas e sabotadoras.)

No Smoking

Quase a cumprirem-se sete horas sem fumar (desde que acordei, que dormir não conta, deixai-me, calai-bos, eu é que sei!), o meu cérebro não vai na cantiga do SERENITY NOW!!
Estúpido.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Findel

O mal de não chorar no aeroporto é que depois passamos uma vergonhaça a chorar no autocarro, de volta à cidade.

terça-feira, outubro 18, 2011

Brincadeiras parvecas

Andar ao frio dá nisto: dói-me a garganta e acho que tenho febre. Shit.

quarta-feira, março 16, 2011

Pára uma pessoa de ouvir o Thom

(ainda que momentaneamente, que para isso é que serve o || pause), o Thom Yorke que é quase como se tivesse renascido dos mortos e eu nem acredito que fez músicas novas, a voz dele é a mesma, mas a genialidade é outra, nova, melhor (new is always better), pára esta alminha de ouvir o génio que são os Radiohead, para ouvir isto.
Ó senhores, juízo, juízo é que eu queria.

domingo, março 13, 2011

Sobrevivi!

Apeteceu-me chorar quando nos deram 5 minutos para transferir as respostas para a folha correcta, porque só faltavam 5 minutos para estar livre!
(Correu bem, obrigadinha, mas ainda estou exausta.)

sexta-feira, março 04, 2011

Uma semana antes do exame escrito,

o meu professor explica-me finalmente a grande diferença entre o CAE e o CPE: no CPE, o examinador olha para os textos do aluno como se de um nativo se tratasse - é um nível mais "literário". Apeteceu-me responder "f#$%-se, só agora é que me dizes isso??".
Estou lixada.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

30 anos

Quer dizer problemas de vesícula. A meia-idade é quando se começa a falar das entranhas como se o povo gostasse de ouvir, não é?

domingo, julho 11, 2010

Vou começar a dar nas drogas

Fico sempre cheia de sono quando esfumaço algo ilegal. Não acontece muitas vezes (o esfumaçar), apenas as suficientes (passa esse, man) para eu saber que é tiro e queda. De modos que se me acabavam as insónias - como esta, agorinha mesmo, desesperada por dormir, mas com uma dor de cabeça de amigdalite incipiente e "ainda-não-desenvolvida-o-suficiente-para-lhe-dar-antibiótico" (o que eu odeio médicos sensatos, porra!) que nem me deixa pensar alto. Também se me acabava a capacidade de raciocínio, mas ia dormir todas as noites que era uma beleza!
Aposto que até as amigdalites iam todas à vida delas.

quarta-feira, julho 07, 2010

Já estive mais longe de ir à bruxa

O Bruce anda furioso, ou então alguma puta me viu, como dizia o meu Pai. Estou com uma tendinite no pulso há umas semanas, mas coisa pouca. Ontem deu-me com força e estava tão mal que nem conseguia conduzir. Não consigo dormir com o calor (nem com três comprimidos de valeriana) e já lá vão duas noites de desespero, o meu pescoço dorido que o diga. As horas que não passam também não estão a ajudar. E como se tudo isto não bastasse, ontem à noite o meu computador decidiu pifar. Bloqueou e depois não arrancava. Recuperação de sistema com ele (enquanto eu não conseguia dormir) e ainda apanhei um susto, mas agora está tudo bem.
Bruce, já chega. Sim?

segunda-feira, julho 05, 2010