No fim, no backstage (ando assim, dada a backstages), a desilusão completa: aqueles homens todos bem delineados, musculados, lindos... a abanar a mãozinha. Enfim, não se pode ter tudo. A verdade é que dançam como gente grande!
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quinta-feira, outubro 20, 2011
Balé
Não perceber nada de dança é isto: vai-se ao ballet, perdão, balé e passa-se boa parte do tempo a cabecear de sono. (Ah, espera, isso foi do anti-histamínico.) Ao fim de mais de duas horas (com dois intervalos pelo meio), vi movimentos lindos, movimentos fantásticos, agilidades surpreendentes. É tudo uma questão de hábito. E músculo. (Do espectador.)
sábado, junho 26, 2010
É fazer as contas
Andei a pensar e concluí que sou menina para ter lido pouco mais de 100 livros na vida. Não sei precisar quantos, ao certo, mas parece-me que o número é bastante vergonhoso mesmo sem precisão. Senão, vejamos os números: (quase) 30 anos de vida, 24 deles alfabetizados (não sei precisar quantos letrados, porque ainda hoje tenho alguma dificuldade em preencher formulários da Comissão Europeia, mas já me disseram que isso não é de mim), o que dá uma média de quatro livros por ano (give or take). Tendo em conta que sou perfeitamente capaz de devorar este número em duas semanas de férias, estou neste momento bastante envergonhada. Mais: se tivermos em conta que já pintei o cabelo sete vezes na vida e, ao que a brincadeira custa, podia ter comprado cerca de... hummm... seis vezes três, dezoito... para aí 16 livros caros, ou seja, bastantes livros baratos e mais umas quantas pechinchas, a minha urgente necessidade de livração parece-me um escândalo. De modos que é assim. Faço 30 anos daqui a três semanas e só li uma centena de livros na vida. Help, anyone?
sábado, novembro 01, 2008
Viva Serralves!
Acho que nem vi a exposição, mas a inauguração lá estava, de bar aberto.
O álcool também é cultura?
Antes a vodka com laranja (ou o gin tónico ou o whisky com cola) do que ser pendurado pelas entranhas no tecto do átrio do Museu de Serralves. Right?
(Afinal vi parte da exposição!)
O álcool também é cultura?
Antes a vodka com laranja (ou o gin tónico ou o whisky com cola) do que ser pendurado pelas entranhas no tecto do átrio do Museu de Serralves. Right?
(Afinal vi parte da exposição!)
quinta-feira, outubro 02, 2008
quarta-feira, outubro 01, 2008
A propósito
disto, que fui ver com bilhetes oferecidos,
fiquei a pensar onde está a linha (ténue) da boa educação e erudição musical.
Eu não saí assim que me apeteceu (para aí aos primeiros cinco minutos) porque
1. ela não deixou
e 2. não me senti bem a fazê-lo. Mas foi mais porque ela não deixou.
No entanto, houve muitas pessoas da magra audiência que o fizeram, algumas, inexplicavelmente, quando aquilo estava quase a acabar.
Claro que se pode argumentar que ninguém sabia ao certo quando é que aquilo acabava, mas eu, se tivesse dado 15 euros por um bilhete, ficava até ao fim. Pelo menos para saber do que me ria.
A minha questão é esta: é verdadeira má educação sair a meio? As pessoas pagaram para ver algo que nem de longe nem de perto as satisfez.
Mas, ainda assim, sair a meio parece-me, no mínimo, rude.
Por outro lado, depois de aturar aquilo durante uma hora e um quarto, não posso conceber que haja uma pessoa sequer que tenha saído dali contente.
Mas há sempre um tio ou tia que sai de lá todo emproado porque foi ver uma coisa que não entendeu, da qual não gostou e cujo único benefício directo para a sua vida é ter tema de conversa com outros tios e tias e poder provocar-lhes inveja - porque foi ver "cultura".
O que eu quero mesmo saber é: afinal como é que se vai chamar o novo programa do Gato Fedorento?
fiquei a pensar onde está a linha (ténue) da boa educação e erudição musical.
Eu não saí assim que me apeteceu (para aí aos primeiros cinco minutos) porque
1. ela não deixou
e 2. não me senti bem a fazê-lo. Mas foi mais porque ela não deixou.
No entanto, houve muitas pessoas da magra audiência que o fizeram, algumas, inexplicavelmente, quando aquilo estava quase a acabar.
Claro que se pode argumentar que ninguém sabia ao certo quando é que aquilo acabava, mas eu, se tivesse dado 15 euros por um bilhete, ficava até ao fim. Pelo menos para saber do que me ria.
A minha questão é esta: é verdadeira má educação sair a meio? As pessoas pagaram para ver algo que nem de longe nem de perto as satisfez.
Mas, ainda assim, sair a meio parece-me, no mínimo, rude.
Por outro lado, depois de aturar aquilo durante uma hora e um quarto, não posso conceber que haja uma pessoa sequer que tenha saído dali contente.
Mas há sempre um tio ou tia que sai de lá todo emproado porque foi ver uma coisa que não entendeu, da qual não gostou e cujo único benefício directo para a sua vida é ter tema de conversa com outros tios e tias e poder provocar-lhes inveja - porque foi ver "cultura".
O que eu quero mesmo saber é: afinal como é que se vai chamar o novo programa do Gato Fedorento?
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