quarta-feira, novembro 28, 2007

Puído

Num relance distraído às calças do meu pijama, descubro que durmo com roupa puída.
O choque abranda quando constato que o mal está para já circunscrito à peça inferior, embora a camisola apresente óbvios sinais de dias melhores.
Como é que isto aconteceu? Em que lavagem deixou o meu pijama de ter cores vibrantes e tecido integral? Quando começaram este pequenos cortes que expõem o interior da cintura?
Quero saber datas, factos, momentos e definições, mas é impossível, estas coisas vão acontecendo aos poucos e sem avisar, vão chegando e fazendo mossas, chamem-lhe tempo, desgaste mecânico ou mesmo data de validade.
Podemos nunca saber a razão.

segunda-feira, novembro 26, 2007

De cu tremido

Tenho uma amiga que usa a expressão "De cu tremido" para se referir às descansadas viagens de carro que se fazem no lugar do passageiro, sem preocupação alguma acerca do destino ou do trajecto a fazer.
Eu gostaria de cunhar um novo significado desta expressão, que se aplica perfeitamente a climas e condições atmosféricas como as que me rodeiam de momento.
Assim, o cu tremido de outras viagens passa a ser o resultado de quem anda numa qualquer rua do Luxemburgo em pleno Novembro com casacos curtos demais para tapar o derrière.
Isso sim, é um cu tremido - mas do frio!

Obviamente,

ninguém fica bêbedo ao terceiro copo de champanhe, por muito bom que ele seja.
No meu caso, foi ao segundo.

Not so drunken blogging

O que escrevi, mesmo que gramaticalmente incorrecto, a falta de acentos, ainda soa bem.
O champanhe era bom (e nao era espumante, nao) e o facto de apanhar pielas e ir depois comer maravilhosamente parece-me um excelente modo de vida.
Play it again, Sam!
Conclusao: ainda devo estar bebeda. And it feels right. ;-)

domingo, novembro 25, 2007

Drunken blogging

Ao terceiro copo de champanhe estou bebeda.
Longe vao os tempos de Vila Real, em que uma noite inteira de vodkas me deixava apenas ligeiramente alegre.
Acho, no entanto, que isto e uma especie de bencao, porque e muito mais facil e agradavel estar bebeda ao terceiro copo de champanhe.
Uma pessoa ri-se mais, sente-se mais indignada com as parvoices do mundo e goza mais a ligacao extraordinaria que tem com uma amiga de longa data que parecia estar perdida.
Acha ainda, a tal pessoa bebeda, que e admissivel escrever num teclado sem acentos, que parvos sao os ingleses, dear me!
Ah, e obviamente, escreve no blog um monte de incongruencias que acha terem muito sentido e que, convenientemente, achara completamente estapafurdias no dia seguinte.
Long live drunken blogging!!
Agora vou jantar que esta a ficar frio.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Inverno

Do Inverno que agora chega e me lava o carro todas as noites e me acorda com estrondos de água e me arrepia a pele mal habituada, percebo que isto é o Outono e que o Inverno é muito mais escuro, muito mais frio e muito mais longo.
Desejo o Inverno límpido e cristalino que já não encontro aqui.
Vou atrás dele, certa de que o calor e a luz estão também à minha espera.
Ela é parte de mim e ainda bem que a tive.

terça-feira, novembro 13, 2007

Só para poder usar a tag "No Café"

e para poder contar como no Sábado de manhã bebi um cappuccino delicioso no sítio do costume (se bem que não sei se posso chamar "costume" a um sítio onde não ia há meses, mas adiante), partilho convosco uma crença que partilho, aliás, com o meu irmão.
A de que para cada actor ou actriz brasileiros há um sósia correspondente em Hollywood, sendo que o contrário também se verifica.
Esta teoria seria mais facilmente exemplificável com fotos quentinhas do Google, mas como há quem trabalhe, as fotos terão de ficar para mais tarde.
Outro post.

Sensação fantástica

é vestir umas calças skinny tight e... servirem!
Sensação esta somente superada pela emoção de ter de pedir um tamanho abaixo, porque as primeiras eram "grandes".
;-)

quinta-feira, novembro 01, 2007

Aeroporto de Lisboa

(Nas mesmas escadas onde há 5 anos em Agosto me despedi dele por um ano e mais de 3500km, hoje despeço-me para sempre.
Já chorei tudo, hoje sorrio.)

O mundo virou-se ao contrário

Como um acidente de carro, deu não sei quantas voltas, capotou e chiou.
Eu ainda estou a sair dos destroços, mas já vejo o brilho e a luz.
Vejo amigos e cães numa praia de mar azul de energia.

quarta-feira, outubro 24, 2007

domingo, outubro 21, 2007

Escatológica

Depois de uma ida à casa-de-banho, constato que a velha máxima de "Não comas aquilo cujo nome não consegues pronunciar", aqui com a adenda "Ou cujo nome não consegues memorizar mesmo depois de to terem dito 3 vezes", continua válida.
Observai esta máxima, meus filhos, ou vereis o jantar do dia anterior da pior perspectiva possível!

sábado, outubro 20, 2007

Qual é a diferença

entre as 8h da manhã de um dia útil e as 8h da manhã de um sábado?
Também não sei, tenho demasiado sono para conseguir raciocinar.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Há tanto tempo

que não vinha para casa a horas decentes que hoje pensei que me tinha enganado na rua.
Isto antes das sete está cheio de vida!

quarta-feira, outubro 03, 2007

A diferença entre a adolescência e a idade (jovem) adulta

Há mais de dez anos atrás, ver um jogo de futebol de amigos era o ponto alto da minha vida, em termos hormonais.
Hoje em dia? Os bancos são duros e já faz um frio que nem vos conto!

Um homem normal

a jogar futebol de calções é um anti-clímax para qualquer um.
Além disso tinha-me esquecido dos pompons em casa...

Depois de ver um jogo de futebol de amadores

cheguei à conclusão que os homens a jogar futebol são como as mulheres a pôr creme no corpo: fazem-no para se exibir.
É claro que também pretendem hidratar a pele ou, no caso dos homens, divertir-se e marcar uns golos.
Mas é principalmente para se exibirem.
Especialmente quando têm assistência.

terça-feira, outubro 02, 2007

Ah,

para o caso de haver dúvidas, estou viva.
Tenho a garganta inflamada e uma ligeira dor de cabeça, mas no geral estou viva.

Se fosse possível

escrever no blog directamente a partir do carro, no meio do trânsito, quando a maior parte das (boas) ideias me ocorrem, este blog estava cheio de posts.
Assim sendo, têm de contentar-se com o que há.
(A memória também não abunda, não, não.)

quarta-feira, setembro 05, 2007

A dieta por omissão

(E sim, ando a pensar nisto há muito tempo e não, não me envergonho do tempo que já perdi, que isto não pode ser só marcar entrevistas e encomendar bolos e sandes e espalhar fruta, bananas, bananas, só querem bananas, que macacos!)
Cheguei à conclusão de que ando a fazer dieta por omissão.
Uma espécie de pontos "Weightwatcher", mas negativos pela positiva.
Por cada sobremesa que não como, 5 pontos.
Por cada chocolate a que resisto, 7 pontos.
A cada bolacha que pretiro em função de uma peça de fruta (nunca banana, não posso ver bananas à frente), 10 pontos (3 extra pela opção saudável).
Emagrecer não emagreço, mas ando iludidinha que é um mimo!

A pessoa que,

inadvertida ou irresponsavelmente, prepara uma máquina de roupa e constata, surpresa e irremediavelmente, que 95% do seu vestuário é da cor verde, muito embora de variadas e diferentes tonalidades, e que 100% desse vestuário verde tem manchas na frente, ri-se de quê?

quinta-feira, julho 26, 2007

Tenho três coisas novas

Uma tem três semanas e mais de 3000km, outra tem quase uma semana e mais de €20 para falar e a última tem cinco dias e menos de 50 páginas lidas.
Falta-me tempo para disfrutar de todas, ainda bem que vêm aí as férias.

terça-feira, julho 17, 2007

Note-se

que eu tenho 8 anos de condução, sempre activos.
E note-se também que nas últimas duas semanas tenho conduzido todos os dias.
E note-se também que a procrastinação é uma palavra muito feia.

Depois de uma vergonha de condução

precisamente quando damos boleia, ainda que curta, a alguém, durante quanto tempo temos direito a sentir-nos mortificadas?

segunda-feira, julho 16, 2007

O ano passado

estava de férias e às oito e meia da noite estava dentro de água, na mais esplendorosa tarde de praia que já tive.
Este ano, a trabalhar, de água só vi a chuva, e praia nem em sonhos.
Mas foi um dia de anos muito bom, com bolo e prendas e ramos maravilhosos a surgirem de surpresa, vindos de fora.
27

domingo, junho 24, 2007

O Verão

que hoje nos foge ainda antes de ter chegado a sério, é o sol na terra quente, as colchas nas varandas, as pétalas de flores nas procissões, os gelados na praia, as ondas do mar, o aniversário dentro de água, a pele morena, as noites quentes, a promessa de felicidade.
Mas o meu irmão di-lo muito melhor.

terça-feira, junho 19, 2007

Não sei se já disse isto

mas pela primeira vez na vida tive um primeiro dia de trabalho bom. (Já tinha dito.)
A lua-de-mel já acabou, mas posso garantir que continuo a sentir a mesma paixão.
É certo que deixei de ter tempo para escrever na categoria No café, porque isso de tardes passadas a ouvir as tias da Avenida de Roma foi chão que já deu uvas.
Tenho compensações. ;)

Só para poder dizer Trás-os-Montes

Tantas saudades!
A ver se levo a lista.

Se eu fosse o Chico Buarque

escrevia uma música que em vez de ser Tanto Mar era Tanto Trabalho.
Tanta felicidade!

Das boas sensações físicas

A sensação do momento é período menstrual.
Não, não me enganei.

quarta-feira, junho 13, 2007

Toma lá!

Irmã, criei duas novas labels só para ti, ó vê:
Início e
Início 2.
Qualquer dia ataco os outros meses.

Gostava

de saber o que faz com que, depois de ouvir o mesmo disco mais de 5 vezes seguidas, eu adormeça a trautear uma música e acorde a trautear outra. Do mesmo disco, bem entendido, senão a experiência neurológica fica invalidada.
Felizmente não era Ivete Sangalo. (Apercebi-me agora que este blog vai ter hits descomunais à conta destas duas palavrinhas... que se licse!)

Maria Rita

Material sumarento

(Não, ainda não é desta que escrevo um post ousado, favor ler em baixo.)
O Porto é uma fonte inesgotável de material para o blog, conquanto eu me mantenha visita por lá. Tenho é pouco RAM de memória cerebral, há que comprar um bloco que caiba na carteira.

Nada

como ler um post pseudo-porno num blog de gosto duvidoso para acabar com a ideia peregrina de escrever um blog picante.
Já me benzi três vezes.

Hoje

disse às minhas duas irmãs que gosto muito delas. Não me vanglorio, faltam-me cerca de 140 pessoas ainda.
Leitores deste berlogue, considerai-vos informados.

terça-feira, junho 12, 2007

A minha irmã

que além de ter mau gosto (ao gostar do meu blog), é preguiçosa (porque não quer procurar), intimou-me este fim-de-semana a etiquetar todos os posts que já escrevi.
Não queria mais nada, não?

Do Santo

Ao contrário de outros anos bem festejados, estou por casa. Maria Rita a golar e pronto, assim se está solteira.
Eu até nem gosto de sardinhas...

É como quem diz "aos berros" em trasmontanês.

Não vale a pena

Ficou difícil

Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

Que é uma pena
Mas você não vale a pena

Maria Rita

Para a P. Porque sei que ias gostar dela, apesar do que dizes.

Ressaca é

não podendo ouvir o Chico ou a Elis recém comprados, trautear feliz Ivete Sangalo. (Na loja dos brincos até casa. Minha rica Maria Rita!)

Terapia

Brincos novos. Fosse tudo na vida tão fácil.

Frustação

é finalmente ter dois cds cheios de música boa para ouvir e deixá-los com o namorado que está retido no fim do mundo para arranjar o carro.
Vou atacar a Maria Rita, coitada.

segunda-feira, junho 11, 2007

Hoje

as tartarugas que vivem no lago do jardim por onde passo todos os dias para chegar ao trabalho estavam em cima uma da outra. Ainda julguei que fôssemos ter tartaruguinhas novas, mas as tipas estavam em cruz. Acho que não se acasala em cruz. Tenho demasiado sono para googlar os ritos de acasalamento das tartarugas, mas quase de certeza que em cruz não sai dali nada.
Ou então são lésbicas, que elas têm sempre a água muita suja (como diria o meu senhorio...).

quarta-feira, maio 30, 2007

Pois é...

Pois é
Fica o dito e o redito por não dito
E é difícil dizer que foi bonito
É inútil cantar o que perdi

Taí
Nosso mais-que-perfeito está desfeito
E o que me parecia tão direito
Caiu desse jeito sem perdão

Então
Disfarçar minha dor eu não consigo
Dizer: somos sempre bons amigos
É muita mentira para mim

Enfim
Hoje na solidão ainda custo
A entender como o amor foi tão injusto
Pra quem só lhe foi dedicação

Pois é, e então ...

Chico Buarque

Obrigada, Ana

Se eu pudesse

(dizia que rebento por dentro e não há quem possa ouvir, queria ter um comboio a passar e no barulho gritar o que calo e não digo porque não quero responder a perguntas que não quero ouvir e quando me sinto assim chorava um rio mas nem isso consigo com medo de amanhã e queria deixar uma nota positiva, mas só sai a negativa)

mas não posso.

terça-feira, maio 29, 2007

Com os quilos

foram-se as inibições e os preciosismos. Descobri há dias a comodidade de rapar as axilas em cinco minutos com a super lâmina dele.
Mas melhor que tudo isso é usar a depiladora, caem que nem ginjas!
(Mariquices!)

quarta-feira, maio 23, 2007

Dos Karts

Guardo algumas conclusões do sábado passado em que, qual ave matutina, me levantei às 6h30 para ir para Fátima andar de karts (herege até ao fim!).
Passo então a enumerá-las:
1. O karting não é para mim.
2. Fixe, fixe é gozar com o tipo do briefing sobre as instruções de como andar de kart, como por exemplo, "a pista deve ser percorrida no sentido dos ponteiros do relógio".
3. O tipo do briefing sobre as instruções é que não acha grande piada a ser gozado.
4. Está tudo cheio de sono para se poder entender o que ele quer dizer e a confusão instala-se.
5. As pulseiras de identificação fazem-me impressão.
6. Só há um capacete por equipa??
7. Andar de kart com estes tipos é perigoso!
8. Não tornas!
9. Ai, que me esqueci do protector solar...
10. Toma lá escaldão nos ombrinhos lindos que é para aprenderes!
11. Agora, quatro dias decorridos, já parece moreno...
12. O engenheiro cá de casa gostou tanto, tanto, mas tanto, que para a próxima vai só ele.
13. Cinco horas de karts é muito tempo, pá.
14. Lanchinho, lanchinho é que era, agora esperar três horas por jantar não.
15. Dois euros e meio por um tomate que não era mais que isto, shô guarda!
16. Olha, está a chegar o santinho... há que comprar carvão! (E tomates.)
17. Estou cheia de fome, vou mas é jantar.
18. E sardinhas, é preciso sardinhas!
19. E por fim, não vendemos cimento, mas somos altamente! (Piadinha interna, favor ignorar.)

Da Saudade

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

que tenho não sei de quê...

quarta-feira, maio 16, 2007

Da dieta

Só para dizer que desde o dia 18 de Março perdi 4,5Kg.
Não é para me gabar, é só para saberem.

A tentação

"I can resist everything but temptation", Oscar Wilde.

59,7 Kg

Desde que a minha irmã casou que não peso menos de 60 quilos.
Hoje foi dia de festa!

Para responder

à mana ali em baixo, e citando um dos maiores filósofos que conheço,
"A vida é tudo ao mesmo tempo" - Henrique A.

Para quanto tempo

chegarão os posts anteriores?
Têm largas datas de validade, aviso já.

O desafio e a resposta

[Esqueci-me de referir que foi a T que me desafiou. ;)]

Se fosse uma hora do dia, seria... uma hora inteirinha de REM (é tão bom dormir!)
Se fosse um astro, seria... a Lua, pois claro!
Se fosse uma direcção, seria... para o lado, como o caranguejo
Se fosse um móvel, seria... qualquer um que se possa ter no tecto, que tenho paixão por tectos e já pensei como seria sentar-me em todos os que conheço e viver lá (fuga à realidade é o nome da doença)
Se fosse um líquido, seria... água verde-azul-prateada
Se fosse um pecado, seria... quantos é que eles são? Ok, confesso, a Luxúria
Se fosse uma pedra, seria... um seixo do mar ou do rio
Se fosse uma árvore, seria... um pinheiro bravo
Se fosse uma fruta, seria... uma melancia
Se fosse uma flor, seria... uma magnólia (isto é o que eu gostava de ser ou o que seria se viesse uma fada e me desse com a varinha-de-condão, "au, que isso dói!", "toma lá a ver se gostas!"?)
Se fosse um clima, seria... tropical, esta de certeza, muita trovoada, calor violento
Se fosse um instrumento musical, seria... ferrinhos, que é o instrumento mais hilariante que há
Se fosse um elemento, seria... água
Se fosse uma cor, seria... verde
Se fosse um animal, seria... um animal aquático, na certa
Se fosse um som, seria... um grito!
Se fosse música, seria... agora, Godinho ou Buarque, mas qualquer dia muda
Se fosse estilo musical, seria... MPB, BMP (boa música portuguesa), sei lá
Se fosse um sentimento, seria... muito triste :p
Se fosse um livro, seria... um romance indecente com policial à mistura
Se fosse uma comida, seria... chicken tikka masala
Se fosse um lugar, seria... o milho a ser regado às oito da noite de Verão com o pôr-do-sol bíblico ao fundo
Se fosse um gosto, seria... caril
Se fosse um cheiro, seria... esta não respondo, como forma de protesto contra todos os cheiros do mundo, na minha qualidade de pessoa sem olfacto (é esquisito, não é? azar!)
Se fosse uma palavra, seria... mau-feitio!
Se fosse um verbo, seria... falar, falar, falar, falar, falar
Se fosse um objecto, seria... se calhar um telemóvel para falar, falar, falar, falar, falar
Se fosse peça de roupa, seria... uma saia
Se fosse parte do corpo, seria... as mãos
Se fosse expressão facial, seria... um sorriso mordaz
Se fosse personagem de desenho animado, seria... o Duffy Duck
Se fosse filme, seria... um do Woody Allen, mas bem traduzido e legendado ( ;) T)
Se fosse forma, seria... um triângulo
Se fosse número, seria... o 6 (mas quero ser o 7)
Se fosse estação, seria... o Verão
Se fosse uma frase, seria... "Não há caminho para a Paz, a Paz é o caminho" - Mahatma Gandhi (porque não me lembro do que disse o Oscar Wilde sobre a tentação)

E com tudo isto lá se foi mais uma hora de sono...

Quando uma pessoa

não pára no trabalho porque sobe e desce escadas duas, trintas vezes, ora arruma a sala, agora organiza os bolos e o café, olha o visto para a Rússia, como?, a DHL não entrega no próprio dia?, cinco dias úteis para o Brasil?, abre a porta, atende o telefone, fecha a porta, passa a chamada, desliga o telefone, digitaliza isto e aquilo e finalmente consegue sair uma hora depois da hora e felizmente vem de boleia, passa no supermercado, era leite e mais?, chega a casa, vê o correio, finalmente chegou o contrato, arruma a secretária enterrada em papéis, organiza a montanha que já foi roupa suja para umas 300 máquinas, prepara mentalmente o dia seguinte, janta e leva a reciclagem aos contentores,

como se chama a doença?

O melhor conselho

dos últimos tempos:
"Em cama onde não durmas, não te deites"
que só podia ser do Sérgio
n'Os Hinos.

segunda-feira, maio 14, 2007

Pedimos desculpa

a todos os leitores e leitoras, mas andamos sem tempo e cabeça nenhuma para o blog. Lamento mesmo ter de dizer que não leio os blogs de que gosto, sequer, há mais de uma semana.
Neste momento só tenho cabeça para processos de recrutamento, orçamentos de fornecedores e encomendas de fruta, que a minha empresa é melhor que o Google. ;)
E para ouvir o Sérgio "Não me causes maior dano, do que aquele que causaste, no dia em que aproximaste, os teus lábios do meu peito" Godinho.
Falando nisso, onde andas tu, Ana? Volta, que tenho saudades tuas.
(E o Chico "A saudade é o pior castigo, é pior do que o esquecimento..." Buarque.)

quinta-feira, maio 03, 2007

Não tenho tempo

Não tenho tempo, meu Blog, para ti.
Avizinha-se mais um fim-de-semana preenchido e muito pouco tempo para me sentar aqui em frente. Pode ser que venha cheia de histórias para contar.
Bom fim-de-semana!

Ainda da Páscoa

e sem ter sequer contado como a Páscoa me soube bem, como me fez renascer, ressuscitar, reviver, o que quiserem, tudo junto, dizia eu que na Páscoa e na viagem para cima, tive o prazer de jantar num pequeno restaurante de Macedo de Cavaleiros com os meus pais e irmão, prazer momentaneamente interrompido pelo jogo de futebol do dia.
Nesse jantar, para além das iguarias próprias da região, fui brindada com expressões e formas de falar hilariantes, que tratei logo de apontar num qualquer papel de mesa.
Como já não tenho esse papel comigo, resta-me a memória para contar que, pelos vistos, há gente que é "diabética em último grau", o que deve ser muito chato.
Tudo para me lembrar o espólio que Trás-os-Montes é em entradas e inspiração para o blog.
Tenho mesmo de lá ir mais amiúde.

quarta-feira, abril 25, 2007

Liberdade

Eu que nasci depois e durante muitos anos não entendi verdadeiramente o que foi o antes, hoje sei (um bocadinho melhor que ontem) o bom que é poder ser livre e dizer o que me apetece, livre para contestar e exigir, livre para escolher e eleger, livre até para poder ter um blog tonto e escrever posts como o anterior e dizer que não gosto deste governo que não elegi (porque a democracia também tem os seus contras), já que temos um primeiro-ministro que não foi a minha primeira escolha e um presidente que não preside às minhas decisões, livre que sou para poder dizer que rai's parta os gajos da Clix que o Blogger nunca abre à primeira e só a desligar e a ligar o modem (reset simples) perde-se o tempo de ler blogs.
Liberdade. Para quando a Revolução da Responsabilidade?

segunda-feira, abril 23, 2007

Bons conselhos


E agora choquei toda a gente que aqui vem, salvo raras (e mui apreciadas) excepções.
Andaríamos todos mais contentes, essa é que é essa!

quarta-feira, abril 18, 2007

No MSN

A frase The following message could not be delivered because you have exceeded the maximum number of messages per minute. Please try again later. é a prova de que eu escrevo muito depressa.

terça-feira, abril 17, 2007

Do trabalho e da vida em casa

Chego a casa, ligo o computador (há dois dias que não o usava) e quando vou comentar os dentes do siso de uma amiga, assusto-me com a claridade da cor do teclado e sinto-me quase daltónica.
O meu teclado no trabalho é preto.

segunda-feira, abril 16, 2007

7 anos

Há 7 anos eu meti-me num comboio para Aveiro e ao chegar dei-lhe dois beijos na cara. Depois fomos almoçar e, já na hora do café (no autocarro mais famoso da cidade), demos o primeiro beijo.
O primeiro de muitos, que ele pede sempre muitos, o pior de todos, porque os que estão para vir têm sempre mais sabor.
Hoje fomos jantar ao restaurante onde há 3 anos fomos juntos pela primeira vez festejar este mesmo dia. Nem assim tivemos desconto.

sábado, abril 14, 2007

De vez em quando

venho aqui para espreitá-lo. (Tenho de mudar a cor dos títulos.)
Tenho saudades dele e tenho tanto para escrever. (Depois de mudar a cor dos títulos.)
Volto mais logo! (Mudando ou não a cor dos títulos!)

terça-feira, abril 10, 2007

1º dia de trabalho

Só é pena ter de trabalhar com um chato tão grande, de resto, tout va bien!

De volta

Ele e eu. Para já, fica apenas o relato dele, brasileiras subtraídas.

segunda-feira, abril 09, 2007

quarta-feira, abril 04, 2007

Lá para cima

Massa de Folar

Folares prontos para ir ao forno

Não sei se este ano ainda vou a tempo de os ver fazer (ninguém me deixa fazê-los), mas conto tirar muitas fotografias, desta vez ao produto final, para completar a série.

Boa Páscoa!

segunda-feira, abril 02, 2007

Ciclos

O ano passado, por volta da Páscoa, conseguia estágio.
Este ano, trabalho.

Se

ficar no café a ouvir as conversas das senhoras de idade (grupo etário com direito a denominação própria e certificado de qualidade) para depois as reproduzir (com graça, de preferência), desse dinheiro, eu ficava rica depressa e com gosto!

"Morreu no meu 4º ano da Faculdade!"

"Morreu... morreu no meu 4º ano da Faculdade!"
Enquanto mexo o cappuccino do costume, ouço as três senhoras, de alguma idade, na mesa ao lado.
"Morreu no meu 4º ano da Faculdade!"
Começo a estranhar esta morte tão anunciada, num tom tão celebratório (ainda que da vida).
Repete. Desta vez acrescenta "E a cabeça? Grande, grande!".
Agora sim, começo a desconfiar que não se tratava de uma pessoa.
Diz a outra senhora "E os olhos, azuis?". "Sim", anui a primeira.
Ar de respeito por parte de todas.
Era um cão.

sexta-feira, março 30, 2007

O léxico

A poucos dias de regressar às origens para os ritos pascais ocorre-me, no comboio onde pela primeira vez em tantos anos de viagens, tive de refugiar-me no bar, dada a qualidade dos meus companheiros de lugar mais imediatos (a saber, uma mãe sozinha com as três filhas, sendo que a do meio, que não se cala, está constantemente a tentar sentar-se no meu lugar, à força de tanto me empurrar com as pernas e os braços e o baixa-levanta interminável do apoio de braços das cadeiras, quase me levando o ombro direito no processo, já para não falar do facto de ir de costas em relação ao sentido da marcha) ocorre-me, dizia eu, que um directório (melhor seria léxico) de expressões e adulterações típicas de Trás-os-Montes (vá, planalto mirandês, eu não sou ambiciosa), faz falta.
Assim à primeira, ocorre-me "arrebunhar" e "amarrar". E até lhes exemplifico o uso (não podem dizer que não sou prestativa).
Exemplo 1: "O gato arrebunhou-lhe as mãos todas."
Exemplo 2: "Ela amarrou-se para eu não a ver."
Aguardo (e agradeço) colaborações externas de conterrâneos e outros.

quinta-feira, março 29, 2007

Telefones!

Grita o homem do lado de lá da porta (exactamente como ontem, como na semana passada, como no mês passado, parecem cogumelos).
Respondo, através da porta fechada, que já temos telefone e que não pretendemos mudar, mas ele insiste e eu abro.
Com sotaque brasileiro, pergunta-me se tenho internet. Digo que sim.
"Há quanto tempo?", pergunta ele.
"Há mais de três anos."
"É Netcabo?"
"Já foi, agora é Clix.", respondo, já farta do interrogatório que não solicitei (por isso é que nunca abro a porta).
"Ah, então assim não posso fazer nada", diz ele, com ar de quem lamenta.
Estupefacta, faço um plano mental para nunca mais abrir a porta (já disse que quase todas as semanas vem cá alguém dos "Telefones!" ?), enquanto me esforço para não lhe berrar:
"Mas alguém lhe pediu alguma coisa??"

quarta-feira, março 28, 2007

A linha de apoio

a clientes da CP tem como música de fundo, quando em espera, o tema do genérico da série A-Team ou Soldados da Fortuna.
Acho que isto explica muito sobre a empresa.

Mar picado da chuva

Degraus


Pousada do Forte de S. Filipe

Caminhada na Serra da Arrábida

No Domingo, e cumprindo a tradição, fomos para a Arrábida. Também cumprindo a tradição, fomos no Domingo da mudança de hora, logo cheios de sono, e fomos sem percurso definido, mas desta vez com um mapa decente (apesar dos queixumes dos nossos acompanhantes).
Fomos apanhados pela chuva (mais uma tradição) e acabámos por fazer a maior parte da caminhada pela estrada (esta foi novidade), mas para a próxima havemos de subir a serra, nem que seja "à maluca".
Partimos do Forte de S. Filipe, em Setúbal, mas não sei dizer exactamente até onde fomos, só sei que almoçámos dentro do túnel da estrada principal a seguir à cimenteira, porque foi nessa altura que começou a chover.

Ficam os números registados pelo meu fiel podómetro.
19556 passos dados
11,73 Km percorridos
704 Kcal gastas (cálculo feito para o meu peso)

É pena o aparelho não registar a inclinação de algumas ladeiras que descemos a custo e, mais tarde, depois de estarem bem ensopadas, subimos a pulso.
Vamos repetir.

quinta-feira, março 22, 2007

Rita:


Vês como também comemos carne (ainda que seja peru*)?
Depois levou umas gotinhas de molho de soja e ficou um mimo!

*Descobri agora que este também não leva acento. Coitado...

domingo, março 18, 2007

Hoje


Mini-maratona, 7 km. Alguns a correr, outros a andar.

Na foto, a margem no início da ponte.

sábado, março 17, 2007

Sem carne


Há dois dias que não comemos carne (ok, ele comeu fiambre ontem ao lanche).
Ontem, para o jantar, quiche de vegetais (na foto, apenas os vegetais salteados), sem natas.
Não estamos a tornar-nos vegetarianos, estamos de dieta.

segunda-feira, março 12, 2007

Há lá coisa

mais ecológica do que ir levar a reciclagem* de bicicleta?

*Como nós lhe chamamos

sexta-feira, março 09, 2007

Pormenor



Prenda de aniversário para uma amiga, feito por mim.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

No Domingo,

peguei em tantos bebés/crianças que acho que me explodiu um ovário!

Chegada hoje,

depois de quatro noites a dormir numa cama que não é minha, mais de 600km percorridos, (agora esqueci-me do que ia escrever enquanto fazia as contas às viagens), ..., esqueço-me de que não durmo na minha cama desde quinta e (era isto que ia dizer), quando me lembro, fico toda contente.

Mãos secas, Anel lindo

Ou o que se faz enquanto se aguarda a vez para a inspecção anual do veículo automóvel.

Prenda de Natal dele (uma de muitas).

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ontem

Teatro. A comédia mais hilariante que já vi. A não perder, de facto.
A Obra Completa de William Shakespeare em 97 minutos (eles são generosos e trabalham bem mais do que 97 minutos).
E esta fotografia, no blog, faz-me rir ainda.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Desinformada

Não vi a neve repetida, nem senti o sismo. (Quanto vale estar a dormir, nestas alturas.)

Boas informações acerca de preparação para sismos (no site do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil) e escalas de medições no Público (fundo da notícia).

Assim Sim!

Queria explicar o nervosismo que tomou conta de mim quando fui votar, ontem às 13h30 na Escola EB 2/3 de Paranhos (que no meu tempo de pães com salsicha e pastéis de carne do bufete de lá era o ciclo de Paranhos), mas não sou capaz.
Só sei dizer que me tremeu a mão e tive até medo que anulassem o meu voto por causa da irregularidade da cruz no quadrado do Sim.

No coração da Mãe é que começa a vida, como tão bem diz a Rosa.

sábado, fevereiro 03, 2007

Deixa-se o homem sair com os amigos e é isto, três da manhã e ele nada de voltar. Mau, mau!
Fafe, que tantas vezes ouvi ser referido pelo meu Pai, e onde uma vez almocei com ele, tem uma Escola Superior de Educação. Modernices!

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

A ouvir

(no máximo volume que me permite a consciência e os vizinhos)

Humanos ao Vivo, o dvd (devidamente ligado à aparelhagem, de bom amplificador e colunas)

especialmente esta, que vem logo seguida desta
Reconhecia um hospital psiquiátrico em qualquer parte. (Mesmo visto do autocarro, o Júlio de Matos é igual ao Magalhães Lemos.)
Os jardins de consolo, as pessoas sentadas nos bancos, à volta de uma parte de si que por ora não têm. Ou que visitam uma vez por semana, ou por mês.
E a noção de que não somos diferentes, achamos que nos distinguimos porque estamos lá todos os dias, levamos comida e roupa limpa passada a ferro, penteamos-lhe o cabelo e secamos as lágrimas dos primeiros dias, mas somos todos iguais, iguais mesmo aos que só vêm uma vez por mês.
E aqueles jardins que não servem para nada, para nada, não consolam, não ajudam, não protegem sequer do sol, muitas vezes. Mas que horror seria se não estivessem lá, se não houvesse por onde dar voltas infindáveis, terapia de apoio, a realidade sempre a ser agarrada.
E quando finalmente chega o dia de ir embora, agradecemos os jardins e os bancos e o consolo, mas agradecemos principalmente nunca mais termos de estar neles.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Porque Sim

Por princípio, sou contra o aborto.
Também sou contra os maus-tratos infantis, a morte nas estradas e as pessoas que não limpam os dejectos dos seus animais de estimação.
Mas como não é nada disso que se pergunta no referendo do próximo dia 11, vou votar Sim.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Sem fumar

Sem fumar há mais de uma semana. Ele. E eu, passivamente, claro.