sexta-feira, maio 20, 2011

Olhai que coisa tão linda


O autocarro todo de lado no meio do que se adivinha ser uma estrada bem geladinha, olhó rodopio, coisa mai' linda, nestes é que eu não viajo.

quarta-feira, maio 18, 2011

terça-feira, abril 26, 2011

25 de Abril Sempre!

Cantei a Grândola Vila Morena duas vezes, em pleno centro do Luxemburgo, e à noite ouvi-a pelo Zeca, num bar português. (Nós somos mais bolos, não é só ranchos.)
E agora fica a Liberdade, a letra da Carvalhesa, a vontade de nunca ter voltado. Vou-me embora.

quarta-feira, abril 13, 2011

Falta de sentido de oportunidade é:

ir fazer chichi no momento em que o avião passa por cima do centro de Paris.

P.S. Lux é igual a cafés, cigarros, Herdade de Esporão Branco, comida boa e, neste momento, muito muito muito sono, mas isso é das três horas que dormi ontem.

quinta-feira, abril 07, 2011

Certezas

Sempre soube que pior do que não ter o que se quer é não saber o que se quer, mas agora que é comigo, custa um bom bocado mais. Isto afinal era mentira, sou Cristina até à ponta dos cabelos, porque sei exactamente o que não quero, mas fuck me se sei o que quero.

segunda-feira, abril 04, 2011

Sexta

Chego a Lisboa com uns escassos cinco minutos para trocar de autocarro e fumar um cigarro. Podia ir à casa-de-banho, que já lá vão mais de quatro horas, mas uma pessoa tem de ter prioridades na vida.
Pergunto ao motorista se já está a sair, responde-me no maravilhoso cantar do Alentejo para onde vou que não, ainda tenho uns minutos. "Vou só fumar um cigarro, venho já, pode confiar." Pára a meio de meter a minha mala no autocarro, ri-se e diz: "Fumar um cigarro?! Ainda se fosse para ir à casa-de-banho, agora fumar um cigarro?!" A casa-de-banho aguento eu bem, digo-lhe já a caminho da porta, e ainda ouço "Ai, estas mulheres modernas...", mas naquela maneira tão linda de falar nada me chateia.
Volto três minutos depois e, ao dar-lhe o meu bilhete, compadece-se de mim: "Do Porto a Lisboa sem fumar, devia vir aflita!". Não tive coragem de lhe dizer que fumei em Fátima.

Lisboa continua feia

Prédios gigantes, feios, ruas escuras e os prédios cheios de luz branca e fria, feios. Às 22h há trânsito para entrar na cidade, na pior perspectiva possível, que é o Alto do Lumiar, feio, tudo cheio de carros, feios. O Eixo Norte-Sul com trânsito lento, feio. Até o Jaguar que vi a seguir a Telheiras (prédios feios, tudo feio) era feio. A Praça de Espanha, feia. As ruas por trás da Praça de Espanha, feias. O terminal dos autocarros, de fugir.
E a sensação é a mesma, cheguei a casa que me serve como umas pantufas (ainda que feias). E é nisto tudo que Lisboa continua linda. Porque todos os prédios feios são Lisboa, a Lisboa de calçada branca, sol imperdoável, luz fascinante.
Continuo apaixonada.

quarta-feira, março 30, 2011

Razões

Não sei se é da Dilma e do Lula tão perto, da nossa própria revolução novamente relembrada (ainda que pelos piores motivos, porque agora já não somos capazes de a fazer - notem como me incluo, para não dizerem que não sou parte do problema) ou se é apenas da beleza intrínseca do Chico a dizer "pá" e a felicitar os irmãos do outro lado desse gigante Atlântico, mas esta música continua a arrepiar-me de cada vez que a ouço. Linda.

terça-feira, março 29, 2011

New low

O colega, ao telefone com uma cliente: "porque só depois de vermos se está tudo nos conformes é que podemos mandar produzir".
God save me.

sexta-feira, março 25, 2011

Eu sou péssima com datas,

por isso não sei em que ano foi. Mas sete e três 10 e vai um, acho que foi em... 2007. Deve ter sido.
Portanto. Corria o ano de 2007, era Maio, e eu de repente vi-me esfomeada numa aldeia a sul de Portalegre (sul, sudeste, sudoeste, who knows, também sou péssima com a orientação) e entrei no primeiro restaurante que me pareceu decente. Numa inspiração divina, de certeza, decidi pedir um prato servido com migas, eu, a nojentinha-mor que não gosta de nada "esquisito" e tradicional. Não gostava, devo dizer, porque aquelas migas mudaram-me para sempre. Não há outra descrição, foi mesmo isso. Foram as melhores migas que já comi na vida. Arrisco mesmo a dizer que foram a melhor coisa que já comi na vida.
Mas esqueci-me completamente do nome da aldeia e do restaurante. As vezes que procurei aquilo, senhores, nem se acredita. Só me lembrava de ter ido ao Crato, mais nada. Ontem decidi insistir na busca e vi vários restaurantes alentejanos, ai que bonito e tal. E de repente, encontrei o site de um restaurante que me soava familiar, e assim que as fotografias apareceram, soube que tinha encontrado o restaurante certo. E quase chorei de emoção.
Claramente, tanta vontade de migas e tanta quase-lágrima, são sintoma de algo muito funesto.

quinta-feira, março 24, 2011

Migas

Na terça comovi-me quase até às lágrimas com uma parte de uma música que já ouvi sei lá quantas vezes, sentadinha no autocarro a caminho do trabalho. Nessa noite tinha sonhado (a cores, como sempre) com um funeral e três mulheres de preto, a filha do morto muitíssimo bem disposta e eu a pensar "queimaste a pipoca, pá", mas não disse nada porque mesmo em sonhos a gaja continua a ser minha patroa. Depois subimos as duas uma espécie de colina, tantas vezes que eu já subi aquela colina ou uma-outra-qualquer-parecida em sonhos, subimos e ela desapareceu, mas a minha preocupação eram as escadas de betão para descer, com uma inclinação de quase 90º, corrimão quase nada, e eu a ver que me estatelava. Ainda perdi uma meia-hora de vida a tentar saltar do fim da escada para a terra ao lado, todos saltavam menos eu, que mesmo em sonhos sou caguinchas com alturas. E afinal era tão simples, o chão estava ao nível do último degrau e foi só passar a perna por cima do corrimão. (Ah, isto explica tanta coisa, mas agora não temos tempo.)
Como grande final, pus-me a falar francês e esqueci-me que le si n'aime pas les R. Mérde!

P.S. Matava por umas migas, juro que matava.

Ao que isto chegou

Hoje disse a um colega de trabalho que estava à espera de uma amiga, para não ter de conversar com ele no autocarro.

sábado, março 19, 2011

Farta de gente parva

Cheguei à conclusão de que já não tenho pachorra para gente parva. Nem para "amigos" de segunda categoria. Lamento, para isso já dei. A quem lhe servir a carapuça, bom proveito.

sexta-feira, março 18, 2011

quinta-feira, março 17, 2011

Eu tenho um irmão lá em casa

Dorme no quarto ao lado do meu, se não me engano. É meu irmão porque os meus pais, num rasgo de inspiração abençoada, decidiram ter um rapaz antes de finalmente me terem a mim (à quarta é de vez).
Desde 2009 que não lhe fazia uma homenagem devida, o que está obviamente mal. Em dois anos, o que mudou? Nada. O irmão continua com humor de fazer rir as pedras e riso a condizer (há dias, num processo de recrutamento semi-estúpido, uma das perguntas era "o que a faz rir" e eu dei a resposta que já se sabe: "o meu irmão quando se ri" - desafio qualquer ser humano sem defeitos na audição e com vida cerebral a não se rir quando ele se ri), continua sem limites na inteligência (e é coisa que me deixa orgulhosa e invejosa ao mesmo tempo), mas infelizmente começou a ter juízo, que graças ao senhor intervala com momentos de puro delírio, como quando o acuso de não se interessar aqui pela yours truly e me responde "Never!". Ah, e começou a ligar o router sem eu ter de lhe pedir, abençoado.
Aqui ficam 3 desejos para este ano da tua vida:
1. que o Benfica seja campeão (não interessa quando, tá?);
2. que continue a haver muitos toucinhos do céu e tortas de claras para comer à cão;
3. e finalmente, o mais importante, que não tenhas de me aturar muito tempo lá em casa!


P.S. Parabéns!!

O mestre do "He's not that into you", versão francesa (e francamente melhor)

Madame, j’ai appris que vous vous étiez donné la peine de venir, hier, dans la soirée, trois fois, chez moi. Je n’y étais pas.
Et dans la crainte des avanies qu’une telle persistance de votre part pourrait vous attirer de la mienne, le savoir-vivre m’engage à vous prevenir: je n’y serai jamais.
J’ai l’honneur de vous saluer.

quarta-feira, março 16, 2011

Caros*,

Atingi a maioridade dos blogs. Que não é, como se julga, ser lido por milhares, publicar livros, arrotar postas de pescada em tudo o que é meio e formato e ir à televisão: atingir a maioridade dos blogs é propormo-nos a um objectivo e chegarmos lá.
Case in point: hoje percebi que nem eu percebo certas coisas que escrevi, ou porque na altura faziam muito sentido e não me lembrei que consigo ser hermética demais até para mim própria ou então tinha fumado umas cenas e já se sabe que nunca sai nada de jeito nessas condições. E tenho dito.

*Que é o que eu chamo à malta do trabalho nos emails colectivos, porque se me desse para lhes chamar o que penso, a seguir tinha de me levantar e desatar à estalada a todos, que uma pessoa quando abre uma comporta, abre-as todas.

Thom

O homem não faz só grandes músicas, com grandes letras: também sabe abrir a boca.

Pára uma pessoa de ouvir o Thom

(ainda que momentaneamente, que para isso é que serve o || pause), o Thom Yorke que é quase como se tivesse renascido dos mortos e eu nem acredito que fez músicas novas, a voz dele é a mesma, mas a genialidade é outra, nova, melhor (new is always better), pára esta alminha de ouvir o génio que são os Radiohead, para ouvir isto.
Ó senhores, juízo, juízo é que eu queria.