segunda-feira, outubro 18, 2010

Pensais que a vida é isto?*

Toda a minha vida conheci gente iluminada que se gabava de preferir atropelar um criminoso do que um animal, numa espécie de corolário da teoria "people suck". Na sexta-feira um cão decidiu atravessar a rua à frente do meu carro de repente - aí a uns 30 metros de distância, enquanto eu rolava a cerca de 35km/h. A primeira coisa que pensei, naquele milissegundo em que vi o cão e calculei as minhas hipóteses de sobrevivência, foi "chatice, vou ter de lhe passar por cima". Estou em crer que se fosse uma pessoa, tinha pensado outra coisa.
Felizmente, eu e o cão sobrevivemos. Felizmente também, há muito que deixei de me dar com gente iluminada, mas gostava de poder atirar-lhes isto à cara. Se houver por aí alguma dessa gente, tomai lá.

*No animals were harmed to write this post

quarta-feira, outubro 06, 2010

Trabalho para um sádico

Depois de uma semana de trabalho intenso (12h num dia, 16h no seguinte, incluindo 240km de viagens a começar às 6h30 da manhã, 500 tarefas em simultâneo e, no fim, arrumação da tralha toda), o patrão pergunta "Gostou?". Eu, apanhada de surpresa (e em relativo choque), virei a cara para o lado esquerdo, como faço sempre quando preciso de pensar na resposta (ando a ver muito Lie To Me) e disse "Ssssiiiimmm... Foi giro." assim tudo muito devagar e sem espinha dorsal para dizer o que realmente sentia, que era qualquer coisa do género "Espere, espere: trabalhar das 6h30 às 22h30 da noite é para se gostar?" (mas com muito mais asneiras e insultos à mistura).
Sou uma fraca.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Ser Benfiquista

É ler, no rodapé da Sic Notícias: "Benfica derrota hoje V. Guimarães". (Em vez de "defronta".)

terça-feira, setembro 07, 2010

Festa do Avante 2010

Afonso, 9 anos, enquanto ajudava a montar a minha tenda: Que chatas! Ela dorme connosco! Porque é que ela não pode dormir connosco?

sexta-feira, setembro 03, 2010

Ai, que bonito!

Tudo em filinha indiana para a pildra. Oupa!

Gente má é gente má

Não entendo como pode pôr-se a bota botilde (que além de feia, tem um nome parvo) à frente de direitos, leis e crimes, ainda por cima repugnantes.
E mais não digo, porque senão começo a contar como deveria ser a pena para os culpados e é coisa para meter tortura física e tal e ainda esgomito o almoço.

terça-feira, agosto 31, 2010

Quanto tempo demoram 3 minutos a passar?

Muito tempo.

Hospital Distrital de Faro

Não estava incluído no pacote turístico de férias (era jacuzzi OU hospital, ainda não aprendi que não se pode ter tudo), mas decidi fazer uma ronda pelas urgências do hospital de Faro. Eu e a minha pulseira amarela esperámos 1h15 para ver o médico (muito dentro dos parâmetros normais) e depois só não foi a correr porque eu estava mesmo mal das costas e andava como uma condenada.
Bom, bom, foi estar na triagem com uma enfermeira que devia ser mágica, porque sentada conseguia fazer desaparecer o pescoço. (Vi-a depois de pé e confirmei, ela tinha pescoço.)
Tivemos então esta iluminada troca de ideias.
Enfermeira: Então de que se queixa?
Eu (queixinhas): Doem-me muito as costas.
Enfermeira (depois de muitas perguntas e com ar desconfiado): Ninguém lhe bateu nas costas?
Eu (com vontade de responder "Sim, com um pau!", mas a rir-me de sádica): Não.

Como é bom ir às urgências! (Isto é o Valium a falar.)

segunda-feira, agosto 30, 2010

Quando eu for despedida com justa causa

Direi: a culpa é da Lady.
(Não choro lágrimas pretas porque felizmente desisti há umas semanas de vir maquilhada para o trabalho. Retomarei quando a temperatura exterior for abaixo de "Vou-vos queimar vivinhos, seus filhos-de-uma-grandessíssima-vaca!")

De modos que é assim

Custa-me muito, muito, muito, mas mesmo muito dizer isto, acreditem. Custa-me. Não é só pelo Valium 5mg, ou pelas dores de costas, ou pelo calor que se faz sentir na área circundante a esta merda a que chamo (carinhosamente, que estúpida) "a minha secretária", não. Custa-me porque é chato, pronto. Mas porra!! Então eu que gosto tanto deles, moços tão jeitosos e trabalhadeiros, com os corações e os princípios e as prioridades no sítio (os tomates não sei) e, valha-me Nossa Senhora do Patrocínio e Nosso Senhor Jesus Cristo que lá ficou na sua sepulturazinha por nós (ok, estou a gamar do Eça, desculpem), e os gajos não distinguem Joana de Ana?? Sóces! Qual festa, qual autocarro, qual juventude. Não há palavras.

sexta-feira, agosto 13, 2010

Prémio melhor frase de sempre

1974: During her morning news show, Christine Chubbuck, a 29-year-old news anchor, announced "In keeping with Channel 40's policy of bringing you the latest in blood and guts, you are going to see another first. Attempted suicide." She then shot herself in the head with a revolver on live television.[12]

A saga acabou

Foi ontem, logo depois de mandarmos a negação embora. Depois de 3h de pé, saí para me rir com as manas e comecei a chorar a meio do primeiro ataque de riso.
Não há putas nem caralhos nem foda-ses suficientes para exprimir a minha raiva.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Ah, foda-se!!

Amanhã vou de férias. Yaaayyyyy!

Em 1995

não tinha internet em casa. Mas falava francês como uma residente (um professor perguntou-me há quantos anos vivia em Paris) e atendia o telefone quando as monitoras da minha casa estavam a almoçar. Uma vez eram as minhas irmãs e eu respondi em francês, qual emigrante, a meio da conversa. Belos tempos.

A prova de que deviam tirar-me a carta

De notar que em 1999, passei no código com 3 respostas incorrectas, que era o limite máximo para aprovação. Agora não sei qual é.

A prova de que isto ainda mexe

Todos os anos há novos talentos no ciclismo. Até portugueses, imagine-se bem! Não sei bem porquê, mas isto dá-me alento não sei para quê: a renovação de caras, a superação de limites e recordes... Ou então preciso de dormir mais para ver se não tenho epifanias idiotas logo de manhã, no carro a caminho do trabalho.
A partir de agora, só epifanias inteligentes!

quarta-feira, agosto 11, 2010

As versões do Sudoeste (todas minhas)

SW pré-Beirut. SW durante Beirut: a felicidade a invadir-me. Só felicidade. Inédito, maravilhoso, mágico. SW pós-Beirut: meia-hora para encontrar o carro, para onde me dirigi no sentido de dormir e perder propositadamente o resto de Air (boooring) e Massive Attack (been there, seen that).
Para o ano só volto se fizer parte da organização. Não há pachorra.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Elogio do desemprego

Tenho saudades de estar desempregada. Está uma pessoa muito bem refastelada em casa, a desempregar o dia todo (e às vezes à noite também), quando vem uma entidade empregadora pela calada e pimba!, tira-nos o desemprego. Este é um flagelo da sociedade actual de que muito pouca gente fala e eu acho mal. Por várias razões. Primeiro, porque sou do contra. Logo para começar, uma bela razão porque sim. Depois, porque eu estava muito feliz desempregadinha. Tinha tempo para tudo. Ia onde queria, fazia o que queria, era feliz e ainda me sobravam trocos para o tabaco. "Ah, e a realização pessoal, a independência económica, a construção da carreira?", dizem vocês. Tretas, digo-vos eu. Querem melhor do que poder ir para o Sudoeste na quinta-feira sem preocupações de trabalho e horas de saída?

A prova da superioridade deste blog

Ninguém lê esta merda.

A prova da inferioridade desta investigação

Conclusão oficial: "A Lua não tem água e é muito seca".

A prova da inferioridade de Portugal II

Volta a Portugal - toma lá 152,4Km e vai a pedalar de Aveiro a Santo Tirso no pino do Verão, com o sol a derreter-te a moleirinha. Para animar, podes sempre olhar para as meninas com guarda-chuvas gigantes d'O Jogo, que têm carinha de parvas e aparecem em background a sorrir muito em tudo o que é reportagem.
Dito isto, tenho saudades de quando o meu irmão me obrigava a ver tooooodas as etapas da Volta e eu o obrigava a explicar-me tudo, em troca.

A prova da inferioridade de Portugal

Em 30 anos de vida, nem um vislumbre de alguém sequer remotamente parecido com o Gael.

A merda nisto tudo

é que há gente que lo tiene mucho peor. E não, isso não traz consolo.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Sangremos

A vida é madrasta, já se sabe. Ou então não sei, se calhar é mesmo verdade que uns são filhos e outros são enteados. Sangro por todos os poros a cada inspiração e não sangro o que preciso.
Às vezes apetecia-me mudar tudo, ceder, dar a outra pessoa. Toma. Não é grande coisa, mas é de boa vontade. Não, não precisas de me dar nada em troca, fico bem assim, obrigada.

sexta-feira, julho 30, 2010

Com cinco palavrinhas apenas

Se vai ver os melhores temas!!
Garanto que a minha frase era melhor do que esta, daí ter ganho dois (2, dois, dee-ôôô-iiiis!) passes grátis para todos os dias do Sudoeste. Ainda que só vá usar 3 (te-rês) dos dias, dou saltinhos de felicidade. Postcards from Zambujeira coming up!

I'm not pregnant!!!* :-D

Sonhei que tinha uma coisa dura na barriga. Parecia uma massa pontiaguda e desconhecida, mas no sonho eu sabia o que era. Acordei com esse peso, ai o caraças, tu queres ver?
Depois vi a empregada de limpeza sentir-se mal e pensei "está grávida". E também "antes ela que eu!", porque sou, basicamente, má pessoa. Podia enumerar aqui as muitas razões que me levam a esta conclusão terrível de que sou, no fundo, alguém que não presta, mas terá de ficar para outro post.
Aqui, gostaria apenas de sugerir a Jane, que o diz muito melhor do que eu e em apenas 20 segundos (os primeiros, estejam atentos).


* I'm just fat... Apparently. :-(

quarta-feira, julho 28, 2010

O dia promete

Ainda não são 11h e já subi até ao terceiro andar três vezes. Perdi a conta às vezes que subi para a mezzanine onde está a minha secretária. Bom dia, mundo!

Remédios e mezinhas

Cheguei a casa e decidi-me por um banho de imersão. A ecologista em mim (que também tem pena de quem paga a conta da água) não me deixou encher a banheira até cima, por isso foi assim um banho checo. Lá dentro, água morna a refrescar-me, dei por mim a entregar-me a pequenos luxos vários, a fingir que sou uma mulher que se cuida.
A sensação de impending doom é como o calor: ainda está presente, mas aliviou um bocadinho.

terça-feira, julho 27, 2010

Está calor

e eu ando com uma sensação de impending doom que não consigo afastar, mais a sensação eterna de que tenho 5 ou 6 bolas no ar e a grande parte delas (ou todas) acabam por cair no chão.
Hormonão, hormonão... deixa a menina.

sábado, julho 24, 2010

Fiz 30,

mas as minhas hormonas continuam a ter 15 anos.

sexta-feira, julho 23, 2010

P.S.

Gostei de estar contigo, ó morena gira! (Aliás, giríssima, de piscar o olho!) Devia tê-lo dito antes de te deixar descer a rua, mas não sei como as palavras ficaram presas e recusaram-se a sair. (São tontas. As palavras e eu, às vezes.)
Ainda temos o encontro do chocolate, é o que vale. ;)

Epá, epá, epá, epá, epá, epá!!!

domingo, julho 18, 2010

Enganei-me

O detergente é Surf. Vai dar no mesmo, é da mesma empresa. Embalagens grátis, se faz favor.

sábado, julho 17, 2010

What a perfect B-day

Não me queixo. Trabalho novo, almoço com a filha, dinheirinho na conta, prenda em numerário imediatamente convertida em sandálias novas em saldo (ainda trouxe troco!), família, amigos, copos e diversão. Mais prendas: colar giríssimo com brincos, gloss fantástico, íman com mensagem sentida, e, last but not least, a inscrição de Parabéns num fumante feito especialmente para mim. Mais do que o valor, a beleza ou a oportunidade, comovi-me com a lembrança de todos. Não há dinheiro que pague os amigos, os que esperamos e os que aparecem sem contarmos.
Está tudo perfeito? Não. Tenho tudo o que quero? Ainda não. (E ainda bem.) Estou feliz? Muito. Saboreio a palavra e a sensação.

A diferença dos 30

Não consigo ir para a cama sem tirar a maquilhagem. Nem mesmo quando são 8h da manhã, como hoje. Adeus horrorosos 18, 20 (e por aí fora), com os vossos olhos rimelados, as manchas na almofada, a pele destruída de manhã.

sexta-feira, julho 16, 2010

Barney*

Voltou-me a dar aquela coisa. Fome: zero; estômago vazio: quase sempre; estômago que se embrulha todo como quem diz "xô, não quero cá isso": todas as refeições e momentos de snack do dia (leia-se "momentos em que consigo ver o buraco na barriga e tento tapá-lo um bocadinho"). Desisto. Alguém me educa o apetite, por favor?

*Cockney para "big trouble", na lógica trouble = rouble = Barney Rubble (vizinho do Fred Flinstone). I know, they're all mad up in that island.

Senhora Segurança Social III

Senhora Segurança Social, hoje é dia 16 de Julho (faço anos!!) e era só para dizer que já chegou o dinheirinho. Já sei, é pouco mas de boa vontade.
Vá lá à sua vida.

quinta-feira, julho 15, 2010

Senhora Segurança Social II

Senhora Segurança Social, hoje é dia 15 de Julho de 2010. Pergunto-me quanto tempo demora o tal senhor na sua Casal (ou Famel). Veio pela nacional? Se calhar teve um acidente e a senhora Segurança Social não sabe. É que eu, senhora Segurança Social, eu preciso de cortar o cabelo, senhora Segurança Social. Eu não corto o cabelo desde Novembro de 2009, senhora Segurança Social, e embora muitas mulheres possam ter este sistema de cortar o cabelo anualmente, eu não sou uma delas, senhora Segurança Social. Senhora Segurança Social, o meu cabelo está descontrolado. Qualquer dia fica todo queimadinho com o cigarro, senhora Segurança Social. (Posso assegurar-lhe que uso da mais apurada parcimónia no que toca a este vício, senhora Segurança Social - no sábado comprei um maço e fi-lo durar até terça!)
Senhora Segurança Social, termino com um sincero apelo à sua compreensão: pague-me de uma vez, porra!

Senhora Segurança Social

Senhora Segurança Social, Senhora Segurança Social... A senhora, para já, tem umas excelentes colaboradoras atrás do telefone, muito prestáveis, simpáticas e profissionais. Sério, estou a falar a sério. Já o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos, vou-lhe dizer! Não me diga que o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos vem pessoalmente, numa motoreta (Casal, de preferência), entregar o meu dinheirinho (é pouco, mas é de bom grado) ao balcão do banco onde presentemente tenho conta.
Vá, veja lá isso, Senhora Segurança Social, que vamos no dia 14 e guito, nem vê-lo!

quarta-feira, julho 14, 2010

Descobertas fantásticas II

No computador do meu irmão este tasco é verde. Verde pitróil, mas verde.

terça-feira, julho 13, 2010

Descobertas fantásticas

No mesmo dia em que recebo uma proposta de emprego, descubro que faço parte do grupo de desempregados de longa duração. Não, não temos uma página no Facebook.

A isto é que eu chamo procrastinação

Organizei o meu dossier do Centro de (des)Emprego um dia antes de arranjar emprego.

Arranjei emprego

O título bastava por si só, mas apetece-me partilhar mais. Depois de uma semana de merda, com pulsos avariados, computadores não-cooperantes e mais uma amigdalite, eis que chegou a confirmação: vou ser uma pessoa empregada a partir de amanhã! Não caibo em mim de contente. Ou então são as calças que já me estão apertadas.

Acabei de lavar uma saia

E isto é importante porquê? Basicamente, por nada e para nada, mas apeteceu-me partilhar este meu momento de fada-do-lar. (Sou uma excelente fada-do-lar, atenção! Não gosto é que se saiba.)
De notar que o momento fada-do-lar se seguiu a um momento azelha-do-lar, em que eu estava no café a ler o jornal (vá, hoje foi "folhear com rapidez para chegar às palavras cruzadas depressa") e, sabe deus como, me caiu um bocado de café da boca, naquele instante delicado entre levar a chávena à boca e afastar a chávena da boca, e foi aterrar em cima da minha saia branca. Nada a fazer, só chegar a casa e metê-la no tanque com Skip Pequeno e Poderoso, Gama Naturals. Saiu tudo, olá se saiu. E pronto, podes mandar umas embalagens grátis cá para casa à conta do patrocínio voluntário.

Ai, os eucaliptos

Anda para aí meio mundo a dizer que os eucaliptos isto, os eucaliptos aquilo, até proibiram a plantação de eucaliptos em Portugal por não serem autóctones (esta palavra aprendi eu na UTAD, no ido ano de 1998, talvez já fosse 1999, não me lembro muito bem, mas se me perguntarem onde se bebia bem e barato sei!, talvez seja por isso), porque secam o terreno e matam as espécies à volta à sede e isto e aquilo. Esta gente nunca se deparou com um manjerico, de certezinha. Se soubessem a quantidade de água que o bicho (planta, a bem da verdade) que tenho ali ao pé do tanque bebe, deixavam os eucaliptos em paz.

Hmmm...2

Após duas audições mais ou menos atentas, percebo com grande pesar que os Telepopmusik são um bocado merdosos. Têm duas ou três músicas jeitosas, sim, mas o resto dos dois álbuns são de passar à frente. Mais uma prova de que a memória usa óculos cor-de-rosa.

segunda-feira, julho 12, 2010

Hmmm...

Acabei de me aperceber que já tenho o Angel Milk algures num dos muitos CD's de mp3 que andam aos saltos no meu carro. Mas estou feliz, estou feliz.

Sou agora uma pessoa muito mais feliz*

Acabei de sacar dois álbuns de Telepopmusik.



*Ou ligeiramente menos infeliz, vá, que esta semana também começou mal.

domingo, julho 11, 2010

Vou começar a dar nas drogas

Fico sempre cheia de sono quando esfumaço algo ilegal. Não acontece muitas vezes (o esfumaçar), apenas as suficientes (passa esse, man) para eu saber que é tiro e queda. De modos que se me acabavam as insónias - como esta, agorinha mesmo, desesperada por dormir, mas com uma dor de cabeça de amigdalite incipiente e "ainda-não-desenvolvida-o-suficiente-para-lhe-dar-antibiótico" (o que eu odeio médicos sensatos, porra!) que nem me deixa pensar alto. Também se me acabava a capacidade de raciocínio, mas ia dormir todas as noites que era uma beleza!
Aposto que até as amigdalites iam todas à vida delas.

sexta-feira, julho 09, 2010

Espelhos internos e outras reflexões

Sou menina para ver tudo negro quando as coisas não me correm de feição. E normalmente as coisas não me correm de feição, porque se há coisinha que ainda não encasquetei neste meu cérebro trintão (inicio na próxima sexta-feira o meu 31º ano de vida, atenção) é que não posso controlar o mundo nem as pessoas nele contidas. Assim mais explicadinho, não posso obrigar as pessoas a fazer o que eu quero, como eu quero. Nos vinte deparei-me com este calhau na estrada e devo andar à cabeçada a ele, porque ainda não o ultrapassei. E dói-me um bocado a cabeça.
Outra coisa que ainda não ultrapassei, e eu juro que queria muito, é a minha aversão a bichos. Encontrei uma lagarta verde, verdinha no prato do manjerico de São João (que resiste apesar das minhas investidas diárias de água) e sem saber bem como salvá-la dali (tinha casulo e tudo), acho que matei a pobre da bichita. Quantas vidas de lagarta terei de viver até expiar este pecado? (Já nem conto os mosquitos, melgas e moscas.) Parece que não tem nada a ver, mas tem - queria ser adulta para ser consequente, não matar bichos a não ser quando extremamente necessário (esses nojos que são as melgas e os mosquitos), e entender de uma vez por todas que desde que faça tudo ao meu alcance, o resto não é responsabilidade minha. Leia-se, controlado por mim.
Uma semaninha para crescer e sair do casulo, será que chega?

quinta-feira, julho 08, 2010

quarta-feira, julho 07, 2010

Já estive mais longe de ir à bruxa

O Bruce anda furioso, ou então alguma puta me viu, como dizia o meu Pai. Estou com uma tendinite no pulso há umas semanas, mas coisa pouca. Ontem deu-me com força e estava tão mal que nem conseguia conduzir. Não consigo dormir com o calor (nem com três comprimidos de valeriana) e já lá vão duas noites de desespero, o meu pescoço dorido que o diga. As horas que não passam também não estão a ajudar. E como se tudo isto não bastasse, ontem à noite o meu computador decidiu pifar. Bloqueou e depois não arrancava. Recuperação de sistema com ele (enquanto eu não conseguia dormir) e ainda apanhei um susto, mas agora está tudo bem.
Bruce, já chega. Sim?

terça-feira, julho 06, 2010

Trinta

Daqui a 10 dias faço 30 anos. Sim, já se sabe. Para mim é um marco importante, mais do que doloroso ou difícil. Vim de Vila do Conde mais cedo por causa do apagão que me impediu de ver os últimos cinco minutos de um filme muito bom, que me fez pensar no fim-de-semana passado e nos meus 30 anos. Não me posso queixar: tenho dois braços e duas pernas que funcionam, um cérebro que, à parte precisar de mais RAM, não se porta nada mal, e duas irmãs fantásticas mais um irmão que me faz rir como ninguém. Tenho medo de morrer, o que é sempre saudável, e estou ansiosa por ver como são os 30. Pedidos, só um: uma bela prenda de anos do Universo (ou do Bruce, ou lá o que é).

A música da minha vida

É, decididamente, "Estou Além", do António Variações. (Sempre esta sensação, que estou a perder)
Perco-me constantemente no que seria. O que seria se tivesse feito assim em vez de assado? O que seria se tivesse virado ali e não além? O que perderia se tivesse ficado ou se não tivesse partido? O que me custa mais aceitar é tudo o que perco quando penso que não estou a perder nada. Não, o que me custa aceitar é não saber o que perco. Quero dois ou três pássaros na mão e isso lembra-me as Pombinhas da Cat'rina e deve ser da hora, porque não sei se esta associação de ideias tem fim.
Na sexta fiquei e conheci a mãe da J. Mas perdi horas de sono. Como agora.

segunda-feira, julho 05, 2010

Do tempo

Quero que o tempo passe muito depressa, para já ser amanhã e depois de amanhã e o resto da semana, mas preciso que o tempo passe muito devagar e que hoje seja hoje durante muito tempo para conseguir fazer tudo o que me atravanca a lista de tarefas.

Para tostar bem

sexta-feira, julho 02, 2010

Falhada

Penso muitas vezes que devia ter feito mais, estudado mais, estudado outra coisa, outras coisas, procurado mais, diferente, especial. Depois apercebo-me que desde o início desta novela de mau gosto a que chamam vida adulta, há pelo menos 11 anos atrás, o problema foi sempre o mesmo. Sei demais, estudei demais, aprendi demais e fiz demais. Seja para o que for, acham que tenho qualificações a mais (isto é ridículo!), capacidades a mais, talento demais. Dizem-me que as empresas não querem contratar gente talentosa. As empresas querem gente medíocre, a meio gás, assim-assim. Tenho muitas amigas e amigos muitíssimo talentosos, capazes e inteligentes a trabalhar, felizmente, ainda que grande parte deles (ou todos) não sejam tão apreciados como deviam ser. Mas também tenho amigos que não o são, não são assim tão talentosos, assim tão inteligentes, assim tão bons. E esses são provavelmente os mais bem empregados, os que têm mais segurança. As empresas, pelos vistos, querem gente que mesmo depois de um curso superior não sabe escrever a língua que anda a aprender desde que nasceu, gente que não tem um mini ataque cardíaco quando escreve "se eu tive-se um cérebro a funcionar". Querem gente que não tem raciocínio desenvolvido, gente que chama à profissão "serviço" e diz "lá no emprego". Gente que, pelos vistos, nem sequer sabe o que lá anda a fazer.
Eu acho sempre que devia saber mais, devia ser mais inteligente, devia conhecer mais. Desconfio que ando enganada. Não sei se é o cansaço do sprint final, daqui não consigo ver a meta.

quarta-feira, junho 30, 2010

segunda-feira, junho 28, 2010

Ainda bem que escolhi azul pitróil e não azul celeste

Poderiam pensar que apoio a Argentina. Não, não. Achei uma indecência aquele golo em fora-de-jogo ter sido validado. E tive pena dos Méxicozinhos, tadinhos. Especialmente do Gael, que devia estar tão triste... Case in point:

sábado, junho 26, 2010

É fazer as contas

Andei a pensar e concluí que sou menina para ter lido pouco mais de 100 livros na vida. Não sei precisar quantos, ao certo, mas parece-me que o número é bastante vergonhoso mesmo sem precisão. Senão, vejamos os números: (quase) 30 anos de vida, 24 deles alfabetizados (não sei precisar quantos letrados, porque ainda hoje tenho alguma dificuldade em preencher formulários da Comissão Europeia, mas já me disseram que isso não é de mim), o que dá uma média de quatro livros por ano (give or take). Tendo em conta que sou perfeitamente capaz de devorar este número em duas semanas de férias, estou neste momento bastante envergonhada. Mais: se tivermos em conta que já pintei o cabelo sete vezes na vida e, ao que a brincadeira custa, podia ter comprado cerca de... hummm... seis vezes três, dezoito... para aí 16 livros caros, ou seja, bastantes livros baratos e mais umas quantas pechinchas, a minha urgente necessidade de livração parece-me um escândalo. De modos que é assim. Faço 30 anos daqui a três semanas e só li uma centena de livros na vida. Help, anyone?

Dos lixeiros ao Mundial

Antes passar manhãs atrás de lixeiros dispostos a falar do que voltar a ver um jogo com mulheres. Cruzes canhoto, que raça! Sempre a gritar golo, sempre a bater palmas. Não deixam uma pessoa ver o jogo em paz. Uma das que me acompanhavam gritou golo cinco vezes. Cinco! Ao que percebe de futebol, deve ter ido para casa a pensar que demos 5-0 ao Brasil.
O próximo é aqui no café da rua, fumar só lá fora, mas mulheres nem vê-las.

sexta-feira, junho 25, 2010

Reportagem do nosso enviado especial a casa da Joana, autora do famoso blog "Isto é de Joana"

Estamos aqui em directo com a Joana, autora do blog da Joana, também conhecido por IstoédaJu e ainda por "Ai, os meus olhos!".

Repórter: Joana, dormir é bom?
Joana: É, claro. Sempre.
Repórter: Tem dormido?
Joana: Não, infelizmente não. Ultimamente não tenho tido oportunidade, mas conto fazê-lo assim que puder.
Repórter: Mas hoje, dormiu? Confesse, deve ter dormido alguma coisinha...
Joana: Sim, é verdade. Hoje dormi um pouco.
Repórter: Ah, eu sabia! Quanto tempo?
Joana: Quanto tempo? Deixe-me ver... Uma, três, cinco... Cinco horas. Sim, cinco horas.
Repórter: Seguidas?
Joana: Não, infelizmente foi em três tomos.
Repórter: Ah, mas isso assim não descansa.
Joana: Pois não, pois não.
Repórter: E quando planeia então recuperar essas horas de sono?
Joana: Assim que você me deixar em paz para eu poder ir deitar-me.
Repórter: ...

terça-feira, junho 22, 2010

SNS

Quinze minutos de espera no total, médica profissional que não recorreu a entidades superiores, medicamentos eficazes e baratos (e vivam os genéricos!). All in all, muito satisfeita. A única coisa má é mesmo a amigdalite.

sexta-feira, junho 18, 2010

Coisas boas das revistas nesta altura

Umas sandálias "romanas" cor-de-laranja, por 4,5 euros com a Telva. E, o melhor de tudo, um protector solar para cabelo da Schwarzkopf por 3 euros com a Máxima - custa 15 euros nas lojas!
Pena é ter de trazer também as revistas.

"Lisboa adormeceu,

Já se acenderam
Mil velas nos altares das colinas"

Imagino Lisboa a dormir, repousada, durante toda a noite e parte da manhã, enquanto as multidões dançavam, bebiam e cantavam. Lisboa já não deve ter pachorra para os humanos com as suas cervejinhas e as musiquinhas e os copinhos de plástico todos no chão. Dorme descansada, alheia a tudo, e quando acorda, a indiferença é total.

Chama o sol incandescente, aquece as ruas na luz amarela e diz ao rio que brilhe. E a sensação é, ao mesmo tempo, de encantamento e de humildade. (Nós ali todos ao pé de uma igreja e sem saber do terramoto...)

"Não tens porque não queres"

Disse-me no Verão. E tinha razão. Continua a ter. Mas só agora percebi que não quero mesmo. Dá muito trabalho...

quinta-feira, junho 17, 2010

O Santo António acabou no São José

Estava eu toda enlevada com a cidade que adoro, aquele sol amarelo que aquece as calçadas (pergunto-me quantos anos terão aquelas calçadas e ruas?) onde provavelmente já tanta gente andou, inspirada pela mesma luz, se calhar não às 7h da manhã de um domingo, mas dizia eu que estava toda enlevada, a certa altura até estava algo comovida, cidade tão linda e tão gaja, pá, linda, inacessível, linda, apaixonante, linda, quando a T. decidiu voar sobre a dita calçada (linda, linda, linda) e toma lá um cotovelo deslocado. E agora onde é que eu escrevo sobre a luz amarela, as parede brancas, a magia daquele sol, o murmúrio das paredes daquelas casas, o prateado do rio que nos olha?

Para que não digam que gosto mais de Lisboa do que do Porto, passo a explicar. Gosto do Porto como de uma coisa que se tem. O Porto é meu, pertence-me de certa forma e é lindo. De Lisboa gosto de maneira diferente - não é minha, não a atinjo, não me pertence. Não é mais nem menos, é diferente.

No spam, um email da R. Popular (assim mesmo)

"Parabéns! Acabou de poder ganhar um frigorífico."

Não ganhei o frigorífico, ganhei a possibilidade de o ganhar - a isto é que eu chamo optimismo! Com esta atitude, posso dizer que todos os dias sou vencedora - ou pelo menos todas as sextas-feiras em que jogo no euromilhões. Habilito-me a poder ganhar a hipótese de ter sorte e me calhar em fortuna a chave vencedora do concurso, o que me poderá habilitar a poder vir a ser uma provável milionária.

Falam mal, mas dizem bem

Ouço rapazes jovens a falar de como o mundo é desigual para as mulheres e de como isso se pode impedir, travar e lutar pelos direitos das "raparigas" e encho-me de esperança por esta geração. Elas também não lhes ficam atrás, muito pelo contrário. Sabem bem o que é ser mulher (lutar, sofrer, ser forte) e onde estão os entraves à sua plena cidadania. Pergunto-me se eu era assim quando tinha a idade deles? Pergunto-me se eles irão esquecer o que dizem agora quando chegarem à minha idade? Mais: pergunto-me porque estamos sempre à espera que os outros façam a Revolução, que os outros mudem o mundo, subam montes, marquem a diferença.
Finalmente, pergunto-me se estas raparigas, ao saírem da sessão anónima, vão ter com estes rapazes e deixam que eles as desrespeitem, que lhes batam dentro do namoro, que as subjuguem e as dominem e as controlem.

Não admira que a juventude

escreva mal. Dizem "as mulheres são mais fortes qu'ós homens" e a mim apetece-me transcrever assim mesmo, as-mulheres-são-mais-fortes-cós-homens. Darei em doida rapidamente, na certa.

sexta-feira, junho 04, 2010

E vão três

A primeira foi em português. Normal. A segunda foi em inglês. Fácil. A terceira foi em espanhol.
Estou (quase) trilingue.

O bichinho

Estou infectada. Puxei dos galões para conseguir ver um espectáculo de lotação limitada e esgotadíssima. Sim, os jornalistas são nojentos. Depois puxei do telemóvel e entrevistei o criador do espectáculo (não tinha o gravador comigo). Em espanhol. A seguir entrei em stress porque não conseguia encontrar a gravação, tanto trabalho para nada, sempre a tentar lembrar-me de tudo o que ele disse em 10 minutos. Agora cheguei a casa e lá estava o "clip de som 04", no meio das músicas. De todo em todo, uma bela noite - dois espectáculos, dois sucessos.

quinta-feira, junho 03, 2010

O mistério do Café Java

O Café Java fica na Praça da Batalha. Turístico, portanto. Chama-se Java, mas tem um ar antigo, qual Majestique. Os empregados são à boa moda do Porto, secos, brutos e até mal educados. Os preços, esses, são futuristas. Ou for turistas - exploração no seu melhor. Mas tem internet wireless gratuita. Mesmo ao lado do Teatro Nacional de São João.

Não estou a aconselhar a passagem por lá - estou só a tomar nota do café mais inconsistente que alguma vez conheci. Como se chamaria antes? Quem são os donos actuais? Porque é que se chama Java? Respostas para putodecafemaismalcheiroso@tenhomaufeitio.com

quarta-feira, junho 02, 2010

Sim, Bruce,

já percebi. Mas eu... Au! Porra, Bruce, parece que és parvo. Está bem, eu paro. Mau feiti... Au!

Declaro aberta a época do calor,

dos vestidos, das alças, da roupa leve, dos gelados, da preguiça, das noites quentes, da pele bronzeada, das sandálias, dos pés a fazer bolhas nas sandálias, dos pés a ficar em ferida por causa das sandálias, dos pés a transformarem-se em carne viva por causa das bolhas e das feridas e desta porra toda, porque é que está tanto calor?, eu quero as minhas botas de volta!!
(Tenho a pele excepcionalmente sensível e fina, que é que foi??)

Segunda edição das "Reflexões pessoais sobre o Fitei" em dois fascículos II

Fascículo 2
Não sei se alguma vez o disse aqui, mas em Portugal não se sabe ir ao teatro. Eu nunca fui ao teatro noutros países, mas fui uma vez à ópera em Estocolmo e as pessoas eram civilizadas. Juro!
De todas as pessoas barulhentas, mal educadas, desrespeitosas dos actores e do restante público, a que me calhou em sorte hoje ganha o prémio. Bate mesmo as senhoras professoras a quem tive de pedir que se calassem, no Teatro Carlos Alberto, a ver "O Avarento", e que se riram na minha cara, obrigando-me a excessivas batidas cardíacas enquanto chamava um funcionário de sala para as calar - e ele calou.
Não porque fosse abertamente mal-educada, como as outras parvas, não. Mas porque me dava vontade de me virar para trás e perguntar se a senhora nunca tinha saído de casa para ver nadinha na vida. Não? Nunca viu uma comédia? Sabia que é possível rir sem ter uma apoplexia? Aliás, se respirasse um bocadinho, já não se ria tanto e podia ser que lhe sobrasse fôlego para os comentários constantes que parece adorar fazer sobre tudo o que se passa no palco.
Um dia ganho tomates.

Segunda edição das "Reflexões pessoais sobre o Fitei" em dois fascículos

Fascículo 1
Naquele dia, Jesus estava a comer uma romã... ai, esperem, não era isto... Ah! Já sei, era isto:
Hoje foi um daqueles dias em que, não fosse a entrevista (grande furo!) que consegui (sim, eu! imagine-se!), mais valia ter ficado em casa. Pensei sair no intervalo e esquecer a segunda parte, mas não consegui. Fugi assim que se bateram as primeiras palmas, discretamente, mal os actores saíram de cena. Havia quem aplaudisse de pé.
There's no accounting for the public's taste.

segunda-feira, maio 31, 2010

Viva a tecnologia sem fios!

Descobri uma maneira de poder fumar e estar no computador ao mesmo tempo, que a casa da mana é smoke-free.
Trouxe a mesa para a varanda e montei uma bela work-station. Até se acabar a bateria do portátil, claro.

Reflexão muito mais pessoal sobre o FITEI

Entre a falta de interesse do meu editor e algumas xaropadas que já vi, acho que vou chegar ao fim contente por ter podido ver tudo, só para mim. O público que se lixe (pelos vistos).

sábado, maio 29, 2010

Reflexão pessoal sobre o FITEI

Dói-me tudo de tanto andar a pé e de correr para os espectáculos. E ainda agora começou...

quinta-feira, maio 20, 2010

quarta-feira, maio 19, 2010

Logo depois de eu alertar para um erro

numa sinopse de um filme (num site conhecido de um jornal diário ainda mais conhecido), recebo este email:

Bom dia Joana,
Muito obrigada pela sua correcção. Já alterámos a sinopse.
Espero poder contar com a sua ajuda em futuros erros ou gralhas que possam acontecer.

Cumprientos,

[Nome]

Quer dizer, isto assim nunca mais pára.

Nunca pensei dizer isto,

mas estas porcarias dos iogurtes magros com pedaços de cheesecake de limão são mesmo bons. Ainda assim, preferia o cheesecake. Magro ou gordo, eu não sou esquisita.

terça-feira, maio 18, 2010

A razão não pode nada,

quando a emoção diz sim. Felizmente não. Mas com (alguma) pena.

sexta-feira, maio 14, 2010

A manteiga diz

que tem 1/3 das calorias da manteiga normal. Pergunto-me se ao pôr três vezes a quantidade normal obterei o sabor da manteiga original, ainda que, hélas, com as mesmas calorias. Respondo-me quase imediatamente que não, escusam de experimentar.

quarta-feira, maio 12, 2010

Depois de uma conversa

que durou até às 4h da manhã, tenho mais medo das coisas terrestres no caminho até casa do que de Josefinas de cabelos secos debaixo de chuva.

Gosto de coleccionar anos e meses

Conto-os com deleite e vejo-os crescer, rebentos pequeninos transformados em troncos finos.
Seis. Ou 30.

terça-feira, maio 11, 2010

Ai, a nuvem

Não percebo o medo da nuvem. Por causa dela, o voo de uma amiga que vinha da Madeira foi transferido para Lisboa e eu ganhei uma estrelícia e um volume de tabaco por menos 8 euros. Só vantagens! (Sim, sou uma sortuda.)

Um clássico a € 3,50

Na verdade, ficou-me por € 3,15 (vantagens de aderente). Unputdownable. Ou não fosse o génio de Oscar Wilde, The Picture of Dorian Gray. O Gatsby aguarda melhores dias.
(Já posso pintar o cabelo?)

quarta-feira, maio 05, 2010

Apercebi-me agora

de que não vi nem metade dos filmes do Johnny Depp. Que raio ando a fazer com a minha vida, pergunto-me.

sexta-feira, abril 30, 2010

Puzzles, puzzles

No espaço de uma semana, por duas vezes confundi o som de "intimidade" com "intimidada". Ouvi "intimidade" em vez de "intimidada" e outra vez exactamente ao contrário. (Acho muito curioso que duas palavras com sentimentos tão opostos se possam confundir tão facilmente.)
Hoje deitei-me de manhã porque as coisas mesmo importantes, aquelas que nos custam falar, só se dizem (e ouvem) depois de horas de conversa.
E de repente estou outra vez a ouvir o sofrimento de uma amiga, o que custa parar, dizer basta, mereço mais, e penso que o Bruce anda danado, porque ou me quer moer o juízo, ou me quer ensinar muito.

terça-feira, abril 27, 2010

Dos livros

Armada em adulta, ando a ler os clássicos. (Foi um assalto a biblioteca alheia muito bem sucedido, devo dizer.)
Não sei porquê, depois de começar "Our Man in Havana", de Graham Greene, saltei para "The Great Gatsby", do Fitzgerald. Arrependo-me a cada página (e ando a remoer nisto), porque ou a linguagem (e quiçá a cultura) dos anos 20 é muito estranha, ou o jovem é muito bom rapaz, mas um grande chatinho. Insisto. Hei-de ler o raio do livro, nem que seja para dizer que o li!
E agora o Facebook sugere-me a Jordan Baker como amiga. Ele há Bruce ou não há?

segunda-feira, abril 26, 2010

Sonhei que ia ser ruiva

Só me lembrei ao ver isto. (Sim, releio o meu próprio blog amiúde. Sim, pode ser um sinal de egocentrismo. Não, I don't give a fuck.)
De repente alguém me malhou o cabelo todo de um loiro escuro arruivado, "para ir pondo o ruivo aos bocadinhos, para ser menos radical". (As cabeleireiras não são muito amigas do Português, nem em sonhos.)
E eu, desgostosíssima com as malhas, dizia que sim. E pensava "porque não tudo de uma vez? Que se lixe, agora pintar uma vez por mês, vai já tudo".
Não sonhei o resultado e não sei se isto era o Bruce, a minha estupidez habitual ou quê.
Se calhar eram as raízes a dizer-me "já pintavas o cabelo, já"...

sexta-feira, abril 23, 2010

Uma das grandes vantagens (se as há)

de estar desempregada, é ler. Tempo para ler. Vontade de ler. Fome de ler. E depois os livros, claro. Dissocio as duas coisas, como convém a uma cabeça tão complicadinha. Ler e Livros. Dois prazeres. (Em tempo de vacas magras, até de prazeres, uma pessoa multiplica e desdobra as coisas para renderem mais.)
O único senão é que os livros acabam e a fome não. (Ainda um dia hei-de escrever sobre o fim, o meu ódio preferido. Em tudo, filmes, livros, cigarros, músicas, comida, o fim é sempre mal colocado, na minha opinião.)
Assaltar as bibliotecas dos amigos é delicioso. Mas na segunda vou inscrever-me na biblioteca.
A juntar a esta lista, pequeninas mas importantes coisas. Descubro um café muito agradável, perto de casa mas longe o suficiente para arejar a cabeça, com internet wireless gratuita, onde se pode fumar. Aprendo caminhos. Saio de casa. Ganho uma amiga.
(Vamos ver quanto tempo dura o anúncio...)

segunda-feira, abril 12, 2010

Eu bem digo que isto é ininteligível, denso e mais não sei o quê...

Já cá andais há uns tempos, sabeis o que fazer para ver a foto maior...

Nota do Editor: a Redacção deste blog (que desde já declina ligação, autoria ou responsabilidade pelo conteúdo e opiniões expressas pela Direcção, ouviste ó sócras sócio!) gostaria de informar que para a realização deste post houve necessidade de recorrer a buscas exaustivas da definição e mote desta espécie de diário cibernético com que se chateia, a julgar pelo acima exposto, muito poucas pessoas. (Tive de ir ler o sub-título do blog, que a informação obscura foi-me dada de mão beijada.)

quinta-feira, abril 08, 2010

Na saúde, na doença e no ressono

Num mundo em que os casamentos ainda são para sempre ou até à morte - o que quer que venha primeiro, como dizia o poeta - conta-me a minha madrinha que uma grande amiga sua, em desabafo geral, diz que o marido ressona e que às vezes até tem de o empurrar para que pare, ao que a mãe dela, indignada, responde: "Ai, filha, tens de o deixar! Olha parecia tão bom homem..."

quarta-feira, março 10, 2010

De crítica em crítica

Depois de um semana de Fantasporto (quatro filmes no papo, incluindo o vencedor do Festival) e uma quinta-feira de sorte em que vi o novíssimo e 3D-zíssimo (e fabulosíssimo) "Alice in Wonderland", caio na esparrela. Bilhetes da companheira mais frequente destas andanças para ver a primeira longa-metragem de uma tal Inês Oliveira, "Cinerama". Bota lá, não há-de ser assim tão mau. Sou tão inocente...
Depois de um começo lento e aborrecido, com maus diálogos e piores actores (nem o Diogo Dória se safa), uma espiral de loucura estúpida. Não tenho outras palavras. As queridíssimas argumentistas que me perdoem, mas têm de começar a fumar droga boa. Essas cenas cortadas com sabe-se lá o quê só vos fazem mal. É a única conclusão a que chego, porque não percebi o filme.
Desconfio que o intuito é baralhar quem o vê e contar (a rir) quantos papalvos ficam na sala até ao fim. Não fomos muitos, acreditem.

segunda-feira, março 01, 2010

Pelo meio da bruma da manhã

A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

e

Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda)
aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda)
cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda)
e eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou