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quinta-feira, janeiro 29, 2009

Hare Krishna, Hare Krishna

Não estou a pensar converter-me, mas se o fizesse seria pelo reggae Hare Krishna.
Apesar da chuva e do nevoeiro e esta porra dura há 15 dias pelo menos, onde anda o fdp do sol?, entro no restaurante e começo a dançar (devagarinho que está tudo molhado, muito bom para patinagem artística, principalmente se com uma panela de quase 5Kg na mão, como foi o meu caso ontem) porque esta música há-de sempre lembrar-me o Verão e as noites quentes em que íamos de t-shirt distribuir comida, tudo cheio de good vibes e outros sentimentos quentinhos.
Dir-se-ia que é mais fácil ser altruísta no Verão, o que não nego. Mas ontem pude conduzir a carrinha outra vez (e o paralelo tão molhado, a volta que fui dar para chegar ao restaurante com a carrinha vazia-que-perde-a-tracção-toda é tão ridícula que nem conto) e de repente estava-se mesmo bem, chove pr'aí a ver se I care, não há nada nada nada que pague as gargalhadas e a intimidade de um grupo assim, ai netinho que te constipas, e não-me-pises-caraças!, ai desculpa, era o sinal de "chato na área, salva-me!". A clientela, para moderar, estava toda mal-humorada e agressiva e mete-medo. Típico, mas na boa. É para não nos habituarmos mal.
No fim, já no Aleixo, chuva torrencial. A caminho de casa, nem uma pinga. Típico também.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Enquanto fumo um cigarro na varanda,

a chuva a cair certinha, a mulher do lixo chama-me do outro lado da rua.
"Ó menina, você dá-me lumes?"
Digo que sim, claro.
"É que esta merda não funciona, está tudo molhado, foda-se!"
Desato a rir - ela felizmente não repara porque ainda está a fechar um caixote e só depois atravessa a rua.
Só no Porto!

sexta-feira, setembro 05, 2008

Banda sonora perfeita

para um dia como este.

"All is Violent, All is Bright"
God is an Astronaut

quinta-feira, maio 29, 2008

À terceira vez

foi quase como se não tivesse ido.
Vim de Lisboa e quando cheguei estava tudo feito. Havia muitas ajudantes, felizmente.
Nem sequer pus o avental, lavei alguma louça, pus a mesa, jantei.
Depois fui pôr a carrinha a trabalhar e deu-se o desastre: sem bateria.
Debaixo de chuva torrencial empurrámos a carrinha, que derrapava no paralelo de uma maneira assustadora.
Foi o tumulto.
A cozinheira considerou nem sequer ir ao concerto, para o qual me tinha guardado um bilhete. Já não se fazem filhas assim...
A carrinha pegou já na Ribeira e fomos. Para o concerto, com a demora nem sequer deu para irmos com elas a S. Bento.
Tive pena, não fui levar um prato de comida quente a ninguém, nem mesmo ao Sr. Fernando.
Trouxe um saco de camisolas de inverno que deixei com elas, espero que dê jeito a alguém.
No fim da noite, recebo por engano uma mensagem no telemóvel. (Aqui não há acasos.)
Fico a saber que não conseguiram dar a comida toda, foram a todos os sítios, incluindo o Aleixo.
Só podia, quando eu não estava, vão ao Aleixo.
À quarta é de vez? Esperemos que sim.

quarta-feira, março 28, 2007

Caminhada na Serra da Arrábida

No Domingo, e cumprindo a tradição, fomos para a Arrábida. Também cumprindo a tradição, fomos no Domingo da mudança de hora, logo cheios de sono, e fomos sem percurso definido, mas desta vez com um mapa decente (apesar dos queixumes dos nossos acompanhantes).
Fomos apanhados pela chuva (mais uma tradição) e acabámos por fazer a maior parte da caminhada pela estrada (esta foi novidade), mas para a próxima havemos de subir a serra, nem que seja "à maluca".
Partimos do Forte de S. Filipe, em Setúbal, mas não sei dizer exactamente até onde fomos, só sei que almoçámos dentro do túnel da estrada principal a seguir à cimenteira, porque foi nessa altura que começou a chover.

Ficam os números registados pelo meu fiel podómetro.
19556 passos dados
11,73 Km percorridos
704 Kcal gastas (cálculo feito para o meu peso)

É pena o aparelho não registar a inclinação de algumas ladeiras que descemos a custo e, mais tarde, depois de estarem bem ensopadas, subimos a pulso.
Vamos repetir.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Mau tempo

Na sexta-feira passada, na Maia, junto à Câmara Municipal, fui testemunha de uma das piores chuvadas que já vi. Ora vejam.



Som ambiente de café cheio de telemóveis barulhentos.