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quinta-feira, maio 17, 2012

Roma

Dizem "Ir a Roma e morrer". Nada podia ser mais pazzo. Roma é infindável, os Caravaggios para lamber multiplicam-se, as ruas para descobrir crescem e o prazer de estar simplesmente a beber um caffè numa esplanada a ver as pessoas passar ou um gin tónico no pátio de um bar enquanto se deita conversa fora com os meus irmãos é impagável e só se pode fazer a partir da segunda ida a Roma. Ou se houver muita dor de cruzes (velhos!).
Não vos alugo os irmãos, não, mas se pedirem com jeitinho, pode ser que eles queiram ir a Roma outra vez para repetir a experiência. Vocês pagam a viagem, claro.
E vivam os amigos que são tão espectaculares que nos emprestam a casa enquanto vão de férias!

quinta-feira, junho 02, 2011

O ser fabuloso que eu sou

Estive doente do cu quente no início de Maio e o tabaco começou a dar-me a volta ao estômago (que não é parte envolvida no cu quente), pelo que fiquei duas semanas sem fumar. Fumar um cigarro completamente nauseabundo de três em três dias não conta.
Depois fui ver a Nossa Senhora e achei que a ocasião e o meu estômago mereciam o regresso do tabaco. Logo de seguida meti-me num avião e saí em Roma, a mais prodigiosa cidade do universo, e passei o fim-de-semana a fumar em praças, escadas de igrejas, esplanadas, muros do Circo Massimo e outros pontos turísticos de alto gabarito (excepto nos Caravaggios, porque até uma herege como eu sabe que não se fuma dentro das igrejas).
Não tenho uma única fotografia de Roma, porque detesto o turismo de snapshot (embora o turismo de shot me atraia muito), mas tenho para mim que os romanos são doidos com muita razão e direito - quem é que não se punha tolo a viver numa cidade assim espectacular?


P.S. Ando a fumar três ou quatro cigarros por dia.

quarta-feira, abril 13, 2011

Falta de sentido de oportunidade é:

ir fazer chichi no momento em que o avião passa por cima do centro de Paris.

P.S. Lux é igual a cafés, cigarros, Herdade de Esporão Branco, comida boa e, neste momento, muito muito muito sono, mas isso é das três horas que dormi ontem.

segunda-feira, abril 04, 2011

Sexta

Chego a Lisboa com uns escassos cinco minutos para trocar de autocarro e fumar um cigarro. Podia ir à casa-de-banho, que já lá vão mais de quatro horas, mas uma pessoa tem de ter prioridades na vida.
Pergunto ao motorista se já está a sair, responde-me no maravilhoso cantar do Alentejo para onde vou que não, ainda tenho uns minutos. "Vou só fumar um cigarro, venho já, pode confiar." Pára a meio de meter a minha mala no autocarro, ri-se e diz: "Fumar um cigarro?! Ainda se fosse para ir à casa-de-banho, agora fumar um cigarro?!" A casa-de-banho aguento eu bem, digo-lhe já a caminho da porta, e ainda ouço "Ai, estas mulheres modernas...", mas naquela maneira tão linda de falar nada me chateia.
Volto três minutos depois e, ao dar-lhe o meu bilhete, compadece-se de mim: "Do Porto a Lisboa sem fumar, devia vir aflita!". Não tive coragem de lhe dizer que fumei em Fátima.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Em 1995

não tinha internet em casa. Mas falava francês como uma residente (um professor perguntou-me há quantos anos vivia em Paris) e atendia o telefone quando as monitoras da minha casa estavam a almoçar. Uma vez eram as minhas irmãs e eu respondi em francês, qual emigrante, a meio da conversa. Belos tempos.

segunda-feira, maio 04, 2009

Das fronteiras

Em Aldeadávila os nativos devem ficar tão lixados por só terem vodafone portuguesa como nós na aldeia do meu pai por só termos vodafone espanhola. (Outra que não se entende.)

España

A vontade de não chegar, passar para o outro lado, onde reconheço a estrada e as casas. Estar bem onde ainda não conheço, não completamente, a vontade de ficar e ter outra vida.
Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir aonde não vou

Y aún...

"Fumar perjudica gravemente su salud y la de los que están a su alrededor"
Pues los que estaban alrededor fumaban también. (Que culpa tengo yo que todos los paquetes de tabaco digan las mismas cosas?)

Fumar acorta la vida

Así que date prisa a beber las cañas.

Fumar puede matar

Logo aqui, a diferença entre espanhóis e portugueses: em Portugal, o tabaco mata. Em Espanha, pode matar. Y dame más una caña!

quinta-feira, abril 09, 2009

E tenho muito sono de manhã...

Não durmo uma noite inteira, daquelas de acordar espontaneamente, desde a semana passada. Mas não me posso queixar, porque no sábado de manhã fui para Madrid passar o fim-de-semana e só voltei na segunda de manhã.
Na segunda à noite tive os anos de um amigo, copos ao fim da tarde, jantar em excelente companhia (excelente, excelente), mais copos a seguir.
Na terça fui à ópera em excelente companhia e a seguir bebemos finos para comemorar o aniversário da filha-companheira-de-tudo-e-mais-alguma-coisa-excelente-menina.
Ontem fui aos sem-abrigo ("Vem cá o Público? O JN? A RTP?", eles a mandarem bocas por causa da minha ausência dos últimos tempos) e depois copos no Piolho e hoje dói-me tudo porque já não pegava em panelas de 6kg de arroz há muito tempo.
Hoje rumo ao spa, vou dormir tanto que acho que até vou hibernar um bocadinho. Ou não, porque os finos em ToM custam 80 cêntimos e a companhia é óptima.

Nota do autor: os copos várias vezes mencionados foram de coca-cola, a ver se acordava, ou de nada, a ver se não piorava a coisa.

sexta-feira, abril 03, 2009

Coincidências

Nas palavras cruzadas (que eu já quase nunca faço) do Metro (que eu nunca leio), 1. vertical: capital de Espanha.
Bruce, Bruce, não tens telemóvel com sms? Era mais fácil.

quarta-feira, abril 01, 2009

La Movida

Mana: vais para madrid a 17,50 com casa, e precisas de ser animada?????
Mana: enlouqueceste

eu estou excitadíssima e não é comigo!
No sábado vou para Madrid passar o fim-de-semana e ver o novo do Almodóvar (que só estreia em Portugal em Setembro, vá-se lá saber porquê).
As hormonas são lixadas.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

E disto





O pátio do hostel.

Mas gosto ainda mais disto

Recantos agradáveis e pormenores cheios de gosto. No hostel.
P.S. Gostei especialmente das janelas tipo fenêtres. Lindas!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Disto é que eu gosto no turismo




Recantos pitorescos e lojas cheias de charme.
Andar nas ruas e (tentar) perceber o dia-a-dia dos habitantes, as baguettes na mão, os passeios de fim-de-semana, os mercados, as lojas, a vida da cidade.

Coisas lindas que eu aprendi sobre Marselha

Igreja da Notre Dame de não sei onde vista do Forte de não sei quê

Forte de não sei quê visto do Forte de podióchamá-lo

Forte de Podióchamá-lo visto do monte de sabe-se lá onde

Idem, idem, wider view, mais acima no monte

Marina e cidade vistas de já não me lembro onde

Coisas chatinhas do turismo (em Marselha)





Ver carradas de monumentos, a maior parte deles igrejas, só porque sim.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Venham as fotos

e eu mostro-vos o prazer de hostel em que fiquei em Marselha.
No sábado à noite decidimos monopolizar a cozinha, mediterraneamente por volta das 19h. Aquilo não era carne nem peixe, tortilla pré-preparada com salada de alface, canónigos e tomate, baguettes para rechear com pasta de atum ou carnes frias, queijo e salmão fumado. A única parte realmente francesa era o branco de Bordéus por €2,49 do Dia. Tudo óptimo, mesmo o vinho que não perdia em ter sido mais caro.
Depois decidi armar-me em let's meet people, completely out of character, e convidei o australiano que afinal era neo-zelandês para vir lá para fora beber umas biéres connosco. People are endlessly interesting, I would say.
Mais tarde chegou a entourage francófona com um búlgaro de Paris, um francês que nos entendia as algaraviadas quase todas e uma francesa, como dizê-lo, francesa. Bonita, simpática, francesa. Infelizmente, insistiam em falar inglês enquanto a minha entourage falava de mim e da minha pronúncia.
Tenho de perder este hábito de conseguir falar com uns e ouvir outros a falar de mim ao mesmo tempo.

De Marseille

Os marseillais são loucos. Conduzem como bons franceses, ou seja, mal e depressa. E não páram nas passadeiras. Quando confrontados com peões, desviam-se. Quando não podem desviar-se, apitam.
Conclui-se que os condutores portugueses são umas bestas mais pequeninas, que ao menos deixam passar as pessoas de vez em quando.