Três a dois e um a três.
Já não vejo.
Quem faz disto vida, como é que consegue? Eu não.
sexta-feira, maio 02, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
One Art
The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Elizabeth Bishop
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.
Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.
Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.
I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.
I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.
--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.
Elizabeth Bishop
o que foi feito de Paris?
o que lhe fiz?
onde ficaram as pernas finas e lisas, morenas non troppo?
para onde foi o meu francês e os sonhos e a vida tão diferente que eu ia ter?
quero voltar lá. não atrás, ou atrás apenas para recuperar o traço.
quero voltar ao que virei a ser.
onde ficaram as pernas finas e lisas, morenas non troppo?
para onde foi o meu francês e os sonhos e a vida tão diferente que eu ia ter?
quero voltar lá. não atrás, ou atrás apenas para recuperar o traço.
quero voltar ao que virei a ser.
terça-feira, abril 29, 2008
Das novas tecnologias
São muito fáceis.
Escrever um email ou mandar uma sms é muito fácil, um clic e já está, não custa, não se paga (para quem, como eu, tem 1500 sms grátis por semana), é imediato. Para não falar no MSN, ferramenta demoníaca no que diz respeito a relações interpessoais.
E isso não é bom, não nos deixa tempo para pensar, digerir, reflectir no que vamos dizer.
Nova regra: antes de fazer send, enviar ou o que quer que seja, pensar duas vezes. Ou três.
Olha, isto se calhar é válido para tantas outras coisas na vida.
Só descobertas.
Escrever um email ou mandar uma sms é muito fácil, um clic e já está, não custa, não se paga (para quem, como eu, tem 1500 sms grátis por semana), é imediato. Para não falar no MSN, ferramenta demoníaca no que diz respeito a relações interpessoais.
E isso não é bom, não nos deixa tempo para pensar, digerir, reflectir no que vamos dizer.
Nova regra: antes de fazer send, enviar ou o que quer que seja, pensar duas vezes. Ou três.
Olha, isto se calhar é válido para tantas outras coisas na vida.
Só descobertas.
Dia da Liberdade
Céu limpo, vento quente, temperaturas altas.
Liberdade para espraiar toda a tarde, liberdade para ir aos croissants da Foz no caminho para casa (porque o melhor sítio, em Matosinhos, estava fechado), liberdade para rumar a Guimarães depois do banho para acordar, liberdade principalmente para ver a menina da voz fantástica a cantar canções de Abril muitíssimo bem acompanhada.
Escapou-nos o jantar, mas não escapou a noite Vimaranense* com todos os seus nativos, a música bizarra e os preços inacreditáveis.
O jantar concretizou-se depois, que isto de cozinhar às 3h da manhã tem qualquer coisa de libertador, põe-se o azeite que calha, não se liga a medidas ou receitas, quer dizer, são 3h da manhã!
Liberdade.
*Correcção da mana, obrigada. :)
Liberdade para espraiar toda a tarde, liberdade para ir aos croissants da Foz no caminho para casa (porque o melhor sítio, em Matosinhos, estava fechado), liberdade para rumar a Guimarães depois do banho para acordar, liberdade principalmente para ver a menina da voz fantástica a cantar canções de Abril muitíssimo bem acompanhada.
Escapou-nos o jantar, mas não escapou a noite Vimaranense* com todos os seus nativos, a música bizarra e os preços inacreditáveis.
O jantar concretizou-se depois, que isto de cozinhar às 3h da manhã tem qualquer coisa de libertador, põe-se o azeite que calha, não se liga a medidas ou receitas, quer dizer, são 3h da manhã!
Liberdade.
*Correcção da mana, obrigada. :)
segunda-feira, abril 28, 2008
Agora não posso,
o fim-de-semana prolongado no Porto fica para depois.
Agora só posso dizer que
entre gente riscada por mim
e gente riscada por ela
sobra-nos um que se enjoa de cada vez que sai connosco
e talvez um que, não se enjoando e não estando riscado,
está demasiado próximo. Of both.
É desta que pomos o anúncio!
Agora só posso dizer que
entre gente riscada por mim
e gente riscada por ela
sobra-nos um que se enjoa de cada vez que sai connosco
e talvez um que, não se enjoando e não estando riscado,
está demasiado próximo. Of both.
É desta que pomos o anúncio!
quinta-feira, abril 24, 2008
Ontem, karts
Eles, que eu fui correr as lojas.
Tenho um vestido novo mesmo giro, sexy even, e fica-me a matar.
Já não penso (tanto) no top laranja.
Tenho um vestido novo mesmo giro, sexy even, e fica-me a matar.
Já não penso (tanto) no top laranja.
quarta-feira, abril 23, 2008
Para aplacar a fúria do top laranja
porque não, não posso mesmo, ainda que já tenha imaginado como o usaria, dependendo da ocasião e do sítio onde fosse, acho que um soutien preto, todo liso, ficava a matar para uma noite no Lux, não, não, não posso, xô, pensamentos gastadores,
compras com a minha personal shopper exclusiva, minha mesmo,
a que me descobre as coisas mais giras
e muitas delas, bem baratas!
Este fim-de-semana, num shopping perto de si, caso esteja no Porto.
Caso não esteja, apareça, vamos à praia e tudo!
compras com a minha personal shopper exclusiva, minha mesmo,
a que me descobre as coisas mais giras
e muitas delas, bem baratas!
Este fim-de-semana, num shopping perto de si, caso esteja no Porto.
Caso não esteja, apareça, vamos à praia e tudo!
terça-feira, abril 22, 2008
Só para me rir,
entrei numa daquelas lojas onde um simples top pode custar qualquer coisa entre 100 e 200 euros. Ou mais.
Experimentei um desses. Era transparente e laranja escuro e ficava-me tão bem que percebi que podia ser uma dessas pessoas que pagam salários inteiros por roupa.
Ainda não cheguei a conclusões quanto ao que isso diz de mim, mas também não me vou chatear muito, que eu não tenho €165 para dar por um top.
Experimentei um desses. Era transparente e laranja escuro e ficava-me tão bem que percebi que podia ser uma dessas pessoas que pagam salários inteiros por roupa.
Ainda não cheguei a conclusões quanto ao que isso diz de mim, mas também não me vou chatear muito, que eu não tenho €165 para dar por um top.
Ah, não sei quê, frango
A fazer lembrar uma semana (terão sido duas?) da minha infância em que fiquei doente e, tão mal estaria, que só podia comer sopa de arroz, upgrade para canja quando comecei a melhorar,
a ementa do momento é frango.
Do que sobrou do jantar de sábado, já deu uma salada que dava para quatro, que sobrou também,
e hoje vai ser quiche do mesmo frango.
Que a julgar pelo hábito, sobrará também, pois então.
Por este andar, vamos andar a comer frango até Maio.
Aliás, o que isto me lembra é a história do casamento com cabra cozida, cabra assada, cabra guisada e azeitonas da mesma cabra. E a mãe do noivo pela aldeia fora, casa atrás, casa adiante, "Quem quer água, sou eu qu'a lanço!".
Histórias contadas em família, fica o registo.
Porque um dia ainda me vou dedicar a elas todas, com os trejeitos e as palavras exactas de quem as conta melhor, que já que sou afilhada, continuo o legado.
a ementa do momento é frango.
Do que sobrou do jantar de sábado, já deu uma salada que dava para quatro, que sobrou também,
e hoje vai ser quiche do mesmo frango.
Que a julgar pelo hábito, sobrará também, pois então.
Por este andar, vamos andar a comer frango até Maio.
Aliás, o que isto me lembra é a história do casamento com cabra cozida, cabra assada, cabra guisada e azeitonas da mesma cabra. E a mãe do noivo pela aldeia fora, casa atrás, casa adiante, "Quem quer água, sou eu qu'a lanço!".
Histórias contadas em família, fica o registo.
Porque um dia ainda me vou dedicar a elas todas, com os trejeitos e as palavras exactas de quem as conta melhor, que já que sou afilhada, continuo o legado.
segunda-feira, abril 21, 2008
Fim perfeito
para um fim-de-semana de arromba:
Colar o cano solto da sanita com fita-cola.
À MacGyver.
Colar o cano solto da sanita com fita-cola.
À MacGyver.
domingo, abril 20, 2008
The Strokes
Por muito chocante que pareça, há quem faça frango de cerveja no forno.
Eu pasmei, mas estava bom.
O cozinheiro deve ter ficado desagradado com a sua própria obra, porque ainda não eram 4h da manhã e já ele estava a escrever-lhe uma má crítica. Ok, escrever é um eufemismo. Dos grandes.
Mas eu não tenho olfacto. Tenho é bom ouvido e aquele som não enganava ninguém.
Adiante.
Chocante, chocante, foi sair às 4h30 de casa e não, não era para irmos comprar pão quentinho.
Pelo menos, acho que não há pão no Lux. Uns pães aqui e ali, mas sobretudo tios que nos dizem "Onde é que pensa que vai?", como se isso fosse uma frase de engate. Há que ter dó.
Descobri que a vodka se evapora quando demoramos duas horas a beber e fica só o sumo de laranja. Deve estar aqui o segredo das 5 cervejas. I wouldn't know, na verdade gosto pouco de cerveja. Apesar das de ontem serem boas. (Super Bock, admira-te!)
Havia uma frase que ia ficar como a frase da noite, mas entretanto esqueci-me.
Esta coisa de fechar discotecas é pesadote, coitados dos que lá trabalham. (Lol!)
Já sei, era a frase das bolas de berlim sem creme, mas na realidade essa foi de manhã, por isso não conta. Ainda assim, quem é que se lembra "Ai, apetece-me uma bola de berlim, mas sem creme"? Ninguém, minha gente, tende juízo.
O creme foi a melhor parte - isn't it always so?
Na verdade, a melhor parte foram os Strokes, a música e aqueles que quase temos quando certas coisas acontecem.
Mas eu não fiquei surpreendida, já estava a ver o filme todo. And I wasn't wrong, either.
Agora a sério. A melhor parte, querem saber qual foi? Foi ver que a canela está feliz e que fica mesmo bem com tarte de maçã caseira.
Porque se ainda não desistiram de entender os meus posts, give it up now!
Eu pasmei, mas estava bom.
O cozinheiro deve ter ficado desagradado com a sua própria obra, porque ainda não eram 4h da manhã e já ele estava a escrever-lhe uma má crítica. Ok, escrever é um eufemismo. Dos grandes.
Mas eu não tenho olfacto. Tenho é bom ouvido e aquele som não enganava ninguém.
Adiante.
Chocante, chocante, foi sair às 4h30 de casa e não, não era para irmos comprar pão quentinho.
Pelo menos, acho que não há pão no Lux. Uns pães aqui e ali, mas sobretudo tios que nos dizem "Onde é que pensa que vai?", como se isso fosse uma frase de engate. Há que ter dó.
Descobri que a vodka se evapora quando demoramos duas horas a beber e fica só o sumo de laranja. Deve estar aqui o segredo das 5 cervejas. I wouldn't know, na verdade gosto pouco de cerveja. Apesar das de ontem serem boas. (Super Bock, admira-te!)
Havia uma frase que ia ficar como a frase da noite, mas entretanto esqueci-me.
Esta coisa de fechar discotecas é pesadote, coitados dos que lá trabalham. (Lol!)
Já sei, era a frase das bolas de berlim sem creme, mas na realidade essa foi de manhã, por isso não conta. Ainda assim, quem é que se lembra "Ai, apetece-me uma bola de berlim, mas sem creme"? Ninguém, minha gente, tende juízo.
O creme foi a melhor parte - isn't it always so?
Na verdade, a melhor parte foram os Strokes, a música e aqueles que quase temos quando certas coisas acontecem.
Mas eu não fiquei surpreendida, já estava a ver o filme todo. And I wasn't wrong, either.
Agora a sério. A melhor parte, querem saber qual foi? Foi ver que a canela está feliz e que fica mesmo bem com tarte de maçã caseira.
Porque se ainda não desistiram de entender os meus posts, give it up now!
sábado, abril 19, 2008
Isto de ver filmes repetidos
que quando se viram a primeira vez (as terceiras ou quartas vezes, devia dizer) não se atingiu bem a verdade da história porque era simplesmente isso, uma história, mas que agora se percebe bem, na pele, a tal da história, a conversa, a negação,
caraças
tem que se lhe diga.
caraças
tem que se lhe diga.
sexta-feira, abril 18, 2008
Chamemos-lhe Canela
à falta de melhor palavra, porque na verdade não a quero dizer e na realidade nem sequer existe uma só palavra para descrever isto.
A Canela constrói-se. Aos bocadinhos.
Por acaso ou por acasos, com esforço e com tempo.
Em camadas. A primeira mais fraca, a segunda menos e cada vez menos até estar sólida.
Infelizmente, como quase tudo na vida, a Canela pode ser ilusória e facilmente abalável.
Um sopro, um suspiro, um pensamento que voa na direcção errada e que não sabemos apanhar. Ou esquecer.
Quando isso acontece, parece que se foi tudo, perdeu-se o trabalho todo, temos de começar do zero. Mas, felizmente, também isso é ilusão.
Porque nem que seja aquela primeira camada mais fraca, algo ficou lá.
E depois reconstrói-se, por cima, com cuidado, com atenção, com os olhos bem abertos.
A Canela dá trabalho. Espero a recompensa.
A Canela constrói-se. Aos bocadinhos.
Por acaso ou por acasos, com esforço e com tempo.
Em camadas. A primeira mais fraca, a segunda menos e cada vez menos até estar sólida.
Infelizmente, como quase tudo na vida, a Canela pode ser ilusória e facilmente abalável.
Um sopro, um suspiro, um pensamento que voa na direcção errada e que não sabemos apanhar. Ou esquecer.
Quando isso acontece, parece que se foi tudo, perdeu-se o trabalho todo, temos de começar do zero. Mas, felizmente, também isso é ilusão.
Porque nem que seja aquela primeira camada mais fraca, algo ficou lá.
E depois reconstrói-se, por cima, com cuidado, com atenção, com os olhos bem abertos.
A Canela dá trabalho. Espero a recompensa.
No café favorito (há dias)
(sim, este ainda é o meu café favorito)
reencontro o melhor fazedor de cappuccinos que há.
Já não o via há algum tempo, digo.
Você sumiu!, responde-me ele.
Ainda me perguntam porque é que este é o meu café favorito.
reencontro o melhor fazedor de cappuccinos que há.
Já não o via há algum tempo, digo.
Você sumiu!, responde-me ele.
Ainda me perguntam porque é que este é o meu café favorito.
A condizer
com o último cigarro do dia, a Liga dos Últimos.
Ok, talvez seja plural, os últimos do dia, que o programa é comprido.
O(s) último(s) sabe(m) tão bem como o(s) primeiro(s).
Ok, talvez seja plural, os últimos do dia, que o programa é comprido.
O(s) último(s) sabe(m) tão bem como o(s) primeiro(s).
quinta-feira, abril 17, 2008
No fim de um dia mau
os Ornatos (Mata-me outra vez) e um jantar em casa de amigos salvam a minha sanidade mental.
Ajuda ter um colar novo, lindo, feito à minha frente, e ter jogado à bola com três coisas fofas, porque o 4º não estava de modas.
No fim da noite, a A5 a encaminhar-me, como sempre.
Auto-estrada espiritual, if ever there was one.
Ajuda ter um colar novo, lindo, feito à minha frente, e ter jogado à bola com três coisas fofas, porque o 4º não estava de modas.
No fim da noite, a A5 a encaminhar-me, como sempre.
Auto-estrada espiritual, if ever there was one.
quarta-feira, abril 16, 2008
Era bom que este fosse um post alegre
mas há dias assim, mais difíceis que outros.
Hoje é um dos maus.
Hoje é um dos maus.
segunda-feira, abril 14, 2008
O momento do fim-de-semana
Domingo, Miradouro dos Capuchos, passava das 20h
Eu a tentar explicar que o medo inicial não quer dizer que se esteja errado, é apenas uma reacção normal. Uso o meu exemplo e o de uma amiga que sentiu o mesmo.
Depois reflicto e digo
Mas se calhar hoje, olhando para trás, não é bem assim.
Porque ela está casada e com um filho e eu,
eu estou aqui com vocês os dois.
Eu a tentar explicar que o medo inicial não quer dizer que se esteja errado, é apenas uma reacção normal. Uso o meu exemplo e o de uma amiga que sentiu o mesmo.
Depois reflicto e digo
Mas se calhar hoje, olhando para trás, não é bem assim.
Porque ela está casada e com um filho e eu,
eu estou aqui com vocês os dois.
sexta-feira, abril 11, 2008
Que outra música melhor
para ver o mar, senti-lo mesmo, às 5h30 da manhã, senão a Cristina Branco, Porque me Olhas Assim? Em repeat.
Por baixo da voz dela ouço o mar furioso a bater na praia. Porque será que o mar está sempre furioso de noite?
O mar é como a montanha, está sempre ali. Quer se mergulhe ou se fique apenas a olhá-lo, ele está ali.
Vou subir a montanha. É o meu murro na mesa, o murro que vai virar a mesa.
Porque nada disto importa e há tanto mar, tanto mar para navegar.
(08/04/08, 5h43)
Por baixo da voz dela ouço o mar furioso a bater na praia. Porque será que o mar está sempre furioso de noite?
O mar é como a montanha, está sempre ali. Quer se mergulhe ou se fique apenas a olhá-lo, ele está ali.
Vou subir a montanha. É o meu murro na mesa, o murro que vai virar a mesa.
Porque nada disto importa e há tanto mar, tanto mar para navegar.
(08/04/08, 5h43)
E de repente,
o espelho retrovisor do meu carro encolheu e parece-me pequeno como nunca o vi.
Eu via tudo e agora não vejo nada.
(08/04/08, 5h03)
Eu via tudo e agora não vejo nada.
(08/04/08, 5h03)
Fui à Graça
tomar café e apanhar sol.
Em vez disso,
apanhei um tipo a cantar mal (e estava-se tão bem antes de ele chegar),
umas góticas de linguajar esquisito (eu diria dinamarquesas, mas falta-me o irmão perito em reconhecer línguas e latitudes - aliás, o nosso passatempo favorito no metro de Estocolmo era adivinhar a língua dos estrangeiros ao nosso lado, com etapas: tipo de língua - europeia ou não, germânica ou latina, árabe, etc. - região do mundo e, se tivéssemos sorte, país de origem; belos tempos!)
que tinham medo dos pombos (valha-me santo ambrósio, anda uma pessoa no mundo para ver estas coisas)
e um vento frio que me pôs o ouvido a doer (o direito, caso estejam preocupados)
e a certeza de que amanhã à noite vou estar doente, pelo andar da carruagem.
O carro ficou quente do sol, valha-nos isso.
Em vez disso,
apanhei um tipo a cantar mal (e estava-se tão bem antes de ele chegar),
umas góticas de linguajar esquisito (eu diria dinamarquesas, mas falta-me o irmão perito em reconhecer línguas e latitudes - aliás, o nosso passatempo favorito no metro de Estocolmo era adivinhar a língua dos estrangeiros ao nosso lado, com etapas: tipo de língua - europeia ou não, germânica ou latina, árabe, etc. - região do mundo e, se tivéssemos sorte, país de origem; belos tempos!)
que tinham medo dos pombos (valha-me santo ambrósio, anda uma pessoa no mundo para ver estas coisas)
e um vento frio que me pôs o ouvido a doer (o direito, caso estejam preocupados)
e a certeza de que amanhã à noite vou estar doente, pelo andar da carruagem.
O carro ficou quente do sol, valha-nos isso.
quinta-feira, abril 10, 2008
Ontem
O que se pode dizer de uma banda que se comporta como se fosse a nossa banda favorita e, ao fazê-lo, se torna nisso mesmo, na nossa banda favorita?Só isto: o dia 9 de Abril (de 2008) será sempre o Dia Nacional de The Hives!
(E com concertos assim, quem precisa de ginásio?)
Este post inaugura ainda uma nova label, mesmo a calhar.
quarta-feira, abril 09, 2008
Antes que se mandem ao ar
e digam "Mas tu não sabes quem é o Tim Roth, como é que é possível?" e essas coisas que se costumam dizer nestas situações, é claro que eu sei quem é o Tim Roth e até sei que entrou no Pulp Fiction e outros filmes do Tarantino. Mesmo que não soubesse, sei usar muito bem o IMDB, thank you very much.
Só não gosto dele, pronto.
Só não gosto dele, pronto.
Ontem
O Francis já não fazia um filme há dez anos e, pelo vistos, andava curioso acerca da origem da linguagem.
Não precisava de se ter matado a fazer um filme de mais de duas horas, digo-lhe eu.
A origem da linguagem é simples: inventámos as palavras para depois podermos inventar as asneiras e os insultos para depois podermos classificar filmes como este!
Não sei de onde vieste, Tim Roth, mas és mau actor que dói. Tu e os outros todos e olha que o argumentista também não se safa.
Valeu pelo facto de os bilhetes terem sido grátis, pelo acompanhante (apesar de ser um mitra que me fez comprar-lhe chocolate, água e um folhado misto e "ai, que não tenho dinheiro na carteira") e pela companhia depois do filme para um cigarro até ao carro.
Ganharei mais bilhetes, Sr. C.
segunda-feira, abril 07, 2008
O IR(e)MAS
é um clube de acesso restrito.
Poderia dizer que se nasce nele, mas a verdade é que há circunstâncias da vida que contribuem largamente para a fundação desta associação e inscrição nesta, eu diria mesmo, IR(e)MAndade.
Para que serve o clube?
Para muitas coisas, incluindo fumar e falar até às 4h da manhã.
Mas também, atenção, para trocar emails longos e alguns longuíssimos sobre tudo o que haja para dizer, comentar e opinar. Opina-se muito, no IR(e)MAS.
Precisa de desabafar? Fale com o IR(e)MAS.
Stress no trabalho? O IR(e)MAS está lá.
Questões legais ou gramaticais? IR(e)MAS com elas!
Não podia deixar de referir a fundadora e grande dinamizadora deste clube exclusivo, a IR(e)MÃ, também conhecida por Fundadora, Caríssima ou, muito simplesmente, Paulinha.
Ok, às vezes também lhe chamo "Ó Paulinhaaaa", o que a põe à beira das lágrimas, mas isso são cá coisas nossas.
Poderia dizer que se nasce nele, mas a verdade é que há circunstâncias da vida que contribuem largamente para a fundação desta associação e inscrição nesta, eu diria mesmo, IR(e)MAndade.
Para que serve o clube?
Para muitas coisas, incluindo fumar e falar até às 4h da manhã.
Mas também, atenção, para trocar emails longos e alguns longuíssimos sobre tudo o que haja para dizer, comentar e opinar. Opina-se muito, no IR(e)MAS.
Precisa de desabafar? Fale com o IR(e)MAS.
Stress no trabalho? O IR(e)MAS está lá.
Questões legais ou gramaticais? IR(e)MAS com elas!
Não podia deixar de referir a fundadora e grande dinamizadora deste clube exclusivo, a IR(e)MÃ, também conhecida por Fundadora, Caríssima ou, muito simplesmente, Paulinha.
Ok, às vezes também lhe chamo "Ó Paulinhaaaa", o que a põe à beira das lágrimas, mas isso são cá coisas nossas.
domingo, abril 06, 2008
O Robert Redford é uma fraude
sábado, abril 05, 2008
Praia da Memória
Esteve-se bem.
Chegámos e levámos a J. a virar o barco. Verdade seja dita, a rapariga estava a precisar (só arroz cor-de-rosinha), por isso foi um favor que lhe fizemos.
Depois chegou o GG e levantou-se uma nortada daquelas de apetecer vestir camisola de lã.
Resistimos.
Para fechar a tarde, sandes americana com bife, que eu tinha uma fome devoradora.
É o ar do mar e aqueles banhos no oceano que não tomei.
Chegámos e levámos a J. a virar o barco. Verdade seja dita, a rapariga estava a precisar (só arroz cor-de-rosinha), por isso foi um favor que lhe fizemos.
Depois chegou o GG e levantou-se uma nortada daquelas de apetecer vestir camisola de lã.
Resistimos.
Para fechar a tarde, sandes americana com bife, que eu tinha uma fome devoradora.
É o ar do mar e aqueles banhos no oceano que não tomei.
quarta-feira, abril 02, 2008
terça-feira, abril 01, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
Para o H., o A. e o M.
Melhor frase de engate que conheço:
segue-se uma rapariga até à casa-de-banho, espera-se cá fora que ela saia, com pose de engatatão, e pergunta-se
"Então, foste cagar?"
LOL!
segue-se uma rapariga até à casa-de-banho, espera-se cá fora que ela saia, com pose de engatatão, e pergunta-se
"Então, foste cagar?"
LOL!
O dia vai ser complicado
Ainda não eram 8h30 da manhã e já a senhora da limpeza me queria pôr a chorar.
Gostei de a conhecer, chamava-me sempre Joaninha e, quando estava chateada, Menina Joaninha.
Que morram poucos pombos no jardim e que os "meninos" se portem bem e sujem pouco.
Gostei de a conhecer, chamava-me sempre Joaninha e, quando estava chateada, Menina Joaninha.
Que morram poucos pombos no jardim e que os "meninos" se portem bem e sujem pouco.
domingo, março 30, 2008
E não, não me venham cá dizer
Não sei o que é pior
disto de confundir a hora de deitar com a de acordar.
Por um lado, dorme-se o dia todo e mesmo quando se acorda ainda com sol, a sensação é de que o dia nos fugiu.
Por outro lado, no dia seguinte, às 4h da manhã e ao regressar a casa, não há sono que nos pegue e ficamos no sofá a ver a má versão americana da série mais fantasticamente constrangedora do génio britânico.
Que digo eu, a série é a mais fantasticamente constrangedora e genial que existe. Ponto.
Não sei que mania têm os americanos de estragarem tudo com versões made in usa.
Exemplos: 1 e 2.
Por outro lado ainda, deixa-me neste estado pseudo-contemplativo em que arruino a reputação de excelentes posts (lol) com considerações que não mecerem the light of day.
É disso que preciso, light of day.
Por um lado, dorme-se o dia todo e mesmo quando se acorda ainda com sol, a sensação é de que o dia nos fugiu.
Por outro lado, no dia seguinte, às 4h da manhã e ao regressar a casa, não há sono que nos pegue e ficamos no sofá a ver a má versão americana da série mais fantasticamente constrangedora do génio britânico.
Que digo eu, a série é a mais fantasticamente constrangedora e genial que existe. Ponto.
Não sei que mania têm os americanos de estragarem tudo com versões made in usa.
Exemplos: 1 e 2.
Por outro lado ainda, deixa-me neste estado pseudo-contemplativo em que arruino a reputação de excelentes posts (lol) com considerações que não mecerem the light of day.
É disso que preciso, light of day.
Confirmado,
tenho ar de velha.
Acabaram de me cravar para comprar tabaco. Restrições de idade, e os miúdos tinham 17 anos.
Acho que fiz mal. Lol!
On second thought, tenho mais 10 anos que eles, é normal que se note.
Estou na flor da idade! (E mudei de café.)
Acabaram de me cravar para comprar tabaco. Restrições de idade, e os miúdos tinham 17 anos.
Acho que fiz mal. Lol!
On second thought, tenho mais 10 anos que eles, é normal que se note.
Estou na flor da idade! (E mudei de café.)
sábado, março 29, 2008
Ontem
acho que percebi algumas coisas sobre o mundo, a vida e a amizade.
É pena que tenha bebido tanto que já não me lembre o que era.
Suffice it to say, chocolates belgas não são uma boa alimentação.
É pena que tenha bebido tanto que já não me lembre o que era.
Suffice it to say, chocolates belgas não são uma boa alimentação.
Ainda sobre o carro
Ontem descobri que o rádio tem uma tecla de "Random" e uma de "Repeat".
Eu já tinha dito que o meu carro é uma discoteca. Confere.
Eu já tinha dito que o meu carro é uma discoteca. Confere.
O sensor está avariado
A rapariga sentada na pontinha do banco não faz disparar o sensor do cinto, mas a minha carteira e um livro fazem??
Raio do carro.
Raio do carro.
Ontem, no Bairro (II)
A PSP a fazer detenções, muito alarido e estrilho, e um gajo que não consegue descolar da cena, qual mirone de acidentes.
Não percebo o interesse.
Não percebo o interesse.
sexta-feira, março 28, 2008
Ao Bruno Brito do Martinho da Arcada
Almirante Reis abaixo,
descubro que os eléctricos têm piscas.
(A seguir estacionei ao pé da Casa dos Bicos e descobri muitas mais coisas da vida, mas isso fica para outro post.)
(A seguir estacionei ao pé da Casa dos Bicos e descobri muitas mais coisas da vida, mas isso fica para outro post.)
quinta-feira, março 27, 2008
Olho para o copo de água
e quem havia de lá estar de molho?
Isso mesmo, o auricular do computador. Pior, o do lado esquerdo, o único que ainda funciona.
Sacudo-o e deixo secar. Apesar da água que ainda tem dentro, continua a funcionar!
Acho que vou mergulhar o lado direito no copinho, a ver se lhe passa a tosse.
Isso mesmo, o auricular do computador. Pior, o do lado esquerdo, o único que ainda funciona.
Sacudo-o e deixo secar. Apesar da água que ainda tem dentro, continua a funcionar!
Acho que vou mergulhar o lado direito no copinho, a ver se lhe passa a tosse.
A pior parte
de se fumar regularmente, mesmo que muito pouco por dia (ou se calhar não assim tão pouco) é aquilo do coiso e tal, já cá se sabe, mas também
o primeiro cigarro do dia já não dar aquela sensação.
o primeiro cigarro do dia já não dar aquela sensação.
A melhor parte
de chegar cedo ao trabalho, mesmo com pouco mais de 3h hora de sono,
é ter tempo para um cigarro.
é ter tempo para um cigarro.
quarta-feira, março 26, 2008
Ah, esqueci-me de dizer
que os panachés que são finos traçados são baratos em Trás-os-Montes, €6,40 por oito finos.
Duas coisas: não, não fui eu que bebi tudo, éramos quatro.
E sim, há compensações da música de carrinhos-de-choque.
Duas coisas: não, não fui eu que bebi tudo, éramos quatro.
E sim, há compensações da música de carrinhos-de-choque.
terça-feira, março 25, 2008
A manhã ainda mal começou
e depois do típico pequeno-almoço dos últimos tempos (café com leite e pão-de-ló), a rotina de deixar a rapariga no metro e vir para o trabalho (parecemos um casal de velhos), um café para acordar de uma noite mal dormida e um cigarro (nada que se compare ao café da cozinha da mana, ou aos cigarros da mesma mana),
recebo de prenda incenso que não vou poder cheirar
inicio uma longa conversa com um colega de outro escritório que nem sequer conheço
e percebo
não sei o que percebo
mas é bom.
recebo de prenda incenso que não vou poder cheirar
inicio uma longa conversa com um colega de outro escritório que nem sequer conheço
e percebo
não sei o que percebo
mas é bom.
segunda-feira, março 24, 2008
Em Trás-os-Montes
fuma-se em todos os bares, os panachés são (finos) traçados e a música é de carrinhos-de-choque.
Está-se bem, apesar de tudo.
Está-se bem, apesar de tudo.
quarta-feira, março 19, 2008
A posição
é privilegiada.
Vejo-os entrar.
Sei-lhes os nomes, as funções, os projectos.
Sei os casamentos, os filhos, os divórcios, as namoradas.
Sei as confusões.
Por interesse ou por tradição, falo com eles, pergunto-lhes coisas, sei-lhes (parte) da vida.
Vejo e ouço mais do que quero, as discussões, os atritos profissionais, a vida privada em display do outro lado do vidro.
Eles dizem que eu sei tudo.
Vou ter saudades deles.
Vejo-os entrar.
Sei-lhes os nomes, as funções, os projectos.
Sei os casamentos, os filhos, os divórcios, as namoradas.
Sei as confusões.
Por interesse ou por tradição, falo com eles, pergunto-lhes coisas, sei-lhes (parte) da vida.
Vejo e ouço mais do que quero, as discussões, os atritos profissionais, a vida privada em display do outro lado do vidro.
Eles dizem que eu sei tudo.
Vou ter saudades deles.
Primavera
Primavera? A sério?
Não pode ser.
Primavera, a sério?
Tenho o calendário avariado. Parei no Outono que não foi e parecia o Verão que não houve.
Update, update.
Não pode ser.
Primavera, a sério?
Tenho o calendário avariado. Parei no Outono que não foi e parecia o Verão que não houve.
Update, update.
Dos hábitos
As rotinas ganham-se muito depressa, perdem-se muito lentamente. Com esforço.
Não tem muito sentido, mas é assim. Ou se calhar tem, se os hábitos forem bons.
As desilusões magoam, mas as aproximações são tão boas.
E eu sei que há muitas mais coisas boas à minha espera.
Não tem muito sentido, mas é assim. Ou se calhar tem, se os hábitos forem bons.
As desilusões magoam, mas as aproximações são tão boas.
E eu sei que há muitas mais coisas boas à minha espera.
VOL 53
Racionalmente, há aqui três hipóteses: ou eu já estou surda, ou vou ficar ou o disco está gravado muito baixo.
Irracionalmente, preciso de abafar-me em som.
(Se os rádios tivessem os graus de volume por descrição e não por simples números, o título não precisava de ser explicado como "eu pensava que ter o disco a 30 e tal de volume era muito alto" ou "entrámos na zona do aos-berros".)
Irracionalmente, preciso de abafar-me em som.
(Se os rádios tivessem os graus de volume por descrição e não por simples números, o título não precisava de ser explicado como "eu pensava que ter o disco a 30 e tal de volume era muito alto" ou "entrámos na zona do aos-berros".)
terça-feira, março 18, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
A semana que hoje começa
já começou atrasada.
Em horas de sono e descanso.
Sonhos irrequietos toda a noite não ajudam, mas deve ter sido da cama, que a companhia também sonhou imenso.
E antes que se ponham a pensar no que isto quer dizer, era uma amiga, dormi em casa de uma amiga!
Cuscos.
Em horas de sono e descanso.
Sonhos irrequietos toda a noite não ajudam, mas deve ter sido da cama, que a companhia também sonhou imenso.
E antes que se ponham a pensar no que isto quer dizer, era uma amiga, dormi em casa de uma amiga!
Cuscos.
Das sensações estranhas
Ter acentos no teclado novamente.
Agora o esforço para os usar é tanto como o que fiz para me habituar à ausência deles.
Welcome back!
Agora o esforço para os usar é tanto como o que fiz para me habituar à ausência deles.
Welcome back!
Das boas sensações físicas
Conduzir o meu carro outra vez.
Assenta-me como pantufas confortáveis e fiéis.
Assenta-me como pantufas confortáveis e fiéis.
domingo, março 16, 2008
A menos de duas horas de partir
e nao se deixem enganar pela hora do post, que isto estah pela hora portuguesa,
o que aprendi no retiro espiritual:
nao ha grande problema em nao ter acentos no teclado, entendemo-nos na mesma (e por aqui se ve como jah estou em Lisboa ha muitos anos, ia escrever "ah mesma", mas refreei-me - dah que pensar, primeiro o sotaque do Porto a substituir o trasmontano, agora as expressoes lisboetas a ganharem forca - talvez nao valha a pena resistir, let it flow)
let go, outra licao importante e mote deste ano
imperialismo emocional
e, a mais importante de todas, a definicao de interactividade.
Com quem estamos bem, o que queremos para nos e a verdade de escolhermos sempre a pensar no mais importante: a nossa felicidade.
Ah, e claro, uma casa de dois quartos e duas casas-de-banho limpa-se num instante!
o que aprendi no retiro espiritual:
nao ha grande problema em nao ter acentos no teclado, entendemo-nos na mesma (e por aqui se ve como jah estou em Lisboa ha muitos anos, ia escrever "ah mesma", mas refreei-me - dah que pensar, primeiro o sotaque do Porto a substituir o trasmontano, agora as expressoes lisboetas a ganharem forca - talvez nao valha a pena resistir, let it flow)
let go, outra licao importante e mote deste ano
imperialismo emocional
e, a mais importante de todas, a definicao de interactividade.
Com quem estamos bem, o que queremos para nos e a verdade de escolhermos sempre a pensar no mais importante: a nossa felicidade.
Ah, e claro, uma casa de dois quartos e duas casas-de-banho limpa-se num instante!
Principios
Eu jah os vi e por isso devia estar menos dividida, vai ser a mesma coisa e ainda por cima 5 euros mais cara, mas, mas, mas, mas Campo Pequeno???
Porra!!
Porra!!
A prova provada
que o meu frances precisa de treino eh que jah eh a terceira vez que edito o titulo deste post.
Acho que agora jah nao ha erros - mas posso estar enganada.
Acho que agora jah nao ha erros - mas posso estar enganada.
sábado, março 15, 2008
As sessoes terapeuticas
com a melhor terapeuta do mundo duram ateh ahs 4h da manha.
Fala-se, comparam-se historias e sensacoes, chora-se, sim, fuma-se um bocado e ateh se bebe, mas ontem acho que foi soh mesmo agua, para hidratar.
A culpa atribuida aos responsaveis, os erros assumidos, a catarse necessaria.
Tanta ferramenta, tanto trabalho que temos pela frente.
Suponho que seja assim para todos e nem sequer presumo que a minha vida eh pior do que a dos outros, nunca gostei da palavra vitima.
Mas eh preciso trazer ao de cima as feridas, abri-las mesmo, se necessario, para depois as poder fechar, curar, esquecer.
E fazer melhor, doravante - esta sim, palavra de que eu gosto.
Depois os sonhos sao agitados, numa especie de esterilizacao do interior, fervem-se as impurezas.
Liberta-se.
Ainda a tenho comigo e isso nao estah bem.
Para terminar, a nossa cura tambem vem de deixar curar os outros. E de admitir o mal que fizemos. Foi o melhor (palavra cinica, mas nao ha outra) que pude e soube fazer.
Fala-se, comparam-se historias e sensacoes, chora-se, sim, fuma-se um bocado e ateh se bebe, mas ontem acho que foi soh mesmo agua, para hidratar.
A culpa atribuida aos responsaveis, os erros assumidos, a catarse necessaria.
Tanta ferramenta, tanto trabalho que temos pela frente.
Suponho que seja assim para todos e nem sequer presumo que a minha vida eh pior do que a dos outros, nunca gostei da palavra vitima.
Mas eh preciso trazer ao de cima as feridas, abri-las mesmo, se necessario, para depois as poder fechar, curar, esquecer.
E fazer melhor, doravante - esta sim, palavra de que eu gosto.
Depois os sonhos sao agitados, numa especie de esterilizacao do interior, fervem-se as impurezas.
Liberta-se.
Ainda a tenho comigo e isso nao estah bem.
Para terminar, a nossa cura tambem vem de deixar curar os outros. E de admitir o mal que fizemos. Foi o melhor (palavra cinica, mas nao ha outra) que pude e soube fazer.
Analogia
Depois de um camiao TIR nos passar por cima, eh normal termos medo de andar na estrada.
A pouco e pouco forcamo-nos a faze-lo, tem de ser, nao ha outro caminho, nao ha outro meio de transporte. Mas isso nao significa que estejamos curados da ferida.
Soh que um dia acordamos e sentimos vontade de ir para a estrada, desejamo-lo e sentimo-nos felizes por isso.
Eh o principio da cura.
A pouco e pouco forcamo-nos a faze-lo, tem de ser, nao ha outro caminho, nao ha outro meio de transporte. Mas isso nao significa que estejamos curados da ferida.
Soh que um dia acordamos e sentimos vontade de ir para a estrada, desejamo-lo e sentimo-nos felizes por isso.
Eh o principio da cura.
sexta-feira, março 14, 2008
Voltar para tras
Quando se avanca no caminho, ha pessoas e afectos que deixamos para tras.
Sera valido, honesto, deixar pessoas para tras e abrir a nossa vida (e o coracao) a pessoas novas?
Nao seria mais justo, mais responsavel voltarmos atras e apanharmos o que deixamos cair, restabelecer contactos e tentar novamente?
A resposta, a minha resposta a tudo isto eh nao.
Ha pessoas que ficarao sempre lah, no nosso passado, aquele amigo do liceu, a melhor amiga da escola, o professor especial, tantas pessoas.
Quem vale a pena, como se isto fosse um concurso?
Eu digo que valem a pena todos os que nos amam, todos os que sao carne da carne, todos os que sao especiais. Na verdade, aqueles que possam continuar o caminho ao nosso lado.
E que possam alegrar-se connosco do crescimento do circulo, welcome people to our town.
Voltar para tras foi a melhor coisa que alguma vez nao fiz.
Sera valido, honesto, deixar pessoas para tras e abrir a nossa vida (e o coracao) a pessoas novas?
Nao seria mais justo, mais responsavel voltarmos atras e apanharmos o que deixamos cair, restabelecer contactos e tentar novamente?
A resposta, a minha resposta a tudo isto eh nao.
Ha pessoas que ficarao sempre lah, no nosso passado, aquele amigo do liceu, a melhor amiga da escola, o professor especial, tantas pessoas.
Quem vale a pena, como se isto fosse um concurso?
Eu digo que valem a pena todos os que nos amam, todos os que sao carne da carne, todos os que sao especiais. Na verdade, aqueles que possam continuar o caminho ao nosso lado.
E que possam alegrar-se connosco do crescimento do circulo, welcome people to our town.
Voltar para tras foi a melhor coisa que alguma vez nao fiz.
L'assurance et le petit banque
O senhorio da mana e os operarios de construcao.
E eu na sala, de pijama, ainda que maquilhada do rendez-vous de ce matin, no computador a falar no MSN.
Bela imagem, sim senhor.
E eu na sala, de pijama, ainda que maquilhada do rendez-vous de ce matin, no computador a falar no MSN.
Bela imagem, sim senhor.
quinta-feira, março 13, 2008
A Pascoa
Eh uma altura pesarosa, de sacrificio, e dias depois, rejoice, He is returned.
Pois, pois, tudo muito catolico. Nada o meu genero, mas cah estah, imbuido nas entranhas e toda eu sou assim.
Minto.
Para mim a Pascoa eh, ha muitos anos, uma altura quente de sol, comida boa, reencontros e, desde o ano passado, tempo bem passado com a familia. Isso foi sempre, claro, mas desde o ano passado, noutras modalidades.
Este ano o ciclo repetir-se-ah, digo eu.
Ainda nao sei se estou preparada para 500km sozinha a conduzir, mas com muita musica talvez lah vah. Lah em destino final e lah a Tras-os-Montes.
Preciso da terra quente das vinhas e do abraco bom da familia. E do vento agreste, do frio, das vacas, das estradas estreitas, da paisagem verde e castanha, das pedras.
Nao preciso das perguntas, dos lamentos e dos ai jesus e agora minha filha o que vai ser da tua vida - era bom se ninguem o fizesse, mas jah sei que tenho o escudo maior na prima.
Nao os posso censurar, ainda nem com a madrinha adorada falei. Terei paciencia para desfiar o rosario mais uma vez?
Melhor seria junta-los todos, fazer mesa redonda, perguntas no fim e pronto, assunto resolvido.
Serah lavar a ferida com sal, mas o que arde cura. Oxalah!
Vou sozinha e isso eh tao bom.
Pois, pois, tudo muito catolico. Nada o meu genero, mas cah estah, imbuido nas entranhas e toda eu sou assim.
Minto.
Para mim a Pascoa eh, ha muitos anos, uma altura quente de sol, comida boa, reencontros e, desde o ano passado, tempo bem passado com a familia. Isso foi sempre, claro, mas desde o ano passado, noutras modalidades.
Este ano o ciclo repetir-se-ah, digo eu.
Ainda nao sei se estou preparada para 500km sozinha a conduzir, mas com muita musica talvez lah vah. Lah em destino final e lah a Tras-os-Montes.
Preciso da terra quente das vinhas e do abraco bom da familia. E do vento agreste, do frio, das vacas, das estradas estreitas, da paisagem verde e castanha, das pedras.
Nao preciso das perguntas, dos lamentos e dos ai jesus e agora minha filha o que vai ser da tua vida - era bom se ninguem o fizesse, mas jah sei que tenho o escudo maior na prima.
Nao os posso censurar, ainda nem com a madrinha adorada falei. Terei paciencia para desfiar o rosario mais uma vez?
Melhor seria junta-los todos, fazer mesa redonda, perguntas no fim e pronto, assunto resolvido.
Serah lavar a ferida com sal, mas o que arde cura. Oxalah!
Vou sozinha e isso eh tao bom.
Pois eh, pois eh
eu sou novata e tal e por isso ainda acho que vale a pena falar do assunto, mas o problema aqui, reparem nisto, eh que para uma nao-fumadora convicta durante quase todos os seus 27 anos (se calhar nao devia contar aquelas semanas no 9o ano em que compravamos tabaco para sete e aquilo durava e eu, estupidifiquem, nem sequer sabia travar, o que suporta a minha teoria de que isto nao devia contar, mas adiante)
um cigarro dah uma moca bestial.
Talvez venha dai o vicio.
um cigarro dah uma moca bestial.
Talvez venha dai o vicio.
No Lux (II)
alem de haver casas-de-banho soh para a sanita, ah frances, as sanitas sao estranhas e fazem-nos confrontar com o que fazemos.
Sem entrar em muitos pormenores, mas jah escatologicamente falando, ou sou eu que ando muito mal, ou entao jah nao estava mesmo habituada a ver o que faco.
E mais nao digo.
Sem entrar em muitos pormenores, mas jah escatologicamente falando, ou sou eu que ando muito mal, ou entao jah nao estava mesmo habituada a ver o que faco.
E mais nao digo.
No Lux
os carros tem disticos com horas de estacionamento, num sistema que ainda nao percebi muito bem, mas tambem ainda nao me dei ao trabalho de perguntar, e os predios sao tao aquecidos que o cunhado sugere deixar a porta aberta para aquecer a casa. Eu concordo.
Depois do cinema
take-away do Tibetano.
Ele eh catolico e a mulher budista.
Apertou a mao da mana quando entramos e a minha tambem. Optimo, soh serenidade.
Tanta simpatia.
O Luxemburgo cresce no meu mapa mental com estes momentos.
Ele eh catolico e a mulher budista.
Apertou a mao da mana quando entramos e a minha tambem. Optimo, soh serenidade.
Tanta simpatia.
O Luxemburgo cresce no meu mapa mental com estes momentos.
quarta-feira, março 12, 2008
Hoje, com a mana
e com desconto (se bem que eu nao paguei o bilhete, va-se la saber porque, mas a mana nao deixou).
Terror's Advocate
Nao encontro fotos e nao me apetece procurar, ide ver o site.
Um desafio vezes dois: entender um homem que defendeu acusados como o Klaus Barbie e entender um filme inteiro em frances, sem legendas, que isto eh um pais francofono.
Ah, e mesmo que nao fosse, eu tambem nao ia la com legendas em luxemburgues ou alemao. (Lol para mim.)
Podia agora deixar aqui as minhas conclusoes de tao longo documentario (2h30, ainda falam mal do Oliveira), mas nao posso. Quando nao estava a esforcar-me para entender o que se dizia, estava a invejar o senhor sentado ao lado da mana, que dormia a sono solto.
Terror's Advocate
Nao encontro fotos e nao me apetece procurar, ide ver o site.
Um desafio vezes dois: entender um homem que defendeu acusados como o Klaus Barbie e entender um filme inteiro em frances, sem legendas, que isto eh um pais francofono.
Ah, e mesmo que nao fosse, eu tambem nao ia la com legendas em luxemburgues ou alemao. (Lol para mim.)
Podia agora deixar aqui as minhas conclusoes de tao longo documentario (2h30, ainda falam mal do Oliveira), mas nao posso. Quando nao estava a esforcar-me para entender o que se dizia, estava a invejar o senhor sentado ao lado da mana, que dormia a sono solto.
O que acontece
Nada acontece por acaso.
Nao acredito em destinos tracados, mais em caminhos a percorrer.
Alias, a melhor definicao de destino que ja vi foi num filme (where else?) em que um tipo dizia que o destino eh como estar num barco a remar de costas para a corrente e o destino eh o que fica para tras, e o que esta ah frente nao se ve, escolhemos inconscientemente. O caminho que tracamos, no fundo.
Nao adianta perguntarem que filme foi, que eu nao me lembro.
Sei apenas que a imagem ficou e o rio era o Nilo, pus-me logo num barco a remar Nilo fora, as aulas de Historia do 7o ano ainda a fazer efeito, que o rio eh dificil de percorrer por ter pouca corrente. Sou tao freudiana.
Encontramo-nos todos para nos ajudarmos uns aos outros. Ahs vezes para nos fazermos mal uns aos outros, infelizmente. Mas aprende-se tanto com o sofrimento.
Nem que seja para termos empatia por uma amiga que passa por uma situacao parecida com a nossa.
Sempre soube que era uma caretaker, bem escondida debaixo da carapaca dura de carangueja.
(Isto soa a presuncao? So be it.)
Nao acredito em destinos tracados, mais em caminhos a percorrer.
Alias, a melhor definicao de destino que ja vi foi num filme (where else?) em que um tipo dizia que o destino eh como estar num barco a remar de costas para a corrente e o destino eh o que fica para tras, e o que esta ah frente nao se ve, escolhemos inconscientemente. O caminho que tracamos, no fundo.
Nao adianta perguntarem que filme foi, que eu nao me lembro.
Sei apenas que a imagem ficou e o rio era o Nilo, pus-me logo num barco a remar Nilo fora, as aulas de Historia do 7o ano ainda a fazer efeito, que o rio eh dificil de percorrer por ter pouca corrente. Sou tao freudiana.
Encontramo-nos todos para nos ajudarmos uns aos outros. Ahs vezes para nos fazermos mal uns aos outros, infelizmente. Mas aprende-se tanto com o sofrimento.
Nem que seja para termos empatia por uma amiga que passa por uma situacao parecida com a nossa.
Sempre soube que era uma caretaker, bem escondida debaixo da carapaca dura de carangueja.
(Isto soa a presuncao? So be it.)
Prioridades
A irma guarda volumes de tabaco na despensa em quantidade.
Eu guardo pacotes de lencos de papel.
Eu guardo pacotes de lencos de papel.
Cronicas do Luxemburgo
Na casa da irma faz-se o almoco-lanche em 10min (gnocci com pesto, bem bom), bebe-se o fim do champagne comprado por erro (meio-seco em vez de brut e ele gozou com ela por isso - claramente, uma boa relacao) e fuma-se na cozinha.
Alias, na casa da irma fuma-se em todo o lado.
O tabaco vem da despensa e dai se ve que isto eh um caso serio.
O primeiro foi autorizado, os outros sao ah vontade.
E, num instante que durou mais de 5h, cah estou.
Se ha refugio espiritual maior que o Luxemburgo, nao sei.
Alias, na casa da irma fuma-se em todo o lado.
O tabaco vem da despensa e dai se ve que isto eh um caso serio.
O primeiro foi autorizado, os outros sao ah vontade.
E, num instante que durou mais de 5h, cah estou.
Se ha refugio espiritual maior que o Luxemburgo, nao sei.
O perigo de nao dormir
So me apercebi agora que dei um euro de gorjeta ao taxista que hoje de manha quase me fez perder o aviao.
Tudo porque me enganei a fazer os trocos.
I feel stupid.
Tudo porque me enganei a fazer os trocos.
I feel stupid.
terça-feira, março 11, 2008
De viagem
Sai-se de Lisboa com sol e passados 40min e uma soneca, aterra-se no estrangeiro cinzento, frio, chuvoso. Nao, espera, eh o Porto.
Boa antevisao do Luxemburgo, digo eu.
O aeroporto do Porto pode ser o melhor da Europa, mas aposto que eh tambem o mais frio.
Esta gente nunca ouviu falar em aquecimento?
Fechai lah as janelas!
Boa antevisao do Luxemburgo, digo eu.
O aeroporto do Porto pode ser o melhor da Europa, mas aposto que eh tambem o mais frio.
Esta gente nunca ouviu falar em aquecimento?
Fechai lah as janelas!
segunda-feira, março 10, 2008
De cor
sei a minha password habitual, incluindo as múltiplas variações para as várias contas e fins, sei a password do trabalho, que só uso de vez em quando porque aquilo que eu não sei nem posso descrever está desligado, ainda sei o número dele, mas espero esquecer-me a qualquer momento, não sei número nenhum de mais ninguém, ou quase, porque as memórias dos telemóveis superam e tornam a minha memória obsoleta, sei várias músicas bem antigas de cor, apesar das últimas brancas, sei filmes quase inteiros, códigos multibanco e acesso online, sei tanta coisa que não interessa para nada.
Se calhar não sei o essencial, mas aqui entre nós, com menos de 4h de sono depois de um fim-de-semana que deitava qualquer touro abaixo, não estou muito preocupada.
Não cair para cima do teclado, ora aí está uma bela preocupação e objectivo de vida!
Se calhar não sei o essencial, mas aqui entre nós, com menos de 4h de sono depois de um fim-de-semana que deitava qualquer touro abaixo, não estou muito preocupada.
Não cair para cima do teclado, ora aí está uma bela preocupação e objectivo de vida!
No Jamaica
Passam Cure e Nirvana e eu sei que estou velha quando não me lembro da letra da minha música favorita dos Nirvana e só consigo acompanhar o here we are now, entertain us.
Horas depois, I feel stupid and contagious.
Horas depois, I feel stupid and contagious.
Fim-de-semana
Entre mudanças, falta de água em casa, arroz de marisco para 10, piñas coladas caseiras e brasileiros malucos, o meu fim-de-semana deu cabo de mim ainda antes de chegar a Domingo.
Depois tive uma pausa e recomeçou tudo à meia-noite.
Os galos cantam às 3h da manhã e eu que só queria dormir.
Hoje sou um caracol.
Bom dia para todos!
Depois tive uma pausa e recomeçou tudo à meia-noite.
Os galos cantam às 3h da manhã e eu que só queria dormir.
Hoje sou um caracol.
Bom dia para todos!
sexta-feira, março 07, 2008
You Got Yr. Cherry Bomb
Life can be so fair
Let it go on and on
I can push for good
You got that cherry bomb
Blow out that cherry bomb for me
We lost it long ago
You and me
Now you know your way back from the spirit far
Brush your teeth for bed
Blow out that cherry bomb
Blow out that cherry bomb for me
You got to know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve (c'mon)
It was the longest day that I had ever known
I watched you start that drive alone
Blow out that cherry bomb for me
It's gonna burn right up your sleeve
Burn right up your sleeve
So there you go again
Out in your dressing gown
Get yourself to bed
Blow out that cherry bomb
Oh, life can be so fair
Let it go on and on
I could pay to have all your cherry bomb
Oh, life can be so fair
Let it go on and on
I could pay to have all your cherry bomb
Spoon, Ga Ga Ga Ga Ga
Let it go on and on
I can push for good
You got that cherry bomb
Blow out that cherry bomb for me
We lost it long ago
You and me
Now you know your way back from the spirit far
Brush your teeth for bed
Blow out that cherry bomb
Blow out that cherry bomb for me
You got to know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve
Know it's on your sleeve (c'mon)
It was the longest day that I had ever known
I watched you start that drive alone
Blow out that cherry bomb for me
It's gonna burn right up your sleeve
Burn right up your sleeve
So there you go again
Out in your dressing gown
Get yourself to bed
Blow out that cherry bomb
Oh, life can be so fair
Let it go on and on
I could pay to have all your cherry bomb
Oh, life can be so fair
Let it go on and on
I could pay to have all your cherry bomb
Spoon, Ga Ga Ga Ga Ga
É muito mau se eu escrever que
And if you only knew
Just how much the sun needs you
To help him light the skies
You would be surprised
?
O blog é meu.
Just how much the sun needs you
To help him light the skies
You would be surprised
?
O blog é meu.
O tempo para reflectir
às vezes vem do camião do lixo à nossa frente, que nos obriga a ouvir o open your arms and welcome e a escrever no telemóvel.
E ficar?
E ficar?
quinta-feira, março 06, 2008
Discussão
Isto das limas é fraude, diz ela. Eu acho que não leva limão nenhum.
Mas as receitas têm todas lima ou limão, digo eu.
Alguns momentos de reflexão depois e
Fogo, como eu estava!
Sim, o Mojito leva limão.
Mas as receitas têm todas lima ou limão, digo eu.
Alguns momentos de reflexão depois e
Fogo, como eu estava!
Sim, o Mojito leva limão.
segunda-feira, março 03, 2008
Domingo, 20h, eu a comer depois de acordar
Café favorito (claramente, uma óptima relação simbiótica), duas senhoras das que gosto de enquadrar na categoria «solteironas com alguma idade que querem fazer parecer que se bastam a elas mesmas, mas depois arranjam "animais de companhia" e só esta designação já diz tudo, companhia como em, de resto estaria sozinha, o que é bastante triste, mas olha, ao menos têm amigas, eu estava sozinha a comer por isso não posso falar e o melhor será mesmo calar-me, excepto para dizer o seguinte»:
Depois de muita conversa sobre onde é que ele já se põe e qual é o sofá que gosta mais e eu ainda a pensar que poderia ser uma pessoa, um filho adolescente ou algo assim, mas nesta fase não estou muito atenta, porque não sei se leram em cima, mas eram 20h e eu estava a comer pela primeira vez nesse dia, tinha acordado há hora e meia e se não percebem porque é que isso aconteceu, leiam o post anterior, agora não tenho tempo para explicar e isto é cada um por si, vá, ala que se faz tarde,
estão elas nisto e a que não é a dona está a ver fotografias e começa
"Ai, mas ele é mesmo grande"
altura em que eu, por muito ressacada que estivesse, ok, já percebi, é um animal, ninguém fala assim de pessoas. Ou por outra, se falassem, já este post estava escrito e olhem, está a demorar um bocado, não está?
Siga.
Dá-se o click, o click que normalmente me faz ficar mais atenta e ouvir com detalhe o que se diz mesmo ao meu lado.
E ouço:
(A dona) "Ele é muito expressivo, tem muitas expressões, muitas. Não dá para...
(A outra) "Pois, ficas..."
(A dona) "Olho para ele e não tenho coragem."
Ou as dificuldades de educar um animal.
Depois de muita conversa sobre onde é que ele já se põe e qual é o sofá que gosta mais e eu ainda a pensar que poderia ser uma pessoa, um filho adolescente ou algo assim, mas nesta fase não estou muito atenta, porque não sei se leram em cima, mas eram 20h e eu estava a comer pela primeira vez nesse dia, tinha acordado há hora e meia e se não percebem porque é que isso aconteceu, leiam o post anterior, agora não tenho tempo para explicar e isto é cada um por si, vá, ala que se faz tarde,
estão elas nisto e a que não é a dona está a ver fotografias e começa
"Ai, mas ele é mesmo grande"
altura em que eu, por muito ressacada que estivesse, ok, já percebi, é um animal, ninguém fala assim de pessoas. Ou por outra, se falassem, já este post estava escrito e olhem, está a demorar um bocado, não está?
Siga.
Dá-se o click, o click que normalmente me faz ficar mais atenta e ouvir com detalhe o que se diz mesmo ao meu lado.
E ouço:
(A dona) "Ele é muito expressivo, tem muitas expressões, muitas. Não dá para...
(A outra) "Pois, ficas..."
(A dona) "Olho para ele e não tenho coragem."
Ou as dificuldades de educar um animal.
Bom dia ou Boa noite?
À entrada da discoteca dizem-me Bom dia.
Faz-me lembrar um certo sketch cómico e apetece-me logo entrar numa discussão de
"Bom dia não, é Boa noite!"
"Não, é Bom dia, já está claro."
"Está claro, mas isto é uma discoteca, é Boa noite."
"É uma discoteca, mas são 7h30 da manhã."
"Sim, mas na Suécia às 7h30 da manhã está escuro, por isso é Boa noite."
"Pois, mas aqui está claro, já nasceu o sol, por isso é Bom dia e é se queres entrar."
"Ok."
Faz-me lembrar um certo sketch cómico e apetece-me logo entrar numa discussão de
"Bom dia não, é Boa noite!"
"Não, é Bom dia, já está claro."
"Está claro, mas isto é uma discoteca, é Boa noite."
"É uma discoteca, mas são 7h30 da manhã."
"Sim, mas na Suécia às 7h30 da manhã está escuro, por isso é Boa noite."
"Pois, mas aqui está claro, já nasceu o sol, por isso é Bom dia e é se queres entrar."
"Ok."
Subscrever:
Mensagens (Atom)



