segunda-feira, dezembro 31, 2007

Control

A meio da segunda perna apercebo-me de que estou a fazer força, mesmo estando deitada, em plena massagem de relaxamento.
Solto-me.
Percebo que sou assim em quase tudo na vida, o zazen cada vez mais difícil.
Respiro fundo e recomeço.
Saio relaxada, mas fria. Sauna para aquecer, banho turco para libertar.
Novo mantra.
Release and let go.

domingo, dezembro 30, 2007

Agora quando leio o teu blog

ouço a tua voz com a tua pronúncia deliciosa e é um prazer ainda maior.

A D. Olinda

já não tem a mercearia. Há quantos anos? Não sei.
O Napolitano continua de pé, embora há já muito tempo sem o Paulo e o cunhado à frente, mas agora com computadores, internet e jogos em rede.
Sigo para Álvaro Castelões.
A perfumaria já só vende pijamas, mas a loja onde comprei o Zé Pedra, o aquário e a comida toda que acabaria por ser a morte do bicho, ainda está aberta.
Passo do outro lado da rua e vejo a proprietária, a mesma que me vendeu o mais bonito peixinho vermelho, a guardar as plantas e a fechar a porta.
Muitas mercearias e cafés ainda abertos, a retrosaria que me apresentou os soutiens portugueses também ainda funciona.
Em Costa Cabral, a mais fantástica das ruas do Porto, as lojas estão fechadas, mas vejo as montras que me transportam para o liceu.
Corro as montras das sapatarias todas desse tempo, feliz por ainda existirem.
Acabei por comprar as botas pretas em S. Mamede.

sábado, dezembro 29, 2007

Para os homens, com um "Sim, é verdade, somos todas isso mesmo"

Conversa numa discoteca/bar a altas horas da noite.
Não-digo-quem: Está ali um gajo mesmo, mesmo bom com um ar de filho-da-mãe que nem te passa!
Amiga: Ui, melhor ainda!

O problema

de nos deitarmos às 7h ainda bêbedos e depois acordar às 11h para um compromisso é que...
Pois, é isso mesmo que vocês sabem.

Too drunk to blog

Um recado apenas: António, menos léria e mais acção make Joana a happy girl.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

O novo ano não resulta

porque não é uma borracha que se passa sobre a vida e toca a começar de novo numa folha branquinha cheia de linhas a pedir preenchimento, escreve-me lá, no lado bom dos cadernos, que toda a gente sabe que é o que tem muitas folhas por baixo.
Se fosse, eu dizia que 2007 foi bom porque conheci tanta gente e depois entrava 2008 e apagava tudo e eu começava de novo, folha limpa, registo fresco, nada na manga, sem mágoas nem pesares.
Suponho que também teria de começar sem saber nada, sem ensinamentos nenhuns e sem experiência de vida, que a vida é sempre bonita para baixo (ou para os lados), ao contrário do que cria a Susaninha.
E isto tudo de uma pessoa que sente verdadeiramente que a próxima quarta-feira é apenas o início de mais uma semana de trabalho, este fim-de-semana é apenas mais uma ida a casa dos pais e muitas saídas à noite, espera-se, e Janeiro é um mês como os outros, o facto de começarmos o ano com ele é tão intencional como eu ser a quarta filha dos meus pais e não a segunda ou a terceira ou mesmo a primeira, que isto vê-se de tudo neste mundo.

Honestidade

Tenho de praticar a honestidade no novo ano, à falta de melhor prazo.
Como seria se eu tivesse respondido "Lamento, mas não acho muita piada a baptizados e a miúdos e respectivas fotos de baptizados, por isso não, não quero ver o álbum de fotografias do baptizado da tua filha, que tenho a certeza que é muito bonito."
Tenho de me esforçar mais, que isto também não é honesto.
"Não me leves a mal, mas não, obrigada. Sou contra baptizados." - melhor?
"A minha religião não me permite ver fotografias." - o vencedor!

À pergunta

"Tenho ali o álbum de fotografias do baptizado da minha filha, queres ver?", quantas vezes posso fazer perguntas sobre o dito baptizado e tentar desviar o assunto sem que pareça mal-educada, mas de modo a que se perceba que tenho tanto interesse em ver fotos de uma miúda que vi uma vez na vida como em espetar um prego no pé?
Pelos vistos, nunca é demais reforçar a ideia, pois eis que o dito pai acaba de entrar com o álbum em riste, se é que se pode dizer "em riste" de uma coisa que é maior que muitos bolos de casamento, parece um e precisa de uma caixa como se de um se tratasse para ser transportado, rai's parta que não me safei e lá tive de gramar com 300 fotos, muitas fotos se tiram num baptizado, santo Ambrósio, não admira que aquilo custe mais do que muitas botas caras, da miudinha num vestido branco que podia ser da Anita, única parte engraçada de toda a experiência.
Irra!
Por isso...

"Na minha ideia era assim:"

agora era hora de ir embora, mas assim com este sol todo e eu ainda apanhava uma luz, que ando precisada.
E por ter ainda tantas horas, ia até à praia e tomava um cappuccino quentinho, e ficava a ver o mar e perdia-me ali, só a ver o mar e a pensar, a pensar e a ver o azul.

O melhor vídeo de 2007, sem dúvida, que encontrei depois de meia-hora deliciada a passar emails a pente fino, quanto-vale-o-gmail-

-que-guarda-tudo-tudo-tudo-menos-os-emails-que-a-pessoa-na
-sua-tolice-decide-apagar-para-sempre-sempre, por isso... (Já estou a praticar.)

O que é que eu disse?

Não fui à casa-de-banho conforme planeado e não me perguntem porquê, que eu também não sei.
Provavelmente porque me apareceu aqui alguém a dobrar colheres com a força da mente ou a pedir troco de 200 euros para o café e eu não respondo a parvoíces, por isso...
(Como é que se chamam aquelas coisas que uma pessoa decide fazer no novo ano? Resoluções! Resolução para o novo ano: acabar todas as frases com as palavras "por isso", seguido de reticências.)
Bota lá!

E agora

eu dizia aquelas coisas que se costumam dizer quando o ano está a acabar, ai que bom ano que vai ser 2008 e ai que perspectivas e ai que desejo um excelente ano a todos e depois ia criar bananas voadoras para o Perú, já agora, não?
Pois não, não vou dizer nada disso, principalmente porque ainda a manhã não chegou ao fim e da maneira que isto está, muito post irei regurgitar até ao fim do dia, upa upa.
Em 2008 faço 28 anos. Se há aniversário mais deprimentemente suicida, não sei.
Que raio de número, 28. Acho que vou passar directamente aos 29, sem passar na casa partida e sem receber dois contos.
Em 2008 vou entrar pela primeira vez num Dojo Zen, mas como já devia ter aprendido há muito tempo a não fazer planos, nem para daqui a 5 min (altura em que planeio ir à casa-de-banho, só para que saibam), não digo nada porque as intenções são muito bonitas e o inferno é quentinho.
Não faço balanços: toda eu sou um balanço, the juri is still out e não decide se mereço ficar ou partir.
Ano redondo.

Código

Aqui há 9 pessoas e só 4 são da casa.
Estamos em minoria matemática e eu em anomalia de género.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Precisada de

1 bom filme do Woody Allen
2 bons copos de champanhe
3 que-se-lixe bons copos de champanhe e a lista continuaria
4 pronto, garrafas de champanhe, de marcas diferentes, de preferência, para poder ir provando
5 petiscos bons para o jantar, porquê 5, oh pá, não sabem contar?
6 peças de roupa, calçado incluído e até enumero para não ter de ir ao 7 que não sei o que há-de ser: 1 casaco; 1 par de calças (mínimo, mais se os saldos forem bondosos); 3 camisolas (ou mais, dependendo da generosidade das lojas); 1 par de botas, querem-se pretas, de salto, de cano alto; querem-se mais baratas que as que vi numa loja que acha que tirar 20 euros a umas botas que custavam mais de 160 é promoção. Tenham dó!

Editar

Edito muito pouco dos posts que escrevo. (E assim se abre a porta a comentários como "Pois olha que devias!". Seja.)
São editados enquanto escrevo, mas normalmente são corridos, escrita corrida.
Edito, frequentemente, pequenos erros que fogem ao escrutínio da leitura antes de publicar (muito pouco erros, I might add) e, isso muito frequentemente, palavras que na altura me soaram bem ou plurais que faziam sentido e que passado algum tempo já não.
Muitos dos últimos posts são menos imediatos, porque vêm do caderno preto. Aí saem como fluem (ou fluem como saem? aqui está uma bela frase para edição) e depois, conforme seja material de blog ou não, pespego-os aqui.
Digamos que o caderno preto é o diário completo e o blog apenas o visível.

Ontem

Ao pé do bloco de partos do hospital da Cuf não se ouve nada.
Algumas vozes, uma enfermeira passa a correr, duas mulheres que não vejo discutem os 6cm de dilatação de uma parturiente (num tom difícil de interpretar, mas que eu diria ser jocoso).
É um sítio assustador, há vidas a nascer, vidas a salvar, mulheres em sofrimento. A energia parada, à espera de rebentar, num choro de uma criança, um grito de dor, mete-me medo.
Máquinas apitam, duas enfermeiras apressam-se a acolher aos sons.
Até agora, nenhuma voz de mãe.
Serão os quartos insonorizados?
Ao primeiro grito, fujo.

Nas entranhas

I wanted to see this for myself


Fall


With my eyes closed I'll look closer
I'll always remember
Juggernauts screaming to a stop
Sound like devils are laughing
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
These dark pubs we drink in
Somehow light up when I'm with you
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
I wanted to see
I wanted to see
I wanted to see this for myself
For myself
For myself
For myself
Self, self

Editors, The Back Room

A outra perspectiva

Como mantra.