sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Recuperada: No café

Na mesa ao lado da minha (e aqui um pequeno aparte para dizer como é bom poder tomar café com tempo, sem pressas, numa esplanada no meio de um jardim, ao sol), dois homens falam do carnaval do Rio. Pelos vistos, um lugar nas tribunas do Sambódromo custa qualquer coisa como 25000 euros.
Diz um: "Não achas um exagero?!", ao que o outro responde: "Um bocado..."
O primeiro volta à carga, agora num tom de quase desdém: "Aquilo deve ser uma loucura, distribuem preservativos por todo o lado, as mulheres meias despidas... Aliás, parece que elas são umas malucas, chegam ao pé de ti e despem-te. Mesmo! Mas é preciso ter cuidado, porque algumas..."
Passam uns segundos e ouço: "Mas até gostava de lá ir uma vez."
Jura?

Eu sei,

toda a gente caga. (Faz cocó, para os mais sensíveis.)
Mas quando um colega de trabalho que conhecemos há dois dias se dirige para a casa-de-banho e volta atrás para levar uma revista mais recente com ele, é difícil não ficar a pensar que, enfim...
ele foi cagar!

Ontem, na cama,

apercebi-me de que isto não é um botão de on e off: cortei o cabelo e perdi o cabelo comprido. O pânico durou uns milésimos de segundo, até me aperceber (também) de que não há nada a fazer e de que gosto mesmo de ter o cabelo mais curto.
Algo de muito errado se passa comigo, agora dei em aceitar a vida como ela é.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

A pessoa que,

sendo embora pequenina, seja do Porto, tem pronúncia de adulto.

A minha canção do Variações

é, decididamente, O Corpo é que Paga.
(Em Ovar.)

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Excepcionalmente,

hoje as conversas mentais tiveram interlocutor. Ou destinatário, que ele também não respondeu nada.

Pior

do que uma armadura, é o interior gelado. Ou seco.
Algo entre o cinismo e o cepticismo.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Às vezes,

pior do que não poder fazer o que se quer, é não saber o que se quer fazer.

domingo, fevereiro 22, 2009

Gargalhada das 3h da manhã

Encontro duas amigas num bar, uma delas diz que tem uma coisa para mim e dá-me dois cartões de visita do seu novo gabinete de psicologia.
Eu: Estás a dar-me dois.
Ela: Eu sei, é de propósito.
Segunda amiga: É para filtros.
Eu: Para filtros nada, são para guardar! - enquanto reparo que o papel também não é propriamente o melhor.
Ela: Olha, sabes o que me disse um amigo? "Então fazes cartões em papel laminado? Isto assim nem para filtros dá!"

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Havemos de ir a Viana

Vocês não sei, mas eu vou hoje. Para a melhor das companhias (top5, pronto, não fiquem ciumentos), que já me disse que vou ficar ao lado dela no jantar e também "Vê como é que te portas hoje", cheia de medo que a prima dois anos e sete meses mais velha a envergonhe à frente dos amigos.
Eu porto-me como a tua prima fada-do-lar ajuizada, don't worry, disse-lhe.
Depende de ser ou não a designated driver, já que ela é a birthday girl, digo-vos.

No mínimo

Ao chegar a casa ontem à noite (tudo silencioso porque Mãe a dormir e irmão fora), por um acaso que se prende com a localização da caldeira (que eu pretendia ligar), entrei na cozinha e ouvi um ruído. (Fosse eu o trabalho e teria logo perguntado "O que é éta xom?"...)
Às escuras, vi as luzes do fogão acesas. Choque, horror, havia uma panela no fogão ligado! Tudo queimado, desligo o fogão e encho a panela de água. Eram onze e meia da noite.
Quando questionada sobre o mistério da panela, qualquer pessoa responderia "Ai, que me esqueci!!". A minha Mãe? Não, a minha Mãe não, há que ser original.
"Mãe, quando cheguei a casa o fogão estava ligado, a panela ficou toda queimada..."
Resposta: "Estava no mínimo."

Nos Disney DVD's

(e Disney Blu-Ray's, já agora), as Disney Princesas também dão Disney Peidos, especialmente quando estão com o Disney Período?

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O trabalho

Um sol fantástico lá fora e ele começa logo a chorar assim que lhe digo que vamos à rua.
"Vua não!!", seguido de buáá com lágrimas. "Rua, é rua", digo-lhe eu, que ando numa de lhe corrigir a fala.
Desligo a televisão (que é onde normalmente o encontro quando chego), mais choro.
Mas levanta-se quando lhe digo "Vamos vestir o casaco" e, sempre a chorar e a dizer "A vua não" (rua, é rrrua), estica os braços para eu lhe vestir o casaco.
A mim dá-me vontade de rir.

E disto





O pátio do hostel.

Mas gosto ainda mais disto

Recantos agradáveis e pormenores cheios de gosto. No hostel.
P.S. Gostei especialmente das janelas tipo fenêtres. Lindas!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Simbiose





Tocar os dois ao mesmo tempo.

Disto é que eu gosto no turismo




Recantos pitorescos e lojas cheias de charme.
Andar nas ruas e (tentar) perceber o dia-a-dia dos habitantes, as baguettes na mão, os passeios de fim-de-semana, os mercados, as lojas, a vida da cidade.

Coisas lindas que eu aprendi sobre Marselha

Igreja da Notre Dame de não sei onde vista do Forte de não sei quê

Forte de não sei quê visto do Forte de podióchamá-lo

Forte de Podióchamá-lo visto do monte de sabe-se lá onde

Idem, idem, wider view, mais acima no monte

Marina e cidade vistas de já não me lembro onde

Coisas chatinhas do turismo (em Marselha)





Ver carradas de monumentos, a maior parte deles igrejas, só porque sim.

A dança do muco

À parte a falta de olfacto (can you say anósmica?), esta chamada alergia que me acompanha para a vida não me chateia muito. Pó, pólen (já aqui o disse), gramíneas e o que mais vier, atchim e 'tá tudo. É pena não testarem as mudanças bruscas de temperatura. Aí é que ia ser ver o meu braço a inchar, a inchar.
Vem esta benesse de Primavera fora de tempo (pode ser bom, pode ser mau, como no conto zen), eu apanho três raios de sol na tromba e pimba!, entope-se o nariz, comicham-se os ouvidos e inflama-se a garganta. De modo que é assim, ando enjoada e entupida e cavernosa e pigarreenta desde domingo de manhã e hoje estava demasiado mal-disposta para aproveitar uma tarde de sol em dolce fare niente numa qualquer esplanada de Matosinhos, pode ser ao lado de uma saída de esgoto, sim senhor, que eu sou anósmica.