sexta-feira, julho 30, 2010

Com cinco palavrinhas apenas

Se vai ver os melhores temas!!
Garanto que a minha frase era melhor do que esta, daí ter ganho dois (2, dois, dee-ôôô-iiiis!) passes grátis para todos os dias do Sudoeste. Ainda que só vá usar 3 (te-rês) dos dias, dou saltinhos de felicidade. Postcards from Zambujeira coming up!

I'm not pregnant!!!* :-D

Sonhei que tinha uma coisa dura na barriga. Parecia uma massa pontiaguda e desconhecida, mas no sonho eu sabia o que era. Acordei com esse peso, ai o caraças, tu queres ver?
Depois vi a empregada de limpeza sentir-se mal e pensei "está grávida". E também "antes ela que eu!", porque sou, basicamente, má pessoa. Podia enumerar aqui as muitas razões que me levam a esta conclusão terrível de que sou, no fundo, alguém que não presta, mas terá de ficar para outro post.
Aqui, gostaria apenas de sugerir a Jane, que o diz muito melhor do que eu e em apenas 20 segundos (os primeiros, estejam atentos).


* I'm just fat... Apparently. :-(

quarta-feira, julho 28, 2010

O dia promete

Ainda não são 11h e já subi até ao terceiro andar três vezes. Perdi a conta às vezes que subi para a mezzanine onde está a minha secretária. Bom dia, mundo!

Remédios e mezinhas

Cheguei a casa e decidi-me por um banho de imersão. A ecologista em mim (que também tem pena de quem paga a conta da água) não me deixou encher a banheira até cima, por isso foi assim um banho checo. Lá dentro, água morna a refrescar-me, dei por mim a entregar-me a pequenos luxos vários, a fingir que sou uma mulher que se cuida.
A sensação de impending doom é como o calor: ainda está presente, mas aliviou um bocadinho.

terça-feira, julho 27, 2010

Está calor

e eu ando com uma sensação de impending doom que não consigo afastar, mais a sensação eterna de que tenho 5 ou 6 bolas no ar e a grande parte delas (ou todas) acabam por cair no chão.
Hormonão, hormonão... deixa a menina.

sábado, julho 24, 2010

Fiz 30,

mas as minhas hormonas continuam a ter 15 anos.

sexta-feira, julho 23, 2010

P.S.

Gostei de estar contigo, ó morena gira! (Aliás, giríssima, de piscar o olho!) Devia tê-lo dito antes de te deixar descer a rua, mas não sei como as palavras ficaram presas e recusaram-se a sair. (São tontas. As palavras e eu, às vezes.)
Ainda temos o encontro do chocolate, é o que vale. ;)

Epá, epá, epá, epá, epá, epá!!!

domingo, julho 18, 2010

sábado, julho 17, 2010

What a perfect B-day

Não me queixo. Trabalho novo, almoço com a filha, dinheirinho na conta, prenda em numerário imediatamente convertida em sandálias novas em saldo (ainda trouxe troco!), família, amigos, copos e diversão. Mais prendas: colar giríssimo com brincos, gloss fantástico, íman com mensagem sentida, e, last but not least, a inscrição de Parabéns num fumante feito especialmente para mim. Mais do que o valor, a beleza ou a oportunidade, comovi-me com a lembrança de todos. Não há dinheiro que pague os amigos, os que esperamos e os que aparecem sem contarmos.
Está tudo perfeito? Não. Tenho tudo o que quero? Ainda não. (E ainda bem.) Estou feliz? Muito. Saboreio a palavra e a sensação.

A diferença dos 30

Não consigo ir para a cama sem tirar a maquilhagem. Nem mesmo quando são 8h da manhã, como hoje. Adeus horrorosos 18, 20 (e por aí fora), com os vossos olhos rimelados, as manchas na almofada, a pele destruída de manhã.

sexta-feira, julho 16, 2010

Barney*

Voltou-me a dar aquela coisa. Fome: zero; estômago vazio: quase sempre; estômago que se embrulha todo como quem diz "xô, não quero cá isso": todas as refeições e momentos de snack do dia (leia-se "momentos em que consigo ver o buraco na barriga e tento tapá-lo um bocadinho"). Desisto. Alguém me educa o apetite, por favor?

*Cockney para "big trouble", na lógica trouble = rouble = Barney Rubble (vizinho do Fred Flinstone). I know, they're all mad up in that island.

Senhora Segurança Social III

Senhora Segurança Social, hoje é dia 16 de Julho (faço anos!!) e era só para dizer que já chegou o dinheirinho. Já sei, é pouco mas de boa vontade.
Vá lá à sua vida.

quinta-feira, julho 15, 2010

Senhora Segurança Social II

Senhora Segurança Social, hoje é dia 15 de Julho de 2010. Pergunto-me quanto tempo demora o tal senhor na sua Casal (ou Famel). Veio pela nacional? Se calhar teve um acidente e a senhora Segurança Social não sabe. É que eu, senhora Segurança Social, eu preciso de cortar o cabelo, senhora Segurança Social. Eu não corto o cabelo desde Novembro de 2009, senhora Segurança Social, e embora muitas mulheres possam ter este sistema de cortar o cabelo anualmente, eu não sou uma delas, senhora Segurança Social. Senhora Segurança Social, o meu cabelo está descontrolado. Qualquer dia fica todo queimadinho com o cigarro, senhora Segurança Social. (Posso assegurar-lhe que uso da mais apurada parcimónia no que toca a este vício, senhora Segurança Social - no sábado comprei um maço e fi-lo durar até terça!)
Senhora Segurança Social, termino com um sincero apelo à sua compreensão: pague-me de uma vez, porra!

Senhora Segurança Social

Senhora Segurança Social, Senhora Segurança Social... A senhora, para já, tem umas excelentes colaboradoras atrás do telefone, muito prestáveis, simpáticas e profissionais. Sério, estou a falar a sério. Já o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos, vou-lhe dizer! Não me diga que o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos vem pessoalmente, numa motoreta (Casal, de preferência), entregar o meu dinheirinho (é pouco, mas é de bom grado) ao balcão do banco onde presentemente tenho conta.
Vá, veja lá isso, Senhora Segurança Social, que vamos no dia 14 e guito, nem vê-lo!

quarta-feira, julho 14, 2010

Descobertas fantásticas II

No computador do meu irmão este tasco é verde. Verde pitróil, mas verde.

terça-feira, julho 13, 2010

Descobertas fantásticas

No mesmo dia em que recebo uma proposta de emprego, descubro que faço parte do grupo de desempregados de longa duração. Não, não temos uma página no Facebook.

A isto é que eu chamo procrastinação

Organizei o meu dossier do Centro de (des)Emprego um dia antes de arranjar emprego.

Arranjei emprego

O título bastava por si só, mas apetece-me partilhar mais. Depois de uma semana de merda, com pulsos avariados, computadores não-cooperantes e mais uma amigdalite, eis que chegou a confirmação: vou ser uma pessoa empregada a partir de amanhã! Não caibo em mim de contente. Ou então são as calças que já me estão apertadas.

Acabei de lavar uma saia

E isto é importante porquê? Basicamente, por nada e para nada, mas apeteceu-me partilhar este meu momento de fada-do-lar. (Sou uma excelente fada-do-lar, atenção! Não gosto é que se saiba.)
De notar que o momento fada-do-lar se seguiu a um momento azelha-do-lar, em que eu estava no café a ler o jornal (vá, hoje foi "folhear com rapidez para chegar às palavras cruzadas depressa") e, sabe deus como, me caiu um bocado de café da boca, naquele instante delicado entre levar a chávena à boca e afastar a chávena da boca, e foi aterrar em cima da minha saia branca. Nada a fazer, só chegar a casa e metê-la no tanque com Skip Pequeno e Poderoso, Gama Naturals. Saiu tudo, olá se saiu. E pronto, podes mandar umas embalagens grátis cá para casa à conta do patrocínio voluntário.

Ai, os eucaliptos

Anda para aí meio mundo a dizer que os eucaliptos isto, os eucaliptos aquilo, até proibiram a plantação de eucaliptos em Portugal por não serem autóctones (esta palavra aprendi eu na UTAD, no ido ano de 1998, talvez já fosse 1999, não me lembro muito bem, mas se me perguntarem onde se bebia bem e barato sei!, talvez seja por isso), porque secam o terreno e matam as espécies à volta à sede e isto e aquilo. Esta gente nunca se deparou com um manjerico, de certezinha. Se soubessem a quantidade de água que o bicho (planta, a bem da verdade) que tenho ali ao pé do tanque bebe, deixavam os eucaliptos em paz.

Hmmm...2

Após duas audições mais ou menos atentas, percebo com grande pesar que os Telepopmusik são um bocado merdosos. Têm duas ou três músicas jeitosas, sim, mas o resto dos dois álbuns são de passar à frente. Mais uma prova de que a memória usa óculos cor-de-rosa.

segunda-feira, julho 12, 2010

Hmmm...

Acabei de me aperceber que já tenho o Angel Milk algures num dos muitos CD's de mp3 que andam aos saltos no meu carro. Mas estou feliz, estou feliz.

Sou agora uma pessoa muito mais feliz*

Acabei de sacar dois álbuns de Telepopmusik.



*Ou ligeiramente menos infeliz, vá, que esta semana também começou mal.

domingo, julho 11, 2010

Vou começar a dar nas drogas

Fico sempre cheia de sono quando esfumaço algo ilegal. Não acontece muitas vezes (o esfumaçar), apenas as suficientes (passa esse, man) para eu saber que é tiro e queda. De modos que se me acabavam as insónias - como esta, agorinha mesmo, desesperada por dormir, mas com uma dor de cabeça de amigdalite incipiente e "ainda-não-desenvolvida-o-suficiente-para-lhe-dar-antibiótico" (o que eu odeio médicos sensatos, porra!) que nem me deixa pensar alto. Também se me acabava a capacidade de raciocínio, mas ia dormir todas as noites que era uma beleza!
Aposto que até as amigdalites iam todas à vida delas.

sexta-feira, julho 09, 2010

Espelhos internos e outras reflexões

Sou menina para ver tudo negro quando as coisas não me correm de feição. E normalmente as coisas não me correm de feição, porque se há coisinha que ainda não encasquetei neste meu cérebro trintão (inicio na próxima sexta-feira o meu 31º ano de vida, atenção) é que não posso controlar o mundo nem as pessoas nele contidas. Assim mais explicadinho, não posso obrigar as pessoas a fazer o que eu quero, como eu quero. Nos vinte deparei-me com este calhau na estrada e devo andar à cabeçada a ele, porque ainda não o ultrapassei. E dói-me um bocado a cabeça.
Outra coisa que ainda não ultrapassei, e eu juro que queria muito, é a minha aversão a bichos. Encontrei uma lagarta verde, verdinha no prato do manjerico de São João (que resiste apesar das minhas investidas diárias de água) e sem saber bem como salvá-la dali (tinha casulo e tudo), acho que matei a pobre da bichita. Quantas vidas de lagarta terei de viver até expiar este pecado? (Já nem conto os mosquitos, melgas e moscas.) Parece que não tem nada a ver, mas tem - queria ser adulta para ser consequente, não matar bichos a não ser quando extremamente necessário (esses nojos que são as melgas e os mosquitos), e entender de uma vez por todas que desde que faça tudo ao meu alcance, o resto não é responsabilidade minha. Leia-se, controlado por mim.
Uma semaninha para crescer e sair do casulo, será que chega?

quinta-feira, julho 08, 2010

quarta-feira, julho 07, 2010

Já estive mais longe de ir à bruxa

O Bruce anda furioso, ou então alguma puta me viu, como dizia o meu Pai. Estou com uma tendinite no pulso há umas semanas, mas coisa pouca. Ontem deu-me com força e estava tão mal que nem conseguia conduzir. Não consigo dormir com o calor (nem com três comprimidos de valeriana) e já lá vão duas noites de desespero, o meu pescoço dorido que o diga. As horas que não passam também não estão a ajudar. E como se tudo isto não bastasse, ontem à noite o meu computador decidiu pifar. Bloqueou e depois não arrancava. Recuperação de sistema com ele (enquanto eu não conseguia dormir) e ainda apanhei um susto, mas agora está tudo bem.
Bruce, já chega. Sim?

terça-feira, julho 06, 2010

Trinta

Daqui a 10 dias faço 30 anos. Sim, já se sabe. Para mim é um marco importante, mais do que doloroso ou difícil. Vim de Vila do Conde mais cedo por causa do apagão que me impediu de ver os últimos cinco minutos de um filme muito bom, que me fez pensar no fim-de-semana passado e nos meus 30 anos. Não me posso queixar: tenho dois braços e duas pernas que funcionam, um cérebro que, à parte precisar de mais RAM, não se porta nada mal, e duas irmãs fantásticas mais um irmão que me faz rir como ninguém. Tenho medo de morrer, o que é sempre saudável, e estou ansiosa por ver como são os 30. Pedidos, só um: uma bela prenda de anos do Universo (ou do Bruce, ou lá o que é).

A música da minha vida

É, decididamente, "Estou Além", do António Variações. (Sempre esta sensação, que estou a perder)
Perco-me constantemente no que seria. O que seria se tivesse feito assim em vez de assado? O que seria se tivesse virado ali e não além? O que perderia se tivesse ficado ou se não tivesse partido? O que me custa mais aceitar é tudo o que perco quando penso que não estou a perder nada. Não, o que me custa aceitar é não saber o que perco. Quero dois ou três pássaros na mão e isso lembra-me as Pombinhas da Cat'rina e deve ser da hora, porque não sei se esta associação de ideias tem fim.
Na sexta fiquei e conheci a mãe da J. Mas perdi horas de sono. Como agora.

segunda-feira, julho 05, 2010

Do tempo

Quero que o tempo passe muito depressa, para já ser amanhã e depois de amanhã e o resto da semana, mas preciso que o tempo passe muito devagar e que hoje seja hoje durante muito tempo para conseguir fazer tudo o que me atravanca a lista de tarefas.

Para tostar bem

sexta-feira, julho 02, 2010

Falhada

Penso muitas vezes que devia ter feito mais, estudado mais, estudado outra coisa, outras coisas, procurado mais, diferente, especial. Depois apercebo-me que desde o início desta novela de mau gosto a que chamam vida adulta, há pelo menos 11 anos atrás, o problema foi sempre o mesmo. Sei demais, estudei demais, aprendi demais e fiz demais. Seja para o que for, acham que tenho qualificações a mais (isto é ridículo!), capacidades a mais, talento demais. Dizem-me que as empresas não querem contratar gente talentosa. As empresas querem gente medíocre, a meio gás, assim-assim. Tenho muitas amigas e amigos muitíssimo talentosos, capazes e inteligentes a trabalhar, felizmente, ainda que grande parte deles (ou todos) não sejam tão apreciados como deviam ser. Mas também tenho amigos que não o são, não são assim tão talentosos, assim tão inteligentes, assim tão bons. E esses são provavelmente os mais bem empregados, os que têm mais segurança. As empresas, pelos vistos, querem gente que mesmo depois de um curso superior não sabe escrever a língua que anda a aprender desde que nasceu, gente que não tem um mini ataque cardíaco quando escreve "se eu tive-se um cérebro a funcionar". Querem gente que não tem raciocínio desenvolvido, gente que chama à profissão "serviço" e diz "lá no emprego". Gente que, pelos vistos, nem sequer sabe o que lá anda a fazer.
Eu acho sempre que devia saber mais, devia ser mais inteligente, devia conhecer mais. Desconfio que ando enganada. Não sei se é o cansaço do sprint final, daqui não consigo ver a meta.