sábado, março 15, 2008

As sessoes terapeuticas

com a melhor terapeuta do mundo duram ateh ahs 4h da manha.
Fala-se, comparam-se historias e sensacoes, chora-se, sim, fuma-se um bocado e ateh se bebe, mas ontem acho que foi soh mesmo agua, para hidratar.
A culpa atribuida aos responsaveis, os erros assumidos, a catarse necessaria.
Tanta ferramenta, tanto trabalho que temos pela frente.
Suponho que seja assim para todos e nem sequer presumo que a minha vida eh pior do que a dos outros, nunca gostei da palavra vitima.
Mas eh preciso trazer ao de cima as feridas, abri-las mesmo, se necessario, para depois as poder fechar, curar, esquecer.
E fazer melhor, doravante - esta sim, palavra de que eu gosto.
Depois os sonhos sao agitados, numa especie de esterilizacao do interior, fervem-se as impurezas.
Liberta-se.
Ainda a tenho comigo e isso nao estah bem.
Para terminar, a nossa cura tambem vem de deixar curar os outros. E de admitir o mal que fizemos. Foi o melhor (palavra cinica, mas nao ha outra) que pude e soube fazer.

1 comentário:

  1. "a nossa cura tambem vem de deixar curar os outros" triste mas verdade

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