"decidi tomar uma atitude à homem e disse-lhe que ia telefonar a minha mãe;"
A parte em que comecei a rir às gargalhadas, sozinha em frente ao computador:
segunda-feira, janeiro 12, 2009
domingo, janeiro 11, 2009
Ontem já não havia capacidade para escrever,
mas!
Pesquisa no Google: alho no cu dá febre.
Resultados:
Pesquisa no Google: alho no cu dá febre.
Resultados:
E ainda
"Esta não bebeu álcool, mas está-se aqui a chapar toda. Assim não consigo lutar contra a Cândida. Eiiiiii... Uouuuu...
Peace, Cândida."
Peace, Cândida."
Com a filha
Ela: "Podia vir a senhora da massagem grátis para bebés e massajar-me aqui assim."
Eu: "Eu dizia Esta é a minha filha, o meu bebé, e a senhora Mas é só até aos 12 meses e eu Isto? Ela não tem mais de 11 meses e meio!"
Ela: "Sabe, é que ela é grande. Come muito. E depois fuma-lhe uns charros e fica cheia de fome, que assim medra mais!"
E a Ágata.
Ao minuto 4'50, a Ágata na universidade.
Eu: "Eu dizia Esta é a minha filha, o meu bebé, e a senhora Mas é só até aos 12 meses e eu Isto? Ela não tem mais de 11 meses e meio!"
Ela: "Sabe, é que ela é grande. Come muito. E depois fuma-lhe uns charros e fica cheia de fome, que assim medra mais!"
E a Ágata.
Ao minuto 4'50, a Ágata na universidade.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Quem a entende?
Saio da casa de saúde esfomeada, a visita à linda Carolina prolongou-se até à hora do jantar.
Hambúrguer, o que me apetecia era um hambúrguer cheio de batatas fritas. Chego a casa, tiro uma alheira do congelador e ponho batatas com casca e cenoura a cozer.
Apetece-me ouvir a Nossa Senhora de Dorset. Abro o youtube e ponho a Amália no seu melhor Povo que Lavas no Rio.
Quem quer ter uma relação adulta com a Carochinha?
I've mastered the art of pancakes.
(Diz-me uma amiga que estou a pedir demais. Relação adulta? Relação logo-se-vê e já é um pau!)
(Diz-me uma amiga que estou a pedir demais. Relação adulta? Relação logo-se-vê e já é um pau!)
O meu avô
está sempre a dormir quando vou vê-lo. O que significa que não o vejo há dias e, tendo em conta que ele não vê, há anos que estamos apartados.
O médico não tem boas notícias, só normais: o avô está no fim da vida.
Percebo a revolta dos filhos, mas eles esperavam o quê? Que ele se levantasse e corresse? Deixem-no em paz. (Fica para outro dia a história dele, agora não consigo.)
quinta-feira, janeiro 08, 2009
(And it keeps on flowing...) Da lhengua
Porque é que um sítio cheio de pessoas doentes se chama casa de saúde?
Mais do que panquecas
o que eu gostava mesmo era de fazer o blog todo com um único tema: É denso, sim senhora!
Tenho de aprender a tabelar. E se calhar tirar os comentários.
The icing on the cake
Que não, que não, mas eu sou mais blender. Como a cobertura com cada garfada de bolo, deixo as coisas boas para o fim - o que me (des)ordena até as leituras - e não é que goste do mais ou menos e do razoável, mas não vejo sentido em comer o óptimo e depois de(s)gostar o menos bom isolado.
Excepção feita ao mau, que nunca fica melhor juntando-se ao bom. Ou então toma-se de um gole só, o mau todo com cobertura doce para enganar. E depois muita cobertura para esquecer.
Continuo nas metáforas culinárias, já reparei. Vou fazer panquecas.
Eine Frau ohne Mann ist wie ein Fisch ohne Fahrad
Se fazem tanta falta como os cães na missa,
porque é que gostamos de ouvir ladrar?
2009 é o ano
Apaixono-me na rua. Os Alfa Romeo são sexy, especialmente de óculos escuros.
Serendipity, cara-a-cara na bomba. Alto, olhos claros, cabelo muito curto.
Hormonas ao alto, ontem nasceu a Carolina.
Parabéns, papás!
Serendipity, cara-a-cara na bomba. Alto, olhos claros, cabelo muito curto.
Hormonas ao alto, ontem nasceu a Carolina.
Parabéns, papás!
Ai,
os putos quando estão doentes são tão chatos!
Ou
Coitadinha da carranchecas, infecção no olho, constipação e pilinha sensível de um procedimento médico ontem no pediatra. Até a mim me dói.
Ou
Coitadinha da carranchecas, infecção no olho, constipação e pilinha sensível de um procedimento médico ontem no pediatra. Até a mim me dói.
Só tem sopa, não tem mais nada?
E ela "Ai, desculpe lá".
E eu a rir-me.
Quente, boa, um consolo.
E a cevadinha dos Samaritanos, olá! beijinho beijinho está boa? bom ano!, no fim.
Piolhámos o par de duas no Mais Velho onde está quente e se fuma.
Amanhã tenho de comprar tabaco.
Uma pessoa quando até está bem-disposta
mas quer assim deprimir-se,
faz o quê?
Abre o Deezer do irmão e ouve Cranberries. Remédio santo.
P.S. Isto não são parágrafos - são degraus.
Abre o Deezer do irmão e ouve Cranberries. Remédio santo.
P.S. Isto não são parágrafos - são degraus.
terça-feira, janeiro 06, 2009
Ei, que seca!
Pensei eu quando ela me disse que havia um carro telecomandado no armário para usar como engodo para o levar à rua. Depois peguei no comando, ele achou piada a correr atrás do carro e era ver-nos aos dois, a correr e a rirmo-nos rua fora.
Sou uma criança.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Desisteis
Continuo a tentar fumar. Lamento a perda do ritual, a pausa, a saída para a varanda, o prazer que um cigarro me dava.
Continuo a ficar enjoada. No domingo dei-lhe o meu maço quase cheio e hoje cravei um cigarro ao patrão (shame on me). Não adianta.
Desisteis.
P.S. Três enters pequeninos, pequeninos. Aprovas?
Continuo a ficar enjoada. No domingo dei-lhe o meu maço quase cheio e hoje cravei um cigarro ao patrão (shame on me). Não adianta.
Desisteis.
P.S. Três enters pequeninos, pequeninos. Aprovas?
domingo, janeiro 04, 2009
Dos tupperwares
Eu que odeio tupperwares, sofro de compartimentação extrema. É verdade. Penso em certas coisas e vejo o bom e o mau em duas caixinhas diferentes, o que é uma completa estupidez, porque o mau devia envenenar o bom e provocar intoxicação alimentar a qualquer pessoa que tentasse sequer levantar a tampa.
Preciso de meter tudo na misturadora, picar bem picadinho e depois enojar-me devidamente com o resultado. (Já sei, enough with the cooking metaphors. Sorry.)
Também não gosto muito de misturadoras. Gosto de robots de cozinha e de fazer assados demorados no forno.
O frango à la Jamie, com castanhas à la Joana, estava delicioso.
Preciso de meter tudo na misturadora, picar bem picadinho e depois enojar-me devidamente com o resultado. (Já sei, enough with the cooking metaphors. Sorry.)
Também não gosto muito de misturadoras. Gosto de robots de cozinha e de fazer assados demorados no forno.
O frango à la Jamie, com castanhas à la Joana, estava delicioso.
Como sempre, conversa no Gmail
(que se chama Gtalk, irmã, vê lá tu a falta de imaginação)
Ainda sobre isto, as versões e o seu conhecimento.
E vai ela e diz
ela: temia pelo seu bom gosto
não se endoutrinam irmãos no culto a Nossa Senhora de Dorset para depois andarem a misturar Legs com bugalhos
Ahahahahahah!
Quase 7h30 da manhã,
ainda escuro, despedimo-nos em frente a minha casa, depois do pequeno-almoço na única confeitaria aberta aqui da rua.
"Dorme bem!", diz-me ela. "Dorme bem!", respondo.
E as freiras na paragem do autocarro com os olhos esbugalhados a olhar para nós e quase a ter um ataque.
Há lá coisa melhor do que chocar freiras?
"Dorme bem!", diz-me ela. "Dorme bem!", respondo.
E as freiras na paragem do autocarro com os olhos esbugalhados a olhar para nós e quase a ter um ataque.
Há lá coisa melhor do que chocar freiras?
sábado, janeiro 03, 2009
No mesmo piso onde está o meu avô
há um quarto com uma placa na porta que diz "Por ordem médica não recebe visitas".
E quem é que me explica a vontade imensa que tenho de entrar naquele quarto?
O que será que a pessoa tem? Estará de castigo?
Qualquer dia não resisto, é assim como ver uma comporta de barragem aberta ou olhar para um precipício: seguramo-nos não para não cair, mas para lutar contra a vontade de nos atirarmos.
Qual é a melhor altura para fumar?
Continuo enjoada at the thought of a smoke.
Continuo com vontade de fumar.
Espero sempre que a traça se transforme em enjoo e, mesmo nos casos em que continua a apetecer-me, ficarei invariavelmente enjoada à primeira passa.
Ou assim espero.
Tenho saudades.
Did I tell you you're divine?
Já não me lembrava, mas esta tem de ser a minha música preferida da PJ.
Para ela, assim à laia de presente de Natal. Ou mimo, que sabe sempre bem, não engorda e não faz borbulhas.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Como tornar-se obsessivo-compulsivo
Diz o J. L. Pio Abreu em "Como tornar-se doente mental" que o objectivo é a preocupação com detalhes, listas, inventários e outros do género, perdendo a noção do propósito dos mesmos. (Por alto.)
Eu gosto de listas. Gosto de detalhes, mesmo dos que não se vêem - ou principalmente desses.
Aliás, na minha urna de recém-cremada quero que escrevam "Was a sucker for detail".
Não sei se tenho perfil de Martha Stewart (e os leitores mais atentos saberão que gosto pouco da mulher), mas gostava de ser uma Jamie Oliver.
Cozinhar assados cheios de legumes, com sabores de deleitar qualquer um, desde o mais exigente gourmet ao fast-foodeiro empedernido.
Ou pastas cheias de tomate e geniais na sua simplicidade.
Sopas reconfortantes, sanduíches originais e suculentas, sobremesas deliciosas.
(Confesso que as sobremesas estão no fim da lista, detalhe de somenos importância.)
Se calhar isto é de não poder comer tudo o que quero, ou do período, ou de ter feito uma limpeza total, ainda que forçada, ao meu sistema digestivo, que resultou em que tudo me saiba a pedaços de céu, mas se me apanho com um livro do Jamie nas mãos, posso nunca mais ser vista fora da cozinha.
Para já, contento-me em salivar virtualmente.
2009
Tem tudo para ser um grande ano. Basta que seja um ano diferente de 2008, pelo menos dos últimos dias de 2008. Claro que isto não é nenhuma lei da física, é diferente, logo, é melhor.
Mas para já fico-me pela diferença.
Um ano que foi maior que os seus 12 meses acabou de forma algo negra.
Parece que todas as desgraças se concentraram nos últimos dias de Dezembro, assim a ver se chateavam menos.
A saber: dia 24 recebo a notícia de que a cunhada do meu padrinho está a morrer.
No dia seguinte, de manhã, o susto do irresponsável da família.
No domingo, dia 28, o meu avô é trazido para o Porto por ter piorado.
Passo essa madrugada a vomitar por causa da intoxicação alimentar que correu mais do que uma mesa do restaurante culpado.
Na segunda à tarde, a notícia final de que a Graça tinha morrido.
E, sem dia definido, mas a marcar o fim de 2008, a promessa do que podia ter sido e não foi.
Ou como às vezes tudo parece encaixar e ficamos tão felizes, só para depois se desmoronar como um puzzle de peças danificadas.
quinta-feira, janeiro 01, 2009
(intoxicações) Mal(imentar)es que vêm por bem
Entro em 2009 sem fumar.
Às vezes apetece-me, mas fico enjoada só de pensar nisso.
Quando me apetece muito e não fico enjoada, arrisco.
Invariavelmente, fico enjoada ainda antes de acabar o cigarro.
Aprendi a beber chá com pouco açúcar, as coisas demasiado doces enjoam-me.
Tudo tem um sabor forte, exquisite.
O jantar de ontem foi batatas cozidas com cenouras, brócolos e pescadinhas. Um fio de azeite, três gotas de limão e eu estava no céu.
E sim, foi intoxicação alimentar. Tão cedo não toco em queijo da serra (escrevê-lo enjoa-me), mas afinal ele não era o culpado.
Num jantar de 18 pessoas, só duas não ficaram doentes - os balentes!
Houve estadias no hospital e febres altas. Eu fiquei-me por aqui, que já sei do que a casa gasta.
Às vezes apetece-me, mas fico enjoada só de pensar nisso.
Quando me apetece muito e não fico enjoada, arrisco.
Invariavelmente, fico enjoada ainda antes de acabar o cigarro.
Aprendi a beber chá com pouco açúcar, as coisas demasiado doces enjoam-me.
Tudo tem um sabor forte, exquisite.
O jantar de ontem foi batatas cozidas com cenouras, brócolos e pescadinhas. Um fio de azeite, três gotas de limão e eu estava no céu.
E sim, foi intoxicação alimentar. Tão cedo não toco em queijo da serra (escrevê-lo enjoa-me), mas afinal ele não era o culpado.
Num jantar de 18 pessoas, só duas não ficaram doentes - os balentes!
Houve estadias no hospital e febres altas. Eu fiquei-me por aqui, que já sei do que a casa gasta.
2008
365 dias de um ano em perfeito estado e no 366º (eu sei dizer isto, e vocês?), que este ano foi bissexto, enchem-no de velho.
Deve ser assim como as placentas das grávidas. 30 e muitas semanas em perfeito funcionamento e depois, porque convém aos médicos ou porque cada vez mais as pessoas são mais burras, chega-se à 38ª ou 39ª semana e ai, jesus, que a placenta está velha.
Estávamos fartos de 2008? Pois claro.
Estamos esperançosos que 2009 seja um ano melhor? Com certeza.
Só não vejo motivo para maltratar o ano.
O meu avô tem 94 anos e não os fez ontem, não os ganhou de um dia para o outro. Só quem não estava atento não reparou.
Continuo a achar a passagem de ano a coisa mais disparatada que existe, pior ainda do que o Natal.
Ai, gosto tanto de toda a gente do mundo (do Bin Laden também? e do Sócrates?), desejo tantas coisas boas a todos, vamos ser tão felizes, ai, ai, come as passas, pede os desejos, e pronto, é isto.
Faz-me sempre lembrar a primeira passagem de ano de que tenho noção, teria eu talvez 6 anos, todos na Cerâmica, no salão de festas, muita correria e brincadeira e de repente pára tudo que se vai passar o ano.
E a minha indignação, olha que treta, eu estava a brincar!, mas tive de alinhar que todos os meus amigos de brincadeira, incluindo o meu irmão, estavam concentradíssimos nas badaladas e tentavam, ao mesmo tempo, explicar-me a importância do que estava prestes a acontecer.
E eu à espera de uma grande coisa, mudança de sei lá o quê, do ar, das pessoas, do mundo lá fora, e nada. "É isto?", acho que ainda perguntei.
Se não perguntei, devia ter perguntado.
Is that all there is?
Deve ser assim como as placentas das grávidas. 30 e muitas semanas em perfeito funcionamento e depois, porque convém aos médicos ou porque cada vez mais as pessoas são mais burras, chega-se à 38ª ou 39ª semana e ai, jesus, que a placenta está velha.
Estávamos fartos de 2008? Pois claro.
Estamos esperançosos que 2009 seja um ano melhor? Com certeza.
Só não vejo motivo para maltratar o ano.
O meu avô tem 94 anos e não os fez ontem, não os ganhou de um dia para o outro. Só quem não estava atento não reparou.
Continuo a achar a passagem de ano a coisa mais disparatada que existe, pior ainda do que o Natal.
Ai, gosto tanto de toda a gente do mundo (do Bin Laden também? e do Sócrates?), desejo tantas coisas boas a todos, vamos ser tão felizes, ai, ai, come as passas, pede os desejos, e pronto, é isto.
Faz-me sempre lembrar a primeira passagem de ano de que tenho noção, teria eu talvez 6 anos, todos na Cerâmica, no salão de festas, muita correria e brincadeira e de repente pára tudo que se vai passar o ano.
E a minha indignação, olha que treta, eu estava a brincar!, mas tive de alinhar que todos os meus amigos de brincadeira, incluindo o meu irmão, estavam concentradíssimos nas badaladas e tentavam, ao mesmo tempo, explicar-me a importância do que estava prestes a acontecer.
E eu à espera de uma grande coisa, mudança de sei lá o quê, do ar, das pessoas, do mundo lá fora, e nada. "É isto?", acho que ainda perguntei.
Se não perguntei, devia ter perguntado.
Is that all there is?
quarta-feira, dezembro 31, 2008
O meu avô está internado
numa instituição privada de saúde cá no Porto.
Proliferam os símbolos religiosos e, depois de eu lhe dar o iogurte do lanche, entra no quarto uma freira com ar metediço, como todas têm, que lhe fala em tom paternalista, como todas falam.
"Então, Sr. Manuel, quer-se sentar? Ou ainda não são horas?"
(Como se houvesse horas para sentar, santa Barbara Cook!)
O meu avô, de 94 anos, já quase cego, com um só pulmão a funcionar desde há muitos anos, agora com a respiração muito dificultada pela pneumonia, responde-lhe, no seu melhor estilo trasmontano
"Pra qué?"
Acho que o meu avô também não pode com freiras.
Proliferam os símbolos religiosos e, depois de eu lhe dar o iogurte do lanche, entra no quarto uma freira com ar metediço, como todas têm, que lhe fala em tom paternalista, como todas falam.
"Então, Sr. Manuel, quer-se sentar? Ou ainda não são horas?"
(Como se houvesse horas para sentar, santa Barbara Cook!)
O meu avô, de 94 anos, já quase cego, com um só pulmão a funcionar desde há muitos anos, agora com a respiração muito dificultada pela pneumonia, responde-lhe, no seu melhor estilo trasmontano
"Pra qué?"
Acho que o meu avô também não pode com freiras.
terça-feira, dezembro 30, 2008
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Nada como passar uma noite inteira a vomitar
para pôr tudo em perspectiva. Até o que se acabou de escrever, antes de a odisseia ter início.
Acho que foi um recorde pessoal: sete horas inteirinhas de corridas para a casa-de-banho, de cada vez a parecer a última, mas não, era só para me enganar.
A última só chegou de manhã, já eram 10h30, e eu pensei que não aguentava mais.
Pontos positivos? Muito poucos, claro.
Mas eu gosto de canja.
Acho que foi um recorde pessoal: sete horas inteirinhas de corridas para a casa-de-banho, de cada vez a parecer a última, mas não, era só para me enganar.
A última só chegou de manhã, já eram 10h30, e eu pensei que não aguentava mais.
Pontos positivos? Muito poucos, claro.
Mas eu gosto de canja.
Neo-masoquismo
A música faz-me lembrar uma altura infinitamente mais triste e solitária da minha vida, há não muito tempo atrás.
Penso no agora e sei que é melhor - ou menos mau.
Por isso deixo-me invadir só mais um bocadinho pela sensação mais parecida com o desespero que conheço, nem que seja para temperar.
Faço como ela e quando parece que não aguento mais, lembro-me de algo feliz e cravo mais os espinhos da coroa que não tenho.
Teria piada se aos 28 ainda fosse como aos 18, baba e ranho e muito drama, desinteresse pela vida e apatia geral.
Mas não. Aos 28 passa como uma constipação, chateia mas não faz mossa.
domingo, dezembro 28, 2008
Ano ímpar
Nunca gostei de números ímpares, vá-se lá bem saber porquê, mas pode ser porque sou uma esquisitinha que atribui características afectivas a quase tudo o que é inanimado, até às meias, que eu sei bem quais gosto de usar e quais só uso quando não há outras, cuecas idem.
O número 9 foi sempre um dos meus despreferidos e lembro-me de em Tróia fazer 9 anos e detestar, Que idade tens? e eu Nove, e até me encolhia por dentro, idade mais feia.
Este ano acaba em 9 e ou estourei a pipoca de vez ou estou diferente, porque gosto do número.
Gosto de dizer 2009, parece futurista mas totalmente alcançável, uma mudança fresca, um número ímpar forte e rebelde.
Enquanto aprecio os últimos dias de Dezembro, penso no que quero fazer para o ano.
2009. Venha ele.
O número 9 foi sempre um dos meus despreferidos e lembro-me de em Tróia fazer 9 anos e detestar, Que idade tens? e eu Nove, e até me encolhia por dentro, idade mais feia.
Este ano acaba em 9 e ou estourei a pipoca de vez ou estou diferente, porque gosto do número.
Gosto de dizer 2009, parece futurista mas totalmente alcançável, uma mudança fresca, um número ímpar forte e rebelde.
Enquanto aprecio os últimos dias de Dezembro, penso no que quero fazer para o ano.
2009. Venha ele.
Salgueiros 2 - Pedroso 2
No estádio da Senhora da Hora o frio que se fazia sentir não arrefeceu o entusiasmo dos adeptos.
O Pedroso entrou forte, seguro, claramente a dominar o jogo.
O primeiro golo apareceu no primeiro quarto de hora, rapidamente seguido do segundo.
O Salgueiros desmoralizava, apesar da forte claque da casa que o incitava.
Corriam menos, não tinham estratégia de defesa, perdiam mais vezes a bola e raramente conseguiam virar o jogo, mas antes do fim da primeira parte marcaram os dois golos que lhes permitiram o empate.
E nós? Nós matámo-nos a rir com os insultos, a fúria, a alegria das pessoas que enchiam o estádio (campo da bola?), incluindo o casal que se sentou ao meu lado e me pôs uma pontinha da manta que traziam em cima das pernas, porque eu me meti com eles. Eu não tive coragem de recusar, confesso. E com o frio que estava, que bem me soube.
A repetir, que o Salgueiral é irmão do Benfica.
O Pedroso entrou forte, seguro, claramente a dominar o jogo.
O primeiro golo apareceu no primeiro quarto de hora, rapidamente seguido do segundo.
O Salgueiros desmoralizava, apesar da forte claque da casa que o incitava.
Corriam menos, não tinham estratégia de defesa, perdiam mais vezes a bola e raramente conseguiam virar o jogo, mas antes do fim da primeira parte marcaram os dois golos que lhes permitiram o empate.
E nós? Nós matámo-nos a rir com os insultos, a fúria, a alegria das pessoas que enchiam o estádio (campo da bola?), incluindo o casal que se sentou ao meu lado e me pôs uma pontinha da manta que traziam em cima das pernas, porque eu me meti com eles. Eu não tive coragem de recusar, confesso. E com o frio que estava, que bem me soube.
A repetir, que o Salgueiral é irmão do Benfica.
De acordar
(seja a que horas for)
Ultimamente tem-me custado muito a acordar.
Minto, porque acordo de repente, sobressaltada, ainda cansada.
Mas depois quando vejo as horas (e é invariavelmente cedo), viro-me para o lado e custa-me muito a acordar.
Sentir-me acordada e até pensar em sair da cama, mas de repente estar outra vez a dormir sem sequer me aperceber.
Quando as férias acabarem, o ritmo volta ao normal.
Espero eu, que isto de andar na terra dos sonhos não tem piada nenhuma - eu gosto de andar acordada e desperta para a vida.
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Ufa!
Acabou-se o Natal.
Agora as coisas voltam ao normal até à próxima quarta-feira, segundo dia mais deprimente do ano: passagem de ano.
Este ano, ao contrário do que passou, não estou desesperada por me ver num novo ano.
Entro no novo ano mais crescida, ainda que mais magra, mais realizada e com mais esperança no futuro.
Cheia de planos e projectos, como convém.
Resoluções? Não tenho.
Venha o que vier, já sei que aguento tudo. Ou tenho de aguentar, que hoje em dia já não se morre de desgosto.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
No Natal pela manhã
Ouvem-se os telefones tocar
E anda uma grande angústia no ar
OU
Tive um irmão, perdi-o
Mas já apareceu.
A ele, quero bater-lhe e enchê-lo de burro.
A mim, quero acalmar-me e deixar de pensar no que lhe podia ter acontecido.
E anda uma grande angústia no ar
OU
Tive um irmão, perdi-o
Mas já apareceu.
A ele, quero bater-lhe e enchê-lo de burro.
A mim, quero acalmar-me e deixar de pensar no que lhe podia ter acontecido.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
O dia 24 amanheceu lindo
Sombras cor-de-rosa no horizonte a denunciar o dia brilhante de sol que aí vinha.
Com o astro ao rubro, recebo a notícia de que a vida é tudo ao mesmo tempo, eu tão bem e eles tão mal.
Concluo que a vida (e a morte) é um rio cujo curso não se altera nem espera por ninguém.
Quando passa naquela pedra, lava-a. Somente.
Com o astro ao rubro, recebo a notícia de que a vida é tudo ao mesmo tempo, eu tão bem e eles tão mal.
Concluo que a vida (e a morte) é um rio cujo curso não se altera nem espera por ninguém.
Quando passa naquela pedra, lava-a. Somente.
terça-feira, dezembro 23, 2008
O puto é cá dos meus
Descobriu o botão de volume do rádio no meu carro.
Roda aquilo como se não houvesse amanhã e ri-se muito quando a música quase nos ensurdece.
"Vais-te assustar quando começar a próxima, T.", digo-lhe.
E ele ansioso como quem espera uma prenda de Natal.
Salta com o susto, mas continua.
Meus ricos ouvidinhos.
Roda aquilo como se não houvesse amanhã e ri-se muito quando a música quase nos ensurdece.
"Vais-te assustar quando começar a próxima, T.", digo-lhe.
E ele ansioso como quem espera uma prenda de Natal.
Salta com o susto, mas continua.
Meus ricos ouvidinhos.
Para a Cristina e a Sónia,
minhas aliadas nisto da beleza exterior (e minhas terapeutas-confidentes de há uns tempos para cá), worry not!
Com o que enfardei no domingo à noite, os três sentados à mesa desde o jantar e sempre a comer, agora pão com geleia, agora queijo, agora presunto, não há magreza que me resista.
Minto: os meus intestinos estão em over-drive desde segunda de manhã, por isso o estrago nem sequer se deve notar.
Ê sô magrinha, deixem-me!
Com o que enfardei no domingo à noite, os três sentados à mesa desde o jantar e sempre a comer, agora pão com geleia, agora queijo, agora presunto, não há magreza que me resista.
Minto: os meus intestinos estão em over-drive desde segunda de manhã, por isso o estrago nem sequer se deve notar.
Ê sô magrinha, deixem-me!
Fui cortar o cabelo na sexta
Já não me reconheço de cabelo esticado.
Entre muitos "está muito magra, o que é que anda a fazer?" e "não emagreça mais, está gira assim", a Rolls Royce das cabeleireiras acertou, como sempre, no que eu queria.
Agora estou com medo de o lavar (sim, que nojo, aguentou-se até hoje) e de voltar aos caracóis.
Passa-me depressa.
Entre muitos "está muito magra, o que é que anda a fazer?" e "não emagreça mais, está gira assim", a Rolls Royce das cabeleireiras acertou, como sempre, no que eu queria.
Agora estou com medo de o lavar (sim, que nojo, aguentou-se até hoje) e de voltar aos caracóis.
Passa-me depressa.
Don't stop me now
'cause I'm having a good time, I'm having a ball
Acordei a cantar esta música dos Queen (vénia, vénia).
Deve ser das férias, de acordar ao meio-dia, do sol lá fora.
Será do Natal? Ui, queres ver que fui imbuída do espírito? Xô, xô!
Acordei a cantar esta música dos Queen (vénia, vénia).
Deve ser das férias, de acordar ao meio-dia, do sol lá fora.
Será do Natal? Ui, queres ver que fui imbuída do espírito? Xô, xô!
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Primeiro dia de Inverno
O carro marca 18ºC na praia do Lais de Guia às quatro e meia da tarde.
Junto à linha de água, embora a temperatura fosse de certeza inferior, estava bastante agradável.
E depois o pôr-do-sol mais magnífico que vi nos últimos tempos.
Ou se calhar era de mim.
P.S. Agora escrevo em mais um blog. Mais um?? Sim, mais um. Faço colecção.
Junto à linha de água, embora a temperatura fosse de certeza inferior, estava bastante agradável.
E depois o pôr-do-sol mais magnífico que vi nos últimos tempos.
Ou se calhar era de mim.
P.S. Agora escrevo em mais um blog. Mais um?? Sim, mais um. Faço colecção.
Coisas boas que vêm por mal
A baixa a pé desde casa. As lojas de Cedofeita, Santa Catarina.
As compras.
A sesta pós-jantar e pré-concerto (Legendary Tiger Man na rua do plano B).
A filha-forno que é tão quente que tenho de me afastar dela na cama, para não derreter.
O neto que descobri ontem ter. E os três na sala branca do Passos a imaginar filmes porno feitos ali ("Foda em Branco", copyright de S.).
O doce económico que nos salvou no carro.
Ah, e os galos por trás de Costa Cabral, que cantam às 6h em ponto.
As compras.
A sesta pós-jantar e pré-concerto (Legendary Tiger Man na rua do plano B).
A filha-forno que é tão quente que tenho de me afastar dela na cama, para não derreter.
O neto que descobri ontem ter. E os três na sala branca do Passos a imaginar filmes porno feitos ali ("Foda em Branco", copyright de S.).
O doce económico que nos salvou no carro.
Ah, e os galos por trás de Costa Cabral, que cantam às 6h em ponto.
Maldita tu, Ana Maria
Passos Manuel. Flashback imediato para a festa de 88, a comida, os meus vestidos, as pessoas todas lá em casa, os espectáculos, a comida. A casa com que mais sonho, que definiu e pintou partes inteiras da minha vida.
Depois fui agradecer ao DJ's o bocadinho de passado.
E agora estou a ouvir isto enquanto escrevo e só me apetece rir, principalmente quando penso que quem estiver a ler vai ficar a achar que eu gosto (ou gostava) da música.
Depois fui agradecer ao DJ's o bocadinho de passado.
E agora estou a ouvir isto enquanto escrevo e só me apetece rir, principalmente quando penso que quem estiver a ler vai ficar a achar que eu gosto (ou gostava) da música.
domingo, dezembro 21, 2008
Voltei ao meu Porto
Das mulheres bonitas, as botas lindas que se desejam e namoram durante meses, as ruas iluminadas de Natal.
E as compras com a filha.
Já tinha saudades e nem sabia.
E as compras com a filha.
Já tinha saudades e nem sabia.
sábado, dezembro 20, 2008
Já sei o que quero ser quando for grande
Ontem, a falar para o Porto Canal e para a RTP, senti-me como peixe na água.
Diz quem já me viu na reportagem (toda a manhã na rtpN e no Jornal da Tarde da RTP1) que fomos bem representados.
(Eu só achei esquisito ver-me na televisão.)
Diz quem já me viu na reportagem (toda a manhã na rtpN e no Jornal da Tarde da RTP1) que fomos bem representados.
(Eu só achei esquisito ver-me na televisão.)
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Ê sô anósmicazinha!
No filme do Manoel de Oliveira "A Caixa", Luís Miguel Cintra faz de cego que sustenta a família de uma qualquer calçada de Lisboa com a sua caixinha da ABLB.
A frase emblemática do filme é dita pelo mesmo cego, qualquer coisa como "Mas ê sô ceguinho!"
Para quando um filme sobre nós, os anósmicozinhos?
A frase emblemática do filme é dita pelo mesmo cego, qualquer coisa como "Mas ê sô ceguinho!"
Para quando um filme sobre nós, os anósmicozinhos?
Do amor às máquinas
De manhã consegui arrancá-lo de casa com o pretexto de irmos ao meu carro.
Delirou. Abriu tudo o que conseguiu, ligou os quatro-piscas, apitou, estava no céu.
Prometi-lhe que mais tarde voltávamos lá, mas saí depois da sesta dele e quando voltei a mãe disse-me que ele tinha chorado - com lágrimas! - porque queria ir ao pópó a Anda.
Os homens são todos iguais, seja aos 2, 20 ou 30 anos.
Delirou. Abriu tudo o que conseguiu, ligou os quatro-piscas, apitou, estava no céu.
Prometi-lhe que mais tarde voltávamos lá, mas saí depois da sesta dele e quando voltei a mãe disse-me que ele tinha chorado - com lágrimas! - porque queria ir ao pópó a Anda.
Os homens são todos iguais, seja aos 2, 20 ou 30 anos.
Ou então
Ainda bem que pelo meio de todas as coisas más, há coisas boas.
Que se distinguem e existem em si mesmas.
As trevas que nos deixam ver a luz.
Que se distinguem e existem em si mesmas.
As trevas que nos deixam ver a luz.
Os melhores cheiros
("Por ordem?" Não.)
Maresia.
A terra quando começa a chover.
Hmm, este não posso dizer.
Ah, e este também não.
Anósmica me confesso: há todo um mundo à minha volta que ando a perder.
Maresia.
A terra quando começa a chover.
Hmm, este não posso dizer.
Ah, e este também não.
Anósmica me confesso: há todo um mundo à minha volta que ando a perder.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
A vida double-face
As coisas boas podiam ser só boas, mas não. É tudo double-face.
Ou então estamos imersos de tal forma nestas trevas entrecortadas de luz que misturamos o bom e o mau, até andarem de mãos dadas.
Mantra do momento (e, se calhar, da vida):
There's a crack in everything, that's how the light gets in.
Ele é que sabia da poda.
Adenda: o link estava errado, as minhas desculpas.
Ou então estamos imersos de tal forma nestas trevas entrecortadas de luz que misturamos o bom e o mau, até andarem de mãos dadas.
Mantra do momento (e, se calhar, da vida):
There's a crack in everything, that's how the light gets in.
Ele é que sabia da poda.
Adenda: o link estava errado, as minhas desculpas.
terça-feira, dezembro 16, 2008
Creme fino é outra coisa
Experimentei umas amostras da prateleira da minha Mãe, uma coisa multi-vitaminada para o dia, da Lencastre do Mónaco.
Parece que estou a pôr veludo na cara.
Parece que estou a pôr veludo na cara.
Às vezes apetece-me dizer-lhe
"Olha, tu se não andasses sempre a cair, o que é que gostavas de fazer com o tempo que te sobra?"
Puto mais trapalhão.
Puto mais trapalhão.
Factos estúpidos da vida
Cuidado com o cigarro, aquela porcaria pode incendiar-se mesmo quando o estás a acabar e depois queimas-te e isso aleija.
(Sim, à Bruno Aleixo.)
Aconteceu-me na sexta. Incendiou-se. Com chama. Juro! Fiquei. Parva!
(Sim, à Bruno Aleixo.)
Aconteceu-me na sexta. Incendiou-se. Com chama. Juro! Fiquei. Parva!
Happy and Bleeding
Isto de andar um ano a lamber feridas já chateia.
Principalmente quando pensamos que o serviço está feito e descobrimos mais uma úlcera.
O que vale é que, entretanto, a saliva está mais curativa que nunca.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Do Hi5
Em conversa com um amigo sobre o Hi5, chegamos à conclusão que não vemos utilidade nenhuma naquilo.
"Mas imagina-nos adolescentes com Hi5", diz ele.
A imagem assusta-me, "ui, havia de ser bonito".
"Os adolescentes agora é que têm sorte, no meu tempo tinha de andar de escola em escola.", remata.
Ahahahahahah!
"Mas imagina-nos adolescentes com Hi5", diz ele.
A imagem assusta-me, "ui, havia de ser bonito".
"Os adolescentes agora é que têm sorte, no meu tempo tinha de andar de escola em escola.", remata.
Ahahahahahah!
Tive um apetite, perdi-o
Ai, quem me o dera encontrar
Que comer é uma tortura
Que faz o estômago doer
Preso no fundo do ser,
Ou afogado no mar?
Volta, estás perdoado!
(Prevejo uma época natalícia muito pobre em doces e guloseimas...)
Que comer é uma tortura
Que faz o estômago doer
Preso no fundo do ser,
Ou afogado no mar?
Volta, estás perdoado!
(Prevejo uma época natalícia muito pobre em doces e guloseimas...)
domingo, dezembro 14, 2008
sábado, dezembro 13, 2008
Ia dizer que
apesar disto, o Natal talvez só vá lá de Poo.
Mas depois lembrei-me do jantar dos sem-abrigo.
Pronto, aletria e Poo então.
Mas depois lembrei-me do jantar dos sem-abrigo.
Pronto, aletria e Poo então.
Espírito Natalício Instantâneo
Basta-me ouvir isto.
Razões principais:
sou boubica por cinema inglês;
gosto destas coisas das comédias românticas, pronto - sue me;
ver este filme no cinema, sozinha, fez maravilhas à minha depressão natalícia de há 5 anos atrás.
E finalmente, Love actually is... all around.
(Desde a Suécia que não consigo encarar despedidas em aeroportos sem vontade de chorar, a minha irmã é testemunha - e principal vítima, coitada.)
Razões principais:
sou boubica por cinema inglês;
gosto destas coisas das comédias românticas, pronto - sue me;
ver este filme no cinema, sozinha, fez maravilhas à minha depressão natalícia de há 5 anos atrás.
E finalmente, Love actually is... all around.
(Desde a Suécia que não consigo encarar despedidas em aeroportos sem vontade de chorar, a minha irmã é testemunha - e principal vítima, coitada.)
O que é pior?
Saber da vida sexual dos pais? (Arghhhh!)
Ou saber dos problemas sexuais dos pais? (ARGHHHHHHHHH!!)
Ou saber dos problemas sexuais dos pais? (ARGHHHHHHHHH!!)
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Alguma coisa ando a fazer bem
Enquanto o vestia depois da sesta, e para o distrair, contei-lhe da visita que ia ter.
"Não!", foi a resposta. "Tu ficas!"
"Eu?", perguntei.
"Xim, tu ficas."
"Fico cá? Não vou para a minha casa?"
"Não."
"E onde é que eu durmo?"
"Aqui", diz a apontar a cama dele.
"Não cabemos os dois aqui", digo-lhe a rir.
Dois anos e já me quer levar para a cama dele.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Duas Histórias de Natal
Trouxe-lhe o livro da Alice Vieira que comprei já em adulta.(Continuo a comprar os livros dela.)
Ontem li-lhe a primeira e ele já dormia a sono solto quando acabei.
Hoje, ainda com a Mãe em casa, estava mais inquieto e acho que não percebeu (ou gostou) nada do que li.
Eu, sabendo da audiência que tinha, li a história com todos os cuidados possíveis, mas mesmo assim não previ o efeito que o primeiro presente do Pai Natal teria em mim.
É a primeira vez que leio a história alto, apesar de já a conhecer bem. E acho que se notou na minha voz a emoção ao chegar ao momento final em que a Doroteia apresenta ao Pai Natal a sua filha recém-nascida. Disfarcei com a constipação que anda a rondar-me o nariz.
Hormonas mais parvas, francamente!
Das cidades a brincar
Acho que sou uma campónia. No melhor e no pior sentido do termo, como queiram.
A cidade continua a causar-me espanto e confusão.
Os carros a meio da noite, as ambulâncias com as sirenes ligadas, a polícia em marcha de urgência.
O alcatrão a fazer uma cidade de brincar como aquela que tínhamos quando éramos pequenos, com passeios e curvas e mini-postes de luz.
Esta sensação intensifica-se quando, como ontem à noite, apanho obras nas ruas, o trânsito cortado (e eu sem saber muito bem o que fazer à minha vida porque já não conheço o Porto e confio, desde há mais ou menos um ano, nos caminhos sempre iguais que consegui entretanto aprender) e aquela máquina engraçada de rolo à frente e rolo atrás a nivelar o tapete de alcatrão acabadinho de assentar na faixa ao lado da minha.
Bote-me cá uma pra fazer os meus crepes!
A cidade continua a causar-me espanto e confusão.
Os carros a meio da noite, as ambulâncias com as sirenes ligadas, a polícia em marcha de urgência.
O alcatrão a fazer uma cidade de brincar como aquela que tínhamos quando éramos pequenos, com passeios e curvas e mini-postes de luz.
Esta sensação intensifica-se quando, como ontem à noite, apanho obras nas ruas, o trânsito cortado (e eu sem saber muito bem o que fazer à minha vida porque já não conheço o Porto e confio, desde há mais ou menos um ano, nos caminhos sempre iguais que consegui entretanto aprender) e aquela máquina engraçada de rolo à frente e rolo atrás a nivelar o tapete de alcatrão acabadinho de assentar na faixa ao lado da minha.
Bote-me cá uma pra fazer os meus crepes!
Chef Alice
Por duas semanas, e enquanto a chefe verdadeira está de férias, fui a Chef Alice a cozinhar para os sem-abrigo.
Cuidadosamente instruída pela chefe e com a ajuda e colaboração de todos, fiz um gazpatcho intragável de abóbora e nabo na semana passada e pataniscas de milho com esparguete com molho de tomate esta semana.
Depois de jantarmos e antes de irmos, na casa-de-banho a fazer o chichi que aguentei durante quase 3h (por estupidez, esquecimento, sei lá), pensei que tinha perdido o sentido.
O que é que eu estava ali a fazer? Porque é que depois de quase 4h de trabalho eu ainda tinha de ir não sei onde fazer não sei o quê?
Ah, a lógica de fazer comida é depois ir dá-la. Certo, vamos lá.
E a cada prato de esparguete, ao contrário da semana passada em que me apetecia pedir desculpas a quem ia comer, o sentido voltou.
Acho que deus dá a distribuição conforme o sentido.
Cuidadosamente instruída pela chefe e com a ajuda e colaboração de todos, fiz um gazpatcho intragável de abóbora e nabo na semana passada e pataniscas de milho com esparguete com molho de tomate esta semana.
Depois de jantarmos e antes de irmos, na casa-de-banho a fazer o chichi que aguentei durante quase 3h (por estupidez, esquecimento, sei lá), pensei que tinha perdido o sentido.
O que é que eu estava ali a fazer? Porque é que depois de quase 4h de trabalho eu ainda tinha de ir não sei onde fazer não sei o quê?
Ah, a lógica de fazer comida é depois ir dá-la. Certo, vamos lá.
E a cada prato de esparguete, ao contrário da semana passada em que me apetecia pedir desculpas a quem ia comer, o sentido voltou.
Acho que deus dá a distribuição conforme o sentido.
Era uma vez um senhor que apanhou um pifo
Este senhor, reformado, bom homem, discutiu com a mulher e apanhou um pifo.
Por pirrice, em vez de ir para casa, vagueava pelas ruas do Porto, que conhece como as palmas das mãos.
Por pirrice, em vez de ir para casa reconciliar-se com a mulher que ama, vagueava pelas ruas até que viu uma carrinha. De dentro dessa carrinha saíram pessoas, jovens, uma mesa, panelas e pratos e comida quente.
À frente da mesa num instante montada, as pessoas alinhavam-se para receber um prato de comida quente.
O senhor, reformado, bom homem, que tinha discutido com a mulher e depois apanhado um pifo, chegou-se às pessoas que serviam a comida e perguntou o que faziam. Nunca tinha visto uma coisa assim.
O senhor, reformado, bom homem, com um pifo, emocionou-se tanto com o que viu que perguntou às pessoas que serviam a comida se aceitavam donativos.
O senhor, reformado, bom homem, zangado com a mulher, deu duas notas de 10 euros à rapariga que servia o esparguete, perguntando apenas se lhes dava jeito o dinheiro.
O senhor, reformado, bom homem, zangado com a mulher, com um pifo, chorou um bom bocado enquanto continuava a ver a comida e as pessoas e os jovens.
E depois nós fomos agradecer, novamente, a generosidade deste senhor, reformado, bom homem, que ficou genuinamente emocionado com o que fazemos todas as quartas.
Por pirrice, em vez de ir para casa, vagueava pelas ruas do Porto, que conhece como as palmas das mãos.
Por pirrice, em vez de ir para casa reconciliar-se com a mulher que ama, vagueava pelas ruas até que viu uma carrinha. De dentro dessa carrinha saíram pessoas, jovens, uma mesa, panelas e pratos e comida quente.
À frente da mesa num instante montada, as pessoas alinhavam-se para receber um prato de comida quente.
O senhor, reformado, bom homem, que tinha discutido com a mulher e depois apanhado um pifo, chegou-se às pessoas que serviam a comida e perguntou o que faziam. Nunca tinha visto uma coisa assim.
O senhor, reformado, bom homem, com um pifo, emocionou-se tanto com o que viu que perguntou às pessoas que serviam a comida se aceitavam donativos.
O senhor, reformado, bom homem, zangado com a mulher, deu duas notas de 10 euros à rapariga que servia o esparguete, perguntando apenas se lhes dava jeito o dinheiro.
O senhor, reformado, bom homem, zangado com a mulher, com um pifo, chorou um bom bocado enquanto continuava a ver a comida e as pessoas e os jovens.
E depois nós fomos agradecer, novamente, a generosidade deste senhor, reformado, bom homem, que ficou genuinamente emocionado com o que fazemos todas as quartas.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Gosto dela
É uma das mães mais low-profile que conheço.
Conhece muito bem o filho dela e tem imensas estratégias para o levar, quase sempre a bem, a fazer tudo. Aprendo com ela.
Acredita no ar puro, até quando está frio, e sai com ele mesmo quando já está escuro.
À trasmontana, sem mariquices.
Até gosto, muitas vezes, do estilo dela: arranja-se bem e hoje estive a admirar-lhe os brincos, que me lembram uns que eu tinha no tempo das barraquinhas na Batalha e das tardes passadas a escolher anéis e brincos, eu era mais brincos, com a filha-amiga quando os professores se baldavam às aulas. Não sei onde estão todos os brincos dessa altura...
Gosto quando me conta que chegou a comer batatas cozidas com pimenta sem dar um ai, para que o marido, neófito no mundo da cozinha, não se intimidasse.
Hoje tem um marido que faz tudo em casa, incluindo limpar a diarreia pelas calças abaixo do filho, enquanto eu, anósmica, chego às toalhitas e lhe tiro a roupa sem problemas.
Conhece muito bem o filho dela e tem imensas estratégias para o levar, quase sempre a bem, a fazer tudo. Aprendo com ela.
Acredita no ar puro, até quando está frio, e sai com ele mesmo quando já está escuro.
À trasmontana, sem mariquices.
Até gosto, muitas vezes, do estilo dela: arranja-se bem e hoje estive a admirar-lhe os brincos, que me lembram uns que eu tinha no tempo das barraquinhas na Batalha e das tardes passadas a escolher anéis e brincos, eu era mais brincos, com a filha-amiga quando os professores se baldavam às aulas. Não sei onde estão todos os brincos dessa altura...
Gosto quando me conta que chegou a comer batatas cozidas com pimenta sem dar um ai, para que o marido, neófito no mundo da cozinha, não se intimidasse.
Hoje tem um marido que faz tudo em casa, incluindo limpar a diarreia pelas calças abaixo do filho, enquanto eu, anósmica, chego às toalhitas e lhe tiro a roupa sem problemas.
Enquanto ela vai buscar um cigarro,
eu, que já tinha reparado no eco, penso que se calhar devia dizer algo como "I call her a lot because she's my sister and we talk for long periods of time because the phone company doesn't charge me for it". Mas sei lá se os serviços secretos do Lux entendem inglês...
É a brincar, é a brincar, mas num país com apenas 400 mil pessoas, é muito fácil ter os habitantes todos sob escuta.
Mas só até às 17h, que naquele país ninguém quer trabalhar.
(This is my blog and I live in a democracy which is part of the bigger democracy that's the European Union, I write what I want, go away!)
É a brincar, é a brincar, mas num país com apenas 400 mil pessoas, é muito fácil ter os habitantes todos sob escuta.
Mas só até às 17h, que naquele país ninguém quer trabalhar.
(This is my blog and I live in a democracy which is part of the bigger democracy that's the European Union, I write what I want, go away!)
terça-feira, dezembro 09, 2008
Trago nabiças,
um saco de doces, outro de bolas de sertã, alheiras e cerejas em calda.
Sem saco, mas ainda mais precioso, trago a limpeza dos campos molhados da chuva e o frio do ar que revitaliza.
Depois chego ao Porto e conspurco-me logo toda. Ora, abóbora!
Sem saco, mas ainda mais precioso, trago a limpeza dos campos molhados da chuva e o frio do ar que revitaliza.
Depois chego ao Porto e conspurco-me logo toda. Ora, abóbora!
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Estou em Paris, numa excursão
Ando na rua e vejo alguém a cantar/pintar/pedir e páro para admirar.
Roubam-me a carteira, que é o estojo dos binóculos do meu irmão.
Desespero. O guia tenta ajudar, mas só depois de apertar com a mulher sem-abrigo que me palmou a carteira (e eu todas as quartas a dar comida aos sem-abrigo...), consigo que ma devolva, peça por peça.
Cheia de medo, entro outra vez no autocarro, dantes odioso, a partir dali porto seguro.
Acordo transtornada com o pesadelo estapafúrdio que tive.
Conclusão: o meu maior medo é o turismo de excursão.
Roubam-me a carteira, que é o estojo dos binóculos do meu irmão.
Desespero. O guia tenta ajudar, mas só depois de apertar com a mulher sem-abrigo que me palmou a carteira (e eu todas as quartas a dar comida aos sem-abrigo...), consigo que ma devolva, peça por peça.
Cheia de medo, entro outra vez no autocarro, dantes odioso, a partir dali porto seguro.
Acordo transtornada com o pesadelo estapafúrdio que tive.
Conclusão: o meu maior medo é o turismo de excursão.
O reino
perde a maravilhosidade quando venho para me esquecer de certas coisas por uns dias
e mas relembram continuamente.
Meus caros, para isso já dei, lamento.
e mas relembram continuamente.
Meus caros, para isso já dei, lamento.
Explico à prima a teoria do frio
Eu: Porque eu já não passava o Outono no Porto há 8 anos, percebes? Quer dizer, claro que ia lá ao fim-de-semana e sentia frio e tal, mas...
Ela: Mas depois voltavas para Lisboa.
Pois. (E parti-me a rir.)
Ela: Mas depois voltavas para Lisboa.
Pois. (E parti-me a rir.)
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Frio
Está frio. Muito. Não percebo...
Depois lembro-me que este é o primeiro Outono (Inverno?) que passo no Porto desde há 8 anos.
(Tenho saudades de Lisboa...)
Depois lembro-me que este é o primeiro Outono (Inverno?) que passo no Porto desde há 8 anos.
(Tenho saudades de Lisboa...)
Só para mim
Love of My Life quase em contínuo, normalmente no banho.
I'm Going Slighty Mad, do qual adoro aquele "and there you have it". (Vão ouvir se não se lembram.)
Who Wants to Live Forever, a qual abandono assim que me surge outro octoverme.
E o Under Pressure, claro.
I'm Going Slighty Mad, do qual adoro aquele "and there you have it". (Vão ouvir se não se lembram.)
Who Wants to Live Forever, a qual abandono assim que me surge outro octoverme.
E o Under Pressure, claro.
O médico aconselha
Primos brasileiros. São quentes e abraçam-nos e ô, energia boa!
Depois no msn chama-nos poetas e dizem que somos de açúcar, quanto vale um oceano de distância.
E no fim despedem-se com saudades e um "Amo vcs todos" que deixa a minha lista em vergonha.
Depois no msn chama-nos poetas e dizem que somos de açúcar, quanto vale um oceano de distância.
E no fim despedem-se com saudades e um "Amo vcs todos" que deixa a minha lista em vergonha.
Divine
Correndo o risco de ser acusada de coisas esquisitas na cabeça por gostar tanto desta música
Com papel químico.
ou de começar para aí trends de votações sobre músicas, tenho de dizer isto.
O Freddy era genial, mas com o Bowie,
com o Bowie é simply divine.
Talvez explique porque tenho acordado todos os dias a trautear músicas dos Queen. Ou não.
Com papel químico.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Enquanto fumo um cigarro na varanda,
a chuva a cair certinha, a mulher do lixo chama-me do outro lado da rua.
"Ó menina, você dá-me lumes?"
Digo que sim, claro.
"É que esta merda não funciona, está tudo molhado, foda-se!"
Desato a rir - ela felizmente não repara porque ainda está a fechar um caixote e só depois atravessa a rua.
Só no Porto!
"Ó menina, você dá-me lumes?"
Digo que sim, claro.
"É que esta merda não funciona, está tudo molhado, foda-se!"
Desato a rir - ela felizmente não repara porque ainda está a fechar um caixote e só depois atravessa a rua.
Só no Porto!
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Têm meias? Têm meias? E cuecas? E cuecas?
Como muitos sabem, todas as quartas-feiras à noite participo numa distribuição de comida pela baixa do Porto.
Todas as quartas-feiras a pergunta repete-se: Têm meias? Têm meias? E cuecas? E cuecas?
Assim, decidimos organizar uma recolha de meias e cuecas, especialmente de homem, até ao Natal.
Todas as doações serão distribuídas na noite de Natal que, caso estejam desatentos, este ano calha numa quarta.
Sim, na noite de Natal estarei a dar comida juntamente com os Samaritanos, numa tenda gigante ali para os lados do Campo Alegre.
Apareçam! Tragam as meias e cuecas que puderem.
A roupa interior pode ser entregue no restaurante "O Oriente no Porto", na Rua de S. Miguel, nº 19, nas traseiras da antiga Cadeia da Relação do Porto.
Qualquer dúvida ou sugestão, é deixar um comentário que eu respondo. :)
Todas as quartas-feiras a pergunta repete-se: Têm meias? Têm meias? E cuecas? E cuecas?
Assim, decidimos organizar uma recolha de meias e cuecas, especialmente de homem, até ao Natal.
Todas as doações serão distribuídas na noite de Natal que, caso estejam desatentos, este ano calha numa quarta.
Sim, na noite de Natal estarei a dar comida juntamente com os Samaritanos, numa tenda gigante ali para os lados do Campo Alegre.
Apareçam! Tragam as meias e cuecas que puderem.
A roupa interior pode ser entregue no restaurante "O Oriente no Porto", na Rua de S. Miguel, nº 19, nas traseiras da antiga Cadeia da Relação do Porto.Qualquer dúvida ou sugestão, é deixar um comentário que eu respondo. :)
What a perfect day
A chuva lá fora, eu e ele na mesa da cozinha a fazer pinturas com guache, a casa quentinha, eu a cantarolar a música do Lou Reed, tudo perfeito.
Até ele meter o pincel cheio de tinta na boca.
Depois de o convencer a fazer chichi
para a bolinha ("aju não, a veidi"), aka, smile do redutor, tento limpá-lo sem colaboração.
Agarra-se a mim, dá-me um abraço e diz que sou linda.
Como lhe conheço as manhas, digo-lhe "és um xedutor, és um indivíduo que cheira muito a estrume, um xedutor".
Repito o elogio e ele zanga-se, "Não, é o T!"
Chamo-lhe outra vez xedutor até ele ficar muito zangado e depois encho-o de beijos.
É um xedutor, este rapaz, acreditem no que vos digo.
Agarra-se a mim, dá-me um abraço e diz que sou linda.
Como lhe conheço as manhas, digo-lhe "és um xedutor, és um indivíduo que cheira muito a estrume, um xedutor".
Repito o elogio e ele zanga-se, "Não, é o T!"
Chamo-lhe outra vez xedutor até ele ficar muito zangado e depois encho-o de beijos.
É um xedutor, este rapaz, acreditem no que vos digo.
terça-feira, dezembro 02, 2008
Homens-gaja
Para quem não quiser ler tudo, uma só frase:
Para gaja já basto eu, dispenso bem o matulão de lágrima pronta no canto do olho.
Agora para os outros todos: esperai aí um bocadinho que eu não lanchei e agora causa-me transtorno estar aqui cheia de fome.
Comida fetiche
No domingo tirei a barriga de miséria (sim, a mesma que digeriu uma caixa inteira de After Eight's, coitada) e não foi só em termos de chocolate. Confeccionei e comi, várias vezes, a minha comida fetiche.
Não, não são hamburgueres, é mesmo massa com beringela.
(Não confundir: ambas são comidas fetiche, mas apetecem-me em alturas diferentes da vida. Ou do mês...)
A beringela era grande e, à falta de tomate maduro, comprei passata e sem querer usei o frasco todo.
Fui generosa na massa e o resultado foi um prato para 4 pessoas que comem bem, mas eu era só uma.
Jantei, ceei e ainda guardei para o dia seguinte.
No dia seguinte, a minha Mãe almoçou daquilo (pois, tinha muita pimenta, eu sei) e eu também.
E agora só me apetece comer mais do mesmo.
Duas notas: passata não é tomate fresco e não se pode usar um frasco inteiro. A saber, 680g de tomate.
Pimenta branca é um nojo, maldita a hora em que parti sem querer o meu moinho de 5 pimentas!
Diz-me um gajo
no GChat(o) que vou só ficar gorda.
Sabes o que te digo? Já nem preciso de desapertar as calças para as tirar, por isso não estou muito preocupada com essa coisa da gordura.
(Já com diabetes, colesterol e etc's, estou um bocadinho. Por isso é que resisto a comer outra caixa de After Eight's.)
Sabes o que te digo? Já nem preciso de desapertar as calças para as tirar, por isso não estou muito preocupada com essa coisa da gordura.
(Já com diabetes, colesterol e etc's, estou um bocadinho. Por isso é que resisto a comer outra caixa de After Eight's.)
Em mais ou menos 24h
comi uma caixa inteira de After Eight's.
Será coisa para morrer daqui a três dias?
Ou vou só ficar gorda?
Será coisa para morrer daqui a três dias?
Ou vou só ficar gorda?
Do fim-de-semana
Correu tudo na perfeição com a recolha para o Banco Alimentar. Pelo menos no meu turno único de condutora.
Cheguei mesmo na hora de carregar a carrinha, saí directa para o BA e, à chegada, só tinha uma carrinha à minha frente a acabar de descarregar.
Perfeito.
Despachada em 45min, viagens incluídas.
O mesmo não se pode dizer dos grandiosos planos de ir a Trás-os-Montes ver a família.
Ainda na Praça Velasques, já despachada, liga-me a prima-irmã a dizer que as estradas estão cortadas. "Vocês não vêem as notícias?!", indigna-se.
Oh pázinha, eu estive a participar na recolha de alimentos e não, não tenho por hábito ver notícias ao sábado de manhã - eu é mais dormir. (Ou chegar a casa, mas isso são outros 500...)
IP4 cortado, A24 cortada, estrada não-sei-quê da Guarda cortadíssima.
Raios! Aviso o irmão, ligo ao Pai que já lá está e sou aconselhada a ficar.
Ao telefone, a Protecção Civil de Vila Real diz-me que a estrada só está cortada no sentido Vila Real-"Amarénte".
Decido ficar. O irmão, vá-se lá saber porquê, decide arriscar.
Fico e ajudo na recolha, 4h ao frio a pedir alimentos às pessoas que entram no Pingo Doce.
Não foi o fim-de-semana que planeei, não vi a neve, não fiz a limpeza típica do Spa espiritual, mas soube bem na mesma. Ajudar, estar com ela, o meu poço-mais-fundo, jantar com amigos, sair, ter a casa só para mim.
O próximo fim-de-semana também é prolongado, a ber a ber...
Cheguei mesmo na hora de carregar a carrinha, saí directa para o BA e, à chegada, só tinha uma carrinha à minha frente a acabar de descarregar.
Perfeito.
Despachada em 45min, viagens incluídas.
O mesmo não se pode dizer dos grandiosos planos de ir a Trás-os-Montes ver a família.
Ainda na Praça Velasques, já despachada, liga-me a prima-irmã a dizer que as estradas estão cortadas. "Vocês não vêem as notícias?!", indigna-se.
Oh pázinha, eu estive a participar na recolha de alimentos e não, não tenho por hábito ver notícias ao sábado de manhã - eu é mais dormir. (Ou chegar a casa, mas isso são outros 500...)
IP4 cortado, A24 cortada, estrada não-sei-quê da Guarda cortadíssima.
Raios! Aviso o irmão, ligo ao Pai que já lá está e sou aconselhada a ficar.
Ao telefone, a Protecção Civil de Vila Real diz-me que a estrada só está cortada no sentido Vila Real-"Amarénte".
Decido ficar. O irmão, vá-se lá saber porquê, decide arriscar.
Fico e ajudo na recolha, 4h ao frio a pedir alimentos às pessoas que entram no Pingo Doce.
Não foi o fim-de-semana que planeei, não vi a neve, não fiz a limpeza típica do Spa espiritual, mas soube bem na mesma. Ajudar, estar com ela, o meu poço-mais-fundo, jantar com amigos, sair, ter a casa só para mim.
O próximo fim-de-semana também é prolongado, a ber a ber...
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