"Não fales da tv com esse ar desdenhoso.A Hortense acabou de saber q a Evangelina,a melhor amiga,é amante do filho,o Sebastião,e o Edgar saiu finalmente do quarto pq a Amélia descobriu a patifaria da Clarinha,q agora namora com o surdo,irmão da Helena,q vai começar a trabalhar no consultório do Gonçalo,o amor da vida dela.'Remédio Santo' grows on you."
SMS tão grande que ficou MMS, não editado
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domingo, dezembro 04, 2011
quinta-feira, setembro 17, 2009
A culpa é do tempo de antena
Fui arranjar as mãos. Ando de botas e quando saí do escritório estava escuro e chovia e senti o Outono. Por isso e porque as minhas unhas me estavam a impedir de chegar ao teclado, sim têm bom aspecto, mas estavam enormes, fui arranjar as mãos. Enquanto era cortada, limada, ensopada, cortada, envernizada, o tempo de antena na televisão mesmo por cima de mim. E de repente vem uma tia com ar de alternativa e zen, de certeza no seu monte alentejano, e começa uma diatribe sobre o aborto e a clínica dos arcos e não sei quê que não percebi mas topei-a logo e remata-me com um "salvar vidas". Estava eu a ferver por dentro que o aborto já foi despenalizado, move on, gentinha complexada, sinceramente!, e saem-se-me com uma mensagem que era algo "neste tempo de crise é importante legalizar o casamento entre homossexuais... [pausa dramática da sonsa que lia o texto] e a adopção de crianças?". E pronto, em vez de começar a disparatar, porque eu falo com as mãos e disparato ainda mais com elas e lá se ia a manicure, ouvi a menina dizer "êssi dáqui é rósa, máis fica escurinho" e eu disse pode ser e agora tenho as unhas cor-de-rosa.
quinta-feira, maio 07, 2009
Ver 10 segundos de uma série
e reconhecer o episódio. O que é isto?! Eu nem sequer gosto da p#t@ da série!
sexta-feira, março 06, 2009
Almoçar depois da uma
é ter oportunidade de ver a reportagem mais parva do mundo (pá, tá bem, a miúda faz jóias engraçadas, mas se quer dar recados aos pais que escreva, telefone, olha uma coisa nova tão gira que é o email!)
mas a seguir ver o Gael Garcia Bernal na primeira fila de (mais) um desfile (parvo) da Fátima Lopes. (Ui, agora vinha cá o INEM comentar "Caro autor, Os desfiles da Fátima Lopes não são parvos"... Não são pouco!)
mas a seguir ver o Gael Garcia Bernal na primeira fila de (mais) um desfile (parvo) da Fátima Lopes. (Ui, agora vinha cá o INEM comentar "Caro autor, Os desfiles da Fátima Lopes não são parvos"... Não são pouco!)
quarta-feira, março 04, 2009
O problema de almoçar antes da uma
é que tenho de aturar a Praça da Alegria no café.
A Serenella Andrade ainda existe? As coisas que uma pessoa aprende.
A Serenella Andrade ainda existe? As coisas que uma pessoa aprende.
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Anda, olha ito!
No Panda está a dar um vídeo foleiro de uma loura desenxabida e dois bebés gordos a cantar o "Joana Come a Papa" com voz de putos. Ele chama-me para ver, todo contente porque reconhece a música que eu às vezes lhe canto.
Eta é tu, ete sou eu, diz enquanto aponta a loura desenxabida e um dos bebés gordos.
Eu não sei além do 4, 5, 6 era uma história de reis e uma colher de papa, mas aquele 16, 17 mais uma pinga no babete não me convenceu.
Eta é tu, ete sou eu, diz enquanto aponta a loura desenxabida e um dos bebés gordos.
Eu não sei além do 4, 5, 6 era uma história de reis e uma colher de papa, mas aquele 16, 17 mais uma pinga no babete não me convenceu.
quinta-feira, novembro 06, 2008
Eu não sei o que me aconteceu
Mais 10min da novela da tvi que a minha Mãe vê e tinha-me dado uma coisa má.
(Acho até que a febre começou a querer dar um ar da sua graça pela segunda vez hoje.)
Não há pachorra!
Então ele trai-a na lua de mel, ela foge para casa da Mamã, conhece outro a quem não dá trela porque ele é um parvo mas parece que gosta mesmo dela, ele, que ainda é marido porque no meio da parvoeira toda não se divorciaram, vai atrás dela e conquista-a - não se percebe bem porquê, que parva é a tipa -, depois o outro, coração devidamente partido, vai atrás dela, o marido vê-os juntos e faz uma cena de ciúmes ridícula e (esta é a punch line) toda a gente age como se ela fosse uma rameira??
Aliás, que raio de palavra é rameira? E porque é que não há rameiros?
Foi feitiço, não sei que me deu para estar a ver esta banha da cobra de imperialismo emocional e machismo insuportável em formato de novela.
E agora vou expurgar-me com Interpol a ver se me sai o raio da música da cabeça.
(Acho até que a febre começou a querer dar um ar da sua graça pela segunda vez hoje.)
Não há pachorra!
Então ele trai-a na lua de mel, ela foge para casa da Mamã, conhece outro a quem não dá trela porque ele é um parvo mas parece que gosta mesmo dela, ele, que ainda é marido porque no meio da parvoeira toda não se divorciaram, vai atrás dela e conquista-a - não se percebe bem porquê, que parva é a tipa -, depois o outro, coração devidamente partido, vai atrás dela, o marido vê-os juntos e faz uma cena de ciúmes ridícula e (esta é a punch line) toda a gente age como se ela fosse uma rameira??
Aliás, que raio de palavra é rameira? E porque é que não há rameiros?
Foi feitiço, não sei que me deu para estar a ver esta banha da cobra de imperialismo emocional e machismo insuportável em formato de novela.
E agora vou expurgar-me com Interpol a ver se me sai o raio da música da cabeça.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Onde
é que estão as reportagens de rua sobre a vitória de Obama?
Andar para aí a perguntar ao português comum, no Marquês ou nos Aliados,
"Como é que se sente?"
e ouvir um berro de
"Portugal é o maior!!"
Onde?
Eu queria rir-me um bocado, que esta semana não vi o Gato Fedorento.
Andar para aí a perguntar ao português comum, no Marquês ou nos Aliados,
"Como é que se sente?"
e ouvir um berro de
"Portugal é o maior!!"
Onde?
Eu queria rir-me um bocado, que esta semana não vi o Gato Fedorento.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Factos da vida que eu preferia não saber
O Cartoon Network abre às 5h com cartoons antigos, pré Bugs Bunny.
quinta-feira, setembro 11, 2008
Júlia Pinheiro ou Oprah?
Vou arranjar as mãos e enquanto espero que o verniz seque, cedo finalmente à voz da Júlia Pinheiro na televisão do cabeleireiro.
O tema não podia ser pior: criança de 17 meses morre sufocada com sopa dada pela ama directamente do pacote.
Dizer que não se percebe que tipo de pessoa faz uma coisa destas é pouco.
Dizer que não posso sequer começar a perceber a mágoa destes pais é o mínimo.
Mas a nossa querida Júlia não, parece doutorada em bacoradas. Assim mesmo.
Pois ela ri-se a meio das explicações, diz barbaridade atrás de bacorada, faz com que o tema pareça uma banalidade, um mimo!
A minha preferida:
Júlia: Pois, agora é começar a ultrapassar. (Fácil, fácil, ó Júlia.)
Pai: Ultrapassar nunca se ultrapassa.
Júlia: (riso nervoso) Pois, claro, não era isso que eu queria dizer...
Então o que era, Júlia? Era que não estás treinada para estas coisas? E que se calhar antes de voltares a levar pessoas em tão óbvio e legítimo sofrimento ao teu programa de mau gosto devias se calhar aprender as regras básicas da condição humana, empatia e compaixão?
E se calhar seres menos tia também ajudava, não?
Eu gosto pouco da Oprah por ser tudo tão encenado e estudado, mas ao menos essa já aprendeu a fingir (e bem) que sente a dor das pessoas.
Entre as duas, a escolha é óbvia: Fátima Lopes. Trigueirinha e coloquial, mas ao menos com um coração a sério e coragem para abordar temas difíceis.
Uva, é o nome do verniz.
O tema não podia ser pior: criança de 17 meses morre sufocada com sopa dada pela ama directamente do pacote.
Dizer que não se percebe que tipo de pessoa faz uma coisa destas é pouco.
Dizer que não posso sequer começar a perceber a mágoa destes pais é o mínimo.
Mas a nossa querida Júlia não, parece doutorada em bacoradas. Assim mesmo.
Pois ela ri-se a meio das explicações, diz barbaridade atrás de bacorada, faz com que o tema pareça uma banalidade, um mimo!
A minha preferida:
Júlia: Pois, agora é começar a ultrapassar. (Fácil, fácil, ó Júlia.)
Pai: Ultrapassar nunca se ultrapassa.
Júlia: (riso nervoso) Pois, claro, não era isso que eu queria dizer...
Então o que era, Júlia? Era que não estás treinada para estas coisas? E que se calhar antes de voltares a levar pessoas em tão óbvio e legítimo sofrimento ao teu programa de mau gosto devias se calhar aprender as regras básicas da condição humana, empatia e compaixão?
E se calhar seres menos tia também ajudava, não?
Eu gosto pouco da Oprah por ser tudo tão encenado e estudado, mas ao menos essa já aprendeu a fingir (e bem) que sente a dor das pessoas.
Entre as duas, a escolha é óbvia: Fátima Lopes. Trigueirinha e coloquial, mas ao menos com um coração a sério e coragem para abordar temas difíceis.
Uva, é o nome do verniz.
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