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quinta-feira, maio 17, 2012

Roma

Dizem "Ir a Roma e morrer". Nada podia ser mais pazzo. Roma é infindável, os Caravaggios para lamber multiplicam-se, as ruas para descobrir crescem e o prazer de estar simplesmente a beber um caffè numa esplanada a ver as pessoas passar ou um gin tónico no pátio de um bar enquanto se deita conversa fora com os meus irmãos é impagável e só se pode fazer a partir da segunda ida a Roma. Ou se houver muita dor de cruzes (velhos!).
Não vos alugo os irmãos, não, mas se pedirem com jeitinho, pode ser que eles queiram ir a Roma outra vez para repetir a experiência. Vocês pagam a viagem, claro.
E vivam os amigos que são tão espectaculares que nos emprestam a casa enquanto vão de férias!

terça-feira, março 31, 2009

Há

T-shirts, canecas para Mega Mass ou canequinhas para café, isqueiros e bolsinhas.
Os lucros revertem a favor do Guru e da minha pessoa, obrigada.
(Adesão ao clube estritamente por convite, não se façam ao bife.)

sexta-feira, março 20, 2009

Recados

Lá porque te querias mostrar em drag, não precisavas de expôr as outras pessoas.
Sim, sou eu ao lado dele, na primeira fotografia do post, canto inferior esquerdo. 'Tá bem, era fofa.

Voltámos

à dieta herbal.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Desvio

Ontem, à vinda para a explicação de inglês (pelos vistos não sei tudo, ahahah), efectuei um pequeno desvio de ordem emocional: ver o liceu a hora de aulas.
Se calhar isto não é igual para todos os meus antigos colegas de casa, mas nem sempre consegui (ou consigo, ainda) separar a casa da escola. Ver a escola, mesmo em tempo de férias, era como ver a casa, como estar em casa.
Tive vontade de entrar e ir ao pavilhão C ver se ainda estava lá a Dona Emília.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Uma aluna da minha irmã

engalfinhou-se há dias com uma colega e tinha o seguinte a dizer em sua defesa:
"Eu com os nervos mandei-a foder." (Ler com pronúncia de Valongo, por obséquio.)
Eu não tenho defesa possível e nervos só se do sugar high do chocolate, mas ainda assim (e perdoem os olhos mais sensíveis)...
Vai-te foder!

terça-feira, dezembro 23, 2008

Para a Cristina e a Sónia,

minhas aliadas nisto da beleza exterior (e minhas terapeutas-confidentes de há uns tempos para cá), worry not!
Com o que enfardei no domingo à noite, os três sentados à mesa desde o jantar e sempre a comer, agora pão com geleia, agora queijo, agora presunto, não há magreza que me resista.
Minto: os meus intestinos estão em over-drive desde segunda de manhã, por isso o estrago nem sequer se deve notar.
Ê sô magrinha, deixem-me!

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Das cidades a brincar

Acho que sou uma campónia. No melhor e no pior sentido do termo, como queiram.
A cidade continua a causar-me espanto e confusão.
Os carros a meio da noite, as ambulâncias com as sirenes ligadas, a polícia em marcha de urgência.
O alcatrão a fazer uma cidade de brincar como aquela que tínhamos quando éramos pequenos, com passeios e curvas e mini-postes de luz.
Esta sensação intensifica-se quando, como ontem à noite, apanho obras nas ruas, o trânsito cortado (e eu sem saber muito bem o que fazer à minha vida porque já não conheço o Porto e confio, desde há mais ou menos um ano, nos caminhos sempre iguais que consegui entretanto aprender) e aquela máquina engraçada de rolo à frente e rolo atrás a nivelar o tapete de alcatrão acabadinho de assentar na faixa ao lado da minha.
Bote-me cá uma pra fazer os meus crepes!

domingo, novembro 23, 2008

Ontem

No meio do Maus Hábitos, a meio da noite, ela puxa-me e diz, de um só fôlego,
Não interessam os Jaguares (é lindo, patrãozinho) ou as casas com piscina em Moledo, o que interessa são os amigos.
Concordo e acrescento para mim,
Melhores coisas da vida: ter o que fazer e estar com amigos a sério.
E ter quem goste de nós. (Como eu tenho.)
Hoje acordo e leio isto.
E sei que é real.

Dos números

É muito bonito, isso tudo que tu dizes,
mas eu sempre ouvi dizer que um banco de três pernas equidistantes é mais resistente do que um de quatro.
E até sei quem é o elo mais fraco, adeus.

S(t)eriado

sábado, novembro 22, 2008

quinta-feira, novembro 20, 2008

Lá em baixo ainda anda gente

a discutir, ou melhor, a lavar roupa suja familiar.
Para não vos incomodar mais, decidimos discutir num sítio só nosso.
Uso obrigatório de capacete e protecção auditiva.

sexta-feira, novembro 14, 2008

"Helpdesk da Família L., bom dia"

Logo pela manhã, a central de telefones do serviço de helpdesk da família sofreu um congestionamento.
Coisa estranha nunca vista, as reclamações pelo post anterior foram numerosas - e furiosas.
Costumam ser questões práticas, como endereços de familiares, receitas com tradição ou mesmo a ocasional busca de cartões multibancos perdidos, mas naquele dia não, tudo eram reclamações.
Entre muitos "Não, não, o caderno é meu!" vindos de todas as partes, também houve tentativas de processos por difamação ("Nunca meti um guardanapo dentro de roscas, tem juízo!"), correcções à veracidade da história ("Eu fazia tudo o que queria? Deves estar tolinha!") e outras coisas que agora não me recordo.
Tive de apelar à minha melhor diplomacia e dizer
Caluda, o blog é meu e eu recordo o que quiser!
Haja pachorra.

terça-feira, novembro 11, 2008

Bolo de Laranja

Quando eu era pequenina e ainda nem sabia ler, a minha Mãe tinha um rancho de quatro filhos à volta dela sempre que abria o caderno de receitas.
Para nos entreter, na altura da marmelada fazia-nos rebuçados da calda de água com açúcar antes de lhe juntar os marmelos.
Ou então deixava-nos moldar (e até rechear) as roscas que depois fritava.
Outras vezes, a comprovar pelo velhinho caderno de receitas que ainda guarda, deixava-nos sentar de joelhos em cima de bancos e usar a bancada ao lado da lareira para fazer desenhos - a tela preferida era a capa do dito caderno.
O meu irmão devia andar a aprender a escrever e usava qualquer superfície para rabiscar, às vezes letras, às vezes símbolos incompreensíveis.
(Nessa altura eu andava de certeza a fazer malabarismos na hora da sesta no infantário.)
Lembro-me dos protestos das minhas irmãs, mais velhas, quando ele quis desenhar bonecos no caderno - e a minha Mãe deixou.
(Ela sempre o deixou fazer tudo o que queria.)
Até hoje lá estão os desenhos, a Mãe de avental a cozinhar com uma colher de pau na mão e, em primeiro plano, uma menina (qual de nós seria?) a brincar com uma boneca e duas bolas, mais tarde censuradas.
Esta herança de família foi bravamente disputada por todos, "não, sou eu que fico com ele", "não, sou eu que sou mais velha", com a minha Mãe atrás sempre a dizer "oh, quando forem grandes o caderno já nem existe".
Existe pois, e ainda hoje o usei para fazer o bolo de laranja preferido do meu Pai, que faz 63 anos.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Pelos vistos

não sou só eu a encontrar a ironia.

domingo, outubro 19, 2008

Bar de gays

Proliferam no Porto os bares gays.
Nada de Lusitano, Boys não sei quê em vez - o bar do pobo.
Ia dizer que isto de muitos gays à minha volta era algo, mas não digo. (No matter how drunk I am while writing this.)
Digo que muitos não seriam reconhecidos na rua, outros já nem tanto.
Alzheimer.
Crenças ridículas (voltou). Acredito que para vir ao blog é mais fácil abrir o mail do blog e depois esperar que o browser reconheça a identidade , do que abrir directamente o blog.
Manias!
Mais coisas: quase um ano depois, entro no elevador quase da mesma maneira. Nestas alturas os elevadores não deviam ter espelhos, o esforço que a pessoa, já alcoolizada, faz para ver o que quer que seja é desumano. (Desumano é escrever isto, que dislexia...)
(O firefox sugere apoplexia, alexia, paralexia e outras tretas em vez de dislexia, que considera um erro. Pára de beber, meu!)
Última: hoje foi a noite de encontrar toda a gente. Para além de ter combinado com 3 pessoas diferentes, o que resultou mal, encontrei meio mundo.
Primeiro o poço fundo, depois a busca pelo irmão desaparecido, logo a seguir a prima-irmã e depois, quando finalmente me dirigia para o primeiro encontro da noite, mais de duas horas atrasada, aquela amiga de infância da aldeia que já não é amiga e de quem não se gosta assim muito, porque esta amiga, a bem dizer, tem a mania que é uma maçã ou o raio, mas não se sabe bem porquê continua a falar-nos como se fôssemos grandes amigas, quanto vale a hipocrisia, graças ao outro, e portanto até trocamos de número de telemóvel e eu até disse "sim, claro, combinem lá o café e digam-me alguma coisa" enquanto pensava "espero que marquem para quarta, que assim tenho a desculpa perfeita", sabem esse tipo de amiga? Pois.
Toma lá, irmã, um installment of Drunken blogging. Happy now?
Tenho fome.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Digital

Confesso que o mp3 não me aflige por falta de qualidade.
Toca direitinho no computador e no carro, então, nem se fala. Aquilo é uma discoteca, sou eu que o digo!
É claro que se tivesse uma aparelhagem (eu nasci na década de '70, calai-vos) com aquele nome alemão que agora não me lembro porque são 4h30 da manhã e ao meu cérebro já lhe basta ser aquela altura do mês, não precisava de sono e cansaço a juntar-se à festa, alzheimer é o que é, beiesdorf? não, isso é a nivea, ai, que raio, querem vir que tenho de ir ao google?, pronto, isso, com belas colunas de madeira ou lá o que é que dá boa acústica às coisas que precisam de boa acústica, pois, se eu tivesse tal aparelhagem, talvez notasse a diferença do digital para o áudio.
Mas não tenho, por isso não vale a pena querer molhar o pão.
O que tenho é vários cd's cheiínhos de música e, só por isso, o mp3 já seria um mimo.
Mas, e aqui vêm as más notícias, o mp3 tem defeitos. Tem sim senhor.
Para já, a música parece descartável. Quem é que já deitou fora, sem problemas de consciência, um cd original, ainda que comprado na fnac ao desbarato? Não estou a falar de música que não presta, ó compradores das Adelaides Ferreiras e Oasis deste mundo.
Não, música a sério, música boa - ninguém.
Já um cd de mp3, oh pá, se o perder...
E depois outra. O meu Ok Computer tem (pelo menos) duas músicas trocadas. De maneira que ouço o Karma Police antes do Let Down.
E isso, meus caros, isso está completamente errado.

E sim, estou aqui acordada feita parva porque o ainda mais parvo do que eu que se auto-intitula meu irmão foi jantar fora e levou o meu carro por razões de prioridade, que é como quem diz era o meu que estava atrás, mais perto da porta da garagem, e eu já sei que preciso é de um animal de estimação ou o raio, mas depois da última vez e tendo em conta as horas que já são e ainda sabendo que ele ainda não voltou, temo pela integridade física do meu veículo. There.

domingo, outubro 12, 2008

Da noite de ontem

A meio da noite queria lembrar-me do que tinha pensado quando fui à casa-de-banho (pois, o vinho branco também não se compra, só se aluga), mas varreu-se-me da memória.
Quando começava a ficar seriamente preocupada com este Alzheimer recorrente, lembrei-me que tinha algo a ver com o jogo de Scrabble que jogámos no fim do jantar.
Era portanto isto.
Desvantagens de beber sentada: deve haver, mas eu não sei quais são.
Sei é que jogar Scrabble (inglês, no less) parece uma tarefa hercúlea depois de tanto vinho branco.
Ou não, que eu passei o tempo a fazer verbos iluminados, como "omite" e "vingara".
Depois ganhei um parceiro de jogo que fez "luzo", do verbo luzir. Pirilampos, nós!
Vantagens de jogar com adversários tão ou mais alcoolizados do que eu: muitas. Incluindo uma renúncia que fiz na sueca e que ninguém pareceu ter visto.
Excelente noite, portanto.
Safaram-se os caros leitores de mais uma edição da categoria "Drunken Blogging" porque a meio da noite, já regressados a casa, foi-se a electricidade e tivemos de acabar os restos do bacalhau com grão, que estava óptimo, à luz das velas.

domingo, setembro 28, 2008

Tive um carro, perdi-o

Só estou a dormir há duas horas quando recebo a chamada.
Eu: Onde estás?
R.: Onde estás?
Eu: Em casa, onde é que achas?
(Sim, tenho mau-feitio ao acordar, principalmente quando me deito tarde preocupada com ele e depois me acorda com perguntas brilhantes em vez de vir para casa.)
R.: Estou em Cedofeita... olha... o teu carro não está no sítio.
Eu: O quê??
(Dei-lhe a chave no Piolho ainda cedo para ele se ir embora, como é que isto aconteceu?)
R.: Não sei, Joana, o carro não está no sítio onde o deixámos. O senhor do café (qual café?, mas tenho muito sono) diz que se calhar a polícia o rebocou.
Eu: ... Vem para casa.
Adormeço outra vez à espera dele, acordo quando vem ao meu quarto. Repetimos a conversa.
Passo meia-hora em agonia na cama. Entre o sono mortal, o cansaço, a angústia de ter ficado sem carro, a fúria, mas a culpa não é dele, será que deixei um vidro aberto, será que a seguradora me dá outro sabendo que estava numa viela, ai, a música toda, perdida, fiquei sem música, coisas difíceis de voltar a conseguir.
A última coisa que me apetece é passar a manhã de Domingo na esquadra da polícia, começo a desejar que me tenham rebocado o carro.
Decido que tem de ser e levanto-me com uma esperança: uma falha na descrição da noite.
Vou ter com ele à cozinha onde está a beber cola e a cozer o feijão para o almoço, de directa. (É bem feita.)
Mas afinal, digo-lhe, onde andaste toda a noite? (Não sou mãe dele, mas ele perdeu-me o carro!)
Conta-me.
- Não mudaste o carro de sítio?
- Não... Ah, espera! Fui levar o E. a casa!
Começa a rir.
- Já sei onde está o carro, está na Rua da Picaria.
Grito-lhe convenientemente, saio para me vestir e aproveito o sol lindo de Domingo de manhã.
O metro deixa-me na Trindade num instante e quando subo a rua onde está (estará?) o meu carro, vejo-o. Lindo.
Nem no Sudoeste fiquei tão contente ao ver o meu carro!
E é por estas e por outras que vou morrer cedo de coração esgotado.

sábado, setembro 27, 2008

Ontem, no Armazém do Chá,

(não, não bati contra nenhuma mesa e não estranhei a mobília)
percebi sozinha o efeito de triangulação para captar sinais.
Ainda dizem que isto faz mal.