quinta-feira, junho 01, 2006

Quando tivermos filhos,

tu vais ser o paciente, o calmo, o que não eleva a voz. Eu vou ser a stressada, a rígida, a que grita com facilidade.
Mas também vou ser a que dá colos, faz mimos e "deseduca". Tu vais ser o preciso, o rigoroso com horários e rotinas, o exigente.
Eu vou ensiná-los a fazer bolos e a brincar na água quando estiver calor. Tu vais levá-los a acampar, ensiná-los a montar a tenda e a fazer uma fogueira com pedras à volta e vão assar pão e tocar viola.
Estou ansiosa para que cheguem.

São só crianças

ainda que invisíveis. Mas vêem-se e custa muito.
O pior é que passa e depois o que se faz com elas?
Esquecem-se, quando as lágrimas que correram pela minha cara ainda cá estão, secas, salgadas? "Era só um filme", como dizia a minha Mãe quando as minhas irmãs viam filmes de terror?
Ainda não sei o que é suposto fazer com o que vi, o que senti. Mas sei que o que posso fazer é pouco, insuficiente, quase utópico. Não vale como razão para não fazer nada.
São só crianças e é só isso que querem ser. O Tanza, a Bilú, a Cat e o Ciro. Há mais como eles, muitas, muitas mais. Mas eu só tenho um colo, que está muito vazio. Vou ver se o encho de alguém.

quarta-feira, maio 31, 2006

Alguém me explica, s. f. f.?

Porque é que as mulheres com mais de 40 anos, quando páram para deixar as amigas, ficam sempre a conversar dentro do carro com o motor ligado? Respostas possíveis:
a) Não sabem o preço actual dos combustíveis;
b) Sabem o preço dos combustíveis, mas é ele que paga;
c) Sabem o preço dos combustíveis e são elas que pagam, mas em vez de pouparem uns trocos para depois gastarem sem andar a pedir créditos atrás de créditos, não, ficam-se na rua a conversar, porque as palavras são como as cerejas e vêm umas atrás das outras e isto não há bicho mais faladeiro que a mulher, eu que o diga, que me estão sempre a mandar calar, ai mulher, tu falas tanto que gastas as palavras, ou, respira, o que me ofende imenso, mas é verdade, só que eu ao menos, em minha defesa o digo, não fico dentro do carro porque para já não tenho, mas mesmo que tivesse não ficava lá dentro a conversar com ele ligado e parado, que eu além de poupar nos combustíveis por razões financeiras, também tenho razões ecológicas e vocês não vêem, são como as cerejas, lá vem uma, e mais uma e outra e mais uma e já está.

Sensibilidades

"Ó Stôra, depois não se esqueça de dizer alguma coisa quando nascer a criança!"

ouviste alguma destas?

terça-feira, maio 30, 2006

Blogo pois!

Obrigada pelos comentários. ;)

sábado, maio 27, 2006

Um ano

de blog. Não blogo mais. Ou blogo? Blogo. Não, se calhar não. Mas depois sinto a falta dele. Mas não blogo. Blogo sim, claro que blogo. Blogo, blogo, blogo, blogo, blogo. Não blogo, não blogo. Blogo. Sei lá!

sexta-feira, maio 26, 2006

24,6

A caminho dos 21,1?

Fui v'sitar

a minha tia a Marrocos
Fui v'sitar a minha tia a Marrocos
Fui v'sitar a minha tia
Fui v'sitar a minha tia
Fui v'sitar a minha tia a Marrocos

quinta-feira, maio 25, 2006

A nossa casa

é muito pequena, acho que já o tinha dito. Mas tem as suas vantagens.
Eu espirro no quarto, com ambas as portas do corredor encostadas, e ele ouve-me na sala.
Ele diz "Santinha" na sala, com ambas as portas do corredor encostadas, e eu ouço no quarto. Eu agradeço e vou dormir.

Pior

do que não ter nada para escrever, ou inspiração nenhuma, é esquecer-me do que tinha para dizer. Acontece-me amiúde. Ou a miúda, que era o que eu pensava que queria dizer a música dos Xutos.
Ora aqui está uma pérola da minha infância (só comparável com certos termos de futebol, a que um dia voltarei).
Para mim, o interesse de ir de Lisboa a Bragança era ir lá ver a miúda, como parte da música explica, e não levá-la também. Mas era isso que eu ouvia, "Queria ter um avião, para lá ir mais a miúda".
Enfim. Chamem-me nomes.

quarta-feira, maio 24, 2006

Gostos

Crumble de frutos vermelhos para sobremesa. Framboesas, amoras e mirtilos.
Reacção dele: "Por mim, nem lhe punhas fruta!"

Esta semana

não há filmes de graça. (Diz-se que nunca há filmes/almoços de graça, mas é mentira.)
Depois do "Inocência", a semana passada tive a sorte de ir ver outro filme francês, desta feita, de um grande senhor do cinema mundial, Claude Chabrol. O filme era "A comédia do poder" ou "L'ivresse du pouvoir", como era designado por toda a gente à minha volta, ou não estivesse eu no Instituto Franco-Português.
As semanas são mais chatas quando não há perspectivas de um cineminha à borliú.

terça-feira, maio 23, 2006

Correcção

O post ali de baixo? Era só para ver se estavam atentos!

A quatro dias de acabar

este blog está quase morto.

sexta-feira, maio 19, 2006

Nova profissão

Crítica de cinema no Público, ainda que a feijões.

A Cidade Radioactiva


Cliquem na imagem para ver melhor

Ora vejam

os vídeos que este rapaz descobre.

quinta-feira, maio 18, 2006

Casado, 1 filho

Desconhecia a trama e teoria principal do tão aclamado livro que hoje estreia como filme e que, confesso, não me vou dar ao trabalho de ler (ou ver).
Hoje de manhã, na Antena1, durante a entrevista (desnecessária) ao não-sei-quantinhos de não sei-que-função de Lisboa, descubro que Jesus pode ter casado com a Maria Madalena e tido com ela um filho.
Pois, é só uma teoria e não é original, mas ainda assim, e depois de ver parcialmente a Paixão de Cristo, na Páscoa, reconforta-me saber que antes de ser massacrado até à morte, foi feliz.
Mas eu sou uma descrente*, não vão por mim.


*Post "Do Cardio-Fitness para o Convento"

Sonhos de Fim-de-semana

No Sábado de manhã, o mercado. Fruta fresca, tomates maduros, demais legumes e coisas boas. Talvez vá espreitar este. Encontramo-nos ?
A visita à loja do ano, uma descoberta tardia, segredo mal guardado que não vou revelar.
O ginásio. Será desta?
Um encontro com a Selecção? Talvez. (De futebol falo depois.)

No Domingo, uma caminhada, ainda sem destino marcado.
Descanso e bons tratos.

Ódios estimados

A União Europeia.

quarta-feira, maio 17, 2006

Há emails

que não passavam na censura, mesmo que tentassem.

Trabalho/Conhaque

A Eikos fica no Dubai. No Dubai, no Dubai!

segunda-feira, maio 15, 2006

De pessoas estranhas

Agora o meu entretém é verificar uma base de dados. Mais os dados do que a base.
É um trabalho por vezes imediato, por vezes moroso, entediante, sem ritmo e com o seu quê de quebra-cabeças. Eu estou a adorar.
Kill me now.

Primavera

sexta-feira, maio 12, 2006

Fim-de-semana

De corpo mole e cérebro desligado, olho pela janela à esquerda da sala e vejo as nuvens, bucólicas, a passar no cenário campestre que me rodeia.

Ainda bem que é fim-de-semana, que já não posso com esta vista!

Orgulho ferido

Eu se calhar não me expliquei bem, mas passo a fazê-lo.
Eu sou das poucas pessoas, creio, que põe protector solar de factor adequado, quando não mais elevado, ao seu tipo de pele (branca, branca). Eu tenho, incusivamente, um protector (ou tento ter) de factor 60+, por causa de uma mancha malandra no peito - e aplico-o!
Quando vou para a praia, ponho o protector ainda em casa (como vem recomendado nas embalagens, ora reparem).
Eu nunca apanho escaldões, passo épocas balneares inteiras sem um vermelhão. Também as passo branca como a cal, já que devo ter estourado com o capital solar aí aos 13 anos.
Este ano, por mera distracção (mania que ainda é Inverno!), já apanhei dois escaldões na cara. Nada doloroso, mas muito vermelho.
Nunca gostei daquela máxima de não pôr protector "porque se fica moreno mais depressa". Fico horrorizada com os escaldões que vejo e, infelizmente, com estes que apanhei.
E sei, acima de tudo, que um bronzeado não se consegue à força do escaldão. Pelo menos, no meu caso de alvura extrema.
Se falei do aspecto que tenho é exactamente porque não esperava sequer ficar morena ou com uma cor diferente, agora suja é que não!
E está respondido, querida Dulce. :)

quinta-feira, maio 11, 2006

Tons de pele

No fim-de-semana passado, em Portalegre (e o relato fica para mais tarde, que mete recordações do liceu e sanitas partidas), apanhei um escaldão na cara. Esqueci-me que já é quase Verão e que quando se pretende ficar a tarde toda de cara para o sol, à espera de ciclistas, é melhor pôr protector.
Passei o fim-de-semana de nariz vermelho, qual Zé Povinho, e o início da semana a tentar disfarçar o ar de embriagada.
Agora que o pior já passou, pareço suja. O nariz mais escuro, que foi o mais afectado, e o resto da cara com ar sujo. Sujo.
Ou já não estou habituada a estar morena ou tenho a cara suja.
Sem comentários.

quarta-feira, maio 10, 2006

E agora

vou lavar o cabelo, que esta conversa de piolhos encheu-me de comichões.

Um gajo

com piolhos atropela um surdo. Porque só mesmo um gajo muito porco, que ainda tem piolhos no fim da adolescência é que atropela, of all people, um surdo.
Agora digam que o CSI não é verosímil!

100 juízo

Eu cá sei quem vai adorar, amar este teste, sei, sei. Mas não digo.
Toma , que eu sou um coraçãozinho de manteiga, não desfazendo.

*Via 100nada, que eu sozinha não sei fazer links no título.

Selos ou parecê-los?

Ora eu cá sempre achei isso dos selos uma grande seca, to say the least. Que raio de actividade lambedora, sinceramente. Um bocadinho abichanado, ó meus amigos.
E aqui está uma mão cheia de boas razões para concordarem comigo.
Há situações em que mais vale parecê-los!


(Agora que o meu cérebro passou a funcionar na sua capacidade normal, aí uns 10%, lembrei-me que tenho rádio no telemóvel - a tecnologia é espantástica - e lá trouxe o auricular para ouvir uma musiquinha no comboio. Não é preciso dizer que as notícias de todas as rádios que sintonizei estavam hoje muito filatélicas, pois não?)

Soluções

Ontem arrumei a secretária, que estava povoada de papéis que aqui vou largando todos os dias, demasiado cansada para decidir o que fazer com eles, apenas com força suficiente para esvaziar a carteira (ah pois, senão haviam de ver o caos que era a dita).
Confesso que foi uma arrumação muito superficial, porque só separei papéis importantes dos que podiam ir para a reciclagem/lixo (incluo neste último os recibos térmicos - já ficais a saber como se faz -, os post-its e os envelopes de janela, que ainda não me habituei a arrancar o plastiquinho) e nem sequer arquivei os que o deviam ter sido. (Azar, logo à noite há mais.)
Mas já ajuda!
Hoje levantei-me cedo (ou melhor, a horas, que esta semana já foi invadida pelo bichinho do "Deixa-me dormir mais cinco minutos") porque precisava de ir importunar uma senhora ao Hospital da Cuf, mas deu-me a preguiça. (É, portanto, pouco mal e bem gemido.)
Aproveitei mas é para ficar aqui no pc (que saudades que tinha dele, já nem sabia bem escrever neste teclado), ver mails e blogs, que o meu combo pc+internet é bem melhor que o do trabalho, olá se é!
Agora tenho 3 minutos para sair de casa.

Bom dia e até logo!

terça-feira, maio 09, 2006

Psst!

É só para dizer que lá mais para baixo há um post que ficou perdido na semana passada. Sorry about that!

Descanso

O jantar está feito (é batota, que são os restos de ontem), só falta fazer a salada, já lavada.
Fui às compras hoje, porque amanhã tenho menos tempo, e já sei o que vou cozinhar amanhã (ele ajuda, que tem imenso jeito para tortas de ovos).
Desisto da ideia de lavar o cabelo (eu sei, porquita) e aqui estou, futilmente, a ver a Oprah, porque exige pouco trabalho cerebral e entretém, que eu adoro saber das dívidas dos outros. (Má, má, és má!)

Regalem-se lá com os três (três!!) posts de hoje, que eu já andava com sentimentos de culpa por negligenciar o blog.

Eles vêm

ter comigo e dizem coisas como "Olá, chamo-me António e tenho um excelente nível de Francês" ou "O meu nome é Rita e tenho três cursos superiores", ou ainda "Sou o Bruno e dou aulas há mais de vinte anos", mas nunca têm cara, ou têm, mas não interessa.
Não sou eu que os chamo, eles aparecem do nada, como estranhos que me abordam no meio da rua, mas sucedem-se, parece que se põem numa fila invísivel, apertam-me a mão e sorriem, dizem uma frase e vão-se.
Pelo meio, há uns que têm óculos e cabelos escuros e uma vassoura na mão e perseguem alguém muito feio, apanham pedras e gritam em inglês britânico.

Concluindo: os meus sonhos estão povoados do trabalho que faço todos os dias e das leituras que me ocupam no comboio.

Uma queixinhas é uma queixinhas é uma queixinhas

Fartinha, fartinha de auto-comiserações, só venho cá dizer que a razão pela qual não tenho aparecido é estar morta de cansaço. Ponto final, parágrafo.
À medida que me vou instalando na minha nova vida, vou tendo mais disponibilidade mental para escrever. (É preciso ver que eu passava o dia inteiro sem fazer nenhum, ó gentes!)

Agradecida pela compreensão,

atenciosamente me subscrevo.

A Direcção do Isto é de Joana

sexta-feira, maio 05, 2006

Semana emotiva ou estou a dar em doida

Em pesquisa de informações universitárias (para o trabalho, para o trabalho!), abro o site da UTAD. Não resisto e vejo o mapa do Campus. Vêm-me as lágrimas à ideia (aos olhos não, que parece mal), de saudades.
As memórias à distância são sempre cor-de-rosa.

Dia 3

Ao fim do segundo dia, parecia que já tinha passado uma semana. Ao fim do terceiro e a caminho do fim da primeira semana de trabalho, parece um mês. Como já sei como são as coisas, daqui para a frente o tempo inverte-se, as semanas passam a correr e, de repente, já lá foram uns meses, no que pareceu ser meia dúzia de dias.
O horário "Nestum", como diz uma amiga minha, é que não presta para nada...

E agora vou dormir, que a hora da caminha chega sempre depressa demais.

quinta-feira, maio 04, 2006

Dia 2

Parece que me bateram. O relógio biológico ainda não se acertou com o que toca de manhã às 7h, e não ajuda eu não ir dormir a horas decentes.
Quanto ao trabalho, hoje foi claramente o dia 2. (E para todos os que se possam ter preocupado com o post de ontem, don't. Comigo é mesmo assim e, tipicamente, passa depressa. Suponho que o primeiro dia a doer me traga uma perspectiva mais fresca para os restantes. Por comparação, os outros dias começam logo melhor.)

Devagar se vai ao longe e deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer, que eu só tenho um metro e sessenta.

terça-feira, maio 02, 2006

Dia 1

O lado mau: Foi um péssimo dia, como todos os (meus) primeiros dias de trabalho.

O lado bom: Foi um péssimo dia, como todos os (meus) primeiros dias de trabalho.

Primeiras impressões não há, que a impressora esteve todo o dia de mau humor, mesmo à minha frente.

No dia do Trabalhador

sofre-se por antecipação o dia de trabalho de amanhã.
(Ai, canerbos*!)

*Devidamente roubado.

quinta-feira, abril 27, 2006

Para a Joana


que está na Guiné como voluntária e já foi ao Arquipélago dos Bijagós e não escreve há semanas.

*Tirada no Arquivo Central da Biblioteca Municipal de Lisboa, Palácio Galveias, Campo Pequeno

A foto

dali de baixo foi tirada, pasmem, por mim.
Como muito bem diz o meu querido irmão nos comentários (Trás-os-Montes é, de facto, uma nação), o vale que se intui é o do Sabor. Já a serra da Culebra não sei, mas vou confiar no geógrafo de serviço.
Foi tirada a caminho de Macedo de Cavaleiros, na N216 (confirma aí, ó irmão).
Parámos na beira da estrada não para admirar a beleza da vista, mas porque o condutor tinha deixado cair o cigarro dentro do carro. (Mais um dos malefícios do tabaco de que ninguém parece falar. "Fuma? Isso é mau, porque se deixa cair o cigarro dentro do carro em andamento... fiuuu!")
Já agora, para que fique claro, a estrada é má, mas não é de terra batida. A que se vê é um caminho para as terras cultivadas. Assim sendo, não a percorremos, mas ninguém me convence que não está lá a felicidade.

terça-feira, abril 25, 2006

Road to Happiness



E não é uma imagem do Windows.

As Janeiras

Saudosista. Como não ligo ao 25 de Abril, porque não sou dessa geração (embora aprecie devidamente a sua importância, não me interpretem mal), apanho uma música do Zeca (neste momento na RTP1), de quem também não gosto particularmente (que horror, pareço uma fascista) e lembro a minha canção favorita da minha época favorita: Natal dos Simples (título agorinha mesmo perguntado ao engenheiro, que sabe tudo), na época das Janeiras, quando ainda se cantavam ou quando as minhas irmãs, dotadas de vozes lindíssimas, faziam coro com o meu Pai e cantávamos à porta de casa da família. Depois do Natal e para provar que há mais alegria e festas no ano do que a noite das prendas.

E declaro assim o meu regresso à blogosfera, não que vocês se sentissem incomodados com a ausência, mas eu sou um coraçãozinho de manteiga.

terça-feira, abril 18, 2006

De volta

Ainda a sofrer de jet-lag (neste caso, de slow-lag, que a vida em Trás-os-Montes decorre mais devagar), mas vivinha. Mais logo há notícias e fotos de folares.

quarta-feira, abril 12, 2006

Páscoa

Vamos para outras paragens, mais a norte, passar a Páscoa junto da família.

Boa Páscoa para todos e até para a semana!

Preciosismos

Como este ou este ou ainda este.
Deliciosos.

Se tens lágrimas nos olhos ao jantar

pensa se é do picante ou da Maria Rueff a falar da mãe.

Os Nepaleses

cozinham muito depressa. Nham!

terça-feira, abril 11, 2006

Museu do Brinquedo, Sintra

Museu do Brinquedo, Sintra

Isto está muito branco...

Vamos lá pôr aqui umas cores.

Organizem-se!

Ora vamos lá pôr isto tudo em pratos limpos, que já é o segundo comentário que me pergunta o mesmo. Eu não vou fechar o tasco, caríssimos leitores e leitoras.
Foi só o fim do expediente de ontem.

E agora voltem lá para as vossas vidas, vá, que eu não tenho grande coisa a dizer (a não ser Atchiiim!).

Deixa cá

pôr um link, para ver como é que isto fica, que não me apetece ir lá abaixo conferir, que são muitas escadas.

Hilariante e a subir na vida. You go, girl!

E por hoje é tudo, vou fechar o tasco que já varri o chão.

segunda-feira, abril 10, 2006

A minha Ma(e)na

Hoje a minha mana faz anos.
Nasceu no ano da Revolução e por isso deve ter-lhe ficado no espírito a energia desses tempos. Ela dá aulas, coordena formações (quando não as dá também), voluntaria-se para acarinhar crianças em instituições, tira cursos de teatro, assiste aos espectáculos do marido e ainda é linda, linda. Mesmo quando não é.
Quando eu era pequena, era ela que me dava banho, penteava o cabelo e cortava as unhas. Era com ela que eu ralhava e esperneava "porque me cortaste esta muito rente, agora dói-me", "ai que me arrepelas o cabelo" e "não quero ir tomar banhoooooooooo".
Era ela que me vestia, muitas vezes, quando eu ainda não o sabia fazer.
Quando fomos viver para o Porto, era ela que cozinhava o almoço, tantas vezes, e que mandava na empregada e lhe dizia o que era preciso fazer. Era ela que sabia que comida havia e o que se cozinhava.
Era ela que me levava ao cinema, mesmo quando estava com o namorado.
Foi ela que, muitas vezes também, me ouviu os desgostos de amor e me disse "vá, agora vai tomar banho [ficou-lhe a mania] e vem connosco ao cinema", depois de eu chorar baba e ranho.
Era ela que me ia buscar ao instituto e era com ela que eu mais saía: íamos às compras, ao passeio, ao laró. Era também ela uma das minhas "motoristas", usada e abusada.
Quando me faltou, já no secundário, fez-me muita, muita, muita falta.

Hoje a minha mana faz anos e eu quero dizer que te adoro, que te agradeço os risos, os ralhos e as conversas e que te desejo todas as coisas boas que tu mereces e sei que vais ter.

E dá-me um sobrinho, already!

Beijos!

Uma mãe ao filho

"Fizeste-me a segunda, mas não fazes a terceira."

Ouvido hoje no Freeport de Alcochete. (Um lugar já de si mau, sem precisar destes coloridos parentais.)

sábado, abril 08, 2006

A abertura da Silly Season?

O primeiro batido do ano. Delicioso!

Sábado de sol

Hoje, depois do mercado, passámos na feira de antiguidades e velharias (mais estas) da Praça de Londres.
Numa das banquinhas, cheia de salvas de prata, terrinas velhas e outras coisas feias, os panos que serviam de base às coisas expostas fizeram-me lembrar as colchas que a minha madrinha punha (põe) nas varandas e janelas, em dias de festa. Eram da mesma cor, aquele vermelho-tinto-sangue-de-Cristo-Ámen, típico de festas religiosas e liturgias que tais.

Vem lá a procissão e é preciso pelar umas flores do quintal para deitar aos andores, estender as colchas mais bonitas e os linhos mais brancos nas varandas e janelas da frente da casa, reunir a família toda, por muito que o sol nos derreta a maquilhagem, a roupa, os óculos, o tutano, para ver passar a procissão e atirar as pétalas dispostas em tabuleiros de prata e demais coisas feias.
Quando a procissão acaba de passar, com os seus andores bamboleantes, as figuras sofredoras e a povoação animada, logo se recolhem as colchas, guardadas até ao ano seguinte, até à festa seguinte.

Hoje está assim um dia de sol como muitas vezes nessas festas. Quase está tanto calor como nessas festas. E eu só consigo lembrar-me do top que tinha exactamente a mesma cor que a flor que decidi salvar da chacina, da saia preta minha favorita que afinal era igual à da vocalista do grupo (pimba) que cantou mais tarde, depois de almoçar lá em casa, juntamente com alguns membros da banda (de maestro) que tocou toda a tarde pela aldeia, servidos e atendidos por mim, de flor no cabelo. Aquele sol derretia até as pedras que não são da calçada, porque Vilarinho é de alcatrão há muitos infelizes anos.
Foi há mais de seis anos e oito quilos atrás.

sexta-feira, abril 07, 2006

Dia Mundial da Saúde

Hoje é o Dia Mundial da Saúde. Pessoas doentes, fiquem em casa.

quinta-feira, abril 06, 2006

Sim,

durmo com duas almofadas. Sim, são todas para mim (excepto quando ele as rouba, e para isso basta que eu vá à casa-de-banho). Não, a minha cama não tem cabeceira (mas tem umas quantas cabeçadas que eu já dei na parede, à conta disso). E não, não tenho vergonha de namorar tanto o raio da cama (que por acaso até nem presta para nada, pelo menos do lado dele é só molas tolas) que até lhe tiro fotografias. (Foi ontem, mas só porque ela estava tão linda...)

Quem me dera de volta...

Mau humor

Mau tempo, mau humor.
Irritada por estar atrasada, o mau humor típico desta fase apodera-se de mim, rogo pragas a tudo e a todos e a culpa de os sapatos me magoarem os pés é imputada a alguém que não eu. Claro.
Depois passa, como se aquecesse ligeiramente o humor e passasse ao lado bom. Passa porque tem de ser, "ora agora um sorrisinho", passa porque me entusiasmo, passa porque me parece ver a luz ao fundo do túnel.
Qual balão, saltito até casa, tanto quanto me é possível dentro dos esmagadores-de-pés.
Penso, repenso e repenso e chego à triste conclusão que já vou nos foguetes e ainda a procissão se organiza. Volta o mau humor, mas desta vez mais calmo, menos insultos mentais e menos ódio pela humanidade.

Eu detesto estes estereótipos e tenho realmente uns humores esquisitos, mas vê-se mesmo que estou com o período, irra!

Lavei a cara

Lavámos, melhor dizendo. Com tanta tralha que o template vai acumulando (cotão informático), há coisas que precisam de ser resgatadas e arranjadas. Mais uma vez, lá veio o Super Engenheiro, com as suas mãozinhas de ouro, fazer uns cliques e escrever umas letras e pronto, temos contador de visitas e tudo. O template fui eu que escolhi.
Ainda faltam uns ajustes, mas agora é tarde e não me apetece. (Sempre diligente!)

quarta-feira, abril 05, 2006

Formigas, Serra do Risco

Patos (ou Gaivotas), Portinho da Arrábida

Amanhã

vou soldar. Detesto falar nestas coisas antecipadamente e acho até que nunca aqui tinha falado deste lado da vida, mas parece que quanto mais falar, mais exorcizo a possibilidade. Ou azaro?
Wish me luck!

terça-feira, abril 04, 2006

A Falésia da Serra do Risco

O destino de um blog

Qual será? O meu vai pelo cano não tarda, a julgar pela escrita. É como o resto.
Vou pôr umas fotos para vos distrair da falta de conteúdo. Volto já.

sexta-feira, março 31, 2006

1992

Verão. Paixão assolapada por um rapaz mais velho e tão baixo que acabei por ultrapassá-lo em altura. Vila Nova de Milfontes. Glândulas mamárias em desenvolvimento. A expressão "trolhiço!".


Inspiração: contador de visitas.

quarta-feira, março 29, 2006

Martha

Nunca percebi muito bem esta mania da Martha Stewart e respectivas wanna-be's. Nunca me pareceu muito lógico ter, como objectivo de vida, uma casa perfeita, cheia de tralha perfeita, de acordo com as estações perfeitas e todas essas perfeitices irritantes. (Aprecio algumas ideias pontuais, mas nunca o total - acho-o mesmo assustador.)
A SicMulher passa agora o programa de tv dela. Não tenho noção da actualidade deste, mas julgo que é recente. Nunca vejo, confesso. Apanho-o entre zappings.
Tudo isto para dizer que hoje, depois de ver a Martha durante cinco minutos, cheguei a uma conclusão: deve ter uma equipa de gente cheia de talento e jeito para lhe fazer as coisas.
Ela é uma trapalhona!

Confesso que me atrai mais o lado sórdido dela.

terça-feira, março 28, 2006

Bússola

(Ia comentar ali no post de baixo, mas decidi usar os meus privilégios de administração e sai um post.)
A bússola é como um mapa: é só uma coordenada. Para nos orientarmos, precisamos de duas coordenadas, pelo menos. A mim a bússola não me serve de nada. A não ser que esteja num espaço aberto onde possa ver livremente o sol, nunca sei para onde é oeste, este, norte ou sul.
Portanto, para estas coisas, precisamos de bússola e mapa. Ou uma carta topográfica decente! Mas ter um escuteiro à mão é sempre uma boa alternativa.
E aproveito a oportunidade para fazer já aqui um repto: no próximo fim-de-semana há mais?

segunda-feira, março 27, 2006

Serra do Risco

Como poderão ter reparado pelos comentários (só para os mais atentos), a direcção do Isto é de Joana (doravante conhecido como IedJ) e acompanhante decidiram fazer a vontade ao dedo (ao pé, neste caso) e combinaram um passeio pela Arrábida com a direcção do A Vida não é um Padrão (doravante conhecido como AVneuP) e acompanhante.
A coisa não começou bem. Para já, um sábado mal organizado fez com que cozinhássemos a ementa do dia seguinte (quase) pela noite dentro. A juntar a isto, uma mudança de hora que nos veio roubar 60 minutos a um sono que escassas horas teve. Uma tristeza.
Farta de estar sempre atrasada, a direcção do IedJ decidiu levantar cedinho (8h30 da hora nova), tomar o seu banhinho e acabar de arrumar o piquenique. O acompanhante, por estas horas, dormia um sono pesado, só momentaneamente interrompido pela homilia de Domingo de manhã da Antena1.
Tudo decorria como planeado, até a direcção do AVneuP e acompanhante decidirem ligar, por volta das 9h (hora marcada para aparecerem cá em casa) para dizer, entre bocejos, que se calhar a hora antiga era uma hora mais bonita. Apareceram às 10h30, sensivelmente.
Finalmente no carro, rumo à ponte Vasco da Gama, que na outra corria-se de outra forma, toca a sacar dos mapas, cartas topográficas e percursos recomendados tirados da internet.
Paragem obrigatória num tasco de beira de estrada para um café (havia uma direcção e um acompanhante cheios de sono e não éramos nós) e toca a rumar à aldeia de Pedreiras.
Acabadinhos de chegar, indicações de um habitante no papo, lá vamos nós, de mochilas e máquinas fotográficas às costas, fazer um percurso aconselhado a pessoas com alguma preparação física. Foi mais ou menos nesta altura que eu percebi que era melhor voltarmos para trás, mas não querendo dar parte de fraca, avançámos.
Por onde é, por onde não é, apenas uma pedreira gigante e feia como ponto de referência, decidimos arriscar e seguir os instintos de escuteiro do acompanhante cá de casa. O mal foi quando seguimos os instintos de não escuteiro de uma certa direcção que eu não digo quem é, mas aponto.
"É por aí acima, a direito", dizia ele. E o caminho, óbvio, a apenas uns metros de distância, mais acima na estrada da pedreira.
"Parece-me que é por ali, não?", dizia esta direcção, apontando (eu gosto muito de apontar e não acho que seja feio) para o caminho, óbvio, claro, só uns metros mais acima.
Como até ali eu me tinha portado miseravelmente, revelando a mariquinhas que há em mim, choramingando nas descidas mais acidentadas e suplicando ajuda nas subidas mais íngremes, as minhas palavras caíram em saco roto (as they should), e lá fomos nós pelo caminho mais difícil.
Difícil é eufemismo. Maldissémos as indicações do percurso que referiam apenas que "a mata mediterrânea densa poderá dificultar a caminhada", jurámos vingança em forma de emails de protesto, rogámos pragas ao responsáveis do site, aos responsáveis pelo parque Natural da Arrábida e até aos responsáveis por haver vida vegetal na terra.
Subimos por entre arbustos, silvas e árvores, muitas vezes tendo mesmo de desbravar caminho, de tão densa era a vegetação. Escorregámos (e caímos) por pedras cheias de musgo, terra lamacenta da chuva e ramos pouco próprios para apoio. Arranhámos mãos, braços e pernas, a tentar passar por entre azevinho, alecrim, urtigas e arbustos de toda a espécie.
Desesperámos em pontos onde nem sequer podíamos seguir de pé, onde só se passava por baixo da vegetação. Desesperámos em pontos onde parecia não haver saída, nem para cima, nem para baixo.
Quando finalmente chegámos ao cimo, quase caímos do outro lado, a falésia a pique para o mar. (Mas seria uma linda maneira de morrer, lá isso...)
Desiludidos com o resultado da escalada, decidimos parar para almoçar, esfomeados (já eram três e meia).
Depois de um belo repasto e de observarmos convenientemente as vistas e a neblina que subia do mar com o vento (e a nuvem negra que se alojou sobre nós), toca de arrumar a tralhinha e tentar descer, todos a torcer por um caminho melhor.
E não é que havia? Tão melhor e tão fácil era, que nos levou 15 minutos a descer, apesar de ser um caminho mais comprido. Nós demorámos quase três horas a subir.
Com o medo da chuva e do mau tempo, não ocorreu a esta direcção levar um protector solar. Resultado: a direcção deste vosso IedJ tem o nariz queimado do sol (todo vermelho, qual cartoon) e o acompanhante desta direcção tem a cara, exceptuando a zona da barba, vermelhinha como um tomate.
Notas para uma próxima experiência: levar protector solar, seguir os percursos recomendados (e não os inventados) e comer mais vezes. Estar a morrer de fome não ajuda a sensação de desespero causada por um caminho a corta-mato.
Ah, e pôr açúcar na tarte de maçã. Para a próxima não me esqueço!

1900

Gosto deste número. Mil e novecentos. O blog também gosta deste número.

sexta-feira, março 24, 2006

Sol

Farta de chuva, como decerto estará o resto do país, vou aproveitar o sol para fazer variadíssimas coisas. Ou as que me forem possíveis até o tempo voltar a virar. (Preparem-se.)
Este tempo é detestável (o de chuva, não o de sol). Não se pode secar roupa (o meu cesto de roupa suja que o diga, que transborda há mais de uma semana), o cabelo estraga-se todo (e não me venham a mim também falar de seca), mesmo depois de muito trabalhinho com ele, os humores degradam-se e a vontade de fazer o que quer que seja é nula.
Vou à baixa, a ver se me passa!

Apercebo-me

agora (ontem já passava das duas) que o post ali de baixo mostra uma faceta muito medíocre de mim: a de viciada na blogosfera. Pior, faz-me lembrar uma frase memorável de uma senhoria/companheira de casa que uma vez tive, que dizia "Eu adoro ler, tenho sempre uma revista à mão". Não fiquei naquela casa muito tempo, como podem compreender.

Aborrece-me

muito não saber o que escrever. É assim uma espécie de tédio auto-induzido, vírus por demais insidioso e pestilento.
Também me aborrece não ter o que ler, nessa blogsfera fora. Concordo, podia ir ler um livro (e faço-o, juro que faço), mas neste momento é quase como apetecer-me chá e ter de me resignar com água quente.
Aborrece-me principalmente saber perfeitamente que já me fartei de ler coisas boas (e más) por essa blogsfera fora, já li, inclusivamente, um blog inteirinho, como gosto de fazer quando descubro algo bom. Mas, e é aqui que está a parte aborrecida da questão, nem isso me chega. Pior, quanto mais leio, mais quero ler.
Obsessivo-compulsiva, eu? Que ideia.

terça-feira, março 21, 2006

De coração

Aqui a cabecinha tem andado ocupada com grandiosas ideias de decoração. Como não cabem cá em casa, decidi começar em pequeno. Para já, para já, vai a secretária. Depois da barrela necessária há mais de um ano (que digo eu, há mais de dois, seguramente), fui espreitar o catálogo para me decidir por umas coisas giras e práticas, como é costume. E baratas, que se o espaço não é dado a grandiosidades, muito menos é o orçamento. (Um pequeno aparte: detesto escrever baratas quase tanto como detesto o bicho homónimo, mas que se há-de fazer...)
É claro que me foge logo o dedo para as cozinhas, mas a de cá de casa é mesmo um quebra-cabeças, não há muito a fazer. Exceptuando deitá-la abaixo e construir uma nova, mas para isso nem um orçamento imaginário nos chega. Adiante.
Também me foge o dedo e a vontade para as casas-de-banho, um espelho assim, uns cestos assado, uma prateleira além, enfim, rebento num instante com o orçamento e ainda nem pus os pés.

Tem tudo isto que ver com o facto de, nos últimos tempos, termos feito algumas mudanças radicais cá em casa. Desmontámos o monstro que dava pelo nome de Secretária Dele e comprámos uma bela substituta, que por ser menos sugadora de espaço, concedeu em ter um novo móvel ao lado, para a televisão. Isto vai, isto vai.

O que mais falta nesta casa é espaço de arrumação, ou espaço em si mesmo. Como de momento não há grandes perspectivas de nos mudarmos, vamos remediando o caso com três medidas: reduzir a tralha que já cá temos, o que significa virar tudo do avesso e ser impiedosa com o que tem de ir para o lixo, numa purgação sem misericórdia.
A segunda medida é a de organizar cada vez mais e melhor o espaço de que dispômos, através de caixas, cestos e afins. Muito inteligente, na realidade.
A terceira é prescindirmos de coisas que não necessitamos de ter cá em casa, sempre à mão. O que quer dizer, basicamente, levar as coisas para casa dos papás que têm arrumos e terraços e garagens e de certeza mais espaço que nós. Admito que esta última não seja muito válida como regra universal, mas agora tem mesmo de ser assim.
Quando voltar da minha expedição tenho de certeza muito mais para contar. É um até logo.

terça-feira, março 14, 2006

Ai, que saudades

que eu tenho do meu bloguinho! Não parece, eu sei.
Retomaremos a programação habitual dentro de momentos. Obrigada pela sua atenção.

quinta-feira, março 02, 2006

O Carnaval

Ai, o Carnaval, o Carnaval. Agora não estou com grande paciência para contar, senão ficavam já a saber como me diverti com um certo blusão de motoqueiro e me aborreci num certo centro de inspecção automóvel (Fevereiro é um mês danado).
Uma coisa digo já: foi um fim-de-semana prolífico em fotografias!
O resto fica para mais logo.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Mecanismos do Corpo

Não adianta. Eu não quero perceber, mas a verdade está lá, escarrapachada. (Ah, palavra gira!)
Já devia ter percebido, aprendido e memorizado que eu e a Nutella somos incompatíveis (válido também para sucedâneos, imitações e variações, como croissants de chocolate), especialmente se a quente, como numa torrada ou num croissant/pão aquecido. Dá-me uma azia que é ver a Água das Pedras a desaparecer!
Devia estar agradecida, eu. Isto é o meu corpo a impedir-me de comer até ficar como uma bola ou mini-baleia.

Não, ainda não fui aos óculos. Vou agora que está a querer começar a chover outra vez, que eu cá é só inteligência.

Injustiça

Quer uma pessoa ir comprar uns óculos novos para meter nas bentas e está a chover!
E depois dizem que o português não estimula a economia, não estimula, e ela estagna. Mas quando está aqui uma pessoa prontinha a estimular, a estimular, chapéu! (Neste caso, de chuva.)
Manel, da próxima vez que deixares o meu guarda-chuva (sim, que eu sou do norte) no cabeleireiro, bato-te! Quero lá saber que sejas meu Pai.

Ah, já está sol. Não façais caso do mau feitio anterior, caros leitores.


P.S. Bentas, sim, em vez de "Ventas". Para começar, porque "Ventas" soa-me a "Fêveras" ou "Vilhete" em vez de "Bilhete". Depois porque ventas fazem os espanhóis. E terceiro, porque eu gosto mesmo é de deixar esta pronúncia asfixiada sair cá para fora pontualmente e dizer uns bês em vez de uns vês.
Agora que já não ando a asfixiar a córnea (ai, que confortáveis são as lentes novas), decidi não asfixiar mai'nadinha!

E se queixas tiverdes, ide ler esta menina e calai-vos. Lê-de-a na mesma, que ela merece!

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

O link

Afinal até podia linkar, e contrariamente ao que disse antes (tudo mau feitio), vou fazê-lo.
Já que não podem ler a crónica online, vão lê-la a ela online. Prometo que vale a pena!

P.S. Gostei muito! Parabéns, Catarina!

Estou

à espera de um mail que não chega (aliás, de vários) e já me fartei de esperar.
Vou mas é à rua ver se me actualizo na Psicologia! (Não sei se te posso linkar, por isso não linko. E mesmo que possa, não linko mesmo que é para aprenderes! Sei que vou adorar o que escreveste.)
Já volto!

O factor Aloe Vera

Aqui há uns tempos, refastelado na casa-de-banho a ler a sua Dica da Semana, diz-me o senhor meu amo. "Ó Joaquina, tu sabes o que é isto do Aloe Vera?"
Ao que eu respondi, criada educada que sou, "Sim, senhor meu amo. O Aloe Vera é assim um bento que bem e leba tudo!" Não, isto eu não disse, que faz parte de uma piada que além de private, é familiar. Retomando.
"Sim, senhor meu amo. O Aloe Vera é uma planta parecida com um cacto." (Educada sim, mas burrinha como um cepo.)
E diz ele, o meu amo, Dica aberta na página intrigante que anunciava miudezas de vestuário: "Mas para que serve?" e eu, toda contente por ele apelar à minha veia de médica-carpinteira de trazer por casa, desato a debitar.
Não contente com o meu conhecimento enciclopédico de bolso, ele volta à carga. "Mas porque é que estas meias [as tais da Dica] têm isso?" Aí, confesso, nem a minha sabedoria de curandeira de meia-tigela me valeu. E nem agora, noites e noites volvidas sobre o assunto, insónias desesperantes a remoer as ideias, me ocorre semelhante utilidade.
E vós, sabeis?
É que se não sabeis, ponde-vos a pau, que agora até metem daquilo nos iogurtes!


E o que eu me vou rir quando descobrirem que o Aloe Vera é o Flúor do século 21!

É mentira!

Diz este senhor, aqui neste post, que a largura de banda útil cá de casa é de 1,37Mbps.
É tudo mentira, digo-vos eu! Ora vejam.

Tecnologia: CABO
Velocidade Contratada:
2Mbps
Largura de banda útil: 1.91 Mbps
Pode realizar downloads a 244.34 KB/sec.

É preciso que se diga que o meu computador é maior que o dele, por isso se calhar rouba a largura de banda toda e ele fica sem nada...

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Excepcional

Para compôr o ramalhete que foi o dia de ontem, fui espreitar para um buraquinho e ler umas letras na parede. Depois mandaram-me ir a outro sítio, o das lentes mais pequenas.
Lá, ao primeiro buraquinho para onde espreitei, recebi a notícia. "Esta curvatura está toda trocada, toda trocada." E eu de óculos, para ter a curvatura direitinha.
Parece que ando há mais de 6 anos a asfixiar. Afinal não era a miopia a aumentar, era a asfixia. Espantoso é ainda ver...
Pertenço aos 12% da população mundial que não obedece aos 8,6. Não, eu sou mais acima, sou 8,9. Agora resta-me esperar pela encomenda, a ver se me adapto.
Nos entretantos, andar de óculos é bastante confortável. Respiro melhor, isso de certeza. Mas vejo pior, porque estão desactualizados. Ardem-me os olhos... Serão saudades das lentes?

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Detesto

que me adulterem o nome e me chamem Susana.
Infelizmente é mais frequente do que poderia pensar-se. Acontecia na escola, na farmácia, agora acontece até na lavandaria. No recibo da roupa que lá deixei diz "Joana", acabadinho de escrever, mas quando o recebo ouço um "Aqui tem, Dona Susana".
Não há explicação.


E logo eu que odeio o nome Susana...

O Martim Moniz,

as viagens de comboio, a família, os filhos dos outros, a obesidade infantil, as incursões por novas áreas, as insónias e o aniversário de alguém muito querido.
Um fim-de-semana cheio.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Acabei

de me matar a rir a ler a tradução automática que o Google faz do meu blog. É muito complexo para ele.

I'll probably have to start writing it in english as well, so my estranged relatives in the UK can take a peek. (You know who you are!)
Or I'll try to post more videos and photos, as those require no translation.

Cheerio, old mate!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Tenho

as lentes sujas. Nada que saber, fossem elas lentes de óculos. Mas não são. São de contacto. O que quer dizer que estão dentro dos meus olhos, o que quer dizer que estão sujas porque tenho os olhos sujos, têm gordura porque tenho os olhos gordos.

Na sexta passada fui ao centro de saúde. (Sou uma chupista.) Ela deu-me uma caixinha (não tinham mais) e perguntou se me podia pesar. Assim num tom de "Se não levar a mal...".
Ele chama-me elefante, carinhosamente, na cama. (Não percebe nada de sexo.)
Se calhar há qualquer coisa que me anda a escapar, não sei.

Mas, para todos vocês que pensam que eu já não preciso de transportes públicos porque posso simplesmente rolar pela cidade fora, enganais-vos! Estou mais leve, as calças servem melhor (o raio das botas é que me estão maiores, um fenómeno) e, lá no gabinete da enfermeira, pesava menos do que estava à espera. (Não esquecer que estava vestida e calçada.)

Conclusão: a gordura das lentes? Estou a perder peso pelos olhos.



Não sei qual é o segredo, garanto.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

O vídeo


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Ora vejam bem o senhor a acenar.

Junk Mail

A Vera Passarinho, da ERA Mediação Imobiliária, responsável pela minha área de residência, quer ajudar-me a vender ou a comprar o meu imóvel. (O imóvel não é meu, será que o consigo vender mesmo assim?)
A IBS, Alumínios tem facilidades de pagamento, crédito até 60 meses e orçamentos grátis para marquises, janelas, portas, portadas e até traz uma receita de marisco no verso.
A Medi-Lux, Serviços de Saúde quer mostrar-me um plano de assistência médica e familiar. "Sempre a olhar por si", dizem eles.
Se as coisas não correrem pelo melhor, posso sempre recorrer aos serviços da Funerária Popular, "Nobel", aqui mesmo na minha rua. (How creepy is that?)

Isto tudo na minha caixa do correio, só de hoje. (Não vou falar do email, que já lá ganhei umas dez lotarias milionárias.)
E tudo porque alguém cá em casa gosta de ler os folhetos dos supermercados e lojas de informática.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Baby's got a new blog

Ainda um WIP. Mas promete!

Margaritas,

Fajitas e Tequilla. Jantar no Mexicano, pois claro! Cheio de cores, luzes, ritmos calientes e boa companhia.
Mais uma vez, Parabéns!
Andale!


Mais um sábado bem passado.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

À pessoa

que veio aqui à procura de "Gajas de Águeda" há pouco mais de três horas, asseguro que veio bater à porta errada. (Irra, que não se pode dizer duas coisas sobre a cidade e enchem-me o mail e visitam-me o blog e pensam logo que sou de Águeda. Que praga!)
Haja chá!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

No sábado,

cinemámos. Não era suposto, porque não se chega a uma sessão em dez minutos (mesmo sendo no Saldanha, mesmo sendo a 5 minutos de casa, mesmo tendo descoberto um parque fechado, seguro e grátis durante o fim-de-semana) e a sessão seguinte acaba tarde para quem só ia tomar um copo, mas fomos. Afinal, era o mestre! And he matched the expectations! Minto. Ultrapassou-as.
Eu gosto dos filmes dele com ele, mais as suas neuroses, verborreias e afins. Por isso gostei tanto do último que vi, com os palavrões dele, as loucuras, a obsessão.
Não estava nada convencida, ou melhor, receava um filme sem ele. Não gosto quando ele se mostra a sério, confesso.
Mas o que ele mostrou foi exactly what the doctor prescribed: a vida inglesa no degrau posh. (Desde o jardineiro que fiquei com vontade de mais Tessa.)
Já dissequei o que vi vezes suficientes entre sábado e hoje e continuo a ter (mais ou menos) a mesma opinião.
A saber:
- O irlandês parecia um americano a tentar fingir um sotaque british. (Para que se saiba, ninguém o faz melhor que a Gwyneth, opinião corroborada por um inglês de gema.)
- O irlandês meneava-se como um modelo, era algo irritante. Também era irritante a falta de jeito, as camisas grandes demais, a superficialidade. Suponho que na medida exacta do papel. (Afinal, ele é um zé-ninguém a tentar ser alguém e a fingir que chegou lá.)
- O irlandês era lindo.
- A Scarlett Johansson está boa, boa. (Opinião de 100% dos habitantes desta casa, note-se.)
- O filme é, numa palavra, unnerving. Enervante. No verdadeiro sentido do termo, no bom sentido do termo. Sai-se de lá com o coração inquieto, aos pulos, sem fôlego. Está sempre para rebentar a bomba.
Saí reconciliada com o mestre (de vez em quando temos umas querelas) e dei de caras com outra celebridade. No passeio direito de quem desce a Fontes Pereira de Melo, a ser entrevistado por uma qualquer rádio (ou tv?) estrangeira. A entrevista a decorrer em inglês (o homem fala bem, asseguro-vos) e eu pedi para tirar uma fotografia. Bichinho de atenções como é, sorriu agradado e assentiu.
Fotografei-o e filmei-o, que na sexta voltei a ter nas mãos a minha lindinha.
Ele acena a todos quantos buzinam, como ficou registado no meu vídeo. É o verdadeiro personagem. Eu diria mesmo que é o verdadeiro cavalheiro. Para combinar com o filme.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Bolachas

de chocolate. Desesperadamente. E o objectivo sério que se lixe (pelo menos esta semana)!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Custa-me

estar sem escrever. A sério. Quanto mais o tempo passa ("mais hipóteses de desgraça") mais me custa escrever.
Chateiam-me os outros blogueiros (blogueiras, eu quase só leio mulheres) que não parecem importar-se com o blog e os seus leitores e não dizem pêva durante um ror de dias. Eu sou uma delas. Não mereço a confiança e a assiduidade dos leitores que aqui vêm, todos os dias, à procura de novas desta chungosa. (Insulto preferido da mana Pi, quase carinhoso. Gosto mais de "metes nojo aos cães", mas é muito comprido e ela cansa-se.)
A verdade é que me falta uma coisa muito importante, ou tem faltado, nos últimos tempos. E já nem falo do euromilhões. Falo da minha linda C800, que eu decidi sujeitar à lei da Gravidade. (E mais não digo, não vá a marca ler isto e recusar-me o crédito que acabou de me dar.)

Tenho, porém, algo a dizer para além de "Hoje vou buscar uma lindinha nova à loja!!".
Primeiramente, a neve. Fantástica. Já posso dizer que estava em Lisboa naquele longínquo 29 de Janeiro em que nevou por causa da vaga de frio do Norte da Europa. (Eu e mais uns milhões de portugueses.)
Confesso que saltei logo para o Norte da Europa e lembrei-me daquele nevão de Fevereiro em que, em pouco mais de duas horas, havia um metro de altura de neve à volta da minha casa. Verdade. Nevou incessantemente durante dois dias inteiros. Fez-me lembrar a minha infância em Trás-os-Montes, quando ainda dava para fechar as escolas, de tanta neve. E em vez do autocarro do infantário, éramos levados a casa num jipe da GNR, com os soldados a perguntar, botas até aos queixos, "E tu de quem és?", à falta de um mapa decente de filiação e moradas.
("- Sou da minha avó...
- E com quem vives?
- Com a minha avó...
- Mas onde vives?
- Na minha avó...
- E onde vive a tua avó?
- ..."
Eram diálogos frequentes, portanto.)

Ultimamente, tudo me lembra a Suécia. A neve, as bolachas de chocolate, os cogumelos no mercado. Não perguntem. A culpa é de um certo senhor, exilado na Finlândia (vizinho, portanto), que quase me convence a voltar para Estocolmo de cada vez que dá cá um salto. (Desconheço se este senhor tem blog, site, página pessoal ou coisa-que-o-valha. Descobrirei.)

Em novas mais numéricas (euromilhões, portanto), porque será que as pessoas, ao sugerirem números aos amigos para preencher o boletim, o fazem quase num murmúrio? Ó mulher, achas mesmo que tens a chave vencedora? (Se tiveres, parabéns. May all of your teeth rot and fall.)
Faz-me lembrar o Alexandre, pequenino, a ajudar o Pai no Totoloto, a dizer números. "Dois, quatro, cinco" e o Pai "Mais altos" e ele "DOIS, QUATRO, CINCO".
Nós preenchíamos um (dos muitos) que o meu Pai fazia no café da Estrela do Norte, depois do almoço de Sábado, acho. Talvez fosse sexta à noite.
Eu sentava-me em cima dos joelhos na cadeira ao lado do meu Pai e dizia números. Mais altos que os do Alexandre, porque eu era maior e sabia mais. E depois engolia as chicletes todas que a minha Mãe me dava, apesar dos avisos de "Não engulas, ouviste? Não te dou mais, se engolires.".
Aqui está, portanto, a vossa resposta, minhas senhoras.