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quinta-feira, dezembro 15, 2011

Esquecidos na caixa do correio,

o que prova que ainda não domino todos os costumes e hábitos, pelo menos dos facteurs cá do burgo, estes maravilhosos sub-produtos de ovos e açúcar. E feijão.



São deliciosos, especialmente com.

sexta-feira, março 25, 2011

Eu sou péssima com datas,

por isso não sei em que ano foi. Mas sete e três 10 e vai um, acho que foi em... 2007. Deve ter sido.
Portanto. Corria o ano de 2007, era Maio, e eu de repente vi-me esfomeada numa aldeia a sul de Portalegre (sul, sudeste, sudoeste, who knows, também sou péssima com a orientação) e entrei no primeiro restaurante que me pareceu decente. Numa inspiração divina, de certeza, decidi pedir um prato servido com migas, eu, a nojentinha-mor que não gosta de nada "esquisito" e tradicional. Não gostava, devo dizer, porque aquelas migas mudaram-me para sempre. Não há outra descrição, foi mesmo isso. Foram as melhores migas que já comi na vida. Arrisco mesmo a dizer que foram a melhor coisa que já comi na vida.
Mas esqueci-me completamente do nome da aldeia e do restaurante. As vezes que procurei aquilo, senhores, nem se acredita. Só me lembrava de ter ido ao Crato, mais nada. Ontem decidi insistir na busca e vi vários restaurantes alentejanos, ai que bonito e tal. E de repente, encontrei o site de um restaurante que me soava familiar, e assim que as fotografias apareceram, soube que tinha encontrado o restaurante certo. E quase chorei de emoção.
Claramente, tanta vontade de migas e tanta quase-lágrima, são sintoma de algo muito funesto.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

quarta-feira, maio 19, 2010

Nunca pensei dizer isto,

mas estas porcarias dos iogurtes magros com pedaços de cheesecake de limão são mesmo bons. Ainda assim, preferia o cheesecake. Magro ou gordo, eu não sou esquisita.

sexta-feira, maio 14, 2010

A manteiga diz

que tem 1/3 das calorias da manteiga normal. Pergunto-me se ao pôr três vezes a quantidade normal obterei o sabor da manteiga original, ainda que, hélas, com as mesmas calorias. Respondo-me quase imediatamente que não, escusam de experimentar.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Sopa

A provar que isto anda tudo maluco, sopa. A sopa. Desejos de comer espinafres e vai a Mãe e faz a melhor sopa de espinafres que comi nos últimos tempos, que por acaso são bastantes, porque não sei se já deu para reparar, mas eu como pouca sopa. Ou como pouco, tout court.
Mas aquela sopa, a rivalizar (ganhando!) com esta, eu comia até ao fim dos meus dias. Porque é que a sopa não se pode fazer de uma fonte inesgotável? Eu queria.

quarta-feira, maio 06, 2009

Tomates

Gosto de tomates. Gosto de tomates o ano todo, em molhos, no arroz, em assados, mas chega o calor e fico doida, só me apetece tomates. (Ou tomate, pronto, se bem que eu também gosto bastante de quem os tem no sítio.)
Pode ser dos licopenos, pode ser do vermelho, pode ser vício ou pode ser simplesmente do sabor, mas se tivesse de escolher um alimento único para comer o resto da vida, seria o tomate. Com pão, azeite e sal. E a vontade de replicar eternamente aquela salada de há tantos anos atrás.
Hoje jantei salada de tomate com pão.

quinta-feira, abril 23, 2009

Do apetite

Gostava que alguém explicasse ao meu corpo esta coisa do apetite. Para vez se paro com isto de comer forçada a maior parte dos dias de uma semana inteira e depois passar a semana seguinte a devorar tudo como se não houvesse amanhã.

quinta-feira, abril 02, 2009

O que é pior?

Hoje o pequeno-almoço deixou-me em lágrimas.
ou
Hoje o meu pequeno-almoço era picante.
ou ainda
Hoje acordei e quando entrei na cozinha vi uma travessa de massa com tomate e pimentos e logo ali decidi que aquilo daria um belo pequeno-almoço, era exactamente aquilo que me apetecia comer ontem ao jantar, mas às 19h30 estava de pijama e dormi seguido, fora as interrupções com assuntos "urgentes" (que, valha-me deus, não o eram) e desmarcações de cafés com amigos porque eu estava exausta e precisava mesmo de dormir, tanto que dormi até de manhã, quase 12h seguidas de sono, que bem me soube, e daí a fome logo de manhã, porque ontem o sono era tanto que nem a fome, a sede e a vontade de fazer chichi me tiraram da cama.

sábado, março 07, 2009

A ressaca é lixada

Mas quando nem sequer se bebeu, é simplesmente estúpida.
Acho que o curry estava minado... Vou ali fortalecer laços da relação íntima que mantenho com o guronsan e o maço de tabaco que trago na carteira.

quinta-feira, março 05, 2009

Vou almoçar

Esqueci-me de um sintoma: fome de loba.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Armazenar para o Inverno

Ou o tempo muda, ou vou ficar redonda não tarda.
Ou (ainda)
Não, isto não são avelãs dentro das minhas bochechas.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Multi-tasking

Vou comprar tabaco e massa para fazer quiche. Ide pra dentro.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Quem a entende?

Saio da casa de saúde esfomeada, a visita à linda Carolina prolongou-se até à hora do jantar.
Hambúrguer, o que me apetecia era um hambúrguer cheio de batatas fritas. Chego a casa, tiro uma alheira do congelador e ponho batatas com casca e cenoura a cozer.
Apetece-me ouvir a Nossa Senhora de Dorset. Abro o youtube e ponho a Amália no seu melhor Povo que Lavas no Rio.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

The icing on the cake

Que não, que não, mas eu sou mais blender. Como a cobertura com cada garfada de bolo, deixo as coisas boas para o fim - o que me (des)ordena até as leituras - e não é que goste do mais ou menos e do razoável, mas não vejo sentido em comer o óptimo e depois de(s)gostar o menos bom isolado.
Excepção feita ao mau, que nunca fica melhor juntando-se ao bom. Ou então toma-se de um gole só, o mau todo com cobertura doce para enganar. E depois muita cobertura para esquecer.
Continuo nas metáforas culinárias, já reparei. Vou fazer panquecas.

domingo, janeiro 04, 2009

Dos tupperwares

Eu que odeio tupperwares, sofro de compartimentação extrema. É verdade. Penso em certas coisas e vejo o bom e o mau em duas caixinhas diferentes, o que é uma completa estupidez, porque o mau devia envenenar o bom e provocar intoxicação alimentar a qualquer pessoa que tentasse sequer levantar a tampa.
Preciso de meter tudo na misturadora, picar bem picadinho e depois enojar-me devidamente com o resultado. (Já sei, enough with the cooking metaphors. Sorry.)
Também não gosto muito de misturadoras. Gosto de robots de cozinha e de fazer assados demorados no forno.
O frango à la Jamie, com castanhas à la Joana, estava delicioso.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Como tornar-se obsessivo-compulsivo

Diz o J. L. Pio Abreu em "Como tornar-se doente mental" que o objectivo é a preocupação com detalhes, listas, inventários e outros do género, perdendo a noção do propósito dos mesmos. (Por alto.)
Eu gosto de listas. Gosto de detalhes, mesmo dos que não se vêem - ou principalmente desses.
Aliás, na minha urna de recém-cremada quero que escrevam "Was a sucker for detail".
Não sei se tenho perfil de Martha Stewart (e os leitores mais atentos saberão que gosto pouco da mulher), mas gostava de ser uma Jamie Oliver. 
Cozinhar assados cheios de legumes, com sabores de deleitar qualquer um, desde o mais exigente gourmet ao fast-foodeiro empedernido.
Ou pastas cheias de tomate e geniais na sua simplicidade.
Sopas reconfortantes, sanduíches originais e suculentas, sobremesas deliciosas.
(Confesso que as sobremesas estão no fim da lista, detalhe de somenos importância.)
Se calhar isto é de não poder comer tudo o que quero, ou do período, ou de ter feito uma limpeza total, ainda que forçada, ao meu sistema digestivo, que resultou em que tudo me saiba a pedaços de céu, mas se me apanho com um livro do Jamie nas mãos, posso nunca mais ser vista fora da cozinha.
Para já, contento-me em salivar virtualmente.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

(intoxicações) Mal(imentar)es que vêm por bem

Entro em 2009 sem fumar.
Às vezes apetece-me, mas fico enjoada só de pensar nisso.
Quando me apetece muito e não fico enjoada, arrisco.
Invariavelmente, fico enjoada ainda antes de acabar o cigarro.
Aprendi a beber chá com pouco açúcar, as coisas demasiado doces enjoam-me.
Tudo tem um sabor forte, exquisite.
O jantar de ontem foi batatas cozidas com cenouras, brócolos e pescadinhas. Um fio de azeite, três gotas de limão e eu estava no céu.
E sim, foi intoxicação alimentar. Tão cedo não toco em queijo da serra (escrevê-lo enjoa-me), mas afinal ele não era o culpado.
Num jantar de 18 pessoas, só duas não ficaram doentes - os balentes!
Houve estadias no hospital e febres altas. Eu fiquei-me por aqui, que já sei do que a casa gasta.

terça-feira, dezembro 23, 2008

Para a Cristina e a Sónia,

minhas aliadas nisto da beleza exterior (e minhas terapeutas-confidentes de há uns tempos para cá), worry not!
Com o que enfardei no domingo à noite, os três sentados à mesa desde o jantar e sempre a comer, agora pão com geleia, agora queijo, agora presunto, não há magreza que me resista.
Minto: os meus intestinos estão em over-drive desde segunda de manhã, por isso o estrago nem sequer se deve notar.
Ê sô magrinha, deixem-me!

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Tive um apetite, perdi-o

Ai, quem me o dera encontrar
Que comer é uma tortura
Que faz o estômago doer
Preso no fundo do ser,
Ou afogado no mar?
Volta, estás perdoado!
(Prevejo uma época natalícia muito pobre em doces e guloseimas...)