quarta-feira, março 11, 2009

eu estava a fazer chichi e ele estava a fazer a barba.
"o namorado da M., é fixe?"
ri-me, enquanto me passavam as coisas mais pérfidas pela cabeça.
"é, claro."
a minha hesitação fê-lo perguntar "que foi, não é?"
"é, claro que é, muito porreiro mesmo!" muito mais do que tu, apeteceu-me dizer. mas não disse.
puxei o autoclismo enquanto pensava em maneiras de lhe dizer exactamente o quão porreiro ele é, sem lhe dizer exactamente o quão porreiro ele é.
ele tomou banho e eu saí.

Do Alzheimer

(Isto um dia deixa de ter piada...)
No sábado, escadas do Triplex, ouço o meu nome. "Joana!" Quando me viro para trás, vejo uma cara sorridente a olhar para mim. Familiar? Sim. (re)Conhecida? Não.
Atalhei. "Olá, estás bom?", dois beijinhos, "Por aqui?", ar de espanto. 
Passei o resto da noite a tentar lembrar-me, mas continuo sem saber quem era. Nada, zero, há aqui uma tentativa de memória a querer chegar à superfície, a cara a lembrar-me uma impressão, um local, mas nada, não chega cá nada. E como raio, pergunto-me eu, sabia ele o meu nome?

Vanished

Durante estes dias quase não comi. A fome não era nenhuma e a vontade de comer ainda menos.
Qualquer coisa me põe mal-disposta quando estou doente, seja lá do que for. Como por exemplo a D. N. a contar de como caiu na rampa da garagem dela e se partiu toda há muitos anos. E eu no sofá a tentar não vomitar o que (não) tinha comido ali mesmo.
Qualquer dia desapareço (in more than one way - and wouldn't that be nice?).

Paradoxos

Quando estou doente, não consigo fumar. Ocorre-me que o caminho para uma vida saudável é estar sempre doente.

Chroma

O chá preto é laranja. Eu, que não gosto de chá preto, nos últimos três dias fiz mais chá preto do que uma família de chineses bebe numa semana (totalmente sem pesquisa, os chineses bebem chá preto?). Tanto, que ontem dei por mim a olhar para ele e a pensar que deve ser bom. Felizmente os olhos pediam adstringência, por isso não cheguei a provar.
Os meus olhos, "castanhos" - diria quase toda a gente que me conhece e nunca me viu 1. contra o sol ou 2. recém-chegada de férias com exposição a sol anormalmente forte (uma semana em Cuba, por exemplo), estiveram verdes safira durante três dias. A cor dos meus olhos deu-me vontade de vomitar durante três dias. Devia ser do vermelho-sangue que os englobava.
O céu azul e a luz branca e amarela do sol dos últimos três dias pareceram-me da cor da morte, qualquer aproximação produzia dor. Deve ser horrível sofrer de intolerância ao sol.
Hoje os olhos voltaram à cor quase normal, só a mim me parecem doentes. O castanho está esbatido, já pensei se irei ficar com os olhos cor de avelã. Do verde, nada.
Ou a vida depois de uma conjuntivite.

segunda-feira, março 09, 2009

Oh, vida...

Dois dias de sol fantásticos e eu de vampira. Até a luz do monitor me incomoda, vou recolher-me.

domingo, março 08, 2009

Terror gore

Ver fotos de conjuntivites no Google e Wikipédia.
Não sei se vomite ou se chore, sendo que ambas opções resultariam em dores (ainda) mais acentuadas. Fico assim, já me chega.

Banda sonora do momento

Fighting away the tears, Feist
Ou como a conjuntivite pode ser dolorosa.

Domingo, ao acordar

Eu tenho dois amores... que em nada são iguais..., Gigi style.
Recado do outro lado do cérebro: não tornas a sair à noite.

sábado, março 07, 2009

A ressaca é lixada

Mas quando nem sequer se bebeu, é simplesmente estúpida.
Acho que o curry estava minado... Vou ali fortalecer laços da relação íntima que mantenho com o guronsan e o maço de tabaco que trago na carteira.

Octoverme de sábado ao acordar

(Que é como quem diz quatro da tarde.)
Já fui ao Brasil, Praia e Bissau, já fui um conquistador...
E o outro lado do cérebro: que medo!

sexta-feira, março 06, 2009

Quando nasceu

o pai não me deixava pegar nela. "Quando ela for maior, agora ainda é muito pequenina", cheio de medo que eu a deixasse cair. Não demorou muito até ela ser suficientemente grande para eu lhe pegar e mudar fraldas e levar à casa-de-banho e dar de comer e tomar conta dela, brincar com ela e ensinar-lhe parvoíces. Depois nasceu o irmão e fiquei com eles tantas vezes que já nem me lembro de todas.
Às vezes olho para a (única) fotografia dela que temos em casa, teria 4 anos, e nem acredito como era possível ser tão fofa ou como conseguíamos afastar-nos dela, de gatas por baixo da mesa da sala a dizer "sou um gatuco!" e "quero chouricinho, quero chouricinho!!".
Mais do que tudo, lamento não a ter mimado mais, não ter tido mais paciência, não a ter aproveitado mais quando ainda me cabia no colo e me queria acima de qualquer outra pessoa para a levar à casa-de-banho (tantas parvoíces que lhe ensinei nessas alturas).
Fez 18 anos na terça e pelo meio das mensagens desencaminhadoras (minhas) e cheias de X's e K's (dela), diz-me que precisa de falar. Respondi a verdade, estou aqui para te ouvir quando quiseres. (E sim, levo-te à casa-de-banho se tiver mesmo de ser.)

Almoçar depois da uma

é ter oportunidade de ver a reportagem mais parva do mundo (pá, tá bem, a miúda faz jóias engraçadas, mas se quer dar recados aos pais que escreva, telefone, olha uma coisa nova tão gira que é o email!)
mas a seguir ver o Gael Garcia Bernal na primeira fila de (mais) um desfile (parvo) da Fátima Lopes. (Ui, agora vinha cá o INEM comentar "Caro autor, Os desfiles da Fátima Lopes não são parvos"... Não são pouco!)

Worst feature?

Isso de armarem em MacDonald's com os avisos como se os fôssemos processar por causa de café quente.

Da memória musical

Segunda-feira, 17 de Março de 2008, 17h25
Eu ia a caminho da iluminação e esta música há-de sempre ser o seu hino.

quinta-feira, março 05, 2009

Vou almoçar

Esqueci-me de um sintoma: fome de loba.

Isto de bichos que sangram

Irrita-me o preconceito dos homens em relação ao período das mulheres. A mania que ficamos mais chatas e irritáveis e, principalmente, a sacramental perguntinha "Estás com o período?" quando, por alguma razão perfeitamente justificável, nos exaltamos.
Mas a verdade é que isto de sangrar 5 dias e não morrer tem muito que se lhe diga. Tenho a certeza de não estar isolada ao dizer que sim, fico mais sensível, choro por dá cá aquela palha (se bem que eu sou campeã de choro, medalhas de ouro desde 1992, sem falhar um ano) e fico, basicamente, com a neura. (Adorava ver os homens a ter período: o mundo paráva todos os meses durante uma semana, garantido.)
Outro fenómeno curioso que me assalta, normalmente no primeiro dia, é a falta de sinapses cerebrais. Não sei se o lado racional se desliga para dar lugar ao instintivo ou se as hormonas desatam aos berros com a secção da racionalidade (claramente, uma zona masculina no cérebro de todas as mulheres) até ficarem sem voz ou até a racionalidade se calar, caladinha é que ela está bem e às vezes não há pachorra para estes gajos, pá!
O que quer que seja, tenho (mais) uma certeza: não há (ainda) explicação científica para o fenómeno, basicamente porque a investigação científica deste mundo está maioritariamente entregue às bestas, perdão, aos homens, e eles além de nojentinhos, estão-se marimbando. Mas que ele acontece, acontece. O mais básico dos trocadilhos escapa-me, as conversas ficam todas sem sentido e perco o fio-à-meada mais depressa do que consigo dizer "Tens de me explicar como se eu tivesse 4 anos e estivesse com o período, vale?".
Felizmente não cheira.

quarta-feira, março 04, 2009

Ficarei com os olhos em bico,

mas insisto em ver (sempre) a outra perspectiva: ao menos tenho assunto para escrever.
Reitero: a felicidade não escreve livros.

O problema de almoçar antes da uma

é que tenho de aturar a Praça da Alegria no café.
A Serenella Andrade ainda existe? As coisas que uma pessoa aprende.

terça-feira, março 03, 2009

Do amor fraternal

me: o irmão decidiu dar uma de "interesso-me pela tua vida"
me: e pegou cmg por causa das zonas do passe
mto importante, este pormenor
o passe é Z3 ou Z4?
me: nada de "q tal está a correr o trabalho novo, gostas, q fazes'?"
não!!
Ibidem: socorro!
me: o q importa é o tipo da merda do passe
Ibidem: lolol
me: porra

E depois temos os emails,

que são chatos pra caraças de escrever, especialmente quando temos uma irmã a debitar 300 caracteres por minuto na janela do Gtalk e não sei quanta gente a falar connosco no MSN ao mesmo tempo (ou 8 ou 80, realmente), mas têm espaço suficiente para tudo o que nos apeteça, mesmo correndo o risco de aborrecer de morte o destinatário e, assim, ficar sem resposta.
Pelos vistos ainda não fiz vítimas. E a resposta consolou-me.

Iam três empregadas domésticas sentadas ao meu lado no metro

(Como que a pedir "bloga-nos", está-se mesmo a ver.)
Entre os muitos "dei a ferro três máquinas de roupa" e "sábado limpei a minha casa toda antes do meio-dia" (caraças, de facto há gente no mundo a trabalhar muito), uma delas chama a atenção das outras para o rapaz que ia de pé junto à porta.
"Tem as mãos escondidas", diz uma. Eu a pensar ui, estas são frescas, mães de filhos - uma delas avó -, e só estão a ver se o rapaz, por sinal bem giro (ó gaja, era um miau!, quase que o convidei para éclairs), é casado ou solteiro. Nisto, a mais descarada remata "Não vai durar muito tempo sozinho".
Esperemos que não, esperemos que não.

Construir puzzles

Quando não se pode dizer o que se quer, faz-se o quê? Onde está a válvula de escape? O assobio da panela de pressão? Mil folhas em branco não me chegavam.
E as sms são demasiado pequenas para lhe perguntar coisas iluminadas sobre o universo e o que raio andamos aqui a fazer.

O universo dá,

o universo tira. Dá socos no estômago, mas tira-nos o fôlego e a vontade de pensar em certas coisas distorcidas do género de ai, se calhar e tal, até era assim coiso, ou não, mas vamos lá, ou então espera..., olha, que se lixe, butes e depois merda.
Mas ainda me dói o estômago.

You pray for rain

I pray for blindness.

segunda-feira, março 02, 2009

Há um gato preto que gosta muito do nosso terraço. Já o apanhei várias vezes a passear-se por aqui, normalmente em dias de sol.
Hoje de manhã, quando cheguei a casa, dei com ele encostado à minha janela, todo satisfeito. (Cheirou-lhe a coisas boas que emanam daqui, na certa.)
E depois fiquei a olhar para ele e a escrever isto, em vez de vestir o pijama e deitar-me, porque não sabia como fechar a janela sem o assustar.

O Universo, esse gajo, pá!

Já andava calado há uns tempos. Entre sexta e sábado encheu-me a caixa de mensagens, ligou-me, berrou e deu-me um soco no estômago. Filho de uma grandessíssima vaca, essa merda doeu!, apeteceu-me dizer-lhe. Mas não disse, porque ao Universo não se levanta a voz.

Ao domingo de manhã

só se vêem bicicletas na rua, equipas inteiras de ciclistas.
Em minha defesa, tenho a dizer que dancei toda a noite.

Dois em um

Octoverme das... quê, 7h30 de domingo?
I want to live like common people, I want to do whatever common people do
I want to sleep with common people, I want to sleep with common people like you.
Octoverme das 7h32 de domingo:
You'll never live like common people
You'll never do what ever common people do

SMS às 9h da manhã

"Achas que o Universo só nos dá aquilo de que precisamos?"
Resposta dele:
"Inevitavelmente será sempre para o nosso melhor, mas é preciso aprender com os erros."
E depois dormi melhor.

Octoverme de sexta, aí pelas 6h da manhã:

Come on hide your lovers underneath the covers.
Ou a banda sonora perfeita: Arcade Fire - Rebellion (lies)

domingo, março 01, 2009

Na sexta percebi:

não há sítio melhor para ouvir música marada do que a Casa da Música.
Ou
A sala Suggia da Casa da Música é perfeitamente sinistra. Sentimo-nos como ratinhos de laboratório dentro de uma caixa com janelas, os observadores a passar lá em cima, nos lados. Mas sem sabermos que estamos dentro de uma experiência.
Ou ainda:
Pá, "música contemporânea" é código para "cada um toca para seu lado e matou-se a melodia", não é?

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Recuperada: No café

Na mesa ao lado da minha (e aqui um pequeno aparte para dizer como é bom poder tomar café com tempo, sem pressas, numa esplanada no meio de um jardim, ao sol), dois homens falam do carnaval do Rio. Pelos vistos, um lugar nas tribunas do Sambódromo custa qualquer coisa como 25000 euros.
Diz um: "Não achas um exagero?!", ao que o outro responde: "Um bocado..."
O primeiro volta à carga, agora num tom de quase desdém: "Aquilo deve ser uma loucura, distribuem preservativos por todo o lado, as mulheres meias despidas... Aliás, parece que elas são umas malucas, chegam ao pé de ti e despem-te. Mesmo! Mas é preciso ter cuidado, porque algumas..."
Passam uns segundos e ouço: "Mas até gostava de lá ir uma vez."
Jura?

Eu sei,

toda a gente caga. (Faz cocó, para os mais sensíveis.)
Mas quando um colega de trabalho que conhecemos há dois dias se dirige para a casa-de-banho e volta atrás para levar uma revista mais recente com ele, é difícil não ficar a pensar que, enfim...
ele foi cagar!

Ontem, na cama,

apercebi-me de que isto não é um botão de on e off: cortei o cabelo e perdi o cabelo comprido. O pânico durou uns milésimos de segundo, até me aperceber (também) de que não há nada a fazer e de que gosto mesmo de ter o cabelo mais curto.
Algo de muito errado se passa comigo, agora dei em aceitar a vida como ela é.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

A pessoa que,

sendo embora pequenina, seja do Porto, tem pronúncia de adulto.

A minha canção do Variações

é, decididamente, O Corpo é que Paga.
(Em Ovar.)

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Excepcionalmente,

hoje as conversas mentais tiveram interlocutor. Ou destinatário, que ele também não respondeu nada.

Pior

do que uma armadura, é o interior gelado. Ou seco.
Algo entre o cinismo e o cepticismo.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Às vezes,

pior do que não poder fazer o que se quer, é não saber o que se quer fazer.

domingo, fevereiro 22, 2009

Gargalhada das 3h da manhã

Encontro duas amigas num bar, uma delas diz que tem uma coisa para mim e dá-me dois cartões de visita do seu novo gabinete de psicologia.
Eu: Estás a dar-me dois.
Ela: Eu sei, é de propósito.
Segunda amiga: É para filtros.
Eu: Para filtros nada, são para guardar! - enquanto reparo que o papel também não é propriamente o melhor.
Ela: Olha, sabes o que me disse um amigo? "Então fazes cartões em papel laminado? Isto assim nem para filtros dá!"

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Havemos de ir a Viana

Vocês não sei, mas eu vou hoje. Para a melhor das companhias (top5, pronto, não fiquem ciumentos), que já me disse que vou ficar ao lado dela no jantar e também "Vê como é que te portas hoje", cheia de medo que a prima dois anos e sete meses mais velha a envergonhe à frente dos amigos.
Eu porto-me como a tua prima fada-do-lar ajuizada, don't worry, disse-lhe.
Depende de ser ou não a designated driver, já que ela é a birthday girl, digo-vos.

No mínimo

Ao chegar a casa ontem à noite (tudo silencioso porque Mãe a dormir e irmão fora), por um acaso que se prende com a localização da caldeira (que eu pretendia ligar), entrei na cozinha e ouvi um ruído. (Fosse eu o trabalho e teria logo perguntado "O que é éta xom?"...)
Às escuras, vi as luzes do fogão acesas. Choque, horror, havia uma panela no fogão ligado! Tudo queimado, desligo o fogão e encho a panela de água. Eram onze e meia da noite.
Quando questionada sobre o mistério da panela, qualquer pessoa responderia "Ai, que me esqueci!!". A minha Mãe? Não, a minha Mãe não, há que ser original.
"Mãe, quando cheguei a casa o fogão estava ligado, a panela ficou toda queimada..."
Resposta: "Estava no mínimo."

Nos Disney DVD's

(e Disney Blu-Ray's, já agora), as Disney Princesas também dão Disney Peidos, especialmente quando estão com o Disney Período?

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O trabalho

Um sol fantástico lá fora e ele começa logo a chorar assim que lhe digo que vamos à rua.
"Vua não!!", seguido de buáá com lágrimas. "Rua, é rua", digo-lhe eu, que ando numa de lhe corrigir a fala.
Desligo a televisão (que é onde normalmente o encontro quando chego), mais choro.
Mas levanta-se quando lhe digo "Vamos vestir o casaco" e, sempre a chorar e a dizer "A vua não" (rua, é rrrua), estica os braços para eu lhe vestir o casaco.
A mim dá-me vontade de rir.

E disto





O pátio do hostel.

Mas gosto ainda mais disto

Recantos agradáveis e pormenores cheios de gosto. No hostel.
P.S. Gostei especialmente das janelas tipo fenêtres. Lindas!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Simbiose





Tocar os dois ao mesmo tempo.

Disto é que eu gosto no turismo




Recantos pitorescos e lojas cheias de charme.
Andar nas ruas e (tentar) perceber o dia-a-dia dos habitantes, as baguettes na mão, os passeios de fim-de-semana, os mercados, as lojas, a vida da cidade.

Coisas lindas que eu aprendi sobre Marselha

Igreja da Notre Dame de não sei onde vista do Forte de não sei quê

Forte de não sei quê visto do Forte de podióchamá-lo

Forte de Podióchamá-lo visto do monte de sabe-se lá onde

Idem, idem, wider view, mais acima no monte

Marina e cidade vistas de já não me lembro onde

Coisas chatinhas do turismo (em Marselha)





Ver carradas de monumentos, a maior parte deles igrejas, só porque sim.

A dança do muco

À parte a falta de olfacto (can you say anósmica?), esta chamada alergia que me acompanha para a vida não me chateia muito. Pó, pólen (já aqui o disse), gramíneas e o que mais vier, atchim e 'tá tudo. É pena não testarem as mudanças bruscas de temperatura. Aí é que ia ser ver o meu braço a inchar, a inchar.
Vem esta benesse de Primavera fora de tempo (pode ser bom, pode ser mau, como no conto zen), eu apanho três raios de sol na tromba e pimba!, entope-se o nariz, comicham-se os ouvidos e inflama-se a garganta. De modo que é assim, ando enjoada e entupida e cavernosa e pigarreenta desde domingo de manhã e hoje estava demasiado mal-disposta para aproveitar uma tarde de sol em dolce fare niente numa qualquer esplanada de Matosinhos, pode ser ao lado de uma saída de esgoto, sim senhor, que eu sou anósmica.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Acabei de receber

um pedido de amizade do parvo do hi5 de um idiota de 59 anos que tem a conta cheia de fotos de miúdas novas e, pelos vistos, não tem vergonha na cara.
Sinceramente, 59 anos?? Vou mudar a foto daquela porcaria.
Better yet, vou fechar a minha conta.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

O perigo da pressa

"Ouvir dizer que o mundo acaba amanhã
Fui eu quem virou as páginas na pressa de chegar até nós"
Ornatos Violeta, Ouvi dizer

domingo, fevereiro 15, 2009

Há dias,

o trabalho estava a fazer uma birra gigantesca para dormir. Eu tinha ido ao café e cigarro na varanda, já que ambos os pais estavam em casa, altura em que me transformo na mais odiosa das pessoas para ele.
Quando voltei para dentro ouvi-o aos berros na casa de banho com a mãe, e ela já a perder a paciência com ele, nem dizia nada. Peguei nele, contra a vontade, o que é virtualmente impossível, e subornei-o. "Anda comigo, vamos procurar a tua chucha. Queres vir?" Parou de chorar o tempo suficiente para me entender, saltou para o meu colo e abraçou-se ao meu pescoço cheio de carinho, o que quer dizer que quase me estrangulava com o entusiasmo.
"Tu gostas muito de mim, não é?", disse-lhe a rir-me, ele a apertar mais e eu a pensar que 5 segundos antes estava louco no chão a espernear.
Enchi-o de beijos a caminho do quarto e deitei-o. Vou ter muitas saudades dele.

Dilema de substância

Quando nos marcam as vodkas a dois euros, em vez dos regulamentares cinco (seis, se for Smirnoff, que era o caso),
é hora de descobrir sítios novos ou é de aproveitar?

Na sexta, boarding on saturday,

disseram-me
"O teu blog é mesmo para mulheres." Tenho de calar a a., pensei eu.
e
"O teu blog está um bocado cor-de-rosa."
Eu gosto de cor-de-rosa, respondi eu a sorrir (foi antes da má caipirinha, ainda havia razões para sorrir).
Conclusões: esta cor aflige os olhos ressacados. E não sei quê.

sábado, fevereiro 14, 2009

A lata da minha Mãe

Foi para Trás-os-Montes e levou o creme dos olhos. Que é dela!
E agora gamo creme dos olhos a quem?

Passei a manhã a sonhar em stereo surround

Primeiro era o telefone que tocava, mas o sono era tanto que eu não quis saber. Não havia chamada nenhuma.
Depois ouvi a minha Mãe, que não está cá, a tirar a louça da máquina que, além de não estar cheia, não tinha lavado. E as forças para ir avisá-la que a louça não estava lavada? Viste-las!
Finalmente o telefone tocou mesmo, com a notícia que me fez repensar a decisão da viagem. Mas pouco, porque a dor de cabeça era demasiado grande e latejante para conseguir pensar muito.
Os copos ontem só foram três, mas incluíram a pior caipirinha que já bebi na vida ("Ó menina, isto não tem limas!" "Ahhh, pois não, desculpe." "Olhe, também precisa de mais açúcar...", que o travo impossível a cachaça era demasiado forte para começar a noite, "Ai, desculpe, esta caipirinha está azarada.", quando já se tinha acabado a sexta-feira 13, mas tá bem) e não sei, acho que estava calor.
Como cura, jantar de amigos na sala que podia ser o meu carro e olha, mais copos.

Antes de ir,

tempo ainda para um copo. Ou dois.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Vou pra lá

Ver o Km 150, o sol do Reino Maravilhoso, a Serra de Ala e o Avô, razão principal de tudo.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Ainda não tinha três anos

e viu morrer-lhe a família toda na mesma semana. Foram a enterrar no mesmo cortejo.
O primeiro a ficar doente, com a gripe pneumónica que vitimou quase 30 pessoas na aldeia, foi o único que sobreviveu. Quando as pessoas entraram em casa para ver a mãe morta, o pai, já quase a ir-se também, pedia a todos que não lhe pisassem o bebé, que estava atrás da porta. Era o meu avô.
A mãe, mais a bebé de 6 meses que trazia na barriga, o irmão mais velho, Luís, e depois o pai, morreram. Só morriam os novos - os meus bisavós teriam pouco mais de 20 anos.
A imagem mais dura de toda a história era contada por uma vizinha da família, a Tia Prazeres, que se lembra dele à esquina da casa a chorar depois do enterro.
Ficou com uma tia que vivia numa aldeia vizinha e viu os bens a serem-lhe tirados, um a um, colchas de linho, fios de ouro, terras, animais, pelo tutores.
Pouco depois de fazer 10 anos chamaram-no para trabalhar noutra aldeia, a alguns 10km de onde vivia numa casa cheia de gente e de fome, mas com tanto amor que, passados poucos dias, ele fugiu com as saudades. Voltou para o patrão sob uma condição: um saco de trigo para a tia poder fazer pão para os filhos.
Toda a minha vida o conheci de poucas mas acertadas palavras. Ao contrário do que seria de esperar, foi sempre bem-disposto e piadético. Acho que as gargalhadas ainda sabem melhor assim, quase roubadas, a graça inesperada.
Quero lembrar-me sempre dele assim ou, pelo menos, acabado de se queixar de uma dor na perna, quando estava internado, a dizer-me "Estou capaz de dar uma corrida".

"Os homens são parvos que se fartam"

Couldn't agree more.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Desvio

Ontem, à vinda para a explicação de inglês (pelos vistos não sei tudo, ahahah), efectuei um pequeno desvio de ordem emocional: ver o liceu a hora de aulas.
Se calhar isto não é igual para todos os meus antigos colegas de casa, mas nem sempre consegui (ou consigo, ainda) separar a casa da escola. Ver a escola, mesmo em tempo de férias, era como ver a casa, como estar em casa.
Tive vontade de entrar e ir ao pavilhão C ver se ainda estava lá a Dona Emília.

No planeta Arret, do outro lado de espelho

As pessoas são comprometidas por definição, ouvindo-se muitas vezes a pergunta "quando é que ficas solteiro(a)?" entre amigos.
O dia 14 de Fevereiro é um dia clandestino, não há cartões com grandes corações vermelhos e ursos de peluche a dizer "I Love You" nas montras das lojas, mas abundam os cartões inscritos de "Vou deixar-te" e "Até nunca!".
Ser um casal, no planeta Arret, e sair para jantar fora, de mão dada, ou tomar café e beber um copo, não é socialmente bem visto. Jantar fora em mesinhas de duas pessoas, restaurantes cheios, tudo a pares, não se faz.
Mas há um sentimento de frustração e rebeldia social a despontar...

When I grow up I want to be a detective

Mais do que jeito para lhe ensinar inglês (as barbaridades que se escrevem nos livros escolares, minha santa Barbara Cook!), a verdade é que consigo descobrir tudo.
Não tenho olfacto, mas tenho faro.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Cinco minutos depois

de sairmos de casa, "o banco, tou 'xado".
Ora abóbora, puto, então eu trago-te à rua a ver se gastas as energias para as birras e já te cansaste? I will have none of that, quis informá-lo, mas receei causar-lhe traumas profundos irreversíveis.
Vamos correr?, aliciei.
Tu 'panha-me e eu fujo, foi a sugestão dele. (Coitadinho, ainda não sabe atribuir a ordem das coisas.)
Pensei no que poderia dizer-lhe para o assustar e fazê-lo correr à minha frente e, embora gritar-lhe "tu nunca me ouves, não te interessas pelo que te digo, não queres falar de sentimentos, casa comigo!, vamos ter filhinhos, apanha a roupa do chão, não sou tua criada!" me divertisse muito mais, optei pelo simples sopro de lobo mau.
Nem sabes o que te espera, puto.

estás enganada

(desta vez fui eu que puxei conversa)
hãn? (já perdi a conta às vezes que lhe disse não digas hãn?)
cheguei à conclusão que estás enganada em relação às nossas fases.
ai sim? (ar de convencida) então porquê? (ai, aquele sorrisinho irritante)
porque, minha querida (eu também sei fazer isso, com quem é que achas que aprendeste?), nós vivemos sempre lado a lado. maria-rapaz com maria-fada-do-lar que gostava de cozinhar no lume nas panelas de brincar e de fazer tricot.
ah... não me lembrava.
lá está, és de memória curta.
depois ela amuou, de beicinho perfeitamente formado, e fechou-se no quarto - tenho uma adolescente.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Da sondagem efectuada

conclui-se que os homens é que são burros. E que a misogenia grassa neste país e é tão contagiosa que até feministas puras como eu se põem a fazer sondagens parvas para se esquecerem que têm um cigarro apenas e não têm como ir comprar mais, que o pai do trabalho (que dorme a sono solto) não veio almoçar.

olha, vou-me embora

ele anda a sentir-se negligenciado
e eu n posso perder o único gajo da minha vida que me deixa ficar em cima dele o tempo que quero, nunca se importando a q horas chego ou com quem estive
e nunca me acorda qdo estou a dormir

(O casamento entre mulheres e sofás será permitido?)

Black something


Lullaby, The Cure
Fits the mood.

sábado, fevereiro 07, 2009

sabes?, estive a pensar

(voltámos ao mesmo, pensei eu) ai sim?
sim. isto é assim uma espécie de luta, às vezes fico eu por cima, às vezes ficas tu.
(alusões a sexo lésbico? agora é que se passou mesmo!) como assim?
então, em miúda eras maria-rapaz, corrias tudo com o teu irmão e os amigos dele.
verdade, belos tempos.
ainda não acabei!
ah, desculpa. (mau-feitio)
na adolescência (e olhava-me com aqueles olhinhos semi-irritantes de "ai atreve-te a abrir a boca que eu digo-te" e eu calada) eu ganhei, felizmente., toda contente a gaja.
ah. então e agora?, perguntei eu assim que vi que ela tinha finalmente acabado.
agora não sei.
brilhante, doutora watson.

Estava sempre a dizer-me

"Sim, eu estou bem. A sério, estou óptimo." Nunca se permitia mostrar o que sentia, o que lhe passava realmente na cabeça, o estado em que estava. Alguém, algures, o convenceu de que tinha de representar sempre aquele papel, estar bem. Ou ele convenceu-se a si mesmo.
A exposição era para quadros. Ele estava bem. E assim continua.

Reggae Roots II

É bom ver que as pessoas não mudam. Crescem, arranjam trabalho(s) e não ficam paradas no tempo, mas não mudam. São sempre elas mesmas. Pessoas muito iguais a si próprias.

Reggae Roots

Ontem comemorava-se o aniversário do Bob Marley.
E eu só conseguia lembrar-me do Sudoeste, de Sagres, o pó, o cabelo transformado em rasta integral, a vida muito mais simples. Sem copos de vinho altos e mesas postas com atenção ao detalhe, mas uma vida muito boa (também).
Desejo tardes de sal na pele e o calor do sol a aquecer o meu copo de vinho de pé alto.

Click das 22h30 (ontem)

Na escala dos dias, o de hoje foi bom. O trabalho correu bem, fez chichi quando devia, dormiu sem história (e sem birra) e, de um modo geral, esteve-se bem.
E que melhor depois de uma entrevista do que beber minis e estar com a amiga para festejar?

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Anda, olha ito!

No Panda está a dar um vídeo foleiro de uma loura desenxabida e dois bebés gordos a cantar o "Joana Come a Papa" com voz de putos. Ele chama-me para ver, todo contente porque reconhece a música que eu às vezes lhe canto.
Eta é tu, ete sou eu, diz enquanto aponta a loura desenxabida e um dos bebés gordos.
Eu não sei além do 4, 5, 6 era uma história de reis e uma colher de papa, mas aquele 16, 17 mais uma pinga no babete não me convenceu.

O amante das sibilantes

Gostava tanto das sibilantes que se demorava a libertá-las dos lábios, numa espécie de beijo prolongado no pescoço.

Et Lady Di,

vous croyez qu'il vont faire la même chose pour Lady Di?
revisto e corrigido

Masoquismo(?)

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Armazenar para o Inverno

Ou o tempo muda, ou vou ficar redonda não tarda.
Ou (ainda)
Não, isto não são avelãs dentro das minhas bochechas.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Quando o telefone tocou de manhã

eu confesso que ao início não reconheci o som. Aliás, tão embrenhada estava no sono que até me deixei dominar por sentimentos de afecto pela música do telemóvel. "Ai, que lindo que ele é", pensei eu antes de acordar finalmente e perceber que o filho-da-mãe estava a tocar e era preciso atender.
Do outro lado, a Madrinha. Sabes do teu Pai e outras que tais. Liguei-lhe e também o acordei, coitado. Depois a preguiça foi muita para me levantar, ir buscar o telefone de casa e ligar à Madrinha a dizer tudo ok, Pai estava a dormir.
Quando lhe liguei finalmente, enquanto tentava vestir-me para o trabalho, não sei como entrámos em conversas profundas e foram 17 minutos que eu gostava que pudessem ter durado 17 horas. A reter, a frase mais bonita dos últimos tempos: "Eu quando estou ao vosso lado, não tenho dores, não tenho preocupações." De alguém que nos ama a sério, claramente.

Coisas lindas que se aprendem a ver o Panda


Dragon Hunters - soundtrack by The Cure

Gostava tanto de acreditar em coisas que não acredito

me: n vejo padrão nenhum
mas eu preciso de mudar de lentes
(e o tio Zé, achas q, sendo possível, ele sabe que pensamos nele?)
Mana: acho que ele nao sabe
mas eh imortal nos momentos que o recordamos
Eu queria mesmo acreditar que sim, pelo meio das lágrimas nos olhos.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Lovesong

Ia dizer que foi graças a uma paixão no 8º ano que fiquei fã de Cure, mas lembrei-me agora que ele tinha era uma t-shirt que dizia Revolution, dos Beatles, e eu aprendi a letra da música numa tarde.
Seja como for, lembro-me que ele também gostava de Cure, o que me interessa muito mais para o post.
Eu andava no 8º ano e ele no 10º: perfeito, portanto, para os parâmetros de adolescente. Tinha uma vespa cor-de-rosa e era fofo até mais não. Acho que foi o único Zé de quem gostei na vida, se descontarmos o tio que eu adorava como sobrinha (e em quem penso muitas vezes). E nessa altura eu acreditava mesmo, como os Cure me asseguravam, que era possível gostar de alguém para sempre. (However far away/I will always love you/However long I stay/I will always love you/Whatever words I say/I will always love you/I will always love you)
Tenho saudades da Aval de Cima. Há dias passei lá, desvio a que não resisto sempre que me encontre perto o suficiente. Foi mais chocante do que no início. Pareceu-me apenas um regresso de férias, os carros na rua e a vida que continua a existir mesmo quando não estamos lá para a ver. Quase estacionei e peguei na chave com o F de marca. Acho que as casas se amam para sempre.

De hoje

Hoje cheguei (muito) atrasada ao trabalho, que estava na banheira. Enquanto eu tirava o casaco, o trabalho saiu da banheira sozinho e veio a correr para o corredor, todo despidico. Mandou um senhor tralho no chão e queixou-se um bocado, altura em que eu tentei elucidá-lo acerca das propriedades físicas do chamado "corpo completamente molhado" que impossibilitam a circulação no bem conhecido "chão envernizado".
There's never a dull moment.

O post imediatamente abaixo publicado

não invalida (nem condena) a minha origem trasmontana, muito pelo contrário: se não vivo no Reino Maravilhoso, então ao menos que viva numa cidade a sério.
E sim, eu adoro o Porto.

Puzzle

Porquê as saudades de Lisboa? Porque Lisboa tem imagem de cidade internacional.
Não fui feita para viver fora de capitais, está visto.

O guarda-chuva de catorze anos

Ninguém acredita quando digo que aquele guarda-chuva vermelho tem catorze anos. Tenho-o desde o 8º ano, se bem que pode ser desde o 10º (não me perguntem porquê) - seja como for, tem seguramente mais de dez anos. Tem o tecido a desfiar, uma linha cinzenta no lugar de uma vermelha a prender a uma vareta, mas funciona impecavelmente.
Como é que é possível, tu não perdes guarda-chuvas?, dizem as pessoas, incrédulas.
Não. Eu não perco nada, nem um gancho. Ou perco (perdi o ano passado em Maio um brinco de um par que tinha desde o 7º ano, acho; não chorei, mas tive vontade) e depois fico louca a tentar encontrar o que perdi.
Já a compostura, perco muitas vezes. É dos azeites.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ultimamente

todos os blogs novos que abro são de autores de livros. Não escritores que tenham, além das palavras em papel, um blog, mas de autores de blog que têm livros publicados.
Não sei se a pergunta correcta será esta, mas é assim tão fácil publicar um livro ou o (parvo do) Universo anda a mandar indirectas (foleiras)?

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Venham as fotos

e eu mostro-vos o prazer de hostel em que fiquei em Marselha.
No sábado à noite decidimos monopolizar a cozinha, mediterraneamente por volta das 19h. Aquilo não era carne nem peixe, tortilla pré-preparada com salada de alface, canónigos e tomate, baguettes para rechear com pasta de atum ou carnes frias, queijo e salmão fumado. A única parte realmente francesa era o branco de Bordéus por €2,49 do Dia. Tudo óptimo, mesmo o vinho que não perdia em ter sido mais caro.
Depois decidi armar-me em let's meet people, completely out of character, e convidei o australiano que afinal era neo-zelandês para vir lá para fora beber umas biéres connosco. People are endlessly interesting, I would say.
Mais tarde chegou a entourage francófona com um búlgaro de Paris, um francês que nos entendia as algaraviadas quase todas e uma francesa, como dizê-lo, francesa. Bonita, simpática, francesa. Infelizmente, insistiam em falar inglês enquanto a minha entourage falava de mim e da minha pronúncia.
Tenho de perder este hábito de conseguir falar com uns e ouvir outros a falar de mim ao mesmo tempo.

Disseram-lhe a ela

(e por isso não o vou usar como título)
que está (algures) entre a Sé de Braga e Nova Iorque. Disse-me a mim depois que estou ao lado dela. Concordei. E acrescento:
seja da idade ou da maturidade (que é a mesma coisa, convenhamos),
estou entre chorar baba e ranho só porque sim e beber um copo de vinho e não se fala mais nisso.
O que é o mesmo que dizer que vou curando (nursing) as neuras com cigarros.
Quando chegarão os copos de vinho?

Com a neura

dá-me para tentar encaixar coisas em gavetas etiquetadas e generalizar o que não é generalizável, ou estás deste lado ou estás contra nós, quem quer que nós sejamos.
O problema de me conhecer tão bem é esta lógica distorcida e propositadamente errada já não me enganar e, portanto, dou por mim a perceber que vivemos numa imensidão gigante e infinita, sendo esta Terra apenas um grão de areia no Universo que, afinal, é finito.
Gosto de paradoxos. (E de chocolate.) E quando a minha cabeça parece dar um nó cubista por me obrigar a ver todas as perspectivas, à Calvin, lembro-me de fumar um cigarro e sinto-me melhor.
Anda cá, LM bleu.

Neura

Isto ajuda. E não me perguntem porquê.

Baguette withdrawal

Ou
O meu francês precisa de ser ressuscitado.

De Marseille

Os marseillais são loucos. Conduzem como bons franceses, ou seja, mal e depressa. E não páram nas passadeiras. Quando confrontados com peões, desviam-se. Quando não podem desviar-se, apitam.
Conclui-se que os condutores portugueses são umas bestas mais pequeninas, que ao menos deixam passar as pessoas de vez em quando.

domingo, fevereiro 01, 2009

Fumer peut diminuer l'afflux sanguin et provoque l'impuissance

Lá na França o LM bleu custa 4,80. Porra!
Dá-me cá um abalo ao pífaro, isto de l'impuissance...

Fumer nuit gravement à votre santé et à celle de votre entourage

Lá na França há LM bleu.
E a entourage fumava prá frente comigo.

Agência de Viagens Soninha

Abusou dos doces no Natal? Anda a digerir o peru até agora? Faça uma viagem com a Agência Soninha! Viagens Soninha, vá um fim-de-semana para Marselha e perca 2kg!
Agência de Viagens Soninha, a agência low-cost (porque o caminho se faz sempre a pé)!
Au soleil, sous la plui, à midi ou à minuit, Agência de Viagens Soninha, et allons-y!
Não garantimos o plano de emagrecimento se comer naquele sítio dos hamburgueres e andar sempre a dar nas bolachinhas, mas garantimos que comerá laranjas, muitas!

Sod London

Je veux habiter à Paris.