sexta-feira, novembro 28, 2008

Lembrei-me agora

da expressão mais cómica que ouvi nos últimos dias.
Acerca da rivalidade entre Porto e Lisboa, diz um amigo meu que conhece uma pessoa que é tão bairrista, mas tão bairrista,
"que até rouba na Meteorologia!"

Ah, rapazes!

Que frio hace na nossa tierra!


O outro,

o nosso blog, está a tornar-se rapidamente o dela.
E que bem que está a ficar.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Ora, abóbora!

Há bocado fui buscar uns donativos para o Food ao local de trabalho da chefe - um saco de nabos e uma abóbora gigante.
Já só me falta o sapatinho de cristal.

Ando cheia de fome,

como tudo o que me apetece,
e cada vez aperto mais o cinto.

Spa espiritual

Mais do que refúgio, ir a Trás-os-Montes é um spa espiritual.
Para limpar, descarregar, refrescar e revitalizar.
E voltar como nova, jantes brilhantes.
Nunca mais é sábado...

Diagnóstico: loucura certificada

Ontem fui levar o Dudu à revisão.
Não tem folga nenhuma no travão de mão, não precisa de calços dos travões, vai levar uma borracha de vidro nova, já tem a blindagem do banco no sítio, levou óleo novo, bem como filtros do ar e óleo, desinfecção das condutas de ar, ajustaram-lhe a direcção porque fazia parte de uma promoção, lavaram-no e aspiraram-no e ainda voltei com uma mantinha de brinde.
Quando o fui buscar, sozinha no parque, e o vi a brilhar, jantes como novas, falei-lhe como a um bebé: "O lindo da mamã, está tão lavadinho, potou bem?"
Tratamento: internamento compulsivo.

"Anda"

Não sei se é por lhe estar sempre a dizer "anda" ou se por não conseguir dizer Joana.

Densidade: 100%

Quando se conhece, sabe-se como chegar lá.
Rapidamente. Quando mais precisamos.
E é bom.

Food for what...?

Mais uma noite em que duvido do que faço ali, duvido das razões, dos princípios, da motivação.
Está frio e tratam-nos mal. Tenho sono e estou cansada e vou lá apanhar frio e tratam-nos mal.
Estamos cansados e ainda temos tanta comida e ameaçam-nos.
Queixam-se da roupa, queixam-se das regras, "Casacos só pode levar um, está bem?", questionam a nossa vontade de dar.
Não somos voluntários cheios de boa vontade e até amor para dar, somos carrascos e polícias, controlamos, moderamos, somos insultados.
Não saímos de S. Bento sem ouvir "É preciso gostar do que fazem", de alguém que diz ter em casa botas de 200 contos, "só estou aqui porque preciso" - desdenha, envergonha-se, mas quer levar tudo. Não pode, "temos mais pessoas".
Julgo que julgam que somos pagos para fazer aquilo. "É preciso gostar do que fazem!"
No Sto. António gritam-nos por não sabermos que sim, o senhor também dorme aqui.
Esgota-se a paciência.
No Aleixo somos ameaçados por um morador, "qualquer dia passamo-nos dos cornos e deitamos fogo a isto tudo". Nós calados.
Questionamos o que fazemos ali, só queremos ir embora mas ainda há tanta comida...
À saída, polícia. Nove pessoas em seis lugares. "Fomos distribuir comida", o polícia ri-se e diz que levamos ali um regimento. Seguimos.
Já é meia-noite quando chegamos a Júlio Dinis. Mais reclamações e nós fartos, cansados, esgotados, burned out.
No caminho de regresso, para consolar, cantamos alto e bom som todas as músicas de Natal que conhecemos. Aquecemos.
Não posso parar para decidir - para a semana sou cozinheira, que a chefe vai de férias.
A vida continua e eu não tenho tempo para pensar.
Talvez seja melhor assim.

terça-feira, novembro 25, 2008

Nada a ver, mas...

quando temos coisas entaladas na garganta, é melhor beber água e esperar que passe ou vai logo de manobra de Heimlich?
Eu sou mais de murros, de facto. Principalmente quando já deito água pelas orelhas.

Eu ainda nem tinha 14 anos, acho,

e já tinha os Chicos a moldar-me os gostos e as noções de amor, amizade e vida.
Sim, os Chicos - o Buarque e o outro, que trouxe o de Hollanda lá para casa.
Discos de vinil de 100$, matéria preciosa que nos embalava as tardes e me ensinava (falo por mim) que os brasileiros são os nossos irmãos mais giros, mais divertidos e mais eloquentes que nós.
E babamo-nos por eles.
Aqui não vale a regra de "em inglês isto soava melhor", porque assim é tudo mais bittersweet.
Especialmente as separações.
Trocando em miúdos, a verdade é que esta é a melhor "música de separação" que há.
(Perdoa-me, Bowie, o Five Years não lhe chega à ponta dos calcanhares.)
Porquê? Porque sim.




Manas, esta é para o clube.

segunda-feira, novembro 24, 2008

No Deezer

a música da Amália "Tive um coração, perdi-o" aparece como "Tive um caroção, perdi-o".
Ainda bem!

Auto-censura

Apetecia-me escrever
"Nunca entres numa não sei quê não sei quantos, porque depois isto e aquilo e não sei quê", como ele bem diria, mas não posso.
O que eu me ri com isto.

Mitos urbanos (e rurais)

Tal como as 7 colinas de Lisboa que ninguém consegue contar ou o "2" de Miranda do Douro que nem sempre se deixa distinguir nas escarpas do rio, dizem os antigos que, em dias de sol e céu limpo, do fundo da Constituição vê-se o mar.
Hoje de manhã a vir para casa, no ponto mais inclinado da rua, junto ao BGC, o azul lá longe pareceu-me água salgada.

domingo, novembro 23, 2008

Dito isto,

às vezes tenho tantas saudades de Lisboa que até dói.
Cidade mais gaja, pá.

Ou eu andei numa escola de elite

ou os Lisboetas são todos uns burgueses mimados, também conhecidos por betos.
A Associação de Estudantes do ISCTE manda-me um email com o tema
"Snowtrip 2009"
A palavra de ordem é neve, dizem eles.
A palavra de ordem é tende juízo, digo eu.

Ontem

No meio do Maus Hábitos, a meio da noite, ela puxa-me e diz, de um só fôlego,
Não interessam os Jaguares (é lindo, patrãozinho) ou as casas com piscina em Moledo, o que interessa são os amigos.
Concordo e acrescento para mim,
Melhores coisas da vida: ter o que fazer e estar com amigos a sério.
E ter quem goste de nós. (Como eu tenho.)
Hoje acordo e leio isto.
E sei que é real.

É mais fácil

tratar de uma criança de dois anos
do que de 3 amigos bêbedos.
Irra!
Tudo a ir para o carro. À minha frente, já!

Das preocupações com problemas que não existem

Entro em casa às 10h30 da manhã de domingo.
A minha Mãe, à espera que o chá fique no ponto certo, assusta-se com o barulho da porta.
Passado o susto inicial, preocupa-se muito com a minha chegada - pensava que eu estava no quarto a dormir, e agita-se: "ai, meu deus, ai, meu deus".
Poderá não ser uma hora muito recomendável e não dar saúde nenhuma, mas não estou já dentro de casa, sã e salva?
Depois a herege sou eu por invocar o nome do senhor em vão.

Multi-facetado