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quinta-feira, junho 02, 2011

O ser fabuloso que eu sou

Estive doente do cu quente no início de Maio e o tabaco começou a dar-me a volta ao estômago (que não é parte envolvida no cu quente), pelo que fiquei duas semanas sem fumar. Fumar um cigarro completamente nauseabundo de três em três dias não conta.
Depois fui ver a Nossa Senhora e achei que a ocasião e o meu estômago mereciam o regresso do tabaco. Logo de seguida meti-me num avião e saí em Roma, a mais prodigiosa cidade do universo, e passei o fim-de-semana a fumar em praças, escadas de igrejas, esplanadas, muros do Circo Massimo e outros pontos turísticos de alto gabarito (excepto nos Caravaggios, porque até uma herege como eu sabe que não se fuma dentro das igrejas).
Não tenho uma única fotografia de Roma, porque detesto o turismo de snapshot (embora o turismo de shot me atraia muito), mas tenho para mim que os romanos são doidos com muita razão e direito - quem é que não se punha tolo a viver numa cidade assim espectacular?


P.S. Ando a fumar três ou quatro cigarros por dia.

sábado, fevereiro 07, 2009

Reggae Roots II

É bom ver que as pessoas não mudam. Crescem, arranjam trabalho(s) e não ficam paradas no tempo, mas não mudam. São sempre elas mesmas. Pessoas muito iguais a si próprias.

terça-feira, novembro 11, 2008

Casa da Música adorada

Hoje (ontem) vi a Matthew Herbert Big Band.
Fantástico! O meu estilo de música preferido, a que eu chamo "música de diva" - blues, uma pitada de jazz, muito trompete e, claro, saxofone -, com o timbre de música electrónica.
Confirmei que não há fado, indie rock, nem folk ou música do mundo que me faça falta quando a opção é a minha música de diva.
A companhia habitual - não podia ser melhor.

domingo, novembro 09, 2008

Et encore


Pela primeira vez vi Nouvelle Vague ao vivo.
Depois da abertura a cargo de Gérald Toto (obrigada, Blitz), a menina mais fofa das meninas fofas francesas, Melanie Pain.
Quando o concerto finalmente começou, já tínhamos uma hora de música em cima - com duas ou três interrupções para pousar casacos, beber (maus) finos e tentar fumar um cigarro num espaço todo ele de não-fumadores (coisa que não se percebe porque na festa Jameson, no mesmo Sá da Bandeira, toda a gente fumava em todo o lado).
Gostei de (re)conhecer o repertório todo, não gostei do facto de a sala estar tão cheia que mal se conseguia dançar ou mexer ou ver o palco.
Depois as trocas de vocalistas, sai Nadeah Miranda e Jody Sternberg e entra Melanie Pain, sai Melanie Pain e entra Gérald Toto. Engraçado.
Ao fim de quase duas horas de música, os encores.
Duas ou três músicas tudo bem, mas encore de encore é capaz de ser demais.
Deu-me vontade de rir quando percebi que estávamos a pensar ir embora com eles em palco.
Bom e tal, gostei muito, mas agora vão lá embora.

sábado, novembro 08, 2008

Voltei a sonhar com bebés.

Desta vez fora da barriga.
Culpo a Nimesulida e a Ebastina. E talvez a sandes de presunto a meio da noite.
Não tenho culpa: uma pessoa tem fome e o Pai traz-nos presunto para casa, prontinho a partir com uma faca bem afiada, como eu gosto. Não há como resistir.
Desta dor de garganta que ameaça transformar-se em amigdalite: esteve sempre do lado direito, e agora a amígdala inchada - tão inchada que se vê no pescoço - é a esquerda.
Que corpo democrático o meu.
Agora vou ali encher-me de vapores para ver se aguento os Nouvelle Vague de mais logo sem queixas de maior.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Kimmo Pohjonen

Tal como o outro, o quimo, este também nos dá a volta ao estômago, mas só porque nos faz querer dançar e saltar e soltar as emoções fortes que provoca.
Voltei a sentir o mesmo fascínio de quando o comecei a ouvir, agora ampliado na Sala Suggia.
Genial.
Reconciliação perfeita com a Casa da Música.
Aproveitei que estava em modo reflectivo e formei uma opinião (formei várias, para além de teorias sobre língua e personalidade, geografia e constituição química - tenho em crer que o azeite faz bem só aos mediterrânicos, bem como a restante dieta, mas isso fica para outro dia, neurologia humana e fisiologia comparada de humanos e restantes animais da Terra)
sobre o direito de se abandonar um espectáculo só porque não se gosta.
Sentou, vai ter de ouvir. Ainda mais a pagar.

sábado, outubro 04, 2008

SW - Goldfrapp







Para mim, o melhor concerto da noite. Para mim, que não cheguei a ver Chemical Brothers.
Parece que com isso perdi o melhor concerto de todo o SW, o que não me incomodaria muito, não fosse o facto de ter feito com que outra pessoa perdesse também o concerto.
Note to self: jantar é bom!

SW - Tindersticks



Dez anos depois disto, agora no SW, volto a ver Tindersticks.
Fiquei espantada com a quantidade de músicas que conhecia e confesso que desta vez gostei bastante mais de os ver.
Na categoria "Ai, como uma pessoa se põe", a sms que mandei à irmã:
"Tindersticks. Tão lindo! Estás aqui comigo, é como se fosse o Paredes de Coura de há 10 anos. Tenho fotos! Bela moca também!"
Em minha defesa, várias coisas a dizer.
1. Não foi nada como há dez anos atrás, porque há dez anos atrás vi o concerto quase sozinha enquanto a estimada fumava e bebia com o namorado e amigos e eu me apercebia de que estava cheia de fome.
2. Nesta noite esqueci-me de jantar. Fosse do pacote de bolachas com recheio de chocolate que comi durante o primeiro concerto da noite, fosse de tudo o que bebi e fumei, a verdade é que já não estava muito em mim, logo, sms's sem nexo. Muito apropriado para o ambiente, portanto.
3. A censura deste blog anda lassa e incapaz, pelos vistos.
4. É decadente, é decadente, mas já me fartei de rir à conta destas sms.

SW - Yaël Naïm



Uma agradável surpresa, docinha e melódica. Não me perguntem mais nada, que não me lembro.

Em falta

os concertos do SW. E os relatos da experiência, agora algo censurados pela óbvia passagem do tempo.
Para que a irmã que só foi comigo em espírito possa desfrutar e parar de me chatear a cabeça. :p
Todos juntos, já a seguir.

quarta-feira, outubro 01, 2008

A propósito

disto, que fui ver com bilhetes oferecidos,
fiquei a pensar onde está a linha (ténue) da boa educação e erudição musical.
Eu não saí assim que me apeteceu (para aí aos primeiros cinco minutos) porque
1. ela não deixou
e 2. não me senti bem a fazê-lo. Mas foi mais porque ela não deixou.
No entanto, houve muitas pessoas da magra audiência que o fizeram, algumas, inexplicavelmente, quando aquilo estava quase a acabar.
Claro que se pode argumentar que ninguém sabia ao certo quando é que aquilo acabava, mas eu, se tivesse dado 15 euros por um bilhete, ficava até ao fim. Pelo menos para saber do que me ria.
A minha questão é esta: é verdadeira má educação sair a meio? As pessoas pagaram para ver algo que nem de longe nem de perto as satisfez.
Mas, ainda assim, sair a meio parece-me, no mínimo, rude.
Por outro lado, depois de aturar aquilo durante uma hora e um quarto, não posso conceber que haja uma pessoa sequer que tenha saído dali contente.
Mas há sempre um tio ou tia que sai de lá todo emproado porque foi ver uma coisa que não entendeu, da qual não gostou e cujo único benefício directo para a sua vida é ter tema de conversa com outros tios e tias e poder provocar-lhes inveja - porque foi ver "cultura".
O que eu quero mesmo saber é: afinal como é que se vai chamar o novo programa do Gato Fedorento?

terça-feira, setembro 09, 2008

SW - Björk





Durante o concerto de Björk liguei à minha irmã e deixei-a ouvir uma música quase inteira.
Não sei qual foi o espanto, eu sou uma pessoa generosa e não queria ter de estar atenta ao telemóvel, ela que desligasse quando se fartasse.
Lembro-me da sensação de estar noutro mundo, um mundo com regras próprias completamente estranhas ao mundo real, fora daquele recinto.
E lembro-me de andar com essa sensação durante os quatro dias inteiros.
Mas também pode ter sido do álcool, não sei.

Não me lembro dos outros carros,

por isso esta história passa-se no Mercedes 300 azul claro.
Nós éramos seis e viajávamos sempre de carro. Vivendo em Trás-os-Montes, as viagens eram muitas e compridas. Cinco horas até ao Porto, quase sete até Viana, nem quero saber bem quantas até ao Algarve.
As curvas de Mirandela, Murça, Fafe. Ainda fico enjoada só de falar nisso.
A banda sonora habitual nestas viagens vinham das cassetes de fado do meu Pai, excepto quando ele se punha a cantar - fado também, claro, mas às vezes também a chamada música de touradas, na brincadeira.
Como se pode imaginar, eu detestava fado. Sabia que suportava a Amália um bocadinho mais do que os outros e tinha, vá-se lá saber porquê, um afecto especial por fado de Coimbra, sim, aquele que dá imediatamente vontade de cortar os pulsos. (Sempre fui uma drama queen.)
Mas detestava fado.
E um dia, numa viagem não sei muito bem para onde, acho que sozinha com os meus pais, ouvi o "Barco Negro" cantado pela Amália. E apaixonei-me.
E continuo a não gostar de fado a não ser o cantado pela Amália e pela Cristina Branco, claro. Porque o fado é imenso e tão variável como o mar e pode ser cantado de inúmeras maneiras.
Por isso foi duplamente especial para mim quando, em Lagos, a Cristina cantou o "Barco Negro".
Na emoção do pós-concerto, eu e a IR(e)MÃ chegámos a dizer que o espírito da Amália guia a Cristina (e não tínhamos fumado nada).
Na verdade, não sei o que a guia. Só sei dizer ainda bem que a guia.



Live in Athens, 2001

quarta-feira, julho 23, 2008

Ontem


Kings of Convenience - I'd rather dance with you

Fantásticos, divertidos, encantadores, adoráveis.
Fiquei a gostar ainda mais deles.
Deixo ainda um obrigada sentido a quem não foi e me permitiu usar o bilhete grátis. ;)

quinta-feira, julho 10, 2008

Ontem ainda

e depois de piolharmos,
fomos a um concerto da melhor música de festa que há.
Super divertidos, fizeram-nos dançar e saltar e rir e foi o concerto mais interactivo a que já fui.
Depois lembrei-me de uma noção que eu tinha quando era pequena, mas isso fica para outro post.
Nema Problema, aconselho.
E quem dança assim, não precisa de ginásio.

quinta-feira, maio 29, 2008

Ah e tal,

não quero estragar um concerto a ninguém, mas
Cat Power rules!
e nunca vi acabar um concerto assim,
com as luzes do Coliseu acesas
toda a gente de pé
e a Chan
no meio da plateia
equilibrada em cima de uma cadeira
a cantar
e a dar beijos a fãs mais destemidos.
Wow!

quinta-feira, abril 10, 2008

Ontem

O que se pode dizer de uma banda que se comporta como se fosse a nossa banda favorita e, ao fazê-lo, se torna nisso mesmo, na nossa banda favorita?
Só isto: o dia 9 de Abril (de 2008) será sempre o Dia Nacional de The Hives!
(E com concertos assim, quem precisa de ginásio?)
Este post inaugura ainda uma nova label, mesmo a calhar.