Uma pessoa está no trabalho, descansadinha da vida, a verificar a conta pessoal de email, e recebe, como quase todos os dias, aqueles updates de perfis por email e fica com a sensação de ter levado um murro no estômago assim logo de manhã, sem apelo nem agravo, que é para não se armar em esperta e deixar-se de "ai, está sol, que dia fantástico".
Por outro lado, depois do choque inicial, a pessoa percebe que os anos passam por uma razão muito boa e as novidades ou piquenos reminders são apenas isso, piquenos. Sem intuito pejorativo. A caravana continua.
Update: diz que afinal isto é mais complicado, a trama adensa-se. E como! Vontadinha de dizer: Xô, que está o dia bô! Tu deslarga-me!
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quarta-feira, março 13, 2013
sexta-feira, março 25, 2011
Eu sou péssima com datas,
por isso não sei em que ano foi. Mas sete e três 10 e vai um, acho que foi em... 2007. Deve ter sido.
Portanto. Corria o ano de 2007, era Maio, e eu de repente vi-me esfomeada numa aldeia a sul de Portalegre (sul, sudeste, sudoeste, who knows, também sou péssima com a orientação) e entrei no primeiro restaurante que me pareceu decente. Numa inspiração divina, de certeza, decidi pedir um prato servido com migas, eu, a nojentinha-mor que não gosta de nada "esquisito" e tradicional. Não gostava, devo dizer, porque aquelas migas mudaram-me para sempre. Não há outra descrição, foi mesmo isso. Foram as melhores migas que já comi na vida. Arrisco mesmo a dizer que foram a melhor coisa que já comi na vida.
Mas esqueci-me completamente do nome da aldeia e do restaurante. As vezes que procurei aquilo, senhores, nem se acredita. Só me lembrava de ter ido ao Crato, mais nada. Ontem decidi insistir na busca e vi vários restaurantes alentejanos, ai que bonito e tal. E de repente, encontrei o site de um restaurante que me soava familiar, e assim que as fotografias apareceram, soube que tinha encontrado o restaurante certo. E quase chorei de emoção.
Claramente, tanta vontade de migas e tanta quase-lágrima, são sintoma de algo muito funesto.
terça-feira, março 15, 2011
Lição nº 1: Como saber se temos boas amigas (e amigos)?
A distinção é fácil de fazer: as que dizem "Parabéns!", são boas amigas. As que dizem "Ah, mas é definitivo?" merecem ser apagadas da lista de contactos do telemóvel e obrigadas a apagar o nosso número.
Excepções: comentários de "Joana à solta" são, obviamente, de amigas do primeiro grupo.
No top das coisas fantásticas de ter 30 anos,
está, evidentemente, o facto de, estando tão magra que se me vêem as costelas, sim, ali mesmo por baixo das maminhas que já quase não se vêem, continuar a ter uma amostra de pneu na barriga e nos ladeiros das costas.
terça-feira, março 08, 2011
Negócios de porcaria *
"Acupunctura: queres perder peso ou deixar de fumar? 5 sessões por..." (não me lembro e agora não me apetece ir ver)
Não! Eu queria era que a acupunctura me fizesse alta e espadaúda e com cabelos cor de mel de vez em quando. Não vai dar?
*Achei que não devia dizer merda
*Achei que não devia dizer merda
quarta-feira, julho 28, 2010
Remédios e mezinhas
Cheguei a casa e decidi-me por um banho de imersão. A ecologista em mim (que também tem pena de quem paga a conta da água) não me deixou encher a banheira até cima, por isso foi assim um banho checo. Lá dentro, água morna a refrescar-me, dei por mim a entregar-me a pequenos luxos vários, a fingir que sou uma mulher que se cuida.
A sensação de impending doom é como o calor: ainda está presente, mas aliviou um bocadinho.
terça-feira, julho 27, 2010
Está calor
e eu ando com uma sensação de impending doom que não consigo afastar, mais a sensação eterna de que tenho 5 ou 6 bolas no ar e a grande parte delas (ou todas) acabam por cair no chão.
Hormonão, hormonão... deixa a menina.
Hormonão, hormonão... deixa a menina.
sábado, junho 26, 2010
Dos lixeiros ao Mundial
Antes passar manhãs atrás de lixeiros dispostos a falar do que voltar a ver um jogo com mulheres. Cruzes canhoto, que raça! Sempre a gritar golo, sempre a bater palmas. Não deixam uma pessoa ver o jogo em paz. Uma das que me acompanhavam gritou golo cinco vezes. Cinco! Ao que percebe de futebol, deve ter ido para casa a pensar que demos 5-0 ao Brasil.
O próximo é aqui no café da rua, fumar só lá fora, mas mulheres nem vê-las.
sexta-feira, junho 18, 2010
Coisas boas das revistas nesta altura
Umas sandálias "romanas" cor-de-laranja, por 4,5 euros com a Telva. E, o melhor de tudo, um protector solar para cabelo da Schwarzkopf por 3 euros com a Máxima - custa 15 euros nas lojas!
Pena é ter de trazer também as revistas.
sexta-feira, maio 21, 2010
sábado, janeiro 02, 2010
quinta-feira, março 05, 2009
Isto de bichos que sangram
Irrita-me o preconceito dos homens em relação ao período das mulheres. A mania que ficamos mais chatas e irritáveis e, principalmente, a sacramental perguntinha "Estás com o período?" quando, por alguma razão perfeitamente justificável, nos exaltamos.
Mas a verdade é que isto de sangrar 5 dias e não morrer tem muito que se lhe diga. Tenho a certeza de não estar isolada ao dizer que sim, fico mais sensível, choro por dá cá aquela palha (se bem que eu sou campeã de choro, medalhas de ouro desde 1992, sem falhar um ano) e fico, basicamente, com a neura. (Adorava ver os homens a ter período: o mundo paráva todos os meses durante uma semana, garantido.)
Outro fenómeno curioso que me assalta, normalmente no primeiro dia, é a falta de sinapses cerebrais. Não sei se o lado racional se desliga para dar lugar ao instintivo ou se as hormonas desatam aos berros com a secção da racionalidade (claramente, uma zona masculina no cérebro de todas as mulheres) até ficarem sem voz ou até a racionalidade se calar, caladinha é que ela está bem e às vezes não há pachorra para estes gajos, pá!
O que quer que seja, tenho (mais) uma certeza: não há (ainda) explicação científica para o fenómeno, basicamente porque a investigação científica deste mundo está maioritariamente entregue às bestas, perdão, aos homens, e eles além de nojentinhos, estão-se marimbando. Mas que ele acontece, acontece. O mais básico dos trocadilhos escapa-me, as conversas ficam todas sem sentido e perco o fio-à-meada mais depressa do que consigo dizer "Tens de me explicar como se eu tivesse 4 anos e estivesse com o período, vale?".
Felizmente não cheira.
Mas a verdade é que isto de sangrar 5 dias e não morrer tem muito que se lhe diga. Tenho a certeza de não estar isolada ao dizer que sim, fico mais sensível, choro por dá cá aquela palha (se bem que eu sou campeã de choro, medalhas de ouro desde 1992, sem falhar um ano) e fico, basicamente, com a neura. (Adorava ver os homens a ter período: o mundo paráva todos os meses durante uma semana, garantido.)
Outro fenómeno curioso que me assalta, normalmente no primeiro dia, é a falta de sinapses cerebrais. Não sei se o lado racional se desliga para dar lugar ao instintivo ou se as hormonas desatam aos berros com a secção da racionalidade (claramente, uma zona masculina no cérebro de todas as mulheres) até ficarem sem voz ou até a racionalidade se calar, caladinha é que ela está bem e às vezes não há pachorra para estes gajos, pá!
O que quer que seja, tenho (mais) uma certeza: não há (ainda) explicação científica para o fenómeno, basicamente porque a investigação científica deste mundo está maioritariamente entregue às bestas, perdão, aos homens, e eles além de nojentinhos, estão-se marimbando. Mas que ele acontece, acontece. O mais básico dos trocadilhos escapa-me, as conversas ficam todas sem sentido e perco o fio-à-meada mais depressa do que consigo dizer "Tens de me explicar como se eu tivesse 4 anos e estivesse com o período, vale?".
Felizmente não cheira.
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