quinta-feira, abril 27, 2006

Para a Joana


que está na Guiné como voluntária e já foi ao Arquipélago dos Bijagós e não escreve há semanas.

*Tirada no Arquivo Central da Biblioteca Municipal de Lisboa, Palácio Galveias, Campo Pequeno

A foto

dali de baixo foi tirada, pasmem, por mim.
Como muito bem diz o meu querido irmão nos comentários (Trás-os-Montes é, de facto, uma nação), o vale que se intui é o do Sabor. Já a serra da Culebra não sei, mas vou confiar no geógrafo de serviço.
Foi tirada a caminho de Macedo de Cavaleiros, na N216 (confirma aí, ó irmão).
Parámos na beira da estrada não para admirar a beleza da vista, mas porque o condutor tinha deixado cair o cigarro dentro do carro. (Mais um dos malefícios do tabaco de que ninguém parece falar. "Fuma? Isso é mau, porque se deixa cair o cigarro dentro do carro em andamento... fiuuu!")
Já agora, para que fique claro, a estrada é má, mas não é de terra batida. A que se vê é um caminho para as terras cultivadas. Assim sendo, não a percorremos, mas ninguém me convence que não está lá a felicidade.

terça-feira, abril 25, 2006

Road to Happiness



E não é uma imagem do Windows.

As Janeiras

Saudosista. Como não ligo ao 25 de Abril, porque não sou dessa geração (embora aprecie devidamente a sua importância, não me interpretem mal), apanho uma música do Zeca (neste momento na RTP1), de quem também não gosto particularmente (que horror, pareço uma fascista) e lembro a minha canção favorita da minha época favorita: Natal dos Simples (título agorinha mesmo perguntado ao engenheiro, que sabe tudo), na época das Janeiras, quando ainda se cantavam ou quando as minhas irmãs, dotadas de vozes lindíssimas, faziam coro com o meu Pai e cantávamos à porta de casa da família. Depois do Natal e para provar que há mais alegria e festas no ano do que a noite das prendas.

E declaro assim o meu regresso à blogosfera, não que vocês se sentissem incomodados com a ausência, mas eu sou um coraçãozinho de manteiga.

terça-feira, abril 18, 2006

De volta

Ainda a sofrer de jet-lag (neste caso, de slow-lag, que a vida em Trás-os-Montes decorre mais devagar), mas vivinha. Mais logo há notícias e fotos de folares.

quarta-feira, abril 12, 2006

Páscoa

Vamos para outras paragens, mais a norte, passar a Páscoa junto da família.

Boa Páscoa para todos e até para a semana!

Preciosismos

Como este ou este ou ainda este.
Deliciosos.

Se tens lágrimas nos olhos ao jantar

pensa se é do picante ou da Maria Rueff a falar da mãe.

Os Nepaleses

cozinham muito depressa. Nham!

terça-feira, abril 11, 2006

Museu do Brinquedo, Sintra

Museu do Brinquedo, Sintra

Isto está muito branco...

Vamos lá pôr aqui umas cores.

Organizem-se!

Ora vamos lá pôr isto tudo em pratos limpos, que já é o segundo comentário que me pergunta o mesmo. Eu não vou fechar o tasco, caríssimos leitores e leitoras.
Foi só o fim do expediente de ontem.

E agora voltem lá para as vossas vidas, vá, que eu não tenho grande coisa a dizer (a não ser Atchiiim!).

Deixa cá

pôr um link, para ver como é que isto fica, que não me apetece ir lá abaixo conferir, que são muitas escadas.

Hilariante e a subir na vida. You go, girl!

E por hoje é tudo, vou fechar o tasco que já varri o chão.

segunda-feira, abril 10, 2006

A minha Ma(e)na

Hoje a minha mana faz anos.
Nasceu no ano da Revolução e por isso deve ter-lhe ficado no espírito a energia desses tempos. Ela dá aulas, coordena formações (quando não as dá também), voluntaria-se para acarinhar crianças em instituições, tira cursos de teatro, assiste aos espectáculos do marido e ainda é linda, linda. Mesmo quando não é.
Quando eu era pequena, era ela que me dava banho, penteava o cabelo e cortava as unhas. Era com ela que eu ralhava e esperneava "porque me cortaste esta muito rente, agora dói-me", "ai que me arrepelas o cabelo" e "não quero ir tomar banhoooooooooo".
Era ela que me vestia, muitas vezes, quando eu ainda não o sabia fazer.
Quando fomos viver para o Porto, era ela que cozinhava o almoço, tantas vezes, e que mandava na empregada e lhe dizia o que era preciso fazer. Era ela que sabia que comida havia e o que se cozinhava.
Era ela que me levava ao cinema, mesmo quando estava com o namorado.
Foi ela que, muitas vezes também, me ouviu os desgostos de amor e me disse "vá, agora vai tomar banho [ficou-lhe a mania] e vem connosco ao cinema", depois de eu chorar baba e ranho.
Era ela que me ia buscar ao instituto e era com ela que eu mais saía: íamos às compras, ao passeio, ao laró. Era também ela uma das minhas "motoristas", usada e abusada.
Quando me faltou, já no secundário, fez-me muita, muita, muita falta.

Hoje a minha mana faz anos e eu quero dizer que te adoro, que te agradeço os risos, os ralhos e as conversas e que te desejo todas as coisas boas que tu mereces e sei que vais ter.

E dá-me um sobrinho, already!

Beijos!

Uma mãe ao filho

"Fizeste-me a segunda, mas não fazes a terceira."

Ouvido hoje no Freeport de Alcochete. (Um lugar já de si mau, sem precisar destes coloridos parentais.)

sábado, abril 08, 2006

A abertura da Silly Season?

O primeiro batido do ano. Delicioso!

Sábado de sol

Hoje, depois do mercado, passámos na feira de antiguidades e velharias (mais estas) da Praça de Londres.
Numa das banquinhas, cheia de salvas de prata, terrinas velhas e outras coisas feias, os panos que serviam de base às coisas expostas fizeram-me lembrar as colchas que a minha madrinha punha (põe) nas varandas e janelas, em dias de festa. Eram da mesma cor, aquele vermelho-tinto-sangue-de-Cristo-Ámen, típico de festas religiosas e liturgias que tais.

Vem lá a procissão e é preciso pelar umas flores do quintal para deitar aos andores, estender as colchas mais bonitas e os linhos mais brancos nas varandas e janelas da frente da casa, reunir a família toda, por muito que o sol nos derreta a maquilhagem, a roupa, os óculos, o tutano, para ver passar a procissão e atirar as pétalas dispostas em tabuleiros de prata e demais coisas feias.
Quando a procissão acaba de passar, com os seus andores bamboleantes, as figuras sofredoras e a povoação animada, logo se recolhem as colchas, guardadas até ao ano seguinte, até à festa seguinte.

Hoje está assim um dia de sol como muitas vezes nessas festas. Quase está tanto calor como nessas festas. E eu só consigo lembrar-me do top que tinha exactamente a mesma cor que a flor que decidi salvar da chacina, da saia preta minha favorita que afinal era igual à da vocalista do grupo (pimba) que cantou mais tarde, depois de almoçar lá em casa, juntamente com alguns membros da banda (de maestro) que tocou toda a tarde pela aldeia, servidos e atendidos por mim, de flor no cabelo. Aquele sol derretia até as pedras que não são da calçada, porque Vilarinho é de alcatrão há muitos infelizes anos.
Foi há mais de seis anos e oito quilos atrás.

sexta-feira, abril 07, 2006

Dia Mundial da Saúde

Hoje é o Dia Mundial da Saúde. Pessoas doentes, fiquem em casa.