Era uma vez uma mulher numa aldeia perdida no meio das pedras em Trás-os-Montes, onde o frio mata e o calor derrete o chão, e as mulheres vestem preto para sempre depois de ficarem sem os maridos.
Esta mulher tinha um marido que queria testar o amor dela e por isso fingiu que tinha morrido para ver o seu desgosto.
No dia do enterro o cortejo fúnebre dirigia-se para o cemitério por um caminho cheio de árvores.
O marido, ao ver a mulher muito desgostosa a chorar ao lado do caixão, contentou-se com a prova de amor que tanto queria.
Vendo uns ramos mais baixos a que se pudesse agarrar, o marido que fingia estar morto levantou-se do caixão e anunciou a todos que tinha regressado dos mortos.
O tempo passou e chegou finalmente a hora dele. Morreu, desta vez a sério.
No dia do enterro a mulher obrigou o cortejo a seguir outro caminho para que não passassem por baixo da mesma árvore.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Cheira mal na carrinha
Por causa das obras no restaurante usaram-na para transportar entulho (e não-sei-quê mais que devia cheirar muito mal) e agora cheira mal.
Na primeira semana, há 3 semanas atrás, era quase insuportável.
Na semana passada estava melhor, mas ainda forte.
Ontem cheirava mal, mas fomos todas lá dentro, vidros quase sempre fechados por causa do frio.
Feijoada de soja com arroz. Da feijoada só tinha o feijão. E o tomate. Legumes, zero. Não há Banco desde há 15 dias.
Chá de erva-doce quentinho. Não há fruta para sumo.
Pouca gente por ser a última quarta do mês e muito tempo para ouvir histórias.
Tive um ataque de riso com o maior chorrilho de desgraças que já ouvi juntas. Não digo que não fosse verdade, não digo que tivesse piada. Talvez fosse uma reacção estranha ao choque que tal despojo me causou. Desgraça atrás de desgraça e ele ali estava, de pé.
Eu estava sentada ao volante da carrinha, pronta para irmos embora, e quase chorei a rir baixinho.
Depois o psicopata da hora. Carregal e o idiota que na semana passada invadiu a privacidade de uma de nós, deitando-lhe a mão ao maço que ela tinha no bolso de trás, desculpa-se dizendo que não é como se ele fumasse, era só a brincar.
A propriedade é mais privada do que a privacidade, no mundo.
Aturo-o o resto da noite colado a mim, que tiro chás com vontade de lhe dizer que se volta a tocar em alguém leva uma carga de porrada de uma mulher como nunca julgou possível.
Tiro chás.
Conta que há dias subiu a uma varanda de um segundo andar de um prédio pelas caleiras. Regozija-se com o susto que as estudantes Erasmus da casa apanharam.
Tenho medo que partir-lhe os bracinhos não seja suficiente. Assusta-me.
O meu pior medo ainda é de palhaços, pun totally intended. Mascaram-se de bons e amigos e podem ser monstros por trás do sorriso pintado.
No Aleixo a tensão é sólida, muitos gritos e eu a calcular como vou meter toda a gente dentro da carrinha no menor espaço de tempo possível. Elas estão calmas. As panelas e a mesa ficam, quero lá saber.
Plano de emergência alinhavado, relaxo e espero que se acabe a comida.
Debatemos os cobertores que sobraram, damos a este ou ao outro que nos pediu para os guardar e não voltou?, e tentamos abrigar-nos da chuva.
A caminho do restaurante, a carrinha agora quase vazia, não fora a roupa toda de mulher que sempre nos sobra, queixam-se do cheiro outra vez.
Mando-as calar, que não me cheira a nada.
Quando alguém sabe que não tenho olfacto, o mais engraçado é observar a reacção como quem acabou de ouvir da condutora da carrinha em movimento que desde que ficou cega não vê nada.
Mando-as calar e elas riem-se.
Nem sabes a sorte que tens, dizem.
Na primeira semana, há 3 semanas atrás, era quase insuportável.
Na semana passada estava melhor, mas ainda forte.
Ontem cheirava mal, mas fomos todas lá dentro, vidros quase sempre fechados por causa do frio.
Feijoada de soja com arroz. Da feijoada só tinha o feijão. E o tomate. Legumes, zero. Não há Banco desde há 15 dias.
Chá de erva-doce quentinho. Não há fruta para sumo.
Pouca gente por ser a última quarta do mês e muito tempo para ouvir histórias.
Tive um ataque de riso com o maior chorrilho de desgraças que já ouvi juntas. Não digo que não fosse verdade, não digo que tivesse piada. Talvez fosse uma reacção estranha ao choque que tal despojo me causou. Desgraça atrás de desgraça e ele ali estava, de pé.
Eu estava sentada ao volante da carrinha, pronta para irmos embora, e quase chorei a rir baixinho.
Depois o psicopata da hora. Carregal e o idiota que na semana passada invadiu a privacidade de uma de nós, deitando-lhe a mão ao maço que ela tinha no bolso de trás, desculpa-se dizendo que não é como se ele fumasse, era só a brincar.
A propriedade é mais privada do que a privacidade, no mundo.
Aturo-o o resto da noite colado a mim, que tiro chás com vontade de lhe dizer que se volta a tocar em alguém leva uma carga de porrada de uma mulher como nunca julgou possível.
Tiro chás.
Conta que há dias subiu a uma varanda de um segundo andar de um prédio pelas caleiras. Regozija-se com o susto que as estudantes Erasmus da casa apanharam.
Tenho medo que partir-lhe os bracinhos não seja suficiente. Assusta-me.
O meu pior medo ainda é de palhaços, pun totally intended. Mascaram-se de bons e amigos e podem ser monstros por trás do sorriso pintado.
No Aleixo a tensão é sólida, muitos gritos e eu a calcular como vou meter toda a gente dentro da carrinha no menor espaço de tempo possível. Elas estão calmas. As panelas e a mesa ficam, quero lá saber.
Plano de emergência alinhavado, relaxo e espero que se acabe a comida.
Debatemos os cobertores que sobraram, damos a este ou ao outro que nos pediu para os guardar e não voltou?, e tentamos abrigar-nos da chuva.
A caminho do restaurante, a carrinha agora quase vazia, não fora a roupa toda de mulher que sempre nos sobra, queixam-se do cheiro outra vez.
Mando-as calar, que não me cheira a nada.
Quando alguém sabe que não tenho olfacto, o mais engraçado é observar a reacção como quem acabou de ouvir da condutora da carrinha em movimento que desde que ficou cega não vê nada.
Mando-as calar e elas riem-se.
Nem sabes a sorte que tens, dizem.
quarta-feira, outubro 29, 2008
Falamos de morrer
eu e a irmã.
Já há muitos anos que fazemos este pequeno truque (we'll be here all week).
Falamos de morrer, ela diz-me "não morras, senão mato-te", às vezes fica mais séria e diz que não sabe o que faria se eu morresse, pois nem eu se fosses tu, mas no geral acabamos a conversa com o habitual "eu quero ser cremada".
Começou tudo num belo fim-de-semana prolongado de Novembro, feriado dos finados, muito apropriado.
Fui passar uns dias com ela no Luxemburgo e estava um Novembro atípico, parecia Primavera de dia e à noite ameaçava nevar. (Os Novembros sucedem-se na nossa vida.)
Havia electricidade no ar, aquela electricidade típica de quando está muito frio e o tempo está a tentar decidir se neva ou se aquece. Noites mágicas, azul-negras, lindas, nós a passear pelo bairro das embaixadas e o ar frio e eléctrico à nossa volta.
Desde essa altura perdi o pânico de morrer. Continuo a preservar o instinto de sobrevivência, o impulso da morte do Freud (tenho de verificar isto, que as aulas de Psicologia do 12º ano já vão longe), mas não tenho medo de morrer.
Se morrer, morro. Vou fazer húmus, que é uma espécie de cocó.
Perco algumas coisas, isso de certeza, como a capacidade de respirar e o ritmo cardíaco. Mas morro e pronto.
Se ela morrer (ou outro dos meus irmãos ou pais ou primos ou tios ou avós), morro um pouco por dentro de certeza. Ou então morro com ela e assim ninguém se fica a rir.
Só não dá jeito porque ambas somos guardiãs do testamento em vida da outra. Para não haver confusões,
queremos ser cremadas.
terça-feira, outubro 28, 2008
The opposite of panick
Ontem tive um ataque de riso ao contar as minhas batidas cardíacas e vi que estavam a 114 por minuto.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Factos da vida que eu preferia não saber
O Cartoon Network abre às 5h com cartoons antigos, pré Bugs Bunny.
Pode ser do ano,
de andar com Interpol outra vez na cabeça (e no carro e em casa), da mudança da hora, de ser outra vez quase Novembro.
Ou de tudo junto.
Ou de tudo junto.
domingo, outubro 26, 2008
Octoverme das 4h30 da manhã
(Ou 5h30 da hora antiga. Ou do ano que passou.)
It's the end of the world as we know it.
And I feel fine. REM
It's the end of the world as we know it.
And I feel fine. REM
sábado, outubro 25, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
Para mim,
uma boa refeição tem de ter salada. Ou legumes. Cozidos, salteados (mmm, esparregado de nabiças) ou assados.
Isto, de uma pessoa cuja comida comida fetiche é hamburguer, pode parecer estranho.
(O que eu gosto nos hamburgueres é do sabor do tomate com a carne. E os molhos, claro.)
Procuro o hamburguer perfeito, confesso. Até agora, nada bateu o whoper do burger king da estação central de Estocolmo. Havia ali mãozinhas com dedinhos de ouro.
(Sim, o meu hamburguer perfeito é de fast-food. Shame on me.)
Mas também gosto dos hamburgueres do café/bar do shopping no Luxemburgo (soubesse eu o nome) onde fui algumas vezes antes do cinema. A última com o cunhado, enquanto a irmã fazia as mesmas perguntas (porque há reportagem todos os anos) para ouvir as mesmas respostas tontas das candidatas a Miss Portugal no Luxemburgo.
O café/bar tem ar americano, está cheio de referências a desportos não europeus, mas o dono é italiano. Agora que penso nisso, não me lembro dos hamburgueres deles.
Lembro-me da conversa com o cunhado e do que povoava a minha cabeça nessa altura. Muito private.
Agora penso na posta à mirandesa que em criança abominava, com batatas cozidas sem casca, muito alho e salada. Ou esparregado de nabiças, porque a salada tem o travo de vinagre que usam nos restaurantes e eu detesto vinagre.
Isto, de uma pessoa cuja comida comida fetiche é hamburguer, pode parecer estranho.
(O que eu gosto nos hamburgueres é do sabor do tomate com a carne. E os molhos, claro.)
Procuro o hamburguer perfeito, confesso. Até agora, nada bateu o whoper do burger king da estação central de Estocolmo. Havia ali mãozinhas com dedinhos de ouro.
(Sim, o meu hamburguer perfeito é de fast-food. Shame on me.)
Mas também gosto dos hamburgueres do café/bar do shopping no Luxemburgo (soubesse eu o nome) onde fui algumas vezes antes do cinema. A última com o cunhado, enquanto a irmã fazia as mesmas perguntas (porque há reportagem todos os anos) para ouvir as mesmas respostas tontas das candidatas a Miss Portugal no Luxemburgo.
O café/bar tem ar americano, está cheio de referências a desportos não europeus, mas o dono é italiano. Agora que penso nisso, não me lembro dos hamburgueres deles.
Lembro-me da conversa com o cunhado e do que povoava a minha cabeça nessa altura. Muito private.
Agora penso na posta à mirandesa que em criança abominava, com batatas cozidas sem casca, muito alho e salada. Ou esparregado de nabiças, porque a salada tem o travo de vinagre que usam nos restaurantes e eu detesto vinagre.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Horas passadas em calças de pijama ou similar:
demasiadas.
porque
Tentativas de tirar as calças de ganga como se fossem calças de pijama para ir à casa-de-banho: 1 (infrutífera)
O Goura é pequenino e algo mimado.
As pantufas são maiores que a cabeça dele e o pijama sobra-lhe nos braços e nas pernas.
Sabe bem dar comida quente - já está frio, um vento gelado, e a meio dos pratos no Carregal tive de pedir que me trouxessem o casaco.
Enquanto elas jantam, eu tiro o esparguete da última panela e ele passa lá fora na varanda, vindo da casa-de-banho, e dá vontade de pegar ao colo. Ele não gosta que lhe peguem ao colo, a não ser que sejam homens.
A maior parte deles não vive na rua, felizmente, mas sei lá se as casas ou quartos onde dormem não são igualmente desabrigados.
O Goura é pequenino e magrinho, mas não lhe falta comida. Tem mimo que chegue para muitos e apesar de não gostar muito de mulheres (o dia virá em que ele muda de opinião... ou não), dá-se bem com todas.
Às vezes chateia-me que sejam implicativos e resmunguem e reclamem, mas chateia-me mais quando não podemos dar, não temos, não chega.
O Goura faz vozinha ainda mais fininha e a Mãe faz-lhe as vontades todas. Às vezes passa-se e não quer comer a sopa ou começa a fazer de tudo bateria e quase nos põe surdas.
Hoje esfregaram-me as costas enquanto eu montava a mesa em S. Bento, mas quando olhei para trás não era a M. ou a S. ou a outra M. - era um dos nossos clientes. Se calhar estava a limpar a mão e a minha camisola preta pareceu-lhe apropriada, não sei.
O Goura come cereais dos que trazemos do Banco e iogurtes e nestum's líquidos e fruta.
Eu a carregar comida para o menino e nem um beijo me dá.
As pantufas são maiores que a cabeça dele e o pijama sobra-lhe nos braços e nas pernas.
Sabe bem dar comida quente - já está frio, um vento gelado, e a meio dos pratos no Carregal tive de pedir que me trouxessem o casaco.
Enquanto elas jantam, eu tiro o esparguete da última panela e ele passa lá fora na varanda, vindo da casa-de-banho, e dá vontade de pegar ao colo. Ele não gosta que lhe peguem ao colo, a não ser que sejam homens.
A maior parte deles não vive na rua, felizmente, mas sei lá se as casas ou quartos onde dormem não são igualmente desabrigados.
O Goura é pequenino e magrinho, mas não lhe falta comida. Tem mimo que chegue para muitos e apesar de não gostar muito de mulheres (o dia virá em que ele muda de opinião... ou não), dá-se bem com todas.
Às vezes chateia-me que sejam implicativos e resmunguem e reclamem, mas chateia-me mais quando não podemos dar, não temos, não chega.
O Goura faz vozinha ainda mais fininha e a Mãe faz-lhe as vontades todas. Às vezes passa-se e não quer comer a sopa ou começa a fazer de tudo bateria e quase nos põe surdas.
Hoje esfregaram-me as costas enquanto eu montava a mesa em S. Bento, mas quando olhei para trás não era a M. ou a S. ou a outra M. - era um dos nossos clientes. Se calhar estava a limpar a mão e a minha camisola preta pareceu-lhe apropriada, não sei.
O Goura come cereais dos que trazemos do Banco e iogurtes e nestum's líquidos e fruta.
Eu a carregar comida para o menino e nem um beijo me dá.
quarta-feira, outubro 22, 2008
terça-feira, outubro 21, 2008
Sou eu que sou esquisita
ou sou eu que sou picuinhas?
Apesar de ter uma pronúncia slightly tainted e de não saber escrever em inglês, errr, ter alguns erros nas letras, errr, afinal não havia erros - a audição acompanhada pela suposta letra da canção (por curiosidade), induziu-me em erro.
Eu vi logo que não era possível dar semelhante erro e andar para aí a cantá-lo.
As minhas sinceras desculpas pela falsa acusação.
(Vou ali autoflagelar-me.)
Eu vi logo que não era possível dar semelhante erro e andar para aí a cantá-lo.
As minhas sinceras desculpas pela falsa acusação.
(Vou ali autoflagelar-me.)
segunda-feira, outubro 20, 2008
Do amor táctil
O LM azul mudou de pacote. Os maços agora são de um azul metalizado, brilhante, mais escuro.
Lá se foi o amor táctil que eu tanto nutria porque a mim um maço dá-me normalmente para dois dias, noites de copos e cravas excluídos, portanto dá para me afeiçoar.
Vou dedicar-me antes aos livros.
Lá se foi o amor táctil que eu tanto nutria porque a mim um maço dá-me normalmente para dois dias, noites de copos e cravas excluídos, portanto dá para me afeiçoar.
Vou dedicar-me antes aos livros.
domingo, outubro 19, 2008
Luz de (Inverno/)Outono
A luz que entra no meu quarto pelo terraço ainda é quente e ainda me põe metade do monitor às cegas claras, reflectidamente.
Mas é rápida e foge em menos de nada.
E eu ainda me ponho a inventar futuros...
Mas é rápida e foge em menos de nada.
E eu ainda me ponho a inventar futuros...
Deram-me a receita para o Sericá
(Também há quem lhe chame Sericaia e a mim já me bastava a confusão de género, que sempre pensei que fosse uma.)
Por acaso até me deram duas, duas pessoas cujo Sericá já provei e aprovei.
Explicaram-me como misturar alternadamente a farinha e o leite, como era preciso ter cuidado para não deixar queimar quando fosse a cozer em lume brando, "mexer sempre para engrossar", disseram-me para usar farinha sem fermento - e eu esqueci-me.
Mas não me disseram como enviar uma fatia à irmã exilada.
A DHL transporta doces?
Bar de gays
Proliferam no Porto os bares gays.
Nada de Lusitano, Boys não sei quê em vez - o bar do pobo.
Ia dizer que isto de muitos gays à minha volta era algo, mas não digo. (No matter how drunk I am while writing this.)
Digo que muitos não seriam reconhecidos na rua, outros já nem tanto.
Alzheimer.
Crenças ridículas (voltou). Acredito que para vir ao blog é mais fácil abrir o mail do blog e depois esperar que o browser reconheça a identidade , do que abrir directamente o blog.
Manias!
Mais coisas: quase um ano depois, entro no elevador quase da mesma maneira. Nestas alturas os elevadores não deviam ter espelhos, o esforço que a pessoa, já alcoolizada, faz para ver o que quer que seja é desumano. (Desumano é escrever isto, que dislexia...)
(O firefox sugere apoplexia, alexia, paralexia e outras tretas em vez de dislexia, que considera um erro. Pára de beber, meu!)
Última: hoje foi a noite de encontrar toda a gente. Para além de ter combinado com 3 pessoas diferentes, o que resultou mal, encontrei meio mundo.
Primeiro o poço fundo, depois a busca pelo irmão desaparecido, logo a seguir a prima-irmã e depois, quando finalmente me dirigia para o primeiro encontro da noite, mais de duas horas atrasada, aquela amiga de infância da aldeia que já não é amiga e de quem não se gosta assim muito, porque esta amiga, a bem dizer, tem a mania que é uma maçã ou o raio, mas não se sabe bem porquê continua a falar-nos como se fôssemos grandes amigas, quanto vale a hipocrisia, graças ao outro, e portanto até trocamos de número de telemóvel e eu até disse "sim, claro, combinem lá o café e digam-me alguma coisa" enquanto pensava "espero que marquem para quarta, que assim tenho a desculpa perfeita", sabem esse tipo de amiga? Pois.
Toma lá, irmã, um installment of Drunken blogging. Happy now?
Tenho fome.
Nada de Lusitano, Boys não sei quê em vez - o bar do pobo.
Ia dizer que isto de muitos gays à minha volta era algo, mas não digo. (No matter how drunk I am while writing this.)
Digo que muitos não seriam reconhecidos na rua, outros já nem tanto.
Alzheimer.
Crenças ridículas (voltou). Acredito que para vir ao blog é mais fácil abrir o mail do blog e depois esperar que o browser reconheça a identidade , do que abrir directamente o blog.
Manias!
Mais coisas: quase um ano depois, entro no elevador quase da mesma maneira. Nestas alturas os elevadores não deviam ter espelhos, o esforço que a pessoa, já alcoolizada, faz para ver o que quer que seja é desumano. (Desumano é escrever isto, que dislexia...)
(O firefox sugere apoplexia, alexia, paralexia e outras tretas em vez de dislexia, que considera um erro. Pára de beber, meu!)
Última: hoje foi a noite de encontrar toda a gente. Para além de ter combinado com 3 pessoas diferentes, o que resultou mal, encontrei meio mundo.
Primeiro o poço fundo, depois a busca pelo irmão desaparecido, logo a seguir a prima-irmã e depois, quando finalmente me dirigia para o primeiro encontro da noite, mais de duas horas atrasada, aquela amiga de infância da aldeia que já não é amiga e de quem não se gosta assim muito, porque esta amiga, a bem dizer, tem a mania que é uma maçã ou o raio, mas não se sabe bem porquê continua a falar-nos como se fôssemos grandes amigas, quanto vale a hipocrisia, graças ao outro, e portanto até trocamos de número de telemóvel e eu até disse "sim, claro, combinem lá o café e digam-me alguma coisa" enquanto pensava "espero que marquem para quarta, que assim tenho a desculpa perfeita", sabem esse tipo de amiga? Pois.
Toma lá, irmã, um installment of Drunken blogging. Happy now?
Tenho fome.
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