Cheguei a casa e decidi-me por um banho de imersão. A ecologista em mim (que também tem pena de quem paga a conta da água) não me deixou encher a banheira até cima, por isso foi assim um banho checo. Lá dentro, água morna a refrescar-me, dei por mim a entregar-me a pequenos luxos vários, a fingir que sou uma mulher que se cuida.
A sensação de impending doom é como o calor: ainda está presente, mas aliviou um bocadinho.
Não consigo ir para a cama sem tirar a maquilhagem. Nem mesmo quando são 8h da manhã, como hoje. Adeus horrorosos 18, 20 (e por aí fora), com os vossos olhos rimelados, as manchas na almofada, a pele destruída de manhã.
"Tem dói-dói no rabinho." "Andaste a dar na cerveja preta, foi?" Silêncio. Depois tiro-lhe a fralda e, de facto, o puto está todo-assado-coitadinho. "Sabes do que é isto? É das comezainas. Dos faisões à caçador e da cerveja preta. Não é?" E ele muito sério e seguro: "Não." Não, é do leitinho no biberão, queres ver?
Experimentei umas amostras da prateleira da minha Mãe, uma coisa multi-vitaminada para o dia, da Lencastre do Mónaco. Parece que estou a pôr veludo na cara.