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terça-feira, março 01, 2011

Miss World

I'm Miss World... 15 anos depois, a mesma música, numa cidade também começada por P, sem Torre Eiffel, mas com Torre dos Clérigos. Tanto tempo depois, the sky is violet.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Em 1995

não tinha internet em casa. Mas falava francês como uma residente (um professor perguntou-me há quantos anos vivia em Paris) e atendia o telefone quando as monitoras da minha casa estavam a almoçar. Uma vez eram as minhas irmãs e eu respondi em francês, qual emigrante, a meio da conversa. Belos tempos.

terça-feira, junho 16, 2009

Um domingo, às 7h da manhã

Ia tão envolta nos pensamentos depois de uma noite inteira de pé a conversar e na música que tocava alto no carro que nem sentiu quando um carro não parou no sinal vermelho e chocou contra ela a grande velocidade. Morreu sem atrapalhar o trânsito.

quarta-feira, junho 03, 2009

Parece que isto fez anos

e eu não me lembrei. Quatro. Qualquer dia começa a dizer qualquer coisa de jeito.

sábado, maio 09, 2009

Maio II

Espero que não seja cíclico, que eu desta vez vou.

sexta-feira, abril 03, 2009

Parece

que descobriram o autor de O Meu Pipi. Melhor ainda, a autora. Se não for blague de 1 de Abril, é genial!
E eu que já não me lembrava que adoro a palavra "berlaitada".

sexta-feira, março 13, 2009

Formação profissional

Uma vez há muitos anos, na Zara de Sta Catarina, eu estava toda contente a ver a disputa entre uma funcionária grávida e a colega de caixa por causa dos descontos de funcionário e o número de peças que era permitido comprar por mês e a grávida dizia que não se queria chatear, a outra (a patroa) que depois lhe dissesse alguma coisa se houvesse problema, a colega sem querer assumir a responsabilidade do que se estava mesmo a ver que era um sarilho dos antigos e a grávida já exaltada mas com ar de enjoada a dizer que não se podia chatear, que estava grávida e eu a pensar olha que engraçado, quando se está grávida não se pode ter emoções?, que já nessa altura eu tinha o mau feitio que tenho hoje, ainda que menos apurado, e nisto a minha irmã mais velha topa-me a topar tudo e diz ai, és como a Mãe, sempre a ver o que as outras pessoas estão a fazer.
Hoje, a mesma irmã ri-se como uma perdida com esta minha aptidão para captar conversas e momentos à minha volta.
No CV vou acrescentar: Formação Profissional de Observadora - a cantar desde 1980.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Conta-me histórias

Vilarinho das Furnas era uma aldeia fechada em si mesma, como o são todas as terras chamadas Vilarinho.
As pessoas de Vilarinho das Furnas viviam entre si, nasciam e morriam entre si e, desconfio, também casavam entre si. Tudo o que se fazia ou dizia em Vilarinho ficava com as pessoas de lá. E resolvia-se entre elas.
Por isso, quando a notícia da água chegou, a água que mata e afoga e destrói por comando e por decreto, saiam das vossas casas de toda uma vida ou mesmo de duas ou três, que nós vamos deitar água nisto tudo, as pessoas não fizeram a trouxa e pediram abrigo às aldeias vizinhas.
Desapareceram. Sem rasto nem fumo.
Há quem diga que fugiram, outros dizem que nem disso tiveram tempo - com a chegada da água ou da autoridade que a queria impor. Também podem simplesmente ter emigrado para a vizinha Galiza ou ido para mais longe, em manada ou cada um por si.
Onde estão, quem são, quem os viu sair, ninguém sabe.
Eu cá acho que as pessoas de Vilarinho das Furnas disseram simplesmente:
Vou pra cima!