terça-feira, outubro 25, 2011

Escolha uma(s)

Hormonas, cansaço, desânimo, chuva e céu muito muito carregado, falta de sono, fase do mês que não tem justificação nenhuma porque não é Aquela mas há-de ser qualquer coisa In Between, fadiga de lutar e esperar esperar esperar, desorganização deveras séria por não trabalhar há tanto tempo, depressão própria da condição situacional, depressão própria do estado das coisas (e das coisas do estado) incluindo a crise mundial o ambiente a fome no mundo e as crianças a morrerem sem cuidados médicos mais os animais que todos os dias sofrem, clara inadaptação à merda em que me meti, necessidade de açúcar com torradas por baixo, exaustão de fazer sopa todos os dias, confusão mental por ter de pensar em tantas coisas e tantas pessoas ao mesmo tempo, estado emocional em que entrei por vontade própria sou mesmo parva não aprendo nada é que é sempre a mesma coisa já não há pachorra mas é ter paciência e seguir em frente que já sabes do que a casa gasta, isto passa.

Fiz as contas e foram 5 meses

Demorei 5 meses a tirar as minhas coisas de . OK, é um número grandote, mas 5 meses, people. Não foi nenhuma vida ou outra eternidade qualquer. Foram 5 meses.
Já perdi a conta aos outros.

The L word

No preciso momento em que finalmente me cai tudo, estou cá, sou emigrante (e struggling, porque ainda não tenho emprego, ainda não?, não!), vim, assentei arraiais, percebi o sistema de autocarros urbanos, tenho conta no banco, cartão da biblioteca e outras tretas do mesmo calibre, nesse preciso momento, senti-me como o Filipe quando tentou imaginar como seria se não existisse a distância, só que em vez de gritar, chorei, porque estava a ouvir a Cristina Branco e tive muitas saudades de Lisboa.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Balé

Não perceber nada de dança é isto: vai-se ao ballet, perdão, balé e passa-se boa parte do tempo a cabecear de sono. (Ah, espera, isso foi do anti-histamínico.) Ao fim de mais de duas horas (com dois intervalos pelo meio), vi movimentos lindos, movimentos fantásticos, agilidades surpreendentes. É tudo uma questão de hábito. E músculo. (Do espectador.)
No fim, no backstage (ando assim, dada a backstages), a desilusão completa: aqueles homens todos bem delineados, musculados, lindos... a abanar a mãozinha. Enfim, não se pode ter tudo. A verdade é que dançam como gente grande!

quarta-feira, outubro 19, 2011

Pois é,

eu também não gosto do cor-de-rosa. Mas por agora vai ter de ser. Deal with it.

Marianas

Duas grandes amigas: uma vai ser mãe e a outra vai casar. E eu é que me sinto a louca. Será porque nunca gostei muito de branco?

terça-feira, outubro 18, 2011

Brincadeiras parvecas

Andar ao frio dá nisto: dói-me a garganta e acho que tenho febre. Shit.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Emigrar

Num país em que o salário mínimo para trabalho qualificado é de 2161 euros, o meu tabaco, que é um desqualificado, custa o mesmo que em Portugal.

17 dias

10 maços. Fumei hoje de manhã o último cigarro que usava a língua de Camões para constatar o óbvio: fumar mata. Ser atropelado por um camião também e não vejo avisos em lado nenhum.
Vou à mercearia portuguesa comprar tabaco, já venho.

domingo, setembro 18, 2011

Tradução

As traduções são más em qualquer parte do mundo. Entre as falas para as quais não precisava de legendas, diverti-me a ver o francês que reduzia para metade o que era dito em americano.
Ou então o filme era ainda mais chato do que me pareceu. Estaremos a ficar velhos?

domingo, julho 03, 2011

Damn it

Há razões para tudo e esta é tão boa como outra qualquer. É melhor, in fact. A melhor. Numa lista sucinta, Roma e Legs. Mas Legs primeiro.

Heal us wherever we are, Our Lady of Dorset. Always.

quinta-feira, junho 02, 2011

O ser fabuloso que eu sou

Estive doente do cu quente no início de Maio e o tabaco começou a dar-me a volta ao estômago (que não é parte envolvida no cu quente), pelo que fiquei duas semanas sem fumar. Fumar um cigarro completamente nauseabundo de três em três dias não conta.
Depois fui ver a Nossa Senhora e achei que a ocasião e o meu estômago mereciam o regresso do tabaco. Logo de seguida meti-me num avião e saí em Roma, a mais prodigiosa cidade do universo, e passei o fim-de-semana a fumar em praças, escadas de igrejas, esplanadas, muros do Circo Massimo e outros pontos turísticos de alto gabarito (excepto nos Caravaggios, porque até uma herege como eu sabe que não se fuma dentro das igrejas).
Não tenho uma única fotografia de Roma, porque detesto o turismo de snapshot (embora o turismo de shot me atraia muito), mas tenho para mim que os romanos são doidos com muita razão e direito - quem é que não se punha tolo a viver numa cidade assim espectacular?


P.S. Ando a fumar três ou quatro cigarros por dia.

sexta-feira, maio 20, 2011

Olhai que coisa tão linda


O autocarro todo de lado no meio do que se adivinha ser uma estrada bem geladinha, olhó rodopio, coisa mai' linda, nestes é que eu não viajo.

quarta-feira, maio 18, 2011

terça-feira, abril 26, 2011

25 de Abril Sempre!

Cantei a Grândola Vila Morena duas vezes, em pleno centro do Luxemburgo, e à noite ouvi-a pelo Zeca, num bar português. (Nós somos mais bolos, não é só ranchos.)
E agora fica a Liberdade, a letra da Carvalhesa, a vontade de nunca ter voltado. Vou-me embora.

quarta-feira, abril 13, 2011

Falta de sentido de oportunidade é:

ir fazer chichi no momento em que o avião passa por cima do centro de Paris.

P.S. Lux é igual a cafés, cigarros, Herdade de Esporão Branco, comida boa e, neste momento, muito muito muito sono, mas isso é das três horas que dormi ontem.