Se eu pudesse pôr em palavras as sensações que me tomam quando ouço a voz e os intrumentos alinhados, seria o mais belo post de sempre.
Assim, digo só que me embala, impele e revitaliza.
A alegria vem da tripa, mas também vem da música.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
O taxista
abre o jornal enquanto esperamos pelo meu colega e pergunta
"A senhora acredita nos signos?"
a senhora está no céu, apetece-me responder, mas
"Não, não acredito",
se calhar é por ter ascendente em Leão.
"A senhora acredita nos signos?"
a senhora está no céu, apetece-me responder, mas
"Não, não acredito",
se calhar é por ter ascendente em Leão.
Hoje de manhã
Na loja do cidadão, finanças.
Juro que a senhora da tesouraria acabou de pedir o "cartão de contribuinte do proprietário" como se fosse o INEM a falar com os Bombeiros de Mafamude.
Acho que se calhar vi o vídeo vezes a mais...
Juro que a senhora da tesouraria acabou de pedir o "cartão de contribuinte do proprietário" como se fosse o INEM a falar com os Bombeiros de Mafamude.
Acho que se calhar vi o vídeo vezes a mais...
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
You got your Cherry Bomb
Um momento happy-go-lucky. Life's good.
Para ficar registado e servir para alturas mais sérias.
Talvez esta não seja a razão exacta, mas suponho que nos seja mais fácil guardar os momentos maus, ao contrário dos bons, tão efémeros, não porque os maus não o sejam também, mas porque o nosso cérebro estabelece mais ligações perante um evento mau ou algo negativo do que perante um positivo.
Chama-se aprender com os erros e um erro muito comum é agarrarmo-nos a eles como se fossem toda a realidade.
Silly people.
Para ficar registado e servir para alturas mais sérias.
Talvez esta não seja a razão exacta, mas suponho que nos seja mais fácil guardar os momentos maus, ao contrário dos bons, tão efémeros, não porque os maus não o sejam também, mas porque o nosso cérebro estabelece mais ligações perante um evento mau ou algo negativo do que perante um positivo.
Chama-se aprender com os erros e um erro muito comum é agarrarmo-nos a eles como se fossem toda a realidade.
Silly people.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
O outro lado
Agora percebo, sim, vi a luz do isqueiro.
Nada bom, na verdade.
Mas eu acho que só assim se pode perceber um fumador e é claro que agora vou fingir que é tudo pelo nosso Benfica e pela empatia pelos outros.
Ahahah! Nem a mim me convenço, por isso não espero convencer ninguém.
Aos corações petrificados, sosseguem: ainda não compro.
Nada bom, na verdade.
Mas eu acho que só assim se pode perceber um fumador e é claro que agora vou fingir que é tudo pelo nosso Benfica e pela empatia pelos outros.
Ahahah! Nem a mim me convenço, por isso não espero convencer ninguém.
Aos corações petrificados, sosseguem: ainda não compro.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Aceitar os factos da vida II
Andava aqui à procura de uma referência minha à vodka preta e aos efeitos nefastos que parece ter no meu corpo, mas depois de passar o blog a pente mais ou menos grosso, concluo que não, nunca tinha dito como a vodka preta me dá a volta à tripa.
Tudo para dizer que no sábado cheguei à brilhante conclusão que não é a vodka preta.
É a vodka. Ponto.
Tudo para dizer que no sábado cheguei à brilhante conclusão que não é a vodka preta.
É a vodka. Ponto.
domingo, fevereiro 24, 2008
Aceitar os factos da vida
Quem se deita às 10h30 não tem sábado.
Se sais da discoteca às 9h da manhã, é claro que é de dia!
Se sais da discoteca às 9h da manhã, é claro que é de dia!
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
O debate que faltava
É talvez o maior debate de todos, rei dos debates, questão fulcral para a vida de todos nós.
Tulicreme ou Nutella?
Dou a palavra aos apoiantes de Nutella, por sorteio.
Tulicreme ou Nutella?
Dou a palavra aos apoiantes de Nutella, por sorteio.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
É engraçado
como quando se começa a arrumar uma coisa (e só íamos mesmo arrumar aquilo), se torna de repente inevitável arrumarmos o resto. Nem que seja porque depois a confusão destoa do que já arrumámos.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
A casa
A casa é grande e tem muitos quartos, mas a cozinha é o centro de tudo.
A mesa acolhe-os a todos, cada um com o seu feitio e vida, cada um vindo de seu canto, cada um com a sua própria família.
É inverno, deve ser Natal.
Eles vão chegando e o frio da rua desaparece no momento em que passam a porta grande.
O calor, os cheiros, os sons.
Deve haver crianças, não sei. Se calhar não.
Só eles são mais de 9, talvez 10.
Falam alto e atropelam-se muito uns aos outros, é claro que há zangas, mas há sempre reconciliação - há alegria.
A lareira nas costas da mesa, o jantar servido.
Entre os irmãos, o humor e a cumplicidade de sempre.
Às vezes também é Verão e aí a cozinha perde protagonismo para o jardim das traseiras, onde há sombra e árvores e crianças, afinal há crianças, a brincar e a pedir mimos.
Há sumos frescos em jarras bojudas e pesadas e todas as refeições parecem piqueniques.
Alguns aborrecem-se, claro, lêem-se livros e rabuja-se, mas dão-se grandes passeios, visitam-se as vacarias da família, à noite há sempre filmes e rambóia até às tantas.
O tempo passa devagar, mas depressa é hora de partir novamente.
Por muito longe que estejam uns dos outros, regularmente voltam à casa partida para receber dois mimos e recarregar o núcleo.
A minha família idealizada é um livro da Anita.
A mesa acolhe-os a todos, cada um com o seu feitio e vida, cada um vindo de seu canto, cada um com a sua própria família.
É inverno, deve ser Natal.
Eles vão chegando e o frio da rua desaparece no momento em que passam a porta grande.
O calor, os cheiros, os sons.
Deve haver crianças, não sei. Se calhar não.
Só eles são mais de 9, talvez 10.
Falam alto e atropelam-se muito uns aos outros, é claro que há zangas, mas há sempre reconciliação - há alegria.
A lareira nas costas da mesa, o jantar servido.
Entre os irmãos, o humor e a cumplicidade de sempre.
Às vezes também é Verão e aí a cozinha perde protagonismo para o jardim das traseiras, onde há sombra e árvores e crianças, afinal há crianças, a brincar e a pedir mimos.
Há sumos frescos em jarras bojudas e pesadas e todas as refeições parecem piqueniques.
Alguns aborrecem-se, claro, lêem-se livros e rabuja-se, mas dão-se grandes passeios, visitam-se as vacarias da família, à noite há sempre filmes e rambóia até às tantas.
O tempo passa devagar, mas depressa é hora de partir novamente.
Por muito longe que estejam uns dos outros, regularmente voltam à casa partida para receber dois mimos e recarregar o núcleo.
A minha família idealizada é um livro da Anita.
Há já algum tempo atrás
4 Meses, 3 Semanas e 2 DiasFoi na Roménia em 1987, mas podia ter sido em Portugal em 1997. Ou em 2007.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Sou eu que sou infantil
ou pão com tulicreme e Ornatos a tocar é um fim de dia bem passado?
"Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã..."
"Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã..."
Coisas
Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria
Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é com voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é com voltar a dizer
Eu estou quase a viver
Ornatos Violeta, "O Monstro Precisa de Amigos"
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria
Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é com voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é com voltar a dizer
Eu estou quase a viver
Ornatos Violeta, "O Monstro Precisa de Amigos"
Condições Climáticas
Lisboa transformou-se num ovo Kinder: cada dia, uma surpresa!
Hoje abri a janela e vi o Willy Fog.
Hoje abri a janela e vi o Willy Fog.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
ela chorou
durante todo o almoço. primeiro silenciosamente, as lágrimas a caírem ordenadas no prato, as pessoas à sua volta sem se darem conta. depois com soluços e sons e tremores do corpo, e à medida que as pessoas no restaurante se apercebiam do choro dela, surgiam as caras de choque, o horror pelo que viam. finalmente, uma pessoa não conseguiu impedir o vómito. logo a seguir outra, depois outra e mais outra, até que todos no restaurante fugiam ao cheiro e ao vómito mas, principalmente, fugiam do choro dela.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Happy-go-lucky
Agora que leio para trás só me dá vontade de rir e nem sequer é da ganza, que não tenho.
Há assim uma espécie de energia e uma satisfação de sorriso aparvalhado que eu sei muito bem de onde veio, mas não conto, porque sim, tenho mau-feitio e sou rezingona e sou uma excelente pessimista disfarçada, mas é meu, é tudo meu e inteiro e bom.
Ok, agora sim, parece que fumei umas coisas, mas é mentira porque nem tabaco, que o Ivo é egoísta e não partilha, "ai, tu não fumas", pois não, por isso é que não tenho tabaco!
Não percebem nada.
Efeitos retardados da poncha já passada de ontem ou efeitos duradouros do melhor dia de não-namorados que já tive?
Não sei e não interessa.
Há assim uma espécie de energia e uma satisfação de sorriso aparvalhado que eu sei muito bem de onde veio, mas não conto, porque sim, tenho mau-feitio e sou rezingona e sou uma excelente pessimista disfarçada, mas é meu, é tudo meu e inteiro e bom.
Ok, agora sim, parece que fumei umas coisas, mas é mentira porque nem tabaco, que o Ivo é egoísta e não partilha, "ai, tu não fumas", pois não, por isso é que não tenho tabaco!
Não percebem nada.
Efeitos retardados da poncha já passada de ontem ou efeitos duradouros do melhor dia de não-namorados que já tive?
Não sei e não interessa.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Alinhada
Encontro o caminho. Minto.
Sigo o caminho, com dúvidas, mas sempre com certezas também.
Encontro o que pretendo. Estou partida mas tenho arranjo.
Mais do que isso, tenho a cola que preciso para ser inteira novamente. E está tudo cá dentro.
Dedicação.
O meu jardim é verde vibrante e tem cães cor de areia da praia onde os passeio.
Não é só a couraça que é forte.
Sigo o caminho, com dúvidas, mas sempre com certezas também.
Encontro o que pretendo. Estou partida mas tenho arranjo.
Mais do que isso, tenho a cola que preciso para ser inteira novamente. E está tudo cá dentro.
Dedicação.
O meu jardim é verde vibrante e tem cães cor de areia da praia onde os passeio.
Não é só a couraça que é forte.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Manhattan
Acabado em 7 e tão parecido, mas em metades.
Junta-se a Tracy e a Mary and there you have it, my personal hell.
Men suck, mas se não existissem, tínhamos de os inventar.
You gotta take the good with the bad and know your colours!
Ontem ocorreu-me que todo o meu humor, no mais lato sentido possível, vem de filmes.
Muito do Woody, o filósofo, mas tanto de tantos lados.
Sou uma esponja e as coisas ficam, with a little heyschia.
Valorizam-se as pessoas que dizem "ze last one", quando poderiam dizer uma tão grande panóplia de coisas.
Brilliant minds think alike? Ahah!
Junta-se a Tracy e a Mary and there you have it, my personal hell.
Men suck, mas se não existissem, tínhamos de os inventar.
You gotta take the good with the bad and know your colours!
Ontem ocorreu-me que todo o meu humor, no mais lato sentido possível, vem de filmes.
Muito do Woody, o filósofo, mas tanto de tantos lados.
Sou uma esponja e as coisas ficam, with a little heyschia.
Valorizam-se as pessoas que dizem "ze last one", quando poderiam dizer uma tão grande panóplia de coisas.
Brilliant minds think alike? Ahah!
Gostar de Mulheres - o início
Começo pela melhor, talvez. O que quer dizer que a partir daqui é sempre a descer.
Idealmente, a fotografia devia ser uma stillshot do Manhattan, do Woody Allen, onde ela estava linda de uma forma indescritível.
Como não encontrei o que pretendia e isto, a bem dizer, uma pessoa trabalha, fica esta.
Um dia quando me dedicar em exclusivo a isto, talvez ponha a imagem dela que pretendia.
Idealmente, a fotografia devia ser uma stillshot do Manhattan, do Woody Allen, onde ela estava linda de uma forma indescritível.
Como não encontrei o que pretendia e isto, a bem dizer, uma pessoa trabalha, fica esta.
Um dia quando me dedicar em exclusivo a isto, talvez ponha a imagem dela que pretendia.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Octoverme do dia:
(e porque eu gosto mais da palavra com o erro original, faz-me lembrar uma figura geométrica viscosa)
Hey There Delilah, Plain White T's (para começar em grande).
A culpa é do Artur!
Hey There Delilah, Plain White T's (para começar em grande).
A culpa é do Artur!
Hoje inicio
duas categorias novas. Ambas plagiadas, como convém.
Ambas sem compromisso, como é costume.
A primeira, copiadíssima do meu caro amigo m. (ou q.? não sei, mas acho que é o m.), fala de música. Não da que interessa, mas da que não se consegue desligar.
A segunda, e adaptada, fala de mulheres. Copiada da Voz do Deserto (sem autorização, peço desculpa pelo abuso).
Não se entusiasmem que isto não é tão bom como parece.
Vamos lá, então.
Ambas sem compromisso, como é costume.
A primeira, copiadíssima do meu caro amigo m. (ou q.? não sei, mas acho que é o m.), fala de música. Não da que interessa, mas da que não se consegue desligar.
A segunda, e adaptada, fala de mulheres. Copiada da Voz do Deserto (sem autorização, peço desculpa pelo abuso).
Não se entusiasmem que isto não é tão bom como parece.
Vamos lá, então.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Há vida em Lisboa
às 7h da manhã de um qualquer Domingo. Que camas más devem ter os Lisboetas.
Talvez só fosse Domingo no mundo...
Talvez só fosse Domingo no mundo...
Sim,
o Afonso Henriques conquistou Lisboa. E depois sou eu que não sei nada de História!
Pelos vistos sou melhor guia turística do que pensava.
Verdade seja dita, já tenho um certo traquejo, tanto Erasmus, tanto estrangeiro, eu com a minha mania de ser extra-simpática com alguém só por ser estrangeiro(a).
Mas não volto ao Convento do Carmo, que há para lá muita gente.
Pelos vistos sou melhor guia turística do que pensava.
Verdade seja dita, já tenho um certo traquejo, tanto Erasmus, tanto estrangeiro, eu com a minha mania de ser extra-simpática com alguém só por ser estrangeiro(a).
Mas não volto ao Convento do Carmo, que há para lá muita gente.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Mais macio
Se calhar é só a minha cabeça a inventar coisas para não ter de pensar no dinheiro que lá deixei, primeira revisão gratuita o tanas!, não há nada gratuito nesta vida ou não sabias?, mas parece-me que o bicho ronrona com mais suavidade.
Crer é poder, that's what I say.
Crer é poder, that's what I say.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Entra-se
no Carrefour de Telheiras e de repente está-se no Continente do Colombo.
Mas não, não se está, está-se no Continente de Telheiras, o que dá cabo da cabeça porque já não é o Carrefour mas ainda tem a disposição do Carrefour, só que com tanto uniforme do Continente, acabo a procurar vegetais na zona do pão e utensílios de cozinha pelo meio dos champôs, porque aquilo parece o Continente e o único Continente que conheço é o do Colombo e o GPS cerebral dá erro, há um pi-pi-pi irritante na cabeça e eu tenho de estar sempre a reajustar o mapa.
Rai's parta que estes tipos nem sequer têm boa massa italiana, a das caixinhas azuis e não me venham dizer que é a mais comercial, como se isto fosse sobre música e não sobre comida, que não é a melhor que se pode arranjar e que em Itália é que é, porque para já eu adoro aquelas caixinhas azuis e se um dia tenho a sorte de conhecer o génio que se lembrou de meter massa em caixinhas de cartão azul, acho que lhe dou um beijo, e depois, convenhamos, isto não é a Itália, se fosse estava cheio de italianos e Prada e Gucci e belas pastas fumegantes e cappuccinos a perder de vista e rúcula, muita rúcula com prosciutto e eu aqui só vejo portugueses que enchem os hipermercados a meio da tarde, mas esta gente não trabalha?
Mas não, não se está, está-se no Continente de Telheiras, o que dá cabo da cabeça porque já não é o Carrefour mas ainda tem a disposição do Carrefour, só que com tanto uniforme do Continente, acabo a procurar vegetais na zona do pão e utensílios de cozinha pelo meio dos champôs, porque aquilo parece o Continente e o único Continente que conheço é o do Colombo e o GPS cerebral dá erro, há um pi-pi-pi irritante na cabeça e eu tenho de estar sempre a reajustar o mapa.
Rai's parta que estes tipos nem sequer têm boa massa italiana, a das caixinhas azuis e não me venham dizer que é a mais comercial, como se isto fosse sobre música e não sobre comida, que não é a melhor que se pode arranjar e que em Itália é que é, porque para já eu adoro aquelas caixinhas azuis e se um dia tenho a sorte de conhecer o génio que se lembrou de meter massa em caixinhas de cartão azul, acho que lhe dou um beijo, e depois, convenhamos, isto não é a Itália, se fosse estava cheio de italianos e Prada e Gucci e belas pastas fumegantes e cappuccinos a perder de vista e rúcula, muita rúcula com prosciutto e eu aqui só vejo portugueses que enchem os hipermercados a meio da tarde, mas esta gente não trabalha?
terça-feira, fevereiro 05, 2008
No Carnaval
ninguém leva a mal o fumo indoors, ou então estamos a relaxar.
O mundo ontem não parava, por isso o meu mantra da noite foi "O mundo está parado, o mundo está parado".
E a rede do muro do jardim do bar a gozar comigo e a abanar-se toda.
Enfim.
Entrudámos. Como saídimos?
O mundo ontem não parava, por isso o meu mantra da noite foi "O mundo está parado, o mundo está parado".
E a rede do muro do jardim do bar a gozar comigo e a abanar-se toda.
Enfim.
Entrudámos. Como saídimos?
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Tirei os pêlos
No banho, a água toca-me mas não a sinto. Pele de lagarto.
Pele nova.
Ponho creme - sensação de alívio e conforto.
A pele de lagarto ainda está a formar-se, a engrossar.
Enquanto estiver fina, tem de ser tratada com cuidado, creme para hidratar e preparar.
Estou a criar pele nova.
Pele nova.
Ponho creme - sensação de alívio e conforto.
A pele de lagarto ainda está a formar-se, a engrossar.
Enquanto estiver fina, tem de ser tratada com cuidado, creme para hidratar e preparar.
Estou a criar pele nova.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Eu ainda tenho a chave
e ela diz-me:
enquanto tiveres de la ir
no dia em q trouxeres a ultima coisa deixas a chave la dentro e bates a porta
enquanto tiveres de la ir
no dia em q trouxeres a ultima coisa deixas a chave la dentro e bates a porta
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"Pus limão na ferida, deitei-lhe uma pitada de sal e agora admiro-me que isto não seja tequila."
Unknown author
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terça-feira, janeiro 29, 2008
"Muda o assunto"
Como mantra nas entrelinhas, aparece-me como a frase mais frequente nos mails.
Convenientemente, nem sequer está relacionado.
Por isso mesmo, tão oportuno.
Seja.
Convenientemente, nem sequer está relacionado.
Por isso mesmo, tão oportuno.
Seja.
Ontem

Ensemble, c'est tout
Se a imperfeição perfeita existisse, seria nesta forma de amar e começar uma vida a dois.
Depois estragam tudo com os bebés.
Ainda antes de entornar o caldo, a Camille consegue o feito invejável: pôr um homem a chorar às quatro da manhã, ou o poder nas nossas mãos.
Depois estragam tudo com os bebés.
Ainda antes de entornar o caldo, a Camille consegue o feito invejável: pôr um homem a chorar às quatro da manhã, ou o poder nas nossas mãos.
Estou presa numa rede
numa armadilha do que deve ser.
É uma rede branca que não se vê quando não me movo, mas que me prende e sufoca quando me mexo. Aperta-me tanto que desisto.
Mas depois percebo que não é assim que funciona, a rede só me largará quando eu não parar de me debater, quando lutar para abandonar o normal, o conveniente e o confortável.
Cortei uma amarra e logo a seguir mais duas me prenderam.
Quanto mais me prendem, mais luto.
Luto até ao fim.
É uma rede branca que não se vê quando não me movo, mas que me prende e sufoca quando me mexo. Aperta-me tanto que desisto.
Mas depois percebo que não é assim que funciona, a rede só me largará quando eu não parar de me debater, quando lutar para abandonar o normal, o conveniente e o confortável.
Cortei uma amarra e logo a seguir mais duas me prenderam.
Quanto mais me prendem, mais luto.
Luto até ao fim.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
O mundo foge-me
e eu deixo. Fica pequeno e vazio e eu desisto, assim não vale a pena e já não há nada aqui para mim.
E depois recebo notícias inesperadas, sei de pessoas que não vejo há anos e o mundo volta a chamar-me, insiste, não desistas agora, vem brincar lá para fora.
Muito a medo, digo-lhe que sim.
E depois recebo notícias inesperadas, sei de pessoas que não vejo há anos e o mundo volta a chamar-me, insiste, não desistas agora, vem brincar lá para fora.
Muito a medo, digo-lhe que sim.
domingo, janeiro 27, 2008
A esquizofrenia da RTP
O filme que eu mais queria ver esta semana e não tinha visto antes da morte dele, na grelha da televisão pública no sábado à noite como um bónus.
Por outro lado, ou direi, no outro canal, duas boas razões para adiar os cowboys.
Não pretendo que a programação fosse má num dos lados apenas para não dar pena e já sei que o mundo é de quem tem gravador de DVD, mas com tanto filme existencialista sueco, tanto documentário de 3h sobre a II Guerra Mundial, tinham de passar, quase em simultâneo, três filmes bons que eu queria ver?
Ganhou a lenda, claro, ainda que com mais de 45min de atraso.
Por outro lado, ou direi, no outro canal, duas boas razões para adiar os cowboys.
Não pretendo que a programação fosse má num dos lados apenas para não dar pena e já sei que o mundo é de quem tem gravador de DVD, mas com tanto filme existencialista sueco, tanto documentário de 3h sobre a II Guerra Mundial, tinham de passar, quase em simultâneo, três filmes bons que eu queria ver?
Ganhou a lenda, claro, ainda que com mais de 45min de atraso.
sábado, janeiro 26, 2008
Às vezes basta pedir
Desço a rua - não há lugares.
Lamento-me e pedincho, arte por demais afinada em mim, vá lá, só um lugarzinho, estou tão cansada, preciso mesmo de dormir - ainda que a falta de sono fosse por uma semana de borga, era a sério.
Resigno-me à "marcha-atrás" do costume e, a meio do caminho, vejo o espaço lá ao fundo, o espaço que me garante sossego e uma noite de muitas horas de sono.
Lamento-me e pedincho, arte por demais afinada em mim, vá lá, só um lugarzinho, estou tão cansada, preciso mesmo de dormir - ainda que a falta de sono fosse por uma semana de borga, era a sério.
Resigno-me à "marcha-atrás" do costume e, a meio do caminho, vejo o espaço lá ao fundo, o espaço que me garante sossego e uma noite de muitas horas de sono.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Citação do dia
"Triste não é mudar de ideias.
Triste é não ter ideias para mudar." - Francis Bacon
Considerações:
Se o Francis for como o Kevin, também não tem um filme mau - neste caso, uma citação.
A acreditar nele, no entanto, muita inconstância haveria no mundo.
Há.
Triste é não ter ideias para mudar." - Francis Bacon
Considerações:
Se o Francis for como o Kevin, também não tem um filme mau - neste caso, uma citação.
A acreditar nele, no entanto, muita inconstância haveria no mundo.
Há.
Bombocas
Agora chamam-se "Beijos" e são muito mais pequenas do que no tempo do Pai Natal do anúncio, mas continuam a tentar-me e só não me deliciam por completo porque já não as fazem tão boas.
Há uns anos, depois de abusar violentamente delas, fiquei correspondentemente doente e jurei que nunca mais as comia.
Depois o tempo passou, tiraram-me o apêndice e eu, fraca nisto das juras e promessas, sucumbi.
De cada vez que caio na tentação desiludo-me e penso que não valem a pena, mas passa muito pouco tempo até voltar ao mesmo.
Não valem a pena - mas neste momento estou a chorar as duas que restam na caixa que deixei em casa.
Há uns anos, depois de abusar violentamente delas, fiquei correspondentemente doente e jurei que nunca mais as comia.
Depois o tempo passou, tiraram-me o apêndice e eu, fraca nisto das juras e promessas, sucumbi.
De cada vez que caio na tentação desiludo-me e penso que não valem a pena, mas passa muito pouco tempo até voltar ao mesmo.
Não valem a pena - mas neste momento estou a chorar as duas que restam na caixa que deixei em casa.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
O italiano
conta histórias cruas e cheias de significado e eu entendo.
Falham-me umas palavras ocasionais e isso só aumenta o interesse, o mistério, o prazer.
Acho que está na altura de aprender uma língua nova.
Falham-me umas palavras ocasionais e isso só aumenta o interesse, o mistério, o prazer.
Acho que está na altura de aprender uma língua nova.
Não interessa que as calças,
outrora justas, estejam a precisar de substituto um número abaixo e que o cinto tenha passado a apertar no buraco mais ao lado. Nem sequer interessa que a médica me tenha dito que posso aumentar de peso, se quiser (a mesma médica que me deu 22 anos - se calhar não muito fiável, mas adiante) - quando a balança diz que eu peso 57,3Kg, o meu cérebro grita "Que gorda!!".
Mais do que com os homens, as mulheres nunca estão satisfeitas com o próprio peso.
Mais do que com os homens, as mulheres nunca estão satisfeitas com o próprio peso.
terça-feira, janeiro 22, 2008
A noite das bruxas
Na hora mais irreal da noite, quando as crianças dormem há muito e o silêncio se espalha, a cabeça aberta e conciliada.
Saio para a calma que reina nas ruas, como se fosse a única pessoa no mundo a ver tanta luz da lua, desligo as luzes e vê-se, como no campo.
O mundo em pausa, a energia reunida, o céu azul-noite vibrante.
Não foi um filme, mas tive a banda sonora perfeita a acompanhar-me até casa.
Saio para a calma que reina nas ruas, como se fosse a única pessoa no mundo a ver tanta luz da lua, desligo as luzes e vê-se, como no campo.
O mundo em pausa, a energia reunida, o céu azul-noite vibrante.
Não foi um filme, mas tive a banda sonora perfeita a acompanhar-me até casa.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Que o luto se faça aos bocados,
eu entendo.
Só não entendo porque é que o bocado pior tem de vir depois.
Só não entendo porque é que o bocado pior tem de vir depois.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
É de muito mau tom
cantar o "My Way", verso "And now, the end is near" enquanto se arrumam as coisas na casa que se deixou?
E se for com muitos "Isto é meu!"s pelo meio?
Com a atenuante de estar sozinha, ok, que eu não sou uma completa...
E se for com muitos "Isto é meu!"s pelo meio?
Com a atenuante de estar sozinha, ok, que eu não sou uma completa...
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Que tipo de pessoa é que,
vendo M&M's caídos na parte de trás do carro, não só se enfia entre os bancos da frente e se contorce toda para os apanhar, como depois os enfia na boca, toda contente com o que apanhou?
Gozem, gozem, nunca comi M&M's tão bons!
Gozem, gozem, nunca comi M&M's tão bons!
O Alvaláxia
é a apologia dos cantos para gatos mortos em forma de centro comercial, já de si uma categoria pouco abonatória em termos arquitectónicos.
Espanta-me que neste país em que o desporto nacional é passear no shopping, aquele esteja tão vazio - mas se calhar isto explica-se pelo ar deprimente de todo o espaço e pela "livraria" que afinal é um quiosque ter disponíveis títulos sempre em voga como "O amante das caraíbas" da colecção Bianca ou Harlequin.
Eu só vou lá ver ante-estreias à borla.
Espanta-me que neste país em que o desporto nacional é passear no shopping, aquele esteja tão vazio - mas se calhar isto explica-se pelo ar deprimente de todo o espaço e pela "livraria" que afinal é um quiosque ter disponíveis títulos sempre em voga como "O amante das caraíbas" da colecção Bianca ou Harlequin.
Eu só vou lá ver ante-estreias à borla.
terça-feira, janeiro 15, 2008
The ultimate English test
is speaking to your sister's boyfriend by MSN, especially if it's about a hot topic.
I had low marks, I'm sure - and he should know.
I had low marks, I'm sure - and he should know.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Penso nos amigos
e, principalmente agora, nos amigos dos amigos.
Vejo como é bom deixar entrar pessoas (outra vez), conhecê-las e dar-me a conhecer.
E os Editors nos meus ouvidos
"Open your arms and welcome people to your town"
A minha aldeia está mais rica.
Vejo como é bom deixar entrar pessoas (outra vez), conhecê-las e dar-me a conhecer.
E os Editors nos meus ouvidos
"Open your arms and welcome people to your town"
A minha aldeia está mais rica.
Não há nada para ver
Aceitar as coisas como elas são: não há sinais, pistas ou indícios. As coisas vão sendo, constroem-se, fazem-se.
O que devia ter sido e o que não foi não interessa.
Foi no momento certo? Podia ter sido mais cedo ou mais tarde? Podia, mas não foi.
O momento em que acontece é sempre o momento certo, porque é o momento em que acontece.
If something has to change then it always does.
Não há nada para ver.
O que devia ter sido e o que não foi não interessa.
Foi no momento certo? Podia ter sido mais cedo ou mais tarde? Podia, mas não foi.
O momento em que acontece é sempre o momento certo, porque é o momento em que acontece.
If something has to change then it always does.
Não há nada para ver.
Not a common person
Vestida para sair, make-up and all, do terraço dos meus pais vê-se a igreja a mexer.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Na conversa viperina com a minha irmã,
regra geral, uma pessoa extremamente bem-educada, mas que também os tem no sítio e aquilo quando lhe chega a mostarda ao nariz, cuidado!, nisso somos muito parecidinhas, benza-nos deus ou lá o que é,
eu conto-lhe um facto deveras chocante sobre uma pessoa
e ela reage
eu conto-lhe um facto deveras chocante sobre uma pessoa
e ela reage
"ah, que puta malvada!"
Quase a ouvi a dizer isto, mesmo ali no gmail.
Ainda me estou a rir!
Segura-me o quarto que eu vou já! ;)
Quase a ouvi a dizer isto, mesmo ali no gmail.
Ainda me estou a rir!
Segura-me o quarto que eu vou já! ;)
Porque é que não há mais gente a gostar de Fado?
Porque o Fado é difícil, é a literatura da música (contra a fotografia das artes), é sofrido, dá luta e é mentalmente instável. (Deve ser por isso que eu gosto tanto.)
Além disso a Cristina Branco não está suficientemente divulgada.
(Mas não se deixem enganar: ao ouvido tenho os Arcade Fire.)
Além disso a Cristina Branco não está suficientemente divulgada.
(Mas não se deixem enganar: ao ouvido tenho os Arcade Fire.)
Na terça,
depois do banho, bati com a cabeça na bacia.
Ela deve ter-se mexido e eu não estava a contar que estivesse ali, mesmo por cima da minha cabeça.
Hoje... decidi dar-lhe o espaço dela. Afinal, somos ambas adultas.
Ela deve ter-se mexido e eu não estava a contar que estivesse ali, mesmo por cima da minha cabeça.
Hoje... decidi dar-lhe o espaço dela. Afinal, somos ambas adultas.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Já que estou nisto da música
digo que ao oitavo dia do ano (e sim, eu vou parar com isto de me referir aos dias do ano por ordinais) e exactamente sete dias depois, volto a ouvir Interpol.
É tudo mais fácil com sol e céu azul.
É tudo mais fácil com sol e céu azul.
Como é que se adormece a ouvir Arcade Fire
e se acorda a trautear as Doce?
Algures pelo meio dos meus sonhos, apareceram as três que resistem e, claro, eu fixei-me na gordinha e fiz filmes dignos de Hollywood à volta dela.
Cura? Não sei se há.
Como terapia, pus o Neon Bible no carro e repeti duas vezes a ironia do "No Cars Go", melhor pep talk em forma de música que conheço.
Algures pelo meio dos meus sonhos, apareceram as três que resistem e, claro, eu fixei-me na gordinha e fiz filmes dignos de Hollywood à volta dela.
Cura? Não sei se há.
Como terapia, pus o Neon Bible no carro e repeti duas vezes a ironia do "No Cars Go", melhor pep talk em forma de música que conheço.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Numa mão, Cristina Branco
Na outra, Beatles.
Trauteio o Sgt. Pepper's e ponho o Perfil a tocar.
As minhas vontades são como o vento.
Trauteio o Sgt. Pepper's e ponho o Perfil a tocar.
As minhas vontades são como o vento.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Também ao quarto dia do ano,
muita gente na rua à noite.
Estranho. Depois lembro-me da lei.
É uma excelente desculpa para ir lá para fora, como diz a minha filha.
Estranho. Depois lembro-me da lei.
É uma excelente desculpa para ir lá para fora, como diz a minha filha.
Ao quarto dia do ano,
cinema.
A Julia Roberts de volta com uma pronúncia estranha, suponho que os texanos sejam todos estranhos.
O Tom Hanks no seu melhor Newman. Elogio ao primeiro, insulto ao segundo?
In a nutshell:
"These things happened. They were glorious and they changed the world... and then we fucked up the endgame."
See here.
A Julia Roberts de volta com uma pronúncia estranha, suponho que os texanos sejam todos estranhos.
O Tom Hanks no seu melhor Newman. Elogio ao primeiro, insulto ao segundo?
In a nutshell:
"These things happened. They were glorious and they changed the world... and then we fucked up the endgame."
See here.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Para não me esquecer
O que é nosso, a nós vem ter.
Depressa se passa de bestial a besta.
Eu sei tudo o que é preciso. Só que às vezes esqueço.
E a minha preferida, da minha autoria:
Aquilo que nos acordou para a realidade torna-se muito facilmente naquilo que nos acordou do sonho.
Não vale a pena e não falo mais nisto.
Depressa se passa de bestial a besta.
Eu sei tudo o que é preciso. Só que às vezes esqueço.
E a minha preferida, da minha autoria:
Aquilo que nos acordou para a realidade torna-se muito facilmente naquilo que nos acordou do sonho.
Não vale a pena e não falo mais nisto.
Quando tomo banho, pôr champô duas vezes é...?
a) imprescindível;
b) obsessivo;
c) sinal de que o litro de champô anda barato;
d) uma questão de cabelo;
e) prova de que tenho muito tempo livre, incluindo para escrever posts destes.
b) obsessivo;
c) sinal de que o litro de champô anda barato;
d) uma questão de cabelo;
e) prova de que tenho muito tempo livre, incluindo para escrever posts destes.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Um Novo Ano
E sinto-me como se não dormisse desde o ano passado.
Resoluções, poucas, mas firmes.
A mais importante (e em repetição): release. And let go.
Resoluções, poucas, mas firmes.
A mais importante (e em repetição): release. And let go.
Da noite de ontem
Passou-se, missão cumprida.
E passou-se bem, expectativas superadas.
Agora voltem lá ao normal que eu quero poder ir ao Mutantes e aos Maus Hábitos e ao Plano B e ao 77 sem estrilho.
E passou-se bem, expectativas superadas.
Agora voltem lá ao normal que eu quero poder ir ao Mutantes e aos Maus Hábitos e ao Plano B e ao 77 sem estrilho.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Control
A meio da segunda perna apercebo-me de que estou a fazer força, mesmo estando deitada, em plena massagem de relaxamento.
Solto-me.
Percebo que sou assim em quase tudo na vida, o zazen cada vez mais difícil.
Respiro fundo e recomeço.
Saio relaxada, mas fria. Sauna para aquecer, banho turco para libertar.
Novo mantra.
Release and let go.
Solto-me.
Percebo que sou assim em quase tudo na vida, o zazen cada vez mais difícil.
Respiro fundo e recomeço.
Saio relaxada, mas fria. Sauna para aquecer, banho turco para libertar.
Novo mantra.
Release and let go.
domingo, dezembro 30, 2007
Agora quando leio o teu blog
ouço a tua voz com a tua pronúncia deliciosa e é um prazer ainda maior.
A D. Olinda
já não tem a mercearia. Há quantos anos? Não sei.
O Napolitano continua de pé, embora há já muito tempo sem o Paulo e o cunhado à frente, mas agora com computadores, internet e jogos em rede.
Sigo para Álvaro Castelões.
A perfumaria já só vende pijamas, mas a loja onde comprei o Zé Pedra, o aquário e a comida toda que acabaria por ser a morte do bicho, ainda está aberta.
Passo do outro lado da rua e vejo a proprietária, a mesma que me vendeu o mais bonito peixinho vermelho, a guardar as plantas e a fechar a porta.
Muitas mercearias e cafés ainda abertos, a retrosaria que me apresentou os soutiens portugueses também ainda funciona.
Em Costa Cabral, a mais fantástica das ruas do Porto, as lojas estão fechadas, mas vejo as montras que me transportam para o liceu.
Corro as montras das sapatarias todas desse tempo, feliz por ainda existirem.
Acabei por comprar as botas pretas em S. Mamede.
O Napolitano continua de pé, embora há já muito tempo sem o Paulo e o cunhado à frente, mas agora com computadores, internet e jogos em rede.
Sigo para Álvaro Castelões.
A perfumaria já só vende pijamas, mas a loja onde comprei o Zé Pedra, o aquário e a comida toda que acabaria por ser a morte do bicho, ainda está aberta.
Passo do outro lado da rua e vejo a proprietária, a mesma que me vendeu o mais bonito peixinho vermelho, a guardar as plantas e a fechar a porta.
Muitas mercearias e cafés ainda abertos, a retrosaria que me apresentou os soutiens portugueses também ainda funciona.
Em Costa Cabral, a mais fantástica das ruas do Porto, as lojas estão fechadas, mas vejo as montras que me transportam para o liceu.
Corro as montras das sapatarias todas desse tempo, feliz por ainda existirem.
Acabei por comprar as botas pretas em S. Mamede.
sábado, dezembro 29, 2007
Para os homens, com um "Sim, é verdade, somos todas isso mesmo"
Conversa numa discoteca/bar a altas horas da noite.
Não-digo-quem: Está ali um gajo mesmo, mesmo bom com um ar de filho-da-mãe que nem te passa!
Amiga: Ui, melhor ainda!
Não-digo-quem: Está ali um gajo mesmo, mesmo bom com um ar de filho-da-mãe que nem te passa!
Amiga: Ui, melhor ainda!
O problema
de nos deitarmos às 7h ainda bêbedos e depois acordar às 11h para um compromisso é que...
Pois, é isso mesmo que vocês sabem.
Pois, é isso mesmo que vocês sabem.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
O novo ano não resulta
porque não é uma borracha que se passa sobre a vida e toca a começar de novo numa folha branquinha cheia de linhas a pedir preenchimento, escreve-me lá, no lado bom dos cadernos, que toda a gente sabe que é o que tem muitas folhas por baixo.
Se fosse, eu dizia que 2007 foi bom porque conheci tanta gente e depois entrava 2008 e apagava tudo e eu começava de novo, folha limpa, registo fresco, nada na manga, sem mágoas nem pesares.
Suponho que também teria de começar sem saber nada, sem ensinamentos nenhuns e sem experiência de vida, que a vida é sempre bonita para baixo (ou para os lados), ao contrário do que cria a Susaninha.
E isto tudo de uma pessoa que sente verdadeiramente que a próxima quarta-feira é apenas o início de mais uma semana de trabalho, este fim-de-semana é apenas mais uma ida a casa dos pais e muitas saídas à noite, espera-se, e Janeiro é um mês como os outros, o facto de começarmos o ano com ele é tão intencional como eu ser a quarta filha dos meus pais e não a segunda ou a terceira ou mesmo a primeira, que isto vê-se de tudo neste mundo.
Se fosse, eu dizia que 2007 foi bom porque conheci tanta gente e depois entrava 2008 e apagava tudo e eu começava de novo, folha limpa, registo fresco, nada na manga, sem mágoas nem pesares.
Suponho que também teria de começar sem saber nada, sem ensinamentos nenhuns e sem experiência de vida, que a vida é sempre bonita para baixo (ou para os lados), ao contrário do que cria a Susaninha.
E isto tudo de uma pessoa que sente verdadeiramente que a próxima quarta-feira é apenas o início de mais uma semana de trabalho, este fim-de-semana é apenas mais uma ida a casa dos pais e muitas saídas à noite, espera-se, e Janeiro é um mês como os outros, o facto de começarmos o ano com ele é tão intencional como eu ser a quarta filha dos meus pais e não a segunda ou a terceira ou mesmo a primeira, que isto vê-se de tudo neste mundo.
Honestidade
Tenho de praticar a honestidade no novo ano, à falta de melhor prazo.
Como seria se eu tivesse respondido "Lamento, mas não acho muita piada a baptizados e a miúdos e respectivas fotos de baptizados, por isso não, não quero ver o álbum de fotografias do baptizado da tua filha, que tenho a certeza que é muito bonito."
Tenho de me esforçar mais, que isto também não é honesto.
"Não me leves a mal, mas não, obrigada. Sou contra baptizados." - melhor?
"A minha religião não me permite ver fotografias." - o vencedor!
Como seria se eu tivesse respondido "Lamento, mas não acho muita piada a baptizados e a miúdos e respectivas fotos de baptizados, por isso não, não quero ver o álbum de fotografias do baptizado da tua filha, que tenho a certeza que é muito bonito."
Tenho de me esforçar mais, que isto também não é honesto.
"Não me leves a mal, mas não, obrigada. Sou contra baptizados." - melhor?
"A minha religião não me permite ver fotografias." - o vencedor!
À pergunta
"Tenho ali o álbum de fotografias do baptizado da minha filha, queres ver?", quantas vezes posso fazer perguntas sobre o dito baptizado e tentar desviar o assunto sem que pareça mal-educada, mas de modo a que se perceba que tenho tanto interesse em ver fotos de uma miúda que vi uma vez na vida como em espetar um prego no pé?
Pelos vistos, nunca é demais reforçar a ideia, pois eis que o dito pai acaba de entrar com o álbum em riste, se é que se pode dizer "em riste" de uma coisa que é maior que muitos bolos de casamento, parece um e precisa de uma caixa como se de um se tratasse para ser transportado, rai's parta que não me safei e lá tive de gramar com 300 fotos, muitas fotos se tiram num baptizado, santo Ambrósio, não admira que aquilo custe mais do que muitas botas caras, da miudinha num vestido branco que podia ser da Anita, única parte engraçada de toda a experiência.
Irra!
Por isso...
Pelos vistos, nunca é demais reforçar a ideia, pois eis que o dito pai acaba de entrar com o álbum em riste, se é que se pode dizer "em riste" de uma coisa que é maior que muitos bolos de casamento, parece um e precisa de uma caixa como se de um se tratasse para ser transportado, rai's parta que não me safei e lá tive de gramar com 300 fotos, muitas fotos se tiram num baptizado, santo Ambrósio, não admira que aquilo custe mais do que muitas botas caras, da miudinha num vestido branco que podia ser da Anita, única parte engraçada de toda a experiência.
Irra!
Por isso...
"Na minha ideia era assim:"
agora era hora de ir embora, mas assim com este sol todo e eu ainda apanhava uma luz, que ando precisada.
E por ter ainda tantas horas, ia até à praia e tomava um cappuccino quentinho, e ficava a ver o mar e perdia-me ali, só a ver o mar e a pensar, a pensar e a ver o azul.
E por ter ainda tantas horas, ia até à praia e tomava um cappuccino quentinho, e ficava a ver o mar e perdia-me ali, só a ver o mar e a pensar, a pensar e a ver o azul.
O melhor vídeo de 2007, sem dúvida, que encontrei depois de meia-hora deliciada a passar emails a pente fino, quanto-vale-o-gmail-
-que-guarda-tudo-tudo-tudo-menos-os-emails-que-a-pessoa-na
-sua-tolice-decide-apagar-para-sempre-sempre, por isso... (Já estou a praticar.)
-sua-tolice-decide-apagar-para-sempre-sempre, por isso... (Já estou a praticar.)
O que é que eu disse?
Não fui à casa-de-banho conforme planeado e não me perguntem porquê, que eu também não sei.
Provavelmente porque me apareceu aqui alguém a dobrar colheres com a força da mente ou a pedir troco de 200 euros para o café e eu não respondo a parvoíces, por isso...
(Como é que se chamam aquelas coisas que uma pessoa decide fazer no novo ano? Resoluções! Resolução para o novo ano: acabar todas as frases com as palavras "por isso", seguido de reticências.)
Bota lá!
Provavelmente porque me apareceu aqui alguém a dobrar colheres com a força da mente ou a pedir troco de 200 euros para o café e eu não respondo a parvoíces, por isso...
(Como é que se chamam aquelas coisas que uma pessoa decide fazer no novo ano? Resoluções! Resolução para o novo ano: acabar todas as frases com as palavras "por isso", seguido de reticências.)
Bota lá!
E agora
eu dizia aquelas coisas que se costumam dizer quando o ano está a acabar, ai que bom ano que vai ser 2008 e ai que perspectivas e ai que desejo um excelente ano a todos e depois ia criar bananas voadoras para o Perú, já agora, não?
Pois não, não vou dizer nada disso, principalmente porque ainda a manhã não chegou ao fim e da maneira que isto está, muito post irei regurgitar até ao fim do dia, upa upa.
Em 2008 faço 28 anos. Se há aniversário mais deprimentemente suicida, não sei.
Que raio de número, 28. Acho que vou passar directamente aos 29, sem passar na casa partida e sem receber dois contos.
Em 2008 vou entrar pela primeira vez num Dojo Zen, mas como já devia ter aprendido há muito tempo a não fazer planos, nem para daqui a 5 min (altura em que planeio ir à casa-de-banho, só para que saibam), não digo nada porque as intenções são muito bonitas e o inferno é quentinho.
Não faço balanços: toda eu sou um balanço, the juri is still out e não decide se mereço ficar ou partir.
Ano redondo.
Pois não, não vou dizer nada disso, principalmente porque ainda a manhã não chegou ao fim e da maneira que isto está, muito post irei regurgitar até ao fim do dia, upa upa.
Em 2008 faço 28 anos. Se há aniversário mais deprimentemente suicida, não sei.
Que raio de número, 28. Acho que vou passar directamente aos 29, sem passar na casa partida e sem receber dois contos.
Em 2008 vou entrar pela primeira vez num Dojo Zen, mas como já devia ter aprendido há muito tempo a não fazer planos, nem para daqui a 5 min (altura em que planeio ir à casa-de-banho, só para que saibam), não digo nada porque as intenções são muito bonitas e o inferno é quentinho.
Não faço balanços: toda eu sou um balanço, the juri is still out e não decide se mereço ficar ou partir.
Ano redondo.
Código
Aqui há 9 pessoas e só 4 são da casa.
Estamos em minoria matemática e eu em anomalia de género.
Estamos em minoria matemática e eu em anomalia de género.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Precisada de
1 bom filme do Woody Allen
2 bons copos de champanhe
3 que-se-lixe bons copos de champanhe e a lista continuaria
4 pronto, garrafas de champanhe, de marcas diferentes, de preferência, para poder ir provando
5 petiscos bons para o jantar, porquê 5, oh pá, não sabem contar?
6 peças de roupa, calçado incluído e até enumero para não ter de ir ao 7 que não sei o que há-de ser: 1 casaco; 1 par de calças (mínimo, mais se os saldos forem bondosos); 3 camisolas (ou mais, dependendo da generosidade das lojas); 1 par de botas, querem-se pretas, de salto, de cano alto; querem-se mais baratas que as que vi numa loja que acha que tirar 20 euros a umas botas que custavam mais de 160 é promoção. Tenham dó!
2 bons copos de champanhe
3 que-se-lixe bons copos de champanhe e a lista continuaria
4 pronto, garrafas de champanhe, de marcas diferentes, de preferência, para poder ir provando
5 petiscos bons para o jantar, porquê 5, oh pá, não sabem contar?
6 peças de roupa, calçado incluído e até enumero para não ter de ir ao 7 que não sei o que há-de ser: 1 casaco; 1 par de calças (mínimo, mais se os saldos forem bondosos); 3 camisolas (ou mais, dependendo da generosidade das lojas); 1 par de botas, querem-se pretas, de salto, de cano alto; querem-se mais baratas que as que vi numa loja que acha que tirar 20 euros a umas botas que custavam mais de 160 é promoção. Tenham dó!
Editar
Edito muito pouco dos posts que escrevo. (E assim se abre a porta a comentários como "Pois olha que devias!". Seja.)
São editados enquanto escrevo, mas normalmente são corridos, escrita corrida.
Edito, frequentemente, pequenos erros que fogem ao escrutínio da leitura antes de publicar (muito pouco erros, I might add) e, isso muito frequentemente, palavras que na altura me soaram bem ou plurais que faziam sentido e que passado algum tempo já não.
Muitos dos últimos posts são menos imediatos, porque vêm do caderno preto. Aí saem como fluem (ou fluem como saem? aqui está uma bela frase para edição) e depois, conforme seja material de blog ou não, pespego-os aqui.
Digamos que o caderno preto é o diário completo e o blog apenas o visível.
São editados enquanto escrevo, mas normalmente são corridos, escrita corrida.
Edito, frequentemente, pequenos erros que fogem ao escrutínio da leitura antes de publicar (muito pouco erros, I might add) e, isso muito frequentemente, palavras que na altura me soaram bem ou plurais que faziam sentido e que passado algum tempo já não.
Muitos dos últimos posts são menos imediatos, porque vêm do caderno preto. Aí saem como fluem (ou fluem como saem? aqui está uma bela frase para edição) e depois, conforme seja material de blog ou não, pespego-os aqui.
Digamos que o caderno preto é o diário completo e o blog apenas o visível.
Ontem
Ao pé do bloco de partos do hospital da Cuf não se ouve nada.
Algumas vozes, uma enfermeira passa a correr, duas mulheres que não vejo discutem os 6cm de dilatação de uma parturiente (num tom difícil de interpretar, mas que eu diria ser jocoso).
É um sítio assustador, há vidas a nascer, vidas a salvar, mulheres em sofrimento. A energia parada, à espera de rebentar, num choro de uma criança, um grito de dor, mete-me medo.
Máquinas apitam, duas enfermeiras apressam-se a acolher aos sons.
Até agora, nenhuma voz de mãe.
Serão os quartos insonorizados?
Ao primeiro grito, fujo.
Algumas vozes, uma enfermeira passa a correr, duas mulheres que não vejo discutem os 6cm de dilatação de uma parturiente (num tom difícil de interpretar, mas que eu diria ser jocoso).
É um sítio assustador, há vidas a nascer, vidas a salvar, mulheres em sofrimento. A energia parada, à espera de rebentar, num choro de uma criança, um grito de dor, mete-me medo.
Máquinas apitam, duas enfermeiras apressam-se a acolher aos sons.
Até agora, nenhuma voz de mãe.
Serão os quartos insonorizados?
Ao primeiro grito, fujo.
I wanted to see this for myself
Fall
With my eyes closed I'll look closer
I'll always remember
Juggernauts screaming to a stop
Sound like devils are laughing
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
These dark pubs we drink in
Somehow light up when I'm with you
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
For myself
For myself
For myself
Self, self
Editors, The Back Room
Já não há cartas,
mando um email à psico-terapeuta.
Tenho pensado muito em tudo o que me dizes. Sim, também na parte menos gostosa das consultas. Não tenho conclusões, só penso mesmo no que dizes e percebo que sim, é assim que tem de ser, é assim que será, quer eu queira, quer não.
É tudo muito agora. Sei que o dia virá em que a vida volta ao normal e o prazer do sol ou de um dia novo com perspectivas sem fim serão apenas o pão-nosso, mas sei que depois a solidão será menos esmagadora e os erros de perspectiva um bocadinho menos enganadores. Espero eu.
(Isto dava um post, porque tu és melhor diário que o Moleskine. :p)
Mais do que amar-te ou adorar-te, gosto mesmo muito de ti. Para além do amor que te tenho como irmã, gosto de ti.
Gosto de ti, pronto.
Beijo grande!
Ju
Tenho pensado muito em tudo o que me dizes. Sim, também na parte menos gostosa das consultas. Não tenho conclusões, só penso mesmo no que dizes e percebo que sim, é assim que tem de ser, é assim que será, quer eu queira, quer não.
É tudo muito agora. Sei que o dia virá em que a vida volta ao normal e o prazer do sol ou de um dia novo com perspectivas sem fim serão apenas o pão-nosso, mas sei que depois a solidão será menos esmagadora e os erros de perspectiva um bocadinho menos enganadores. Espero eu.
(Isto dava um post, porque tu és melhor diário que o Moleskine. :p)
Mais do que amar-te ou adorar-te, gosto mesmo muito de ti. Para além do amor que te tenho como irmã, gosto de ti.
Gosto de ti, pronto.
Beijo grande!
Ju
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Porque é que eu posso dizer
que tenho uma infecção nos brônquios, mas não posso dizer que tenho uma infecção na mariazinha?
Pronto, sejam os brônquios!
Tenho uma infecção nos brônquios que nem vejo, mal me sento e quase me apetece gritar da comichão.
Deixem-se estar, eu vou ao médico.
Ou como alienar 100% da audiência masculina e cerca de 87% da feminina, que isto nojentinhos há-os em todos os sexos.
Pronto, sejam os brônquios!
Tenho uma infecção nos brônquios que nem vejo, mal me sento e quase me apetece gritar da comichão.
Deixem-se estar, eu vou ao médico.
Ou como alienar 100% da audiência masculina e cerca de 87% da feminina, que isto nojentinhos há-os em todos os sexos.
Eh!
| Your Superpower Should Be Manipulating Fire |
You are intense, internally driven, and passionate. Your emotions are unpredictable - and they often get the better of you. Both radiant and terrifying, people are drawn to you. At your most powerful, you feel like the world belongs to you. Why you would be a good superhero: You are obsessive enough to give it your all Your biggest problem as a superhero: Your moodiness would make it difficult to control your powers |
Medo
Tanto medo. De onde vem? De que tenho eu medo? Não sei ou não quero saber?
Não consigo descobrir. Vou à procura.
Porque não se pode andar aqui a desperdiçar vida!
Não consigo descobrir. Vou à procura.
Porque não se pode andar aqui a desperdiçar vida!
Ai!
Vontade de fugir da seca que é ter de trabalhar mas não ter nada de jeito para fazer e não me apetecer fazer as coisas que efectivamente tenho de fazer.
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