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segunda-feira, julho 05, 2010
quinta-feira, junho 17, 2010
O Santo António acabou no São José
Estava eu toda enlevada com a cidade que adoro, aquele sol amarelo que aquece as calçadas (pergunto-me quantos anos terão aquelas calçadas e ruas?) onde provavelmente já tanta gente andou, inspirada pela mesma luz, se calhar não às 7h da manhã de um domingo, mas dizia eu que estava toda enlevada, a certa altura até estava algo comovida, cidade tão linda e tão gaja, pá, linda, inacessível, linda, apaixonante, linda, quando a T. decidiu voar sobre a dita calçada (linda, linda, linda) e toma lá um cotovelo deslocado. E agora onde é que eu escrevo sobre a luz amarela, as parede brancas, a magia daquele sol, o murmúrio das paredes daquelas casas, o prateado do rio que nos olha?
Para que não digam que gosto mais de Lisboa do que do Porto, passo a explicar. Gosto do Porto como de uma coisa que se tem. O Porto é meu, pertence-me de certa forma e é lindo. De Lisboa gosto de maneira diferente - não é minha, não a atinjo, não me pertence. Não é mais nem menos, é diferente.
Para que não digam que gosto mais de Lisboa do que do Porto, passo a explicar. Gosto do Porto como de uma coisa que se tem. O Porto é meu, pertence-me de certa forma e é lindo. De Lisboa gosto de maneira diferente - não é minha, não a atinjo, não me pertence. Não é mais nem menos, é diferente.
domingo, janeiro 10, 2010
Decisions
I've decided that after 10 it's mere experiment.
Also, I've come to the conclusion that something something about something I can't quite recall now, blame the mojitos.
quinta-feira, agosto 13, 2009
Cheguei a casa
e estava lá o Rui Rio, em forma de fotografia em jornal/infomail de campanha. Começou logo bem, ainda não estava no elevador e já me sentia excluída - "Caro portuense", dizia ele. Ora eu não sou portuense. Sou trasmontana. Aterrei nesta cidade há 19 anos sem poder de decisão. Segundo os parâmetros de não sei bem quem, só se é portuense à terceira geração. Esquisitices, se quereis saber. Eu também não quero fazer parte de uma cidade que (não) me aceita.
Depois vieram as fotografias das obras realizadas. Ui, que maluqueira. Oito anos e quase reabilitaram 10 edifícios, entre escolas e habitações. Calma, ó gentes, isto não é um sprint.
Chego ao fim e não vejo sequer o padrinho. Mal empregado papel, sinceramente...
P.S. Padrinho, se por acaso estiveres a ler isto, não te amofines. Sabes que sou tua apoiante incondicional, mas não voto no teu partido. Vai lá à tua vida.
Depois vieram as fotografias das obras realizadas. Ui, que maluqueira. Oito anos e quase reabilitaram 10 edifícios, entre escolas e habitações. Calma, ó gentes, isto não é um sprint.
Chego ao fim e não vejo sequer o padrinho. Mal empregado papel, sinceramente...
P.S. Padrinho, se por acaso estiveres a ler isto, não te amofines. Sabes que sou tua apoiante incondicional, mas não voto no teu partido. Vai lá à tua vida.
terça-feira, junho 23, 2009
Troquei de Santo
Em boa verdade, já foi no ano passado. Mas este ano tenho (mais) gosto nisso, não sei explicar.
Em boa verdade também, não preciso de muitas desculpas para fazer caipirinhas e deliciar-me com sardinhas e pimentos assados. No terraço, se não chover. Muito bem acompanhada, chova ou não.
E não é verdade que não goste de sardinhas, gosto sim senhora. Mas gosto mais ainda de fazer caipirinhas (e de as beber), porque podem não ser santas, mas são Ju(a)ninas.
Em boa verdade também, não preciso de muitas desculpas para fazer caipirinhas e deliciar-me com sardinhas e pimentos assados. No terraço, se não chover. Muito bem acompanhada, chova ou não.
E não é verdade que não goste de sardinhas, gosto sim senhora. Mas gosto mais ainda de fazer caipirinhas (e de as beber), porque podem não ser santas, mas são Ju(a)ninas.
terça-feira, março 31, 2009
Dividida
Nos últimos tempos tenho tido muitas saudades de Lisboa, despertam quando olho para ruas no Porto que me lembram a minha casa de 8 anos. Mas nunca gostei tanto de estar no Porto como agora, acho que nunca tive tantos projectos em 28 anos de vida.
Soube há pouco que uma amiga vai trabalhar para Lisboa e vieram-me as lágrimas aos olhos em pleno GChat(o), mas respirei fundo e dei-lhe os parabéns com toda a felicidade que sinto por ela, pela oportunidade que este trabalho representa.
Dizem-me para procurar trabalho em Lisboa e juntar-me a elas, já são duas as amigas próximas a 300km de distância. Tenho saudades das ruas que eram minhas e vontade de conhecer as que não o eram na cidade que amo sem saber explicar porquê, mas não quero ir para lá. Gosto do Porto neste momento, depois logo se vê.
Soube há pouco que uma amiga vai trabalhar para Lisboa e vieram-me as lágrimas aos olhos em pleno GChat(o), mas respirei fundo e dei-lhe os parabéns com toda a felicidade que sinto por ela, pela oportunidade que este trabalho representa.
Dizem-me para procurar trabalho em Lisboa e juntar-me a elas, já são duas as amigas próximas a 300km de distância. Tenho saudades das ruas que eram minhas e vontade de conhecer as que não o eram na cidade que amo sem saber explicar porquê, mas não quero ir para lá. Gosto do Porto neste momento, depois logo se vê.
domingo, março 15, 2009
Também me disseram
ao pequeno-almoço: "Tu ficavas bem só de colar."
(Estes gajos são uns assanhados.)
sábado, março 14, 2009
As pessoas dizem
Ah e tal, mas não dormes?
Eu digo: durmo, porra! Mas as noites até de manhã valem por uma semana de divertimento, pelas fases todas (e pelas frases), pelos risos e pela música (ontem o Tendinha bombava e o P. estava on fire).
E depois dormi o dia todo.
Frase da noite III
"Estiveram a noite toda com cara de tacho e nós não gostamos de sair com trens de cozinha!"
Mérito inteiramente a cargo de: S.
S. devia seguir carreira de frases, é simplesmente genial. Principalmente às 9h da manhã nos Clérigos.
quinta-feira, março 12, 2009
Aos bocadinhos,
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
domingo, fevereiro 15, 2009
Dilema de substância
Quando nos marcam as vodkas a dois euros, em vez dos regulamentares cinco (seis, se for Smirnoff, que era o caso),
é hora de descobrir sítios novos ou é de aproveitar?
é hora de descobrir sítios novos ou é de aproveitar?
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Desvio
Ontem, à vinda para a explicação de inglês (pelos vistos não sei tudo, ahahah), efectuei um pequeno desvio de ordem emocional: ver o liceu a hora de aulas.
Se calhar isto não é igual para todos os meus antigos colegas de casa, mas nem sempre consegui (ou consigo, ainda) separar a casa da escola. Ver a escola, mesmo em tempo de férias, era como ver a casa, como estar em casa.
Tive vontade de entrar e ir ao pavilhão C ver se ainda estava lá a Dona Emília.
Se calhar isto não é igual para todos os meus antigos colegas de casa, mas nem sempre consegui (ou consigo, ainda) separar a casa da escola. Ver a escola, mesmo em tempo de férias, era como ver a casa, como estar em casa.
Tive vontade de entrar e ir ao pavilhão C ver se ainda estava lá a Dona Emília.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Lovesong
Ia dizer que foi graças a uma paixão no 8º ano que fiquei fã de Cure, mas lembrei-me agora que ele tinha era uma t-shirt que dizia Revolution, dos Beatles, e eu aprendi a letra da música numa tarde.
Seja como for, lembro-me que ele também gostava de Cure, o que me interessa muito mais para o post.
Eu andava no 8º ano e ele no 10º: perfeito, portanto, para os parâmetros de adolescente. Tinha uma vespa cor-de-rosa e era fofo até mais não. Acho que foi o único Zé de quem gostei na vida, se descontarmos o tio que eu adorava como sobrinha (e em quem penso muitas vezes). E nessa altura eu acreditava mesmo, como os Cure me asseguravam, que era possível gostar de alguém para sempre. (However far away/I will always love you/However long I stay/I will always love you/Whatever words I say/I will always love you/I will always love you)
Tenho saudades da Aval de Cima. Há dias passei lá, desvio a que não resisto sempre que me encontre perto o suficiente. Foi mais chocante do que no início. Pareceu-me apenas um regresso de férias, os carros na rua e a vida que continua a existir mesmo quando não estamos lá para a ver. Quase estacionei e peguei na chave com o F de marca. Acho que as casas se amam para sempre.
Seja como for, lembro-me que ele também gostava de Cure, o que me interessa muito mais para o post.
Eu andava no 8º ano e ele no 10º: perfeito, portanto, para os parâmetros de adolescente. Tinha uma vespa cor-de-rosa e era fofo até mais não. Acho que foi o único Zé de quem gostei na vida, se descontarmos o tio que eu adorava como sobrinha (e em quem penso muitas vezes). E nessa altura eu acreditava mesmo, como os Cure me asseguravam, que era possível gostar de alguém para sempre. (However far away/I will always love you/However long I stay/I will always love you/Whatever words I say/I will always love you/I will always love you)
Tenho saudades da Aval de Cima. Há dias passei lá, desvio a que não resisto sempre que me encontre perto o suficiente. Foi mais chocante do que no início. Pareceu-me apenas um regresso de férias, os carros na rua e a vida que continua a existir mesmo quando não estamos lá para a ver. Quase estacionei e peguei na chave com o F de marca. Acho que as casas se amam para sempre.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Ontem, a caminho do Café au Lait
(o que eu gosto quando as pessoas ouvem Café Olé)
penso em compôr a minha vida.
Sou a primeira a chegar, coisa estranha nunca vista, e apanho o caderno de emprego do Expresso. Ora vamos lá mudar de vida!
penso em compôr a minha vida.
Sou a primeira a chegar, coisa estranha nunca vista, e apanho o caderno de emprego do Expresso. Ora vamos lá mudar de vida!
sexta-feira, janeiro 09, 2009
quarta-feira, dezembro 31, 2008
O meu avô está internado
numa instituição privada de saúde cá no Porto.
Proliferam os símbolos religiosos e, depois de eu lhe dar o iogurte do lanche, entra no quarto uma freira com ar metediço, como todas têm, que lhe fala em tom paternalista, como todas falam.
"Então, Sr. Manuel, quer-se sentar? Ou ainda não são horas?"
(Como se houvesse horas para sentar, santa Barbara Cook!)
O meu avô, de 94 anos, já quase cego, com um só pulmão a funcionar desde há muitos anos, agora com a respiração muito dificultada pela pneumonia, responde-lhe, no seu melhor estilo trasmontano
"Pra qué?"
Acho que o meu avô também não pode com freiras.
Proliferam os símbolos religiosos e, depois de eu lhe dar o iogurte do lanche, entra no quarto uma freira com ar metediço, como todas têm, que lhe fala em tom paternalista, como todas falam.
"Então, Sr. Manuel, quer-se sentar? Ou ainda não são horas?"
(Como se houvesse horas para sentar, santa Barbara Cook!)
O meu avô, de 94 anos, já quase cego, com um só pulmão a funcionar desde há muitos anos, agora com a respiração muito dificultada pela pneumonia, responde-lhe, no seu melhor estilo trasmontano
"Pra qué?"
Acho que o meu avô também não pode com freiras.
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