quinta-feira, abril 26, 2012
O meu trabalho numa música. Genial. A música, o trabalho tem dias.
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sábado, março 24, 2012
Mas...não tens saudades de Portugal?
Não.
Tenho saudades do meu carro, de estar dentro do meu carro, de conduzir o meu carro, de conduzir o meu carro para Trás-os-Montes, a estrada e o sol de fim de tarde, eu dentro do meu carro, um cigarro aceso, Radiohead aos berros. Como da primeira vez.
quarta-feira, março 07, 2012
Olha, olha,
mais um post sem interesse nenhum! Tenho saudades de ouvir "A lack of color" no meio de Lisboa, tenho saudades de Lisboa, tenho saudades do sol, tenho saudades da casa que detestei porque estava vazia todos os dias quando eu voltava do trabalho.
P. S. Também tenho saudades do Blogger antigo. Irra, coisa mais feia!
P. S. Também tenho saudades do Blogger antigo. Irra, coisa mais feia!
Alergia
Hoje uma amiga pediu-me para lhe fazer um favor e testar uma coisa no site do (arghhh) Sporting, o que significava entrar na área de registo (quase me enganei onde dizia "registar-se como sócio", caraças) e ver o que aparecia. Tudo verde. Acho que estou com alergia.
quinta-feira, março 01, 2012
Mal informado
Este blog não sabe que a sua autora (propietária? eu nem sou proprietária da internet que powerfica este blog) arranjou trabalho e não tem tempo para estas tretas.
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
domingo, fevereiro 05, 2012
quinta-feira, dezembro 15, 2011
Esquecidos na caixa do correio,
domingo, dezembro 04, 2011
É no que dá não ter televisão
"Não fales da tv com esse ar desdenhoso.A Hortense acabou de saber q a Evangelina,a melhor amiga,é amante do filho,o Sebastião,e o Edgar saiu finalmente do quarto pq a Amélia descobriu a patifaria da Clarinha,q agora namora com o surdo,irmão da Helena,q vai começar a trabalhar no consultório do Gonçalo,o amor da vida dela.'Remédio Santo' grows on you."
SMS tão grande que ficou MMS, não editado
SMS tão grande que ficou MMS, não editado
sexta-feira, dezembro 02, 2011
6 degrees of separation
Graus não sei quantos são, mas ironia, muita. Estar ligado, isso é para sempre, para o bem ou para o mal, ou melhor, pelo bem e pelo mal, mas estar ligado de uma forma quase cínica, hipócrita, a todos os que estão ligados ao outro lado, mas nunca ao outro lado. Isso não.
Porquê? Não sei. Não quero, não gosto, não acho que faça sentido, não quero.
Faz-me comichão? Alguma. Mas muito menos do que a garganta, por exemplo, que está neste momento a lançar uma ofensiva em todas as frentes, no que julgo ser a inflamação mais rezinga e birrenta de todos os tempos. Acoita!
sábado, novembro 26, 2011
Anormal
Perante a possibilidade de chegar a medidas extremas, temo mais que não sejam tomadas do que se confirme a minha suspeita. E dica e intuição e feeling.
Desta vez foi tudo calmo, não perdi ninguém na praia (on top of it), não fui insultada, não estive mais de duas horas de pé, não estive. À distância é mais fácil, sim. Ou não, já não sei. Nunca é mais fácil, espantosamente, é sempre mais difícil. Porque nós, pelos vistos, também não aprendemos com os erros, também nos esquecemos.
O que estranho é que depois de saber que está tudo bem, vai correr tudo bem, só consigo pensar que amanhã tenho de ir ao Auchan e espanto-me com a lista tão pequena e tenho de ir vestir o pijama porque estou morta de sono e amanhã o dia vai ser grande e eu sei que isto quando cair vai ser com força, mas agora está tudo bem.
Olha, olha, vem aí. Ah, lamento. Estamos fechados, por favor volte amanhã a uma hora mais conveniente.
quinta-feira, novembro 24, 2011
Adenda
Gostaria de pedir publicamente as minhas desculpas pelo veneno do post anterior. Eu às vezes esqueço-me que o mundo é dos burros.
Sobre-qualquer-coisa
Estou farta de gente burra. Gente que atropela a língua, especialmente. Mas sobretudo gente que, ao ser corrigida, diz que é de propósito. Ah, 'tá bem. É de propósito sem propósito nenhum. Não há punchline, trocadilho, nada. Só um erro. E, a julgar pelo resto do post, não vai lá com o "conhecendo X como conheço". A saber, minha querida: "pôr" tem acento, senão é uma preposição designativa de várias relações; não podes dizer "viaja" e depois "chegam", a falar do mesmo sujeito - ou é singular ou é plural. E finalmente, o mais grave (para todos): aprendam de uma vez por todas a distinguir formas reflexas de simples conjugações verbais, porra!
Há gente a quem não adianta ter uma pele fantástica.
segunda-feira, novembro 21, 2011
Croma
Não sei se o cor-de-rosa é alguma tentativa de indirecta do meu subconsciente para o meu consciente. Se calhar é o inconsciente, o mesmo que me faz sonhar com a Place des Martyrs. C'est pas mal, quand même! Os mártires a azucrinar-me o juízo, a meio da noite - no sonho e na realidade. Hmmm. Acho que isto pede um momento de reflexão.
Bruce, Bruce, tu vas tomber...
sábado, novembro 19, 2011
segunda-feira, novembro 14, 2011
Findel
O mal de não chorar no aeroporto é que depois passamos uma vergonhaça a chorar no autocarro, de volta à cidade.
domingo, novembro 13, 2011
Ioga
Lembro-me perfeitamente de uma época da minha vida em que conseguia atacar com a pinça o fundo da minha perna.
sexta-feira, novembro 11, 2011
Tão gira
No mundo das possibilidades, entusiasma-me mais a perspectiva de um emprego do que a perspectiva de uma relação. Queres ver que adultei?
quarta-feira, novembro 09, 2011
Low profile
Ninguém diria, pelo volume que a minha voz pode atingir, mas quer-me bem parecer que nasci para ser secundária. Lateral. Faço o mundo funcionar, nos seus limites pequenos que me confinam a vida, mas não faço nada que fique na história. Faço o jantar, a sopa, chego cigarros, cinzeiros, limpo cozinhas.
Diz o irmão que "Os mestres zen verdadeiros tinham empregos humildes e discretos, Ju."
Nem o "Ju" me anima por aí além.
Diz o irmão que "Os mestres zen verdadeiros tinham empregos humildes e discretos, Ju."
Nem o "Ju" me anima por aí além.
terça-feira, novembro 08, 2011
terça-feira, outubro 25, 2011
Escolha uma(s)
Hormonas, cansaço, desânimo, chuva e céu muito muito carregado, falta de sono, fase do mês que não tem justificação nenhuma porque não é Aquela mas há-de ser qualquer coisa In Between, fadiga de lutar e esperar esperar esperar, desorganização deveras séria por não trabalhar há tanto tempo, depressão própria da condição situacional, depressão própria do estado das coisas (e das coisas do estado) incluindo a crise mundial o ambiente a fome no mundo e as crianças a morrerem sem cuidados médicos mais os animais que todos os dias sofrem, clara inadaptação à merda em que me meti, necessidade de açúcar com torradas por baixo, exaustão de fazer sopa todos os dias, confusão mental por ter de pensar em tantas coisas e tantas pessoas ao mesmo tempo, estado emocional em que entrei por vontade própria sou mesmo parva não aprendo nada é que é sempre a mesma coisa já não há pachorra mas é ter paciência e seguir em frente que já sabes do que a casa gasta, isto passa.
Fiz as contas e foram 5 meses
Demorei 5 meses a tirar as minhas coisas de lá. OK, é um número grandote, mas 5 meses, people. Não foi nenhuma vida ou outra eternidade qualquer. Foram 5 meses.
Já perdi a conta aos outros.
The L word
No preciso momento em que finalmente me cai tudo, estou cá, sou emigrante (e struggling, porque ainda não tenho emprego, ainda não?, não!), vim, assentei arraiais, percebi o sistema de autocarros urbanos, tenho conta no banco, cartão da biblioteca e outras tretas do mesmo calibre, nesse preciso momento, senti-me como o Filipe quando tentou imaginar como seria se não existisse a distância, só que em vez de gritar, chorei, porque estava a ouvir a Cristina Branco e tive muitas saudades de Lisboa.
domingo, outubro 23, 2011
sábado, outubro 22, 2011
quinta-feira, outubro 20, 2011
Balé
Não perceber nada de dança é isto: vai-se ao ballet, perdão, balé e passa-se boa parte do tempo a cabecear de sono. (Ah, espera, isso foi do anti-histamínico.) Ao fim de mais de duas horas (com dois intervalos pelo meio), vi movimentos lindos, movimentos fantásticos, agilidades surpreendentes. É tudo uma questão de hábito. E músculo. (Do espectador.)
No fim, no backstage (ando assim, dada a backstages), a desilusão completa: aqueles homens todos bem delineados, musculados, lindos... a abanar a mãozinha. Enfim, não se pode ter tudo. A verdade é que dançam como gente grande!
quarta-feira, outubro 19, 2011
terça-feira, outubro 18, 2011
segunda-feira, outubro 17, 2011
sexta-feira, setembro 23, 2011
Emigrar
Num país em que o salário mínimo para trabalho qualificado é de 2161 euros, o meu tabaco, que é um desqualificado, custa o mesmo que em Portugal.
17 dias
10 maços. Fumei hoje de manhã o último cigarro que usava a língua de Camões para constatar o óbvio: fumar mata. Ser atropelado por um camião também e não vejo avisos em lado nenhum.
Vou à mercearia portuguesa comprar tabaco, já venho.
domingo, setembro 18, 2011
Tradução
As traduções são más em qualquer parte do mundo. Entre as falas para as quais não precisava de legendas, diverti-me a ver o francês que reduzia para metade o que era dito em americano.
domingo, julho 03, 2011
Damn it
Há razões para tudo e esta é tão boa como outra qualquer. É melhor, in fact. A melhor. Numa lista sucinta, Roma e Legs. Mas Legs primeiro.
Heal us wherever we are, Our Lady of Dorset. Always.
quinta-feira, junho 02, 2011
O ser fabuloso que eu sou
Estive doente do cu quente no início de Maio e o tabaco começou a dar-me a volta ao estômago (que não é parte envolvida no cu quente), pelo que fiquei duas semanas sem fumar. Fumar um cigarro completamente nauseabundo de três em três dias não conta.
Depois fui ver a Nossa Senhora e achei que a ocasião e o meu estômago mereciam o regresso do tabaco. Logo de seguida meti-me num avião e saí em Roma, a mais prodigiosa cidade do universo, e passei o fim-de-semana a fumar em praças, escadas de igrejas, esplanadas, muros do Circo Massimo e outros pontos turísticos de alto gabarito (excepto nos Caravaggios, porque até uma herege como eu sabe que não se fuma dentro das igrejas).
Não tenho uma única fotografia de Roma, porque detesto o turismo de snapshot (embora o turismo de shot me atraia muito), mas tenho para mim que os romanos são doidos com muita razão e direito - quem é que não se punha tolo a viver numa cidade assim espectacular?
P.S. Ando a fumar três ou quatro cigarros por dia.
sexta-feira, maio 20, 2011
Olhai que coisa tão linda
quarta-feira, maio 18, 2011
Uma das coisas supimpas que ouvi hoje no autocarro e já uma das minhas all time favourites
"Isso às vezes vê-se assim uma juventude e coisas que deus me livre. "
quinta-feira, maio 12, 2011
terça-feira, abril 26, 2011
25 de Abril Sempre!
Cantei a Grândola Vila Morena duas vezes, em pleno centro do Luxemburgo, e à noite ouvi-a pelo Zeca, num bar português. (Nós somos mais bolos, não é só ranchos.)
E agora fica a Liberdade, a letra da Carvalhesa, a vontade de nunca ter voltado. Vou-me embora.
quarta-feira, abril 13, 2011
Falta de sentido de oportunidade é:
ir fazer chichi no momento em que o avião passa por cima do centro de Paris.
P.S. Lux é igual a cafés, cigarros, Herdade de Esporão Branco, comida boa e, neste momento, muito muito muito sono, mas isso é das três horas que dormi ontem.
quinta-feira, abril 07, 2011
segunda-feira, abril 04, 2011
Sexta
Chego a Lisboa com uns escassos cinco minutos para trocar de autocarro e fumar um cigarro. Podia ir à casa-de-banho, que já lá vão mais de quatro horas, mas uma pessoa tem de ter prioridades na vida.
Pergunto ao motorista se já está a sair, responde-me no maravilhoso cantar do Alentejo para onde vou que não, ainda tenho uns minutos. "Vou só fumar um cigarro, venho já, pode confiar." Pára a meio de meter a minha mala no autocarro, ri-se e diz: "Fumar um cigarro?! Ainda se fosse para ir à casa-de-banho, agora fumar um cigarro?!" A casa-de-banho aguento eu bem, digo-lhe já a caminho da porta, e ainda ouço "Ai, estas mulheres modernas...", mas naquela maneira tão linda de falar nada me chateia.
Volto três minutos depois e, ao dar-lhe o meu bilhete, compadece-se de mim: "Do Porto a Lisboa sem fumar, devia vir aflita!". Não tive coragem de lhe dizer que fumei em Fátima.
Lisboa continua feia
Prédios gigantes, feios, ruas escuras e os prédios cheios de luz branca e fria, feios. Às 22h há trânsito para entrar na cidade, na pior perspectiva possível, que é o Alto do Lumiar, feio, tudo cheio de carros, feios. O Eixo Norte-Sul com trânsito lento, feio. Até o Jaguar que vi a seguir a Telheiras (prédios feios, tudo feio) era feio. A Praça de Espanha, feia. As ruas por trás da Praça de Espanha, feias. O terminal dos autocarros, de fugir.
E a sensação é a mesma, cheguei a casa que me serve como umas pantufas (ainda que feias). E é nisto tudo que Lisboa continua linda. Porque todos os prédios feios são Lisboa, a Lisboa de calçada branca, sol imperdoável, luz fascinante.
Continuo apaixonada.
quarta-feira, março 30, 2011
Razões
Não sei se é da Dilma e do Lula tão perto, da nossa própria revolução novamente relembrada (ainda que pelos piores motivos, porque agora já não somos capazes de a fazer - notem como me incluo, para não dizerem que não sou parte do problema) ou se é apenas da beleza intrínseca do Chico a dizer "pá" e a felicitar os irmãos do outro lado desse gigante Atlântico, mas esta música continua a arrepiar-me de cada vez que a ouço. Linda.
terça-feira, março 29, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
Eu sou péssima com datas,
por isso não sei em que ano foi. Mas sete e três 10 e vai um, acho que foi em... 2007. Deve ter sido.
Portanto. Corria o ano de 2007, era Maio, e eu de repente vi-me esfomeada numa aldeia a sul de Portalegre (sul, sudeste, sudoeste, who knows, também sou péssima com a orientação) e entrei no primeiro restaurante que me pareceu decente. Numa inspiração divina, de certeza, decidi pedir um prato servido com migas, eu, a nojentinha-mor que não gosta de nada "esquisito" e tradicional. Não gostava, devo dizer, porque aquelas migas mudaram-me para sempre. Não há outra descrição, foi mesmo isso. Foram as melhores migas que já comi na vida. Arrisco mesmo a dizer que foram a melhor coisa que já comi na vida.
Mas esqueci-me completamente do nome da aldeia e do restaurante. As vezes que procurei aquilo, senhores, nem se acredita. Só me lembrava de ter ido ao Crato, mais nada. Ontem decidi insistir na busca e vi vários restaurantes alentejanos, ai que bonito e tal. E de repente, encontrei o site de um restaurante que me soava familiar, e assim que as fotografias apareceram, soube que tinha encontrado o restaurante certo. E quase chorei de emoção.
Claramente, tanta vontade de migas e tanta quase-lágrima, são sintoma de algo muito funesto.
quinta-feira, março 24, 2011
Migas
Na terça comovi-me quase até às lágrimas com uma parte de uma música que já ouvi sei lá quantas vezes, sentadinha no autocarro a caminho do trabalho. Nessa noite tinha sonhado (a cores, como sempre) com um funeral e três mulheres de preto, a filha do morto muitíssimo bem disposta e eu a pensar "queimaste a pipoca, pá", mas não disse nada porque mesmo em sonhos a gaja continua a ser minha patroa. Depois subimos as duas uma espécie de colina, tantas vezes que eu já subi aquela colina ou uma-outra-qualquer-parecida em sonhos, subimos e ela desapareceu, mas a minha preocupação eram as escadas de betão para descer, com uma inclinação de quase 90º, corrimão quase nada, e eu a ver que me estatelava. Ainda perdi uma meia-hora de vida a tentar saltar do fim da escada para a terra ao lado, todos saltavam menos eu, que mesmo em sonhos sou caguinchas com alturas. E afinal era tão simples, o chão estava ao nível do último degrau e foi só passar a perna por cima do corrimão. (Ah, isto explica tanta coisa, mas agora não temos tempo.)
Como grande final, pus-me a falar francês e esqueci-me que le si n'aime pas les R. Mérde!
P.S. Matava por umas migas, juro que matava.
Ao que isto chegou
Hoje disse a um colega de trabalho que estava à espera de uma amiga, para não ter de conversar com ele no autocarro.
sábado, março 19, 2011
Farta de gente parva
Cheguei à conclusão de que já não tenho pachorra para gente parva. Nem para "amigos" de segunda categoria. Lamento, para isso já dei. A quem lhe servir a carapuça, bom proveito.
sexta-feira, março 18, 2011
quinta-feira, março 17, 2011
Eu tenho um irmão lá em casa
Dorme no quarto ao lado do meu, se não me engano. É meu irmão porque os meus pais, num rasgo de inspiração abençoada, decidiram ter um rapaz antes de finalmente me terem a mim (à quarta é de vez).
P.S. Parabéns!!
Desde 2009 que não lhe fazia uma homenagem devida, o que está obviamente mal. Em dois anos, o que mudou? Nada. O irmão continua com humor de fazer rir as pedras e riso a condizer (há dias, num processo de recrutamento semi-estúpido, uma das perguntas era "o que a faz rir" e eu dei a resposta que já se sabe: "o meu irmão quando se ri" - desafio qualquer ser humano sem defeitos na audição e com vida cerebral a não se rir quando ele se ri), continua sem limites na inteligência (e é coisa que me deixa orgulhosa e invejosa ao mesmo tempo), mas infelizmente começou a ter juízo, que graças ao senhor intervala com momentos de puro delírio, como quando o acuso de não se interessar aqui pela yours truly e me responde "Never!". Ah, e começou a ligar o router sem eu ter de lhe pedir, abençoado.
Aqui ficam 3 desejos para este ano da tua vida:
1. que o Benfica seja campeão (não interessa quando, tá?);
2. que continue a haver muitos toucinhos do céu e tortas de claras para comer à cão;
3. e finalmente, o mais importante, que não tenhas de me aturar muito tempo lá em casa!
P.S. Parabéns!!
quarta-feira, março 16, 2011
Caros*,
Atingi a maioridade dos blogs. Que não é, como se julga, ser lido por milhares, publicar livros, arrotar postas de pescada em tudo o que é meio e formato e ir à televisão: atingir a maioridade dos blogs é propormo-nos a um objectivo e chegarmos lá.
Case in point: hoje percebi que nem eu percebo certas coisas que escrevi, ou porque na altura faziam muito sentido e não me lembrei que consigo ser hermética demais até para mim própria ou então tinha fumado umas cenas e já se sabe que nunca sai nada de jeito nessas condições. E tenho dito.
*Que é o que eu chamo à malta do trabalho nos emails colectivos, porque se me desse para lhes chamar o que penso, a seguir tinha de me levantar e desatar à estalada a todos, que uma pessoa quando abre uma comporta, abre-as todas.
Pára uma pessoa de ouvir o Thom
(ainda que momentaneamente, que para isso é que serve o || pause), o Thom Yorke que é quase como se tivesse renascido dos mortos e eu nem acredito que fez músicas novas, a voz dele é a mesma, mas a genialidade é outra, nova, melhor (new is always better), pára esta alminha de ouvir o génio que são os Radiohead, para ouvir isto.
Ó senhores, juízo, juízo é que eu queria.
Ó senhores, juízo, juízo é que eu queria.
terça-feira, março 15, 2011
Lição nº 1: Como saber se temos boas amigas (e amigos)?
A distinção é fácil de fazer: as que dizem "Parabéns!", são boas amigas. As que dizem "Ah, mas é definitivo?" merecem ser apagadas da lista de contactos do telemóvel e obrigadas a apagar o nosso número.
Excepções: comentários de "Joana à solta" são, obviamente, de amigas do primeiro grupo.
No top das coisas fantásticas de ter 30 anos,
está, evidentemente, o facto de, estando tão magra que se me vêem as costelas, sim, ali mesmo por baixo das maminhas que já quase não se vêem, continuar a ter uma amostra de pneu na barriga e nos ladeiros das costas.
É tudo muito lindo
Ir a casa de uma amiga, beber vinho que até tinha bolhinhas, tirar fotografias e falar até às tantas, mas ontem era segunda-feira e hoje estou, para além de morta, com tremores.
It's gonna be a beautiful day! (Not!)
segunda-feira, março 14, 2011
A beleza das listas é o check
Estamos em Março e já posso riscar 3 items da lista:
Exame - feito
Viagem - marcada
Concerto - bilhete comprado
E sai mais uma viagem, em Maio.
domingo, março 13, 2011
Sobrevivi!
Apeteceu-me chorar quando nos deram 5 minutos para transferir as respostas para a folha correcta, porque só faltavam 5 minutos para estar livre!
(Correu bem, obrigadinha, mas ainda estou exausta.)
Ode à FEUP
Ó FEUP grandiosa,
com os teus corredores quilométricos,
os teus cantos para gatos mortos,
as tuas luzes de casa-de-banho que só são accionados do lado de fora e se desligam mesmo a meio do chichi,
ilumina-me durante mais do que 45 segundos e diz-me porque não tens um único sítio para tomar café num sábado,
ou porque é que os teus elevadores só funcionam a partir da hora de almoço - não, espera, deixa lá, não conto voltar aí.
sexta-feira, março 11, 2011
As coisas que se aprendem a estudar
Enquanto pesquisava uma expressão em Inglês para um exercício, encontrei esta pérola. Reparem na preciosidade, na mínucia e no detalhe desta alminha. E há toda uma categoria dedicada ao tema. (It's probably what you'd call adding insult to injury.)
terça-feira, março 08, 2011
Negócios de porcaria *
"Acupunctura: queres perder peso ou deixar de fumar? 5 sessões por..." (não me lembro e agora não me apetece ir ver)
Não! Eu queria era que a acupunctura me fizesse alta e espadaúda e com cabelos cor de mel de vez em quando. Não vai dar?
*Achei que não devia dizer merda
*Achei que não devia dizer merda
domingo, março 06, 2011
@Essência do Vinho
Pensei que pelo meu copo ia passar mais vinho que pelas goelas de todos os romanos que já existiram, mas estava bem enganadinha. Felizmente (grande ponto de exclamação!), fui encaminhada apenas para os melhores brancos (fiquei a saber o que é um branco inox e um branco madeira, só finesse), os espumantes tão bons que um deles até parecia champagne, os verdes mais recheadinhos e depois, depois, ai depois... Depois os vinhos do Porto. "Eu não gosto de vinho do Porto" deixou de fazer sentido - eu não gosto é de cooking sherry!
Digo Quinta dos Malvedos Vintage de 1999 e volto quase a sentir a amora, não, a framboesa e a amora de amoreira, a folha de figueira, o ramo de videira, a terra quente e seca e húmida por dentro, tudo junto, sem patadas no fundo da boca, só vontade de beber mais.
sábado, março 05, 2011
Tanto bem e tanto mal
Os bilhetes perderam-se no correio e o que parecia mau afinal foi bom. Fui ter com ela para me dar outro que conseguiu catar, benza-a deus, e falámos um bocadinho de tudo e de nada e depois de muito. E de repente, não sei se deu para reparar, apoderou-se de mim uma vontade enorme de chorar, não pelo que tinha acabado há minutos, mas porque comecei a rodopiar outra vez, à deriva, andei à deriva e agarrei-me a uma bóia a pensar que era terra firme. Dói ser tão burra.
Mas ouvi delícias, paguei finalmente a primeira multa de estacionamento que apanhei em 11 anos de carta (sou tão velha), comi um éclair (-continuo-a-achar-que-aquilo-leva-droga-para-ser-tão-bom), acalmei com a camomila e encetei o Conrad, que escrevia bem como o raio que o parta.
Amanhã blá blá blá durante 19 minutos e depois é vida outra vez, de copo de vinho na mão.
Só para vocês, um daqueles
Há uns anos eu estava perdida e pensei que me encontrava se fizesse Zazen. Assim que entrei no Dojo percebi que seria a última vez porque era tudo muito deprimente. As paredes brancas reflectiam o vazio que eu sentia, o turbilhão de gritos e dores, muito antes de tentar dobrar as pernas - e não conseguir - e pensar verdadeiramente que ia partir uma rótula porque tive de ficar assim mais de 20 minutos. Pensei que o sofrimento físico me aliviasse o outro, mas já devia saber que não, ora se resultasse, a malta que se corta andava aí feliz como um sino, verdade?
Lembrei-me disto tudo hoje, com um bolo de chocolate na mão, feito para uma colega que foi embora, a atravessar a Júlio Dinis, o sol na cara e a felicidade.
sexta-feira, março 04, 2011
Uma semana antes do exame escrito,
terça-feira, março 01, 2011
Miss World
I'm Miss World... 15 anos depois, a mesma música, numa cidade também começada por P, sem Torre Eiffel, mas com Torre dos Clérigos. Tanto tempo depois, the sky is violet.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Cinzento
Este álbum faz-me sentir cinzenta e se calhar eu tinha razão e não faz mal, não faz mesmo mal nenhum porque ando feliz.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Prémio "Já te drogavas menos"*
Eu bem sei que toda a gente odeia ouvir falar disto, mas cá vai. Hoje sonhei que o Porto jogava contra o Sporting e ganhava. E eu ficava muito contente, não sei bem porquê, que eu não tenho nada contra o Sporting - a não ser o facto de serem um verde muito feio e eu adoro verde, mas não aquele - e muito menos a favor do Porto. Por isso a minha cor é vermelho, embora na realidade deva ser qualquer coisa como cinzento rato, que é para eu me lixar.
*Eu juro que não ando a drogar-me, nem muito nem pouco: nada, mesmo! Se calhar é disso.
Também sonhei que tinha um bocado de unha partida em V.
*Eu juro que não ando a drogar-me, nem muito nem pouco: nada, mesmo! Se calhar é disso.
domingo, fevereiro 20, 2011
Viana
Elas mudaram de casa, mas a comida da Titi sabe exactamente ao mesmo que sabia quando vínhamos da praia e lutávamos pelo ketchup. Mudaram de casa, mas a vista da varanda que agora é marquise é exactamente a mesma, os jardins e as hortas e as janelas das outras pessoas que eu imagino a viver uma vida provavelmente diferente do que ela é na verdade mas, por isso mesmo, muito melhor. A casa é outra, mas o som do armário que foi meu leva-me em milissegundos para Aval de Cima, porque as memórias auditivas são o meu mundo. A casa é diferente e melhor, o sofá senta quatro e eu sento-me ao lado, está quentinho, comi a minha comida preferida e não me apetece ir embora.
E as primas, as primas.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Pelo meio de conselhos de vida,
Mana: tenho uns quantos amigos que acham que eu tenho cérebro de gajo
Eu: lol
Mana: ora é falso, sou muito mais esperta que os gajos
Eu: lol
Mana: ora é falso, sou muito mais esperta que os gajos
que eu já devia saber.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Ultimamente,
a minha vida está cheia de momentos que gostava muito de apagar, retirar e/ou alterar.
(Hoje foi um dia difícil.)
domingo, fevereiro 13, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Sábado à noite
Jantar com amigas, mojitos, um maço de tabaco e um octoverme psicadélico: Common People, no original dos Pulp, e Someday dos Strokes, tudo misturado. Ah, e o Bruce às pauladas. Tão parvinho.
Um dia destes, no autocarro
Mulher 1: O meu irmão está preso. Já faz 8 anos. Um dia foi à missa, meteu-se com o padre, o padre tinha-se metido com a mulher dele e olha... Mas agora já está casado com outra. Matou uma, mas já arranjou outra.
Mulher 2 (e eu!): ...
Mulher 2 (e eu!): ...
And he's back!!
Bruce, admito as saudades. Quanto à paulada, és mesmo parvo.
Deixa-me em paz que eu preciso de trabalhar.
sábado, janeiro 22, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
terça-feira, janeiro 18, 2011
Desarrumar para salvar a vida
Caríssimos, fiz a descoberta da minha vida. Sentada na sanita do trabalho (peço desculpa a quem possa chocar, já avisei que entrei na meia idade, agora falo destas coisas), um pensamento levou a outro e veio-me à memória o estado da minha gaveta da roupa interior (maioritariamente cuecas e meias, mas é provável que haja para lá coisas mais escabrosas), agora imaculadamente arrumada, graças a uma combinação esmerada de um longo período de caos profundamente disfuncional (eu tentei durante 4 meses e picos e não funcionava), necessidade de usar o quarto para umas coisas que agora não vêm ao caso, mas que incluem um inglês, umas caixas pretas do Ikea et voilá!, agora a minha gaveta da roupa interior vem-me à cabeça quando estou na casa-de-banho. Tudo porque é um misto. Não literal, isso era antes da arrumação, mas figurado. Muito figurado. Olho todas as manhãs para aquela gaveta e, contente que estou por tê-la arrumado, sinto-me em vertiginoso declínio. Não pelo abandono de uma vida inteira de desarrumação crónica, embora um bocadinho, sim, mas porque o raio da gaveta me faz sentir exactamente o mesmo que sentia quando passava na barragem de Bemposta e as comportas estavam abertas - a atracção da queda. Certa de que a arrumação não durará para sempre, fico feliz - se continuar arrumada muito tempo, dou em obsessiva-compulsiva.
A ansiedade que a porra da gaveta me traz não compensa uma vida a saber onde estão as minhas cuecas de cetim com padrão de leopardo e rendas cor-de-rosa. (Tê-las também não, aposto.)
sexta-feira, janeiro 14, 2011
30 anos
Quer dizer problemas de vesícula. A meia-idade é quando se começa a falar das entranhas como se o povo gostasse de ouvir, não é?
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Continuo a mesma má pessoa de sempre
Um ano novinho em folha e eu, confrontada com acontecimentos horríveis, rio-me das piadas que já inventaram, como se fosse 2010.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Ano do Futuro
2011 é um ano futurista. Verdadeiramente espantada durante os primeiros segundos do dia 1 por não ver carros voadores na rua, rapidamente percebi que nada muda. Vai mudando. Vai-se vivendo todos os dias, quando toca o despertador e apetece atirá-lo contra a parede, e quando se aproxima a hora de saída do trabalho. Ando a viver em installments, portanto.
Resoluções, zero - deixei-me disso aos 7 anos. Pelo vistos, não sou a única a não exigir demasiado de mim própria no pior mês do ano.
Planos, só três (imediatos): um exame, uma viagem, um concerto. Ah, e arrumar o meu quarto no fim-de-semana. Baby steps, portanto.
Bom Ano!
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Legítima defesa
"Senhor Doutor Juiz, ele ouvia The Gift e Pedro Abrunhosa e Damien Rice-ou-lá-como-é-que-se-chama. E pior, Senhor Doutor Juiz, muito pior do que isso, ele cantava com as músicas!"
Atenuantes de peso quando me julgarem por homicídio.
Deus
Li este texto há uns dias. Percebi finalmente porque é que as pessoas se chocam com o facto de eu não acreditar em Deus ou tentam, em vão, fazer-me acreditar: medo. Puro e simples. O que as desacredita completamente como professantes da (suposta) fé que têm. Um paradoxo tão delicioso como o da pedra. Se Deus é omnipotente, poderá criar uma pedra tão grande que nem Ele próprio consegue levantá-la?
Um pensamento para vos entreter este ano, pequeninos.
Um pensamento para vos entreter este ano, pequeninos.
If you really love Christmas
"Christmas is a time when you get homesick - even when you're home."
Carol Nelson
(Ou o que se aprende nos seriados.)
Carol Nelson
(Ou o que se aprende nos seriados.)
terça-feira, dezembro 28, 2010
O verdadeiro significado do Natal*
Amiga: jobe
entonces?
olha, merry xmas e porras afins ok?
me: jobe!
recebi a tua mensagem
mto bonita
mto natalícia
Amiga: gostastes?
me: tu és como eu, certo?
Amiga: certo
me: n curtes o natal nem à paulada
Amiga: nada!
me: pá
eu curto os sonhos
e certas rabanadas
e o polvo, confesso
o resto... era matá-los
Amiga: e a aletria
era!
me: sim, isso tb
agora esta merda de musiquinhas de natal
e gente a dizer desde o dia 15 "é natal"
fuck off!
Amiga: o sacana do menino jesus e restante família
não há saco!
me: podes crer
e o puto do pai natal
Amiga: foda-se pó natal
me: nem mais!
venha o álcool
que é a única maneira de aturar o natal
Amiga: "pinheirinho, pinheirinho, vai levar no cúzinho"
sim
me: lol
Amiga: e o pior é que esta porra dura até aos reis
me: a única coisa porreira do natal é ter uma folguinha
não trabalho amanhã à tarde
dá para ler e ficar no choco
Amiga: valha-nos isso!
me: olha, jóbe
vou tomar café
mas nota
Amiga: vai
me: antes
quero desejar-te uma bela sexta-feira
um belo jantar
um santo fim-de-semana
e que o natal não te chateie mto, sim?
Amiga: obrigados
me: pensaremos em ti (como dizia o marco)
Amiga: para ti também
me: gracias
Amiga: espero q nem dês conta q é natal!
me: feliz navidades
LOL
ahahahah
epá
Amiga: felices pascuas!
me: eu se receber uma prendinha n me queixo
bá
;)
Amiga: pronto, mas então fás conta q fazes anos
me: ok
espero que me dêem livros
bem, vou lá
Amiga: oki
xau
me: o sistema precisa de nicotina tb
beijo grande!!
Amiga: merry coiso!
me: happy cenas!
Amiga: thanks
Conversa de uns dias antes do Natal, ligeiramente editada.
No Santas were harmed in the making of this post
*Ter alguém que abomina o Natal tanto quanto eu
entonces?
olha, merry xmas e porras afins ok?
me: jobe!
recebi a tua mensagem
mto bonita
mto natalícia
Amiga: gostastes?
me: tu és como eu, certo?
Amiga: certo
me: n curtes o natal nem à paulada
Amiga: nada!
me: pá
eu curto os sonhos
e certas rabanadas
e o polvo, confesso
o resto... era matá-los
Amiga: e a aletria
era!
me: sim, isso tb
agora esta merda de musiquinhas de natal
e gente a dizer desde o dia 15 "é natal"
fuck off!
Amiga: o sacana do menino jesus e restante família
não há saco!
me: podes crer
e o puto do pai natal
Amiga: foda-se pó natal
me: nem mais!
venha o álcool
que é a única maneira de aturar o natal
Amiga: "pinheirinho, pinheirinho, vai levar no cúzinho"
sim
me: lol
Amiga: e o pior é que esta porra dura até aos reis
me: a única coisa porreira do natal é ter uma folguinha
não trabalho amanhã à tarde
dá para ler e ficar no choco
Amiga: valha-nos isso!
me: olha, jóbe
vou tomar café
mas nota
Amiga: vai
me: antes
quero desejar-te uma bela sexta-feira
um belo jantar
um santo fim-de-semana
e que o natal não te chateie mto, sim?
Amiga: obrigados
me: pensaremos em ti (como dizia o marco)
Amiga: para ti também
me: gracias
Amiga: espero q nem dês conta q é natal!
me: feliz navidades
LOL
ahahahah
epá
Amiga: felices pascuas!
me: eu se receber uma prendinha n me queixo
bá
;)
Amiga: pronto, mas então fás conta q fazes anos
me: ok
espero que me dêem livros
bem, vou lá
Amiga: oki
xau
me: o sistema precisa de nicotina tb
beijo grande!!
Amiga: merry coiso!
me: happy cenas!
Amiga: thanks
Conversa de uns dias antes do Natal, ligeiramente editada.
No Santas were harmed in the making of this post
*Ter alguém que abomina o Natal tanto quanto eu
sexta-feira, dezembro 17, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
segunda-feira, outubro 18, 2010
Pensais que a vida é isto?*
Toda a minha vida conheci gente iluminada que se gabava de preferir atropelar um criminoso do que um animal, numa espécie de corolário da teoria "people suck". Na sexta-feira um cão decidiu atravessar a rua à frente do meu carro de repente - aí a uns 30 metros de distância, enquanto eu rolava a cerca de 35km/h. A primeira coisa que pensei, naquele milissegundo em que vi o cão e calculei as minhas hipóteses de sobrevivência, foi "chatice, vou ter de lhe passar por cima". Estou em crer que se fosse uma pessoa, tinha pensado outra coisa.
Felizmente, eu e o cão sobrevivemos. Felizmente também, há muito que deixei de me dar com gente iluminada, mas gostava de poder atirar-lhes isto à cara. Se houver por aí alguma dessa gente, tomai lá.
*No animals were harmed to write this post
quinta-feira, outubro 07, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Trabalho para um sádico
Depois de uma semana de trabalho intenso (12h num dia, 16h no seguinte, incluindo 240km de viagens a começar às 6h30 da manhã, 500 tarefas em simultâneo e, no fim, arrumação da tralha toda), o patrão pergunta "Gostou?". Eu, apanhada de surpresa (e em relativo choque), virei a cara para o lado esquerdo, como faço sempre quando preciso de pensar na resposta (ando a ver muito Lie To Me) e disse "Ssssiiiimmm... Foi giro." assim tudo muito devagar e sem espinha dorsal para dizer o que realmente sentia, que era qualquer coisa do género "Espere, espere: trabalhar das 6h30 às 22h30 da noite é para se gostar?" (mas com muito mais asneiras e insultos à mistura).
Sou uma fraca.
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