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sexta-feira, dezembro 02, 2011

6 degrees of separation

Graus não sei quantos são, mas ironia, muita. Estar ligado, isso é para sempre, para o bem ou para o mal, ou melhor, pelo bem e pelo mal, mas estar ligado de uma forma quase cínica, hipócrita, a todos os que estão ligados ao outro lado, mas nunca ao outro lado. Isso não.
Porquê? Não sei. Não quero, não gosto, não acho que faça sentido, não quero.
Faz-me comichão? Alguma. Mas muito menos do que a garganta, por exemplo, que está neste momento a lançar uma ofensiva em todas as frentes, no que julgo ser a inflamação mais rezinga e birrenta de todos os tempos. Acoita!

sexta-feira, janeiro 14, 2011

30 anos

Quer dizer problemas de vesícula. A meia-idade é quando se começa a falar das entranhas como se o povo gostasse de ouvir, não é?

terça-feira, agosto 31, 2010

Hospital Distrital de Faro

Não estava incluído no pacote turístico de férias (era jacuzzi OU hospital, ainda não aprendi que não se pode ter tudo), mas decidi fazer uma ronda pelas urgências do hospital de Faro. Eu e a minha pulseira amarela esperámos 1h15 para ver o médico (muito dentro dos parâmetros normais) e depois só não foi a correr porque eu estava mesmo mal das costas e andava como uma condenada.
Bom, bom, foi estar na triagem com uma enfermeira que devia ser mágica, porque sentada conseguia fazer desaparecer o pescoço. (Vi-a depois de pé e confirmei, ela tinha pescoço.)
Tivemos então esta iluminada troca de ideias.
Enfermeira: Então de que se queixa?
Eu (queixinhas): Doem-me muito as costas.
Enfermeira (depois de muitas perguntas e com ar desconfiado): Ninguém lhe bateu nas costas?
Eu (com vontade de responder "Sim, com um pau!", mas a rir-me de sádica): Não.

Como é bom ir às urgências! (Isto é o Valium a falar.)

domingo, julho 11, 2010

Vou começar a dar nas drogas

Fico sempre cheia de sono quando esfumaço algo ilegal. Não acontece muitas vezes (o esfumaçar), apenas as suficientes (passa esse, man) para eu saber que é tiro e queda. De modos que se me acabavam as insónias - como esta, agorinha mesmo, desesperada por dormir, mas com uma dor de cabeça de amigdalite incipiente e "ainda-não-desenvolvida-o-suficiente-para-lhe-dar-antibiótico" (o que eu odeio médicos sensatos, porra!) que nem me deixa pensar alto. Também se me acabava a capacidade de raciocínio, mas ia dormir todas as noites que era uma beleza!
Aposto que até as amigdalites iam todas à vida delas.

terça-feira, junho 22, 2010

SNS

Quinze minutos de espera no total, médica profissional que não recorreu a entidades superiores, medicamentos eficazes e baratos (e vivam os genéricos!). All in all, muito satisfeita. A única coisa má é mesmo a amigdalite.

quinta-feira, junho 17, 2010

O Santo António acabou no São José

Estava eu toda enlevada com a cidade que adoro, aquele sol amarelo que aquece as calçadas (pergunto-me quantos anos terão aquelas calçadas e ruas?) onde provavelmente já tanta gente andou, inspirada pela mesma luz, se calhar não às 7h da manhã de um domingo, mas dizia eu que estava toda enlevada, a certa altura até estava algo comovida, cidade tão linda e tão gaja, pá, linda, inacessível, linda, apaixonante, linda, quando a T. decidiu voar sobre a dita calçada (linda, linda, linda) e toma lá um cotovelo deslocado. E agora onde é que eu escrevo sobre a luz amarela, as parede brancas, a magia daquele sol, o murmúrio das paredes daquelas casas, o prateado do rio que nos olha?

Para que não digam que gosto mais de Lisboa do que do Porto, passo a explicar. Gosto do Porto como de uma coisa que se tem. O Porto é meu, pertence-me de certa forma e é lindo. De Lisboa gosto de maneira diferente - não é minha, não a atinjo, não me pertence. Não é mais nem menos, é diferente.

terça-feira, setembro 29, 2009

Prioridades

No domingo tomei banho, votei e depois fui às urgências porque cada vez me doía mais.
A médica que me viu deu-me antibiótico e anti-inflamatório e disse que não deve ser nada "se deus quiser". Estive para lhe dizer que 1. não acredito em deus e 2. se quisesse a opinião dele, tinha ido à missa e não ao SASU. Não disse. Tenho de rever as minhas prioridades.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Havemos de ir à bruxa

Sábado de manhã, o irmão leva o meu carro para a faculdade. Sábado à hora de almoço, o irmão liga a dizer que me assaltaram o carro. Vidro triangular do lado direito (para não ser sempre do mesmo lado), não roubaram nada desta vez. Nem o comando da garagem. Assaltaram todos os carros do parque. Participação na polícia, chamada para a seguradora, chamada para a empresa dos vidros, peritagem - a seguradora exige peritagens ao segundo sinistro num ano. (Em menos de dois meses, se formos precisos.)
Sábado à noite descubro um nódulo inchado e doloroso na virilha.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Oremos

Voltaren nosso que estais nas farmácias,
santificada seja a vossa fórmula,
venha a nós a vossa embalagem,
seja feita a vossa cura assim nas costas como ali mesmo, sim, aí, ahhhhh...
O comprimido nosso cada dia nos dai três,
perdoai-nos os nossos maus jeitos,
assim como nós perdoamos as nossas más posturas,
não nos deixeis cair em velhice e caruncho,
mas livrai-nos do mal.
Amén.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Ahahahahahauuuuuu...

Senta-se à minha frente e diz: Eu e a Cristina tirámos à sorte para ver quem te fazia companhia e eu perdi.

Sem preocupações de ser correspondida,

apaixonei-me pelo Voltaren. Estou quase nova.
(Desculpa, afilhada.)

terça-feira, agosto 04, 2009

Ai Ui

Dói deitada, dói de pé, dói sentada. Dói virar na cama, dói sair da cama, dói sentar. Dói levantar, dói beber água, dói comer, dói fumar. Dói estar aqui a escrever, mas como dói tudo e em todas as situações, escolho o mal que aguento menos mal. Dói queixar. Dói pensar. Acho que também dói um bocadinho a cabeça. Dói.
Já chega, Bruce. Eu porto-me bem. A partir de segunda, pode ser?
P.S. Gosto mais quando mandas postais.

terça-feira, junho 09, 2009

Estou mal-disposta

É o segundo dia consecutivo. Nada de tirar conclusões precipitadas (e erradas).

quarta-feira, junho 03, 2009

A ciática,

a ciática é que é o grande sinal de velhice. And it's killing me. Maldito bem que faço, que me faz tão mal.

quinta-feira, maio 28, 2009

Da idade

O alzheimer instalado não me permite lembrar da dor no joelho direito.

quarta-feira, março 11, 2009

Vanished

Durante estes dias quase não comi. A fome não era nenhuma e a vontade de comer ainda menos.
Qualquer coisa me põe mal-disposta quando estou doente, seja lá do que for. Como por exemplo a D. N. a contar de como caiu na rampa da garagem dela e se partiu toda há muitos anos. E eu no sofá a tentar não vomitar o que (não) tinha comido ali mesmo.
Qualquer dia desapareço (in more than one way - and wouldn't that be nice?).

Paradoxos

Quando estou doente, não consigo fumar. Ocorre-me que o caminho para uma vida saudável é estar sempre doente.

Chroma

O chá preto é laranja. Eu, que não gosto de chá preto, nos últimos três dias fiz mais chá preto do que uma família de chineses bebe numa semana (totalmente sem pesquisa, os chineses bebem chá preto?). Tanto, que ontem dei por mim a olhar para ele e a pensar que deve ser bom. Felizmente os olhos pediam adstringência, por isso não cheguei a provar.
Os meus olhos, "castanhos" - diria quase toda a gente que me conhece e nunca me viu 1. contra o sol ou 2. recém-chegada de férias com exposição a sol anormalmente forte (uma semana em Cuba, por exemplo), estiveram verdes safira durante três dias. A cor dos meus olhos deu-me vontade de vomitar durante três dias. Devia ser do vermelho-sangue que os englobava.
O céu azul e a luz branca e amarela do sol dos últimos três dias pareceram-me da cor da morte, qualquer aproximação produzia dor. Deve ser horrível sofrer de intolerância ao sol.
Hoje os olhos voltaram à cor quase normal, só a mim me parecem doentes. O castanho está esbatido, já pensei se irei ficar com os olhos cor de avelã. Do verde, nada.
Ou a vida depois de uma conjuntivite.

segunda-feira, março 09, 2009

Oh, vida...

Dois dias de sol fantásticos e eu de vampira. Até a luz do monitor me incomoda, vou recolher-me.

domingo, março 08, 2009

Terror gore

Ver fotos de conjuntivites no Google e Wikipédia.
Não sei se vomite ou se chore, sendo que ambas opções resultariam em dores (ainda) mais acentuadas. Fico assim, já me chega.