Os franceses dizem "fazer o pleno". Eu digo não bebam água por cima de castanhas (gasolina também não).
Foi Novembro Esqueci-me de tudo o que já devia saber de cor e salteado e aqui vai disto, vamos ao pleno que se faz tarde. Contas a três nem deus as "quês" e essas cenas que dizem os meus conterrâneos, mas eu também me esqueci das raízes e olha. Não foi uma facada, nem duas, mas três. Ainda dizem que isso da Holy Trinity não existe!
Sou capaz de precisar de ser exorcizada. Ou lavada em água de rosas ou uma coisa assim, que isto não é normal.
Buh buh e agora olha, headphones, uma horita e tal de whatsapp e isto há-de melhorar. (Abençoadas chamadinhas!)
Sem buh buh, que não vale(m) a pena. "Tu és mais tu" - ela tem toda a razão.
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terça-feira, dezembro 01, 2015
quarta-feira, abril 15, 2015
Ainda sonho
Duas horas de sono, apenas duas horas de sono, e eis que se ouve a claquete e "Acção", que isto hoje vai ser a abrir. Sonho com casas estranhas que conheço de outros sonhos, um sistema estranhíssimo de acesso em que ou não há chave ou há demasiadas, há sempre gente zangada e eu já não sei se a sensação é de medo dos ladrões que possam entrar (outra recorrência) ou medo dos hóspedes, eles eram hóspedes ou inquilinos?, pelo ar da minha mãe de aqui-mando-eu-e-bico-calado, má como as cobras, zangada e aos gritos, acho que eram hóspedes, que aquilo tresandava tudo a pensão, os hóspedes zangados porque não conseguiam entrar e eu com medo deles.
Vou dizer isto outra vez: os hóspedes zangados porque não conseguiam entrar e eu com medo deles. No meio do castanho todo daquela casa horrível (detesto mesmo o castanho, irra), uma porra de um jogo que está sempre ligado na tomada a carregar, mas carrega o vídeo em si, a caixa de DVD, não sei porque é que este pormenor me salta ao espírito, mas foi uma imagem que vi várias vezes naquelas duas horas, aquilo sempre ligado, mas porquê?, e é aí que entra o meu irmão, completamente alheado de tudo e todos, quero lá saber dos hóspedes/ladrões zangados, a mãe está aos berros? e-eu-com-isso?, e eu só tenho ganas de lhe dar três pares de estalos mas não posso, quando acordo o único adjectivo que me ocorre é "incompetente", mas não tem nada a ver com quem o meu irmão é, mas sim (ai o caraças que isto calhava mesmo bem para me fugir a boca para a verdade mas a bem dizer não posso porque enfim e também porque parece mal e além disso é capaz de se chatear comigo por isso não mas que vontade não me falta isso não) com como o meu irmão está. Já sei que isto é agramatical, mas é um sonho, portanto ao lado da falta de lógica pode vir a falta de gramática, não vem daí mal ao mundo. Também havia cães raivosos, cães castanhos e pretos, num estilo de cão-de-fila açoreano e, ó, já chegavam os cães, tinham de ainda por cima ser açoreanos?, mas se calhar é só porque pareciam pitbulls ou porque os tais são feios, porcos e maus.
E foi isto. Duas horas disto. Sei que acordei a meio tipo vira o disco, Joana Alice, mas não houve volta a dar, literalmente, as cenas repetiam-se com algumas alteracões e extensões, mas era o mesmo sonho.
A fúria sai-me pelos sonhos limpinha, limpinha. Mete-me medo e acorda-me e sei bem que isto é prova do stress das últimas semanas, mas há um lado de mim que adora esta capacidade, resolvo as merdas em sonhos e pronto, vejo-me reflectida neste espelho da verdade, espelho meu, espelho meu, haverá mulher mais dramática do que eu?, arejo as ideias e se calhar fico preparada para enfrentar as coisas. Ou então não...
Vou dizer isto outra vez: os hóspedes zangados porque não conseguiam entrar e eu com medo deles. No meio do castanho todo daquela casa horrível (detesto mesmo o castanho, irra), uma porra de um jogo que está sempre ligado na tomada a carregar, mas carrega o vídeo em si, a caixa de DVD, não sei porque é que este pormenor me salta ao espírito, mas foi uma imagem que vi várias vezes naquelas duas horas, aquilo sempre ligado, mas porquê?, e é aí que entra o meu irmão, completamente alheado de tudo e todos, quero lá saber dos hóspedes/ladrões zangados, a mãe está aos berros? e-eu-com-isso?, e eu só tenho ganas de lhe dar três pares de estalos mas não posso, quando acordo o único adjectivo que me ocorre é "incompetente", mas não tem nada a ver com quem o meu irmão é, mas sim (ai o caraças que isto calhava mesmo bem para me fugir a boca para a verdade mas a bem dizer não posso porque enfim e também porque parece mal e além disso é capaz de se chatear comigo por isso não mas que vontade não me falta isso não) com como o meu irmão está. Já sei que isto é agramatical, mas é um sonho, portanto ao lado da falta de lógica pode vir a falta de gramática, não vem daí mal ao mundo. Também havia cães raivosos, cães castanhos e pretos, num estilo de cão-de-fila açoreano e, ó, já chegavam os cães, tinham de ainda por cima ser açoreanos?, mas se calhar é só porque pareciam pitbulls ou porque os tais são feios, porcos e maus.
E foi isto. Duas horas disto. Sei que acordei a meio tipo vira o disco, Joana Alice, mas não houve volta a dar, literalmente, as cenas repetiam-se com algumas alteracões e extensões, mas era o mesmo sonho.
A fúria sai-me pelos sonhos limpinha, limpinha. Mete-me medo e acorda-me e sei bem que isto é prova do stress das últimas semanas, mas há um lado de mim que adora esta capacidade, resolvo as merdas em sonhos e pronto, vejo-me reflectida neste espelho da verdade, espelho meu, espelho meu, haverá mulher mais dramática do que eu?, arejo as ideias e se calhar fico preparada para enfrentar as coisas. Ou então não...
quinta-feira, abril 02, 2015
(Não canto porque) Sonho
Sonho com água, inundações por todo o lado, e amigas boas e coisas desfeitas pela água, há sempre água, dentro das casas há um tapete de água, e a mãe e chichi, a mãe mal e chalupinha, a sensação de impotência, o pai do sonho é ora mau, ora bom, no fim fica bom e posso ir embora, há água por todo o lado, chove lá fora e, de vez em quando, uma pausa, um alívio, voltam as amigas boas e apesar de ser uma separação, a Marta está lá e é tão bom, as amigas ali à mão de semear como se fosse possível tocar-lhes, vê-las sempre que quero, ligo e tomamos café quando sair do trabalho, tenho tantas saudades delas, cigarros com a Marta, acordo banhada em suor, há água por todo o lado e falta-me uma parte da minha vida porque estou longe e nada é o mesmo, sim, claro que estou melhor aqui, mas falta-me uma perna, um braço, um bocado de um ventrículo, acordo com esta sensação de madeira podre pela água, o castanho mais feio do mundo, só tenho castanho na cabeça e quando trauteio "não canto porque sonho" durante o dia, lembro-me de repente e de um só sopro do sonho, tenho saudades da Marta e das minhas amigas e eu sei bem que a Marta é a representação delas todas, é mentira que as pessoas não são insubstituíveis, sinto tanto a falta delas.
sábado, janeiro 24, 2015
Janeiro
Janeiro é o pior dos meses. Nem Setembro, que traz o fim do Verão, é um mês tão cruel.
O ano passado deixei de fumar em Janeiro e foi a merda que se viu. Este ano decidi ser mais cuidadosa.
Ora eu em Janeiro (e ainda o mês vai no adro):
Desapaixonei-me e apaixonei-me; fiquei confusa; percebi que a carroça não pára; decidi take the ride; gostei da decisão, deixei de estar confusa; fiquei feliz; vi cães e putos e uma vida cheia de risos; bebi álcool e não me matou; fiquei bêbeda; tive bom sexo (muito bom); fiz café de manhã; emagreci; pintei as unhas de cinzento muito escuro; actualizei o meu currículo; tirei muitas fotografias, fiz vídeos e ri-me até às lágrimas; fui largada; chorei; zanguei-me; escrevi todos os dias; chorei mais; argumentei; chorei; aprendi a pôr base com pincel sem ficar com a cara toda aos riscos; deu-me o badagaio; pensei "ó cum carai, tu queres ver?"; percebi que era wishful thinking; deixei-me disso; chorei; desabafei, pedi conselhos, fiz tudo ao contrário, fiz merda ou fiz bem, não faço puto de ideia. Também comecei a lavar o cabelo começando pelo amaciador.
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
Ainda da percepção
Ando a olhar para o lado a achar que estou a olhar para cima, quando de facto devia estar a olhar para baixo, olhando em frente. Ver o que interessa era giro, não era?
Outra gira: ser eu, como sou. Dizem que sou uma gaja fixe, vejam-me só! As coisas que uma pessoa descobre num só dia muito bizarro.
Rinse, repeat.
P.S. Chorar num chantier só vale se a amiga for das boas, senão é esquecer.
Outra gira: ser eu, como sou. Dizem que sou uma gaja fixe, vejam-me só! As coisas que uma pessoa descobre num só dia muito bizarro.
Rinse, repeat.
P.S. Chorar num chantier só vale se a amiga for das boas, senão é esquecer.
quinta-feira, outubro 17, 2013
Eu pedi e o Bruce providenciou
Um belo murro no estômago. (Isso aleija, Bruce!)
Lá deve ter pensado, ai não queres Nude? Toma lá que isto também não é Jigsaw Falling Into Place!
Ou talvez seja.
Mas como sou eu que mando nesta porra, Let Down, Bruce, Let Down. #GoFyourself
P.S. I missed you, blog.
Lá deve ter pensado, ai não queres Nude? Toma lá que isto também não é Jigsaw Falling Into Place!
Ou talvez seja.
Mas como sou eu que mando nesta porra, Let Down, Bruce, Let Down. #GoFyourself
P.S. I missed you, blog.
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Bruce,
Sim, a vida é um bocado chata quando tu não estás, mas pensei que já tínhamos concordado que ias acabar com os murros no estômago e os pontapés nas costas. Não és muito simpático, Bruce - não sei se já te disseram.
Ah, sim, desta vez voltaste de mansinho, é verdade. Não foi um murro no estômago, tens razão. Lá achaste que eu andava muito descansada, não é? Descansada demais. E foi giro enquanto durou, sim. Tu tens jeito, lá isso tenho de te conceder. Muito jeito, até.
Só mais uma coisa, Bruce: quem dá e tira, pró inferno gira.
Tá?
P.S. Tens cá uma piadinha com essa merda da integração.
segunda-feira, novembro 21, 2011
Croma
Não sei se o cor-de-rosa é alguma tentativa de indirecta do meu subconsciente para o meu consciente. Se calhar é o inconsciente, o mesmo que me faz sonhar com a Place des Martyrs. C'est pas mal, quand même! Os mártires a azucrinar-me o juízo, a meio da noite - no sonho e na realidade. Hmmm. Acho que isto pede um momento de reflexão.
Bruce, Bruce, tu vas tomber...
quarta-feira, outubro 19, 2011
Marianas
Duas grandes amigas: uma vai ser mãe e a outra vai casar. E eu é que me sinto a louca. Será porque nunca gostei muito de branco?
sábado, março 05, 2011
Tanto bem e tanto mal
Os bilhetes perderam-se no correio e o que parecia mau afinal foi bom. Fui ter com ela para me dar outro que conseguiu catar, benza-a deus, e falámos um bocadinho de tudo e de nada e depois de muito. E de repente, não sei se deu para reparar, apoderou-se de mim uma vontade enorme de chorar, não pelo que tinha acabado há minutos, mas porque comecei a rodopiar outra vez, à deriva, andei à deriva e agarrei-me a uma bóia a pensar que era terra firme. Dói ser tão burra.
Mas ouvi delícias, paguei finalmente a primeira multa de estacionamento que apanhei em 11 anos de carta (sou tão velha), comi um éclair (-continuo-a-achar-que-aquilo-leva-droga-para-ser-tão-bom), acalmei com a camomila e encetei o Conrad, que escrevia bem como o raio que o parta.
Amanhã blá blá blá durante 19 minutos e depois é vida outra vez, de copo de vinho na mão.
Só para vocês, um daqueles
Há uns anos eu estava perdida e pensei que me encontrava se fizesse Zazen. Assim que entrei no Dojo percebi que seria a última vez porque era tudo muito deprimente. As paredes brancas reflectiam o vazio que eu sentia, o turbilhão de gritos e dores, muito antes de tentar dobrar as pernas - e não conseguir - e pensar verdadeiramente que ia partir uma rótula porque tive de ficar assim mais de 20 minutos. Pensei que o sofrimento físico me aliviasse o outro, mas já devia saber que não, ora se resultasse, a malta que se corta andava aí feliz como um sino, verdade?
Lembrei-me disto tudo hoje, com um bolo de chocolate na mão, feito para uma colega que foi embora, a atravessar a Júlio Dinis, o sol na cara e a felicidade.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Cinzento
Este álbum faz-me sentir cinzenta e se calhar eu tinha razão e não faz mal, não faz mesmo mal nenhum porque ando feliz.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
And he's back!!
Bruce, admito as saudades. Quanto à paulada, és mesmo parvo.
Deixa-me em paz que eu preciso de trabalhar.
sábado, janeiro 22, 2011
sexta-feira, agosto 06, 2010
quarta-feira, agosto 04, 2010
Sangremos
A vida é madrasta, já se sabe. Ou então não sei, se calhar é mesmo verdade que uns são filhos e outros são enteados. Sangro por todos os poros a cada inspiração e não sangro o que preciso.
Às vezes apetecia-me mudar tudo, ceder, dar a outra pessoa. Toma. Não é grande coisa, mas é de boa vontade. Não, não precisas de me dar nada em troca, fico bem assim, obrigada.
terça-feira, julho 27, 2010
Está calor
e eu ando com uma sensação de impending doom que não consigo afastar, mais a sensação eterna de que tenho 5 ou 6 bolas no ar e a grande parte delas (ou todas) acabam por cair no chão.
Hormonão, hormonão... deixa a menina.
Hormonão, hormonão... deixa a menina.
terça-feira, julho 07, 2009
Expiemos os nossos pecados
"Eu quero ser como tu". Na versão das cassetes que conhecia em miúda, "Oh Mogli, eu quero ser igual a ti". Oremos.
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