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sexta-feira, janeiro 07, 2011

terça-feira, julho 07, 2009

Expiemos os nossos pecados



"Eu quero ser como tu". Na versão das cassetes que conhecia em miúda, "Oh Mogli, eu quero ser igual a ti". Oremos.

quarta-feira, julho 01, 2009

Afinal

faltava pagar a conta da água, pedir ao vizinho que ficasse com o correio, desligar as arcas e avisar o senhor da cerveja que não viesse mais.
Aproveito para dizer que a vida é uma filha-da-putice que algum ainda maior filho-de-sabe-se-lá-quem inventou para nos lixar, que foder é muito forte. Pois seja. Hoje disseram-me "não tem cá nada" e foi a melhor coisa que já ouvi em dias da minha vida.
E olha que se calhar... isto fechar também dá muito trabalho, até porque eu só tiro cafés de vez em quando. Ficamos assim, eu com a minha e tu com a tua. (E a comporta de barragem improvisada num bocado de madeira na mão, há coisas que nunca se esquecem...)

domingo, junho 07, 2009

Votar

Voltar à escola onde agora os toldos entre pavilhões me parecem minúsculos, do alto do meu metro e sessenta.
Mudaram a minha secção de voto para o C. Entro na sala onde me lembro de aprender inglês, "olha, lá no teu instituto" e eu sempre a dizer que não andava em instituto nenhum, mas ela "no teu instituto usam" sempre a insistir, professora mais chata, sei que devo ter aprendido muitas mais coisas, mas é das aulas de inglês que me lembro, entro, dou os meus documentos, espero que me encontrem na lista, recebo o boletim, vejo-o para confimar onde vou pôr a minha cruz, faço a cruz sem tremer, dobro-o em quatro, saio. Estraguei muitas mochilas naquela escola, sempre a fazermos slide pelos corrimões, no 5º ano cheguei atrasada a uma aula de inglês e era teste e eu não me lembrava. Sentei-me separada da turma, acho que ela sabia que copiavam por mim, fiz o teste e saí mais cedo. Como é que eu havia de me lembrar de outra coisa que não as aulas de inglês? Ah, e as de música, todos cá fora a ouvir os sons da rua, eu não ouvia nada e aprendi a ouvir muito mais. Quando estava com ele fazia isso muitas vezes, identificar os sons na rua, sempre a pensar na professora loira que dizia "o pai das minhas filhas" e me ensinou tanto.

quarta-feira, abril 29, 2009

Alzheimer

Hoje vi a minha madrinha de curso de Zootécnica no centro da Maia (tenho 99% de certeza que era ela, o que eu gostava daquela rapariga, madrinha mais bem escolhida, só se a de baptismo) e não tive coragem de ir ter com ela e perguntar-lhe "desculpa, tu não és a...?" porque não me lembro do nome dela.

sexta-feira, março 13, 2009

Formação profissional

Uma vez há muitos anos, na Zara de Sta Catarina, eu estava toda contente a ver a disputa entre uma funcionária grávida e a colega de caixa por causa dos descontos de funcionário e o número de peças que era permitido comprar por mês e a grávida dizia que não se queria chatear, a outra (a patroa) que depois lhe dissesse alguma coisa se houvesse problema, a colega sem querer assumir a responsabilidade do que se estava mesmo a ver que era um sarilho dos antigos e a grávida já exaltada mas com ar de enjoada a dizer que não se podia chatear, que estava grávida e eu a pensar olha que engraçado, quando se está grávida não se pode ter emoções?, que já nessa altura eu tinha o mau feitio que tenho hoje, ainda que menos apurado, e nisto a minha irmã mais velha topa-me a topar tudo e diz ai, és como a Mãe, sempre a ver o que as outras pessoas estão a fazer.
Hoje, a mesma irmã ri-se como uma perdida com esta minha aptidão para captar conversas e momentos à minha volta.
No CV vou acrescentar: Formação Profissional de Observadora - a cantar desde 1980.

quarta-feira, março 11, 2009

Do Alzheimer

(Isto um dia deixa de ter piada...)
No sábado, escadas do Triplex, ouço o meu nome. "Joana!" Quando me viro para trás, vejo uma cara sorridente a olhar para mim. Familiar? Sim. (re)Conhecida? Não.
Atalhei. "Olá, estás bom?", dois beijinhos, "Por aqui?", ar de espanto. 
Passei o resto da noite a tentar lembrar-me, mas continuo sem saber quem era. Nada, zero, há aqui uma tentativa de memória a querer chegar à superfície, a cara a lembrar-me uma impressão, um local, mas nada, não chega cá nada. E como raio, pergunto-me eu, sabia ele o meu nome?

sexta-feira, março 06, 2009

Da memória musical

Segunda-feira, 17 de Março de 2008, 17h25
Eu ia a caminho da iluminação e esta música há-de sempre ser o seu hino.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Desvio

Ontem, à vinda para a explicação de inglês (pelos vistos não sei tudo, ahahah), efectuei um pequeno desvio de ordem emocional: ver o liceu a hora de aulas.
Se calhar isto não é igual para todos os meus antigos colegas de casa, mas nem sempre consegui (ou consigo, ainda) separar a casa da escola. Ver a escola, mesmo em tempo de férias, era como ver a casa, como estar em casa.
Tive vontade de entrar e ir ao pavilhão C ver se ainda estava lá a Dona Emília.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Lovesong

Ia dizer que foi graças a uma paixão no 8º ano que fiquei fã de Cure, mas lembrei-me agora que ele tinha era uma t-shirt que dizia Revolution, dos Beatles, e eu aprendi a letra da música numa tarde.
Seja como for, lembro-me que ele também gostava de Cure, o que me interessa muito mais para o post.
Eu andava no 8º ano e ele no 10º: perfeito, portanto, para os parâmetros de adolescente. Tinha uma vespa cor-de-rosa e era fofo até mais não. Acho que foi o único Zé de quem gostei na vida, se descontarmos o tio que eu adorava como sobrinha (e em quem penso muitas vezes). E nessa altura eu acreditava mesmo, como os Cure me asseguravam, que era possível gostar de alguém para sempre. (However far away/I will always love you/However long I stay/I will always love you/Whatever words I say/I will always love you/I will always love you)
Tenho saudades da Aval de Cima. Há dias passei lá, desvio a que não resisto sempre que me encontre perto o suficiente. Foi mais chocante do que no início. Pareceu-me apenas um regresso de férias, os carros na rua e a vida que continua a existir mesmo quando não estamos lá para a ver. Quase estacionei e peguei na chave com o F de marca. Acho que as casas se amam para sempre.