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segunda-feira, março 14, 2011

A beleza das listas é o check

Estamos em Março e já posso riscar 3 items da lista:
Exame - feito
Viagem - marcada
Concerto - bilhete comprado
E sai mais uma viagem, em Maio.

segunda-feira, maio 04, 2009

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Puzzle

Porquê as saudades de Lisboa? Porque Lisboa tem imagem de cidade internacional.
Não fui feita para viver fora de capitais, está visto.

terça-feira, janeiro 20, 2009

A ironia

de a Casa Branca ser agora habitada por um presidente negro e de este e a sua mulher serem bem mais altos do que os seus predecessores diverte-me no meio da irritação com este "messias" auto-proclamado e envenenado que se afirma como líder do mundo e mete deus ao barulho.
Vai mandar na tua casa, pá!

quarta-feira, novembro 05, 2008

Não me interpretem mal

Eu gosto muito dele, o novo Presidente.
Giro, carismático, inteligente, eloquente. (Sem ordem de importância.)
Tanto, que até lhe dou um conselho:
Não vás a Dallas, pá.

Ou pelo menos não vás sem pedir o Papamobile ao Ratinho Ratzinger...

Yes we can

Mais do que o facto de Obama estar a anos-luz do chamado socialismo europeu
Ou de, no fundo, (vir a) ser apenas mais um presidente da mais falsa democracia do Mundo, onde nem liberdade de associação há (não é permitido fundar um partido comunista - liberdade parcial não é liberdade)
Mais, muito mais do que os EUA serem a potência que controla o Mundo todo com guerras, levando tudo e todos pela frente
Mais ainda do que não sabermos verdadeiramente o que Obama vai fazer na Casa Branca e se vai realmente mudar o Mundo, mudando os EUA
Mais do que tudo isto junto, o que me entristece é ver que, prodigioso que o feito seja,

é mais fácil eleger para presidente um homem negro
do que uma mulher.

Um dia, Yes we can, sisters.

Às 3h30 da manhã,

hora portuguesa, Obama dirigia-se para o Grant Park para o provável discurso de vitória.
Eu, como sou céptica, nem queria acreditar no que via, para não ficar desiludida, e fui dormir.
Hoje, antes do despertar das 7h30 para ir ao Banco Alimentar, acordei de repente com uma preocupação: o Obama ganhou ou fui eu que sonhei?
Sensação irreal.
Confirmei a vitória no JN pousado em cima da mesa do café onde tomei o pequeno-almoço:
Barack Obama ganhou.
Até o Sol está mais bonito hoje - e eu estou sem palavras.

P.S. É claro que vou ao aniversário do meu avô. Obrigada pelos votos.

terça-feira, novembro 04, 2008

Eu sei que se calhar hoje é o dia

em que o Mundo pode ficar um bocadinho melhor ou mudar ligeiramente para uma direcção positiva.
Mas o dilema que me assola é meu e, por isso, muito mais importante.
Fico no Porto a ajudar a campanha de recolha de alimentos para o Banco Alimentar, dado que sou uma das poucas condutoras da carrinha que transportará os donativos (e a única mulher, note-se)?
ou
Vou para Trás-os-Montes festejar o aniversário do meu avô que faz 94 anos e que eu nunca sei quando vai ser a última vez que o vejo?
Não há eleições que resolvam isto.

segunda-feira, novembro 03, 2008

A língua define um povo?

Os finlandeses falam uma das mais difíceis línguas do mundo, uma língua que por não ser europeia nos afasta muito mais do que a distância geográfica.
Que o digam os suecos emigrados na Finlândia, que à força de se recusarem a aprender finlandês, obrigaram o país a adoptar o sueco como uma das línguas oficiais, falada por 30% da população.
Nós temos esta língua pesarosa e cheia de sons nasais, como gente chatinha que somos.
Os espanhóis falam a bater nos outros, no melhor estilo de pancada amorosa (e hardcore, por vezes) que já conheci.
Com os ingleses tudo é facilidade, verbalizam os substantivos e a verdade é que não há tradução possível - tão curta e brilhantemente eficaz - para o famoso "Mind the gap" do metro londrino.
Os franceses são complicados - e quezilentos se lhes erramos a língua, cuidado com eles.
A percepção de outro ser humano é quase impossível quando a língua é uma barreira tão grande.
De repente alguém que acabou de pronunciar um nome próprio que nem sequer fez sentido na nossa cabeça fala duas palavras em inglês e humaniza-se perante os nossos olhos, a expressão corporal a fazer sentido.
O ser humano é um bicho muito estranho, quem o teria inventado?