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terça-feira, outubro 25, 2011

Fiz as contas e foram 5 meses

Demorei 5 meses a tirar as minhas coisas de . OK, é um número grandote, mas 5 meses, people. Não foi nenhuma vida ou outra eternidade qualquer. Foram 5 meses.
Já perdi a conta aos outros.

terça-feira, abril 26, 2011

25 de Abril Sempre!

Cantei a Grândola Vila Morena duas vezes, em pleno centro do Luxemburgo, e à noite ouvi-a pelo Zeca, num bar português. (Nós somos mais bolos, não é só ranchos.)
E agora fica a Liberdade, a letra da Carvalhesa, a vontade de nunca ter voltado. Vou-me embora.

quinta-feira, junho 17, 2010

Falam mal, mas dizem bem

Ouço rapazes jovens a falar de como o mundo é desigual para as mulheres e de como isso se pode impedir, travar e lutar pelos direitos das "raparigas" e encho-me de esperança por esta geração. Elas também não lhes ficam atrás, muito pelo contrário. Sabem bem o que é ser mulher (lutar, sofrer, ser forte) e onde estão os entraves à sua plena cidadania. Pergunto-me se eu era assim quando tinha a idade deles? Pergunto-me se eles irão esquecer o que dizem agora quando chegarem à minha idade? Mais: pergunto-me porque estamos sempre à espera que os outros façam a Revolução, que os outros mudem o mundo, subam montes, marquem a diferença.
Finalmente, pergunto-me se estas raparigas, ao saírem da sessão anónima, vão ter com estes rapazes e deixam que eles as desrespeitem, que lhes batam dentro do namoro, que as subjuguem e as dominem e as controlem.

terça-feira, setembro 29, 2009

Prioridades

No domingo tomei banho, votei e depois fui às urgências porque cada vez me doía mais.
A médica que me viu deu-me antibiótico e anti-inflamatório e disse que não deve ser nada "se deus quiser". Estive para lhe dizer que 1. não acredito em deus e 2. se quisesse a opinião dele, tinha ido à missa e não ao SASU. Não disse. Tenho de rever as minhas prioridades.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Cheguei a casa

e estava lá o Rui Rio, em forma de fotografia em jornal/infomail de campanha. Começou logo bem, ainda não estava no elevador e já me sentia excluída - "Caro portuense", dizia ele. Ora eu não sou portuense. Sou trasmontana. Aterrei nesta cidade há 19 anos sem poder de decisão. Segundo os parâmetros de não sei bem quem, só se é portuense à terceira geração. Esquisitices, se quereis saber. Eu também não quero fazer parte de uma cidade que (não) me aceita.
Depois vieram as fotografias das obras realizadas. Ui, que maluqueira. Oito anos e quase reabilitaram 10 edifícios, entre escolas e habitações. Calma, ó gentes, isto não é um sprint.
Chego ao fim e não vejo sequer o padrinho. Mal empregado papel, sinceramente...

P.S. Padrinho, se por acaso estiveres a ler isto, não te amofines. Sabes que sou tua apoiante incondicional, mas não voto no teu partido. Vai lá à tua vida.

sexta-feira, julho 31, 2009

Partir Vs. Ficar

Ontem estava a sair de Gaia a pensar que afinal não é assim tão complicado, tempos houve em que não me entendia naquela cidade, e depois enganei-me e virei para Lisboa. Saí para a A29 e debati-me com a vontade de ir em frente, Lisboa it is!, e a necessidade de voltar para trás, nem sequer tens gasóleo para chegar a Lisboa. Presa por vontade própria, concluí. Há coisas piores.
Depois cheguei a casa e, numa troca de mensagens com o meu gay preferido, prometo que caso com ele só pelo bolo de laranja e digo-lhe que me deixe dormir. E a resposta fez-me adormecer a rir.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Enquanto ela vai buscar um cigarro,

eu, que já tinha reparado no eco, penso que se calhar devia dizer algo como "I call her a lot because she's my sister and we talk for long periods of time because the phone company doesn't charge me for it". Mas sei lá se os serviços secretos do Lux entendem inglês...
É a brincar, é a brincar, mas num país com apenas 400 mil pessoas, é muito fácil ter os habitantes todos sob escuta.
Mas só até às 17h, que naquele país ninguém quer trabalhar.
(This is my blog and I live in a democracy which is part of the bigger democracy that's the European Union, I write what I want, go away!)

terça-feira, abril 29, 2008

Dia da Liberdade

Céu limpo, vento quente, temperaturas altas.
Liberdade para espraiar toda a tarde, liberdade para ir aos croissants da Foz no caminho para casa (porque o melhor sítio, em Matosinhos, estava fechado), liberdade para rumar a Guimarães depois do banho para acordar, liberdade principalmente para ver a menina da voz fantástica a cantar canções de Abril muitíssimo bem acompanhada.
Escapou-nos o jantar, mas não escapou a noite Vimaranense* com todos os seus nativos, a música bizarra e os preços inacreditáveis.
O jantar concretizou-se depois, que isto de cozinhar às 3h da manhã tem qualquer coisa de libertador, põe-se o azeite que calha, não se liga a medidas ou receitas, quer dizer, são 3h da manhã!
Liberdade.

*Correcção da mana, obrigada. :)

quarta-feira, abril 25, 2007

Liberdade

Eu que nasci depois e durante muitos anos não entendi verdadeiramente o que foi o antes, hoje sei (um bocadinho melhor que ontem) o bom que é poder ser livre e dizer o que me apetece, livre para contestar e exigir, livre para escolher e eleger, livre até para poder ter um blog tonto e escrever posts como o anterior e dizer que não gosto deste governo que não elegi (porque a democracia também tem os seus contras), já que temos um primeiro-ministro que não foi a minha primeira escolha e um presidente que não preside às minhas decisões, livre que sou para poder dizer que rai's parta os gajos da Clix que o Blogger nunca abre à primeira e só a desligar e a ligar o modem (reset simples) perde-se o tempo de ler blogs.
Liberdade. Para quando a Revolução da Responsabilidade?