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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Recuperada: No café

Na mesa ao lado da minha (e aqui um pequeno aparte para dizer como é bom poder tomar café com tempo, sem pressas, numa esplanada no meio de um jardim, ao sol), dois homens falam do carnaval do Rio. Pelos vistos, um lugar nas tribunas do Sambódromo custa qualquer coisa como 25000 euros.
Diz um: "Não achas um exagero?!", ao que o outro responde: "Um bocado..."
O primeiro volta à carga, agora num tom de quase desdém: "Aquilo deve ser uma loucura, distribuem preservativos por todo o lado, as mulheres meias despidas... Aliás, parece que elas são umas malucas, chegam ao pé de ti e despem-te. Mesmo! Mas é preciso ter cuidado, porque algumas..."
Passam uns segundos e ouço: "Mas até gostava de lá ir uma vez."
Jura?

sexta-feira, abril 18, 2008

No café favorito (há dias)

(sim, este ainda é o meu café favorito)
reencontro o melhor fazedor de cappuccinos que há.
Já não o via há algum tempo, digo.
Você sumiu!, responde-me ele.
Ainda me perguntam porque é que este é o meu café favorito.

domingo, março 30, 2008

Confirmado,

tenho ar de velha.
Acabaram de me cravar para comprar tabaco. Restrições de idade, e os miúdos tinham 17 anos.
Acho que fiz mal. Lol!
On second thought, tenho mais 10 anos que eles, é normal que se note.
Estou na flor da idade! (E mudei de café.)

segunda-feira, março 03, 2008

Domingo, 20h, eu a comer depois de acordar

Café favorito (claramente, uma óptima relação simbiótica), duas senhoras das que gosto de enquadrar na categoria «solteironas com alguma idade que querem fazer parecer que se bastam a elas mesmas, mas depois arranjam "animais de companhia" e só esta designação já diz tudo, companhia como em, de resto estaria sozinha, o que é bastante triste, mas olha, ao menos têm amigas, eu estava sozinha a comer por isso não posso falar e o melhor será mesmo calar-me, excepto para dizer o seguinte»:
Depois de muita conversa sobre onde é que ele já se põe e qual é o sofá que gosta mais e eu ainda a pensar que poderia ser uma pessoa, um filho adolescente ou algo assim, mas nesta fase não estou muito atenta, porque não sei se leram em cima, mas eram 20h e eu estava a comer pela primeira vez nesse dia, tinha acordado há hora e meia e se não percebem porque é que isso aconteceu, leiam o post anterior, agora não tenho tempo para explicar e isto é cada um por si, vá, ala que se faz tarde,
estão elas nisto e a que não é a dona está a ver fotografias e começa
"Ai, mas ele é mesmo grande"
altura em que eu, por muito ressacada que estivesse, ok, já percebi, é um animal, ninguém fala assim de pessoas. Ou por outra, se falassem, já este post estava escrito e olhem, está a demorar um bocado, não está?
Siga.
Dá-se o click, o click que normalmente me faz ficar mais atenta e ouvir com detalhe o que se diz mesmo ao meu lado.
E ouço:
(A dona) "Ele é muito expressivo, tem muitas expressões, muitas. Não dá para...
(A outra) "Pois, ficas..."
(A dona) "Olho para ele e não tenho coragem."

Ou as dificuldades de educar um animal.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Domingo, hora do almoço, no meu café favorito,

pouso a revista francamente má que estava a ler e levanto a cabeça, desiludida com a falta de tias e demais personagens para me dar material para a categoria "No café".
De repente, ou não fosse a estupidez mais abundante que o ar, ouço promessas de pérola bloguista.
Uma família, atípica pelo ar da mãe, de casaco de pêlo e boné de lã, e pelo ar da filha, de quem a primeira parece quase irmã, conversa na mesa à minha frente.
"O feriado é hoje?", diz a mãe, ao que o pai responde: "Não, foi ontem."
A mãe, sabendo provavelmente da minha sede de parvoíces para pôr no blog, volta à carga. (Abençoada.)
"Este sei porque foi, mas o 1º de Dezembro foi porquê?"
Ao que o pai, afinal o grande vencedor do concurso "Diga Lá Uma Estupidez Ao Pé Da Joana A Ver Quanto Tempo Ela Demora A Pespegá-la No Blog", retorque: "Foi a Implantação da República!".
Coitado do Afonso Henriques.

Entretanto, o meu cappuccino está frio. Bolas!

domingo, dezembro 02, 2007

Aeroporto de Hahn, 5h da manhã

Check-in feito
Livro do RAP na mão (crónica sobre o debate Carrilho-Carmona)
Cappuccino e croissant de chocolate a caminho
"Young Folks" de Peter, Bjorn and John a tocar

terça-feira, novembro 13, 2007

Só para poder usar a tag "No Café"

e para poder contar como no Sábado de manhã bebi um cappuccino delicioso no sítio do costume (se bem que não sei se posso chamar "costume" a um sítio onde não ia há meses, mas adiante), partilho convosco uma crença que partilho, aliás, com o meu irmão.
A de que para cada actor ou actriz brasileiros há um sósia correspondente em Hollywood, sendo que o contrário também se verifica.
Esta teoria seria mais facilmente exemplificável com fotos quentinhas do Google, mas como há quem trabalhe, as fotos terão de ficar para mais tarde.
Outro post.

segunda-feira, abril 02, 2007

Se

ficar no café a ouvir as conversas das senhoras de idade (grupo etário com direito a denominação própria e certificado de qualidade) para depois as reproduzir (com graça, de preferência), desse dinheiro, eu ficava rica depressa e com gosto!

"Morreu no meu 4º ano da Faculdade!"

"Morreu... morreu no meu 4º ano da Faculdade!"
Enquanto mexo o cappuccino do costume, ouço as três senhoras, de alguma idade, na mesa ao lado.
"Morreu no meu 4º ano da Faculdade!"
Começo a estranhar esta morte tão anunciada, num tom tão celebratório (ainda que da vida).
Repete. Desta vez acrescenta "E a cabeça? Grande, grande!".
Agora sim, começo a desconfiar que não se tratava de uma pessoa.
Diz a outra senhora "E os olhos, azuis?". "Sim", anui a primeira.
Ar de respeito por parte de todas.
Era um cão.