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quarta-feira, abril 24, 2013
Ai, Portugal, Portugal
Afinal Portugal também tem gente parecida com o Gael García Bernal. Mas são loiros.
domingo, dezembro 04, 2011
É no que dá não ter televisão
"Não fales da tv com esse ar desdenhoso.A Hortense acabou de saber q a Evangelina,a melhor amiga,é amante do filho,o Sebastião,e o Edgar saiu finalmente do quarto pq a Amélia descobriu a patifaria da Clarinha,q agora namora com o surdo,irmão da Helena,q vai começar a trabalhar no consultório do Gonçalo,o amor da vida dela.'Remédio Santo' grows on you."
SMS tão grande que ficou MMS, não editado
SMS tão grande que ficou MMS, não editado
sexta-feira, setembro 23, 2011
Emigrar
Num país em que o salário mínimo para trabalho qualificado é de 2161 euros, o meu tabaco, que é um desqualificado, custa o mesmo que em Portugal.
sexta-feira, setembro 03, 2010
Gente má é gente má
Não entendo como pode pôr-se a bota botilde (que além de feia, tem um nome parvo) à frente de direitos, leis e crimes, ainda por cima repugnantes.
E mais não digo, porque senão começo a contar como deveria ser a pena para os culpados e é coisa para meter tortura física e tal e ainda esgomito o almoço.
terça-feira, agosto 31, 2010
Hospital Distrital de Faro
Não estava incluído no pacote turístico de férias (era jacuzzi OU hospital, ainda não aprendi que não se pode ter tudo), mas decidi fazer uma ronda pelas urgências do hospital de Faro. Eu e a minha pulseira amarela esperámos 1h15 para ver o médico (muito dentro dos parâmetros normais) e depois só não foi a correr porque eu estava mesmo mal das costas e andava como uma condenada.
Bom, bom, foi estar na triagem com uma enfermeira que devia ser mágica, porque sentada conseguia fazer desaparecer o pescoço. (Vi-a depois de pé e confirmei, ela tinha pescoço.)
Tivemos então esta iluminada troca de ideias.
Enfermeira: Então de que se queixa?
Tivemos então esta iluminada troca de ideias.
Enfermeira: Então de que se queixa?
Eu (queixinhas): Doem-me muito as costas.
Enfermeira (depois de muitas perguntas e com ar desconfiado): Ninguém lhe bateu nas costas?
Eu (com vontade de responder "Sim, com um pau!", mas a rir-me de sádica): Não.
Como é bom ir às urgências! (Isto é o Valium a falar.)
quinta-feira, agosto 12, 2010
A prova de que isto ainda mexe
Todos os anos há novos talentos no ciclismo. Até portugueses, imagine-se bem! Não sei bem porquê, mas isto dá-me alento não sei para quê: a renovação de caras, a superação de limites e recordes... Ou então preciso de dormir mais para ver se não tenho epifanias idiotas logo de manhã, no carro a caminho do trabalho.
A partir de agora, só epifanias inteligentes!
sexta-feira, agosto 06, 2010
A prova da inferioridade de Portugal II
Volta a Portugal - toma lá 152,4Km e vai a pedalar de Aveiro a Santo Tirso no pino do Verão, com o sol a derreter-te a moleirinha. Para animar, podes sempre olhar para as meninas com guarda-chuvas gigantes d'O Jogo, que têm carinha de parvas e aparecem em background a sorrir muito em tudo o que é reportagem.
Dito isto, tenho saudades de quando o meu irmão me obrigava a ver tooooodas as etapas da Volta e eu o obrigava a explicar-me tudo, em troca.
sexta-feira, julho 16, 2010
Senhora Segurança Social III
Senhora Segurança Social, hoje é dia 16 de Julho (faço anos!!) e era só para dizer que já chegou o dinheirinho. Já sei, é pouco mas de boa vontade.
Vá lá à sua vida.
Vá lá à sua vida.
quinta-feira, julho 15, 2010
Senhora Segurança Social II
Senhora Segurança Social, hoje é dia 15 de Julho de 2010. Pergunto-me quanto tempo demora o tal senhor na sua Casal (ou Famel). Veio pela nacional? Se calhar teve um acidente e a senhora Segurança Social não sabe. É que eu, senhora Segurança Social, eu preciso de cortar o cabelo, senhora Segurança Social. Eu não corto o cabelo desde Novembro de 2009, senhora Segurança Social, e embora muitas mulheres possam ter este sistema de cortar o cabelo anualmente, eu não sou uma delas, senhora Segurança Social. Senhora Segurança Social, o meu cabelo está descontrolado. Qualquer dia fica todo queimadinho com o cigarro, senhora Segurança Social. (Posso assegurar-lhe que uso da mais apurada parcimónia no que toca a este vício, senhora Segurança Social - no sábado comprei um maço e fi-lo durar até terça!)
Senhora Segurança Social, termino com um sincero apelo à sua compreensão: pague-me de uma vez, porra!
Senhora Segurança Social
Senhora Segurança Social, Senhora Segurança Social... A senhora, para já, tem umas excelentes colaboradoras atrás do telefone, muito prestáveis, simpáticas e profissionais. Sério, estou a falar a sério. Já o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos, vou-lhe dizer! Não me diga que o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos vem pessoalmente, numa motoreta (Casal, de preferência), entregar o meu dinheirinho (é pouco, mas é de bom grado) ao balcão do banco onde presentemente tenho conta.
Vá, veja lá isso, Senhora Segurança Social, que vamos no dia 14 e guito, nem vê-lo!
terça-feira, junho 22, 2010
SNS
Quinze minutos de espera no total, médica profissional que não recorreu a entidades superiores, medicamentos eficazes e baratos (e vivam os genéricos!). All in all, muito satisfeita. A única coisa má é mesmo a amigdalite.
terça-feira, setembro 29, 2009
Prioridades
No domingo tomei banho, votei e depois fui às urgências porque cada vez me doía mais.
A médica que me viu deu-me antibiótico e anti-inflamatório e disse que não deve ser nada "se deus quiser". Estive para lhe dizer que 1. não acredito em deus e 2. se quisesse a opinião dele, tinha ido à missa e não ao SASU. Não disse. Tenho de rever as minhas prioridades.
A médica que me viu deu-me antibiótico e anti-inflamatório e disse que não deve ser nada "se deus quiser". Estive para lhe dizer que 1. não acredito em deus e 2. se quisesse a opinião dele, tinha ido à missa e não ao SASU. Não disse. Tenho de rever as minhas prioridades.
quinta-feira, setembro 17, 2009
A culpa é do tempo de antena
Fui arranjar as mãos. Ando de botas e quando saí do escritório estava escuro e chovia e senti o Outono. Por isso e porque as minhas unhas me estavam a impedir de chegar ao teclado, sim têm bom aspecto, mas estavam enormes, fui arranjar as mãos. Enquanto era cortada, limada, ensopada, cortada, envernizada, o tempo de antena na televisão mesmo por cima de mim. E de repente vem uma tia com ar de alternativa e zen, de certeza no seu monte alentejano, e começa uma diatribe sobre o aborto e a clínica dos arcos e não sei quê que não percebi mas topei-a logo e remata-me com um "salvar vidas". Estava eu a ferver por dentro que o aborto já foi despenalizado, move on, gentinha complexada, sinceramente!, e saem-se-me com uma mensagem que era algo "neste tempo de crise é importante legalizar o casamento entre homossexuais... [pausa dramática da sonsa que lia o texto] e a adopção de crianças?". E pronto, em vez de começar a disparatar, porque eu falo com as mãos e disparato ainda mais com elas e lá se ia a manicure, ouvi a menina dizer "êssi dáqui é rósa, máis fica escurinho" e eu disse pode ser e agora tenho as unhas cor-de-rosa.
quinta-feira, setembro 10, 2009
Era uma vez... o serviço público
1ª Conservatória do Registo Predial da Maia. Entro e fica tudo a olhar para mim com ar de "e esta, que é que vem cá cheirar?", incluindo a única pessoa que está a ser atendida (fossem trasmontanos e eu jurava que era exactamente isso que pensavam). Ora eu cheirar não gosto muito, dado que sou anósmica, mas parece-me que para pedir uma certidão de registo predial eu estava no sítio certo.
"A menina é para quê?", atirado assim da secretária, logo a ver se eu por acaso ia pedir um café, que ela dizia-me logo que isso era no guichet ao lado.
Quando chega a minha vez, começa a festa. "É preciso a freguesia." Não basta o número da certidão, a inscrição, o licenciamento de obra, não. É preciso a freguesia. 30 euros por uma impressão de quatro páginas em letra pavorosamente minúscula e nem uma freguesia sabem procurar. Descubro a freguesia. É Maia. "Maia, Maia?" Não, senhora, Maia, Avintes.
"A menina é para quê?", atirado assim da secretária, logo a ver se eu por acaso ia pedir um café, que ela dizia-me logo que isso era no guichet ao lado.
Quando chega a minha vez, começa a festa. "É preciso a freguesia." Não basta o número da certidão, a inscrição, o licenciamento de obra, não. É preciso a freguesia. 30 euros por uma impressão de quatro páginas em letra pavorosamente minúscula e nem uma freguesia sabem procurar. Descubro a freguesia. É Maia. "Maia, Maia?" Não, senhora, Maia, Avintes.
quinta-feira, junho 18, 2009
Das convicções
Às vezes acho que sou um bocadinho radical. Nature knows best e, se pensarmos bem, a espécie humana evoluiu no meio do mato, a viver em cavernas e a fugir de animais selvagens - ou a caçá-los. Ri-me muito uma vez em que uma amiga me disse que é muito perigoso andar com crianças ao colo na rua, "porque se cais, o bebé fica debaixo de ti". Ahahahah!
Mas hoje vi um casal numa mota tipo vespa, em que a mulher (de capacete, granted) levava um bebé ao colo entre ela e o condutor. Pá...
Mas hoje vi um casal numa mota tipo vespa, em que a mulher (de capacete, granted) levava um bebé ao colo entre ela e o condutor. Pá...
quinta-feira, maio 28, 2009
Ai Portugal Portugal
"Ai, castanha não temos."
"Pronto, pode ser a preta." E depois a encomenda chegou e era... castanha!!
"Pronto, pode ser a preta." E depois a encomenda chegou e era... castanha!!
segunda-feira, maio 04, 2009
Das fronteiras
Em Aldeadávila os nativos devem ficar tão lixados por só terem vodafone portuguesa como nós na aldeia do meu pai por só termos vodafone espanhola. (Outra que não se entende.)
Qual é a dúvida?
Em Fermoselle um volume de LM azul custa €25.
Uma viagem de 105 km faz-se em 50 minutos.
O gasóleo à entrada de Salamanca está a €0,85.
Os espanhóis pagam menos impostos e ganham mais do que nós.
Não é desistir, sócia, é emigrar!
Uma viagem de 105 km faz-se em 50 minutos.
O gasóleo à entrada de Salamanca está a €0,85.
Os espanhóis pagam menos impostos e ganham mais do que nós.
Não é desistir, sócia, é emigrar!
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