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sexta-feira, dezembro 02, 2011

6 degrees of separation

Graus não sei quantos são, mas ironia, muita. Estar ligado, isso é para sempre, para o bem ou para o mal, ou melhor, pelo bem e pelo mal, mas estar ligado de uma forma quase cínica, hipócrita, a todos os que estão ligados ao outro lado, mas nunca ao outro lado. Isso não.
Porquê? Não sei. Não quero, não gosto, não acho que faça sentido, não quero.
Faz-me comichão? Alguma. Mas muito menos do que a garganta, por exemplo, que está neste momento a lançar uma ofensiva em todas as frentes, no que julgo ser a inflamação mais rezinga e birrenta de todos os tempos. Acoita!

quarta-feira, novembro 09, 2011

Low profile

Ninguém diria, pelo volume que a minha voz pode atingir, mas quer-me bem parecer que nasci para ser secundária. Lateral. Faço o mundo funcionar, nos seus limites pequenos que me confinam a vida, mas não faço nada que fique na história. Faço o jantar, a sopa, chego cigarros, cinzeiros, limpo cozinhas.
Diz o irmão que "Os mestres zen verdadeiros tinham empregos humildes e discretos, Ju."
Nem o "Ju" me anima por aí além.

terça-feira, outubro 25, 2011

Escolha uma(s)

Hormonas, cansaço, desânimo, chuva e céu muito muito carregado, falta de sono, fase do mês que não tem justificação nenhuma porque não é Aquela mas há-de ser qualquer coisa In Between, fadiga de lutar e esperar esperar esperar, desorganização deveras séria por não trabalhar há tanto tempo, depressão própria da condição situacional, depressão própria do estado das coisas (e das coisas do estado) incluindo a crise mundial o ambiente a fome no mundo e as crianças a morrerem sem cuidados médicos mais os animais que todos os dias sofrem, clara inadaptação à merda em que me meti, necessidade de açúcar com torradas por baixo, exaustão de fazer sopa todos os dias, confusão mental por ter de pensar em tantas coisas e tantas pessoas ao mesmo tempo, estado emocional em que entrei por vontade própria sou mesmo parva não aprendo nada é que é sempre a mesma coisa já não há pachorra mas é ter paciência e seguir em frente que já sabes do que a casa gasta, isto passa.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Marianas

Duas grandes amigas: uma vai ser mãe e a outra vai casar. E eu é que me sinto a louca. Será porque nunca gostei muito de branco?

quinta-feira, abril 07, 2011

Certezas

Sempre soube que pior do que não ter o que se quer é não saber o que se quer, mas agora que é comigo, custa um bom bocado mais. Isto afinal era mentira, sou Cristina até à ponta dos cabelos, porque sei exactamente o que não quero, mas fuck me se sei o que quero.

quinta-feira, março 24, 2011

Migas

Na terça comovi-me quase até às lágrimas com uma parte de uma música que já ouvi sei lá quantas vezes, sentadinha no autocarro a caminho do trabalho. Nessa noite tinha sonhado (a cores, como sempre) com um funeral e três mulheres de preto, a filha do morto muitíssimo bem disposta e eu a pensar "queimaste a pipoca, pá", mas não disse nada porque mesmo em sonhos a gaja continua a ser minha patroa. Depois subimos as duas uma espécie de colina, tantas vezes que eu já subi aquela colina ou uma-outra-qualquer-parecida em sonhos, subimos e ela desapareceu, mas a minha preocupação eram as escadas de betão para descer, com uma inclinação de quase 90º, corrimão quase nada, e eu a ver que me estatelava. Ainda perdi uma meia-hora de vida a tentar saltar do fim da escada para a terra ao lado, todos saltavam menos eu, que mesmo em sonhos sou caguinchas com alturas. E afinal era tão simples, o chão estava ao nível do último degrau e foi só passar a perna por cima do corrimão. (Ah, isto explica tanta coisa, mas agora não temos tempo.)
Como grande final, pus-me a falar francês e esqueci-me que le si n'aime pas les R. Mérde!

P.S. Matava por umas migas, juro que matava.

sábado, março 05, 2011

Só para vocês, um daqueles

Há uns anos eu estava perdida e pensei que me encontrava se fizesse Zazen. Assim que entrei no Dojo percebi que seria a última vez porque era tudo muito deprimente. As paredes brancas reflectiam o vazio que eu sentia, o turbilhão de gritos e dores, muito antes de tentar dobrar as pernas - e não conseguir - e pensar verdadeiramente que ia partir uma rótula porque tive de ficar assim mais de 20 minutos. Pensei que o sofrimento físico me aliviasse o outro, mas já devia saber que não, ora se resultasse, a malta que se corta andava aí feliz como um sino, verdade?
Lembrei-me disto tudo hoje, com um bolo de chocolate na mão, feito para uma colega que foi embora, a atravessar a Júlio Dinis, o sol na cara e a felicidade.

quinta-feira, agosto 12, 2010

A prova de que isto ainda mexe

Todos os anos há novos talentos no ciclismo. Até portugueses, imagine-se bem! Não sei bem porquê, mas isto dá-me alento não sei para quê: a renovação de caras, a superação de limites e recordes... Ou então preciso de dormir mais para ver se não tenho epifanias idiotas logo de manhã, no carro a caminho do trabalho.
A partir de agora, só epifanias inteligentes!

quarta-feira, julho 28, 2010

Remédios e mezinhas

Cheguei a casa e decidi-me por um banho de imersão. A ecologista em mim (que também tem pena de quem paga a conta da água) não me deixou encher a banheira até cima, por isso foi assim um banho checo. Lá dentro, água morna a refrescar-me, dei por mim a entregar-me a pequenos luxos vários, a fingir que sou uma mulher que se cuida.
A sensação de impending doom é como o calor: ainda está presente, mas aliviou um bocadinho.

terça-feira, julho 27, 2010

Está calor

e eu ando com uma sensação de impending doom que não consigo afastar, mais a sensação eterna de que tenho 5 ou 6 bolas no ar e a grande parte delas (ou todas) acabam por cair no chão.
Hormonão, hormonão... deixa a menina.

terça-feira, julho 06, 2010

A música da minha vida

É, decididamente, "Estou Além", do António Variações. (Sempre esta sensação, que estou a perder)
Perco-me constantemente no que seria. O que seria se tivesse feito assim em vez de assado? O que seria se tivesse virado ali e não além? O que perderia se tivesse ficado ou se não tivesse partido? O que me custa mais aceitar é tudo o que perco quando penso que não estou a perder nada. Não, o que me custa aceitar é não saber o que perco. Quero dois ou três pássaros na mão e isso lembra-me as Pombinhas da Cat'rina e deve ser da hora, porque não sei se esta associação de ideias tem fim.
Na sexta fiquei e conheci a mãe da J. Mas perdi horas de sono. Como agora.

segunda-feira, julho 05, 2010

Do tempo

Quero que o tempo passe muito depressa, para já ser amanhã e depois de amanhã e o resto da semana, mas preciso que o tempo passe muito devagar e que hoje seja hoje durante muito tempo para conseguir fazer tudo o que me atravanca a lista de tarefas.

sexta-feira, junho 18, 2010

"Não tens porque não queres"

Disse-me no Verão. E tinha razão. Continua a ter. Mas só agora percebi que não quero mesmo. Dá muito trabalho...

terça-feira, maio 18, 2010

A razão não pode nada,

quando a emoção diz sim. Felizmente não. Mas com (alguma) pena.

sábado, outubro 10, 2009

Recado

O problema de saber que os homens não valem um caracol é que continuamos a precisar deles para nos fazerem sentir bem de vez em quando. Vivemos sem eles, claro, sem dúvida nenhuma. Mas o chocolate também faz mal (a mim faz-me borbulhas, qual adolescente) e sabe bem. Sabemos que não valem a pena e continuamos à procura deles, quadradinho a quadradinho, roubados porque sim, hoje apetece-me, é das hormonas, estou triste, qualquer desculpa serve.
Se os backlinks funcionarem, manda-me um email.
(Alice)

quarta-feira, setembro 23, 2009

Tenho um telemóvel novo

E ontem tirei (finalmente) a película protectora do visor. Em termos de libertação? Melhor do que chorar.

segunda-feira, setembro 21, 2009

(de) Agradecimento

Apeteceu-me sentar no colo delas e chorar. (porque) As outras pessoas não percebem nada.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Exclusividade non-grata

Sou a única que pode ir a uma sessão de famílias.