quinta-feira, julho 15, 2010

Senhora Segurança Social

Senhora Segurança Social, Senhora Segurança Social... A senhora, para já, tem umas excelentes colaboradoras atrás do telefone, muito prestáveis, simpáticas e profissionais. Sério, estou a falar a sério. Já o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos, vou-lhe dizer! Não me diga que o senhor (ou senhora) que trata das transferências de subsídios e demais pagamentos vem pessoalmente, numa motoreta (Casal, de preferência), entregar o meu dinheirinho (é pouco, mas é de bom grado) ao balcão do banco onde presentemente tenho conta.
Vá, veja lá isso, Senhora Segurança Social, que vamos no dia 14 e guito, nem vê-lo!

quarta-feira, julho 14, 2010

Descobertas fantásticas II

No computador do meu irmão este tasco é verde. Verde pitróil, mas verde.

terça-feira, julho 13, 2010

Descobertas fantásticas

No mesmo dia em que recebo uma proposta de emprego, descubro que faço parte do grupo de desempregados de longa duração. Não, não temos uma página no Facebook.

A isto é que eu chamo procrastinação

Organizei o meu dossier do Centro de (des)Emprego um dia antes de arranjar emprego.

Arranjei emprego

O título bastava por si só, mas apetece-me partilhar mais. Depois de uma semana de merda, com pulsos avariados, computadores não-cooperantes e mais uma amigdalite, eis que chegou a confirmação: vou ser uma pessoa empregada a partir de amanhã! Não caibo em mim de contente. Ou então são as calças que já me estão apertadas.

Acabei de lavar uma saia

E isto é importante porquê? Basicamente, por nada e para nada, mas apeteceu-me partilhar este meu momento de fada-do-lar. (Sou uma excelente fada-do-lar, atenção! Não gosto é que se saiba.)
De notar que o momento fada-do-lar se seguiu a um momento azelha-do-lar, em que eu estava no café a ler o jornal (vá, hoje foi "folhear com rapidez para chegar às palavras cruzadas depressa") e, sabe deus como, me caiu um bocado de café da boca, naquele instante delicado entre levar a chávena à boca e afastar a chávena da boca, e foi aterrar em cima da minha saia branca. Nada a fazer, só chegar a casa e metê-la no tanque com Skip Pequeno e Poderoso, Gama Naturals. Saiu tudo, olá se saiu. E pronto, podes mandar umas embalagens grátis cá para casa à conta do patrocínio voluntário.

Ai, os eucaliptos

Anda para aí meio mundo a dizer que os eucaliptos isto, os eucaliptos aquilo, até proibiram a plantação de eucaliptos em Portugal por não serem autóctones (esta palavra aprendi eu na UTAD, no ido ano de 1998, talvez já fosse 1999, não me lembro muito bem, mas se me perguntarem onde se bebia bem e barato sei!, talvez seja por isso), porque secam o terreno e matam as espécies à volta à sede e isto e aquilo. Esta gente nunca se deparou com um manjerico, de certezinha. Se soubessem a quantidade de água que o bicho (planta, a bem da verdade) que tenho ali ao pé do tanque bebe, deixavam os eucaliptos em paz.

Hmmm...2

Após duas audições mais ou menos atentas, percebo com grande pesar que os Telepopmusik são um bocado merdosos. Têm duas ou três músicas jeitosas, sim, mas o resto dos dois álbuns são de passar à frente. Mais uma prova de que a memória usa óculos cor-de-rosa.

segunda-feira, julho 12, 2010

Hmmm...

Acabei de me aperceber que já tenho o Angel Milk algures num dos muitos CD's de mp3 que andam aos saltos no meu carro. Mas estou feliz, estou feliz.

Sou agora uma pessoa muito mais feliz*

Acabei de sacar dois álbuns de Telepopmusik.



*Ou ligeiramente menos infeliz, vá, que esta semana também começou mal.

domingo, julho 11, 2010

Vou começar a dar nas drogas

Fico sempre cheia de sono quando esfumaço algo ilegal. Não acontece muitas vezes (o esfumaçar), apenas as suficientes (passa esse, man) para eu saber que é tiro e queda. De modos que se me acabavam as insónias - como esta, agorinha mesmo, desesperada por dormir, mas com uma dor de cabeça de amigdalite incipiente e "ainda-não-desenvolvida-o-suficiente-para-lhe-dar-antibiótico" (o que eu odeio médicos sensatos, porra!) que nem me deixa pensar alto. Também se me acabava a capacidade de raciocínio, mas ia dormir todas as noites que era uma beleza!
Aposto que até as amigdalites iam todas à vida delas.

sexta-feira, julho 09, 2010

Espelhos internos e outras reflexões

Sou menina para ver tudo negro quando as coisas não me correm de feição. E normalmente as coisas não me correm de feição, porque se há coisinha que ainda não encasquetei neste meu cérebro trintão (inicio na próxima sexta-feira o meu 31º ano de vida, atenção) é que não posso controlar o mundo nem as pessoas nele contidas. Assim mais explicadinho, não posso obrigar as pessoas a fazer o que eu quero, como eu quero. Nos vinte deparei-me com este calhau na estrada e devo andar à cabeçada a ele, porque ainda não o ultrapassei. E dói-me um bocado a cabeça.
Outra coisa que ainda não ultrapassei, e eu juro que queria muito, é a minha aversão a bichos. Encontrei uma lagarta verde, verdinha no prato do manjerico de São João (que resiste apesar das minhas investidas diárias de água) e sem saber bem como salvá-la dali (tinha casulo e tudo), acho que matei a pobre da bichita. Quantas vidas de lagarta terei de viver até expiar este pecado? (Já nem conto os mosquitos, melgas e moscas.) Parece que não tem nada a ver, mas tem - queria ser adulta para ser consequente, não matar bichos a não ser quando extremamente necessário (esses nojos que são as melgas e os mosquitos), e entender de uma vez por todas que desde que faça tudo ao meu alcance, o resto não é responsabilidade minha. Leia-se, controlado por mim.
Uma semaninha para crescer e sair do casulo, será que chega?

quinta-feira, julho 08, 2010

quarta-feira, julho 07, 2010

Já estive mais longe de ir à bruxa

O Bruce anda furioso, ou então alguma puta me viu, como dizia o meu Pai. Estou com uma tendinite no pulso há umas semanas, mas coisa pouca. Ontem deu-me com força e estava tão mal que nem conseguia conduzir. Não consigo dormir com o calor (nem com três comprimidos de valeriana) e já lá vão duas noites de desespero, o meu pescoço dorido que o diga. As horas que não passam também não estão a ajudar. E como se tudo isto não bastasse, ontem à noite o meu computador decidiu pifar. Bloqueou e depois não arrancava. Recuperação de sistema com ele (enquanto eu não conseguia dormir) e ainda apanhei um susto, mas agora está tudo bem.
Bruce, já chega. Sim?

terça-feira, julho 06, 2010

Trinta

Daqui a 10 dias faço 30 anos. Sim, já se sabe. Para mim é um marco importante, mais do que doloroso ou difícil. Vim de Vila do Conde mais cedo por causa do apagão que me impediu de ver os últimos cinco minutos de um filme muito bom, que me fez pensar no fim-de-semana passado e nos meus 30 anos. Não me posso queixar: tenho dois braços e duas pernas que funcionam, um cérebro que, à parte precisar de mais RAM, não se porta nada mal, e duas irmãs fantásticas mais um irmão que me faz rir como ninguém. Tenho medo de morrer, o que é sempre saudável, e estou ansiosa por ver como são os 30. Pedidos, só um: uma bela prenda de anos do Universo (ou do Bruce, ou lá o que é).

A música da minha vida

É, decididamente, "Estou Além", do António Variações. (Sempre esta sensação, que estou a perder)
Perco-me constantemente no que seria. O que seria se tivesse feito assim em vez de assado? O que seria se tivesse virado ali e não além? O que perderia se tivesse ficado ou se não tivesse partido? O que me custa mais aceitar é tudo o que perco quando penso que não estou a perder nada. Não, o que me custa aceitar é não saber o que perco. Quero dois ou três pássaros na mão e isso lembra-me as Pombinhas da Cat'rina e deve ser da hora, porque não sei se esta associação de ideias tem fim.
Na sexta fiquei e conheci a mãe da J. Mas perdi horas de sono. Como agora.

segunda-feira, julho 05, 2010

Do tempo

Quero que o tempo passe muito depressa, para já ser amanhã e depois de amanhã e o resto da semana, mas preciso que o tempo passe muito devagar e que hoje seja hoje durante muito tempo para conseguir fazer tudo o que me atravanca a lista de tarefas.

Para tostar bem

sexta-feira, julho 02, 2010

Falhada

Penso muitas vezes que devia ter feito mais, estudado mais, estudado outra coisa, outras coisas, procurado mais, diferente, especial. Depois apercebo-me que desde o início desta novela de mau gosto a que chamam vida adulta, há pelo menos 11 anos atrás, o problema foi sempre o mesmo. Sei demais, estudei demais, aprendi demais e fiz demais. Seja para o que for, acham que tenho qualificações a mais (isto é ridículo!), capacidades a mais, talento demais. Dizem-me que as empresas não querem contratar gente talentosa. As empresas querem gente medíocre, a meio gás, assim-assim. Tenho muitas amigas e amigos muitíssimo talentosos, capazes e inteligentes a trabalhar, felizmente, ainda que grande parte deles (ou todos) não sejam tão apreciados como deviam ser. Mas também tenho amigos que não o são, não são assim tão talentosos, assim tão inteligentes, assim tão bons. E esses são provavelmente os mais bem empregados, os que têm mais segurança. As empresas, pelos vistos, querem gente que mesmo depois de um curso superior não sabe escrever a língua que anda a aprender desde que nasceu, gente que não tem um mini ataque cardíaco quando escreve "se eu tive-se um cérebro a funcionar". Querem gente que não tem raciocínio desenvolvido, gente que chama à profissão "serviço" e diz "lá no emprego". Gente que, pelos vistos, nem sequer sabe o que lá anda a fazer.
Eu acho sempre que devia saber mais, devia ser mais inteligente, devia conhecer mais. Desconfio que ando enganada. Não sei se é o cansaço do sprint final, daqui não consigo ver a meta.

quarta-feira, junho 30, 2010

segunda-feira, junho 28, 2010

Ainda bem que escolhi azul pitróil e não azul celeste

Poderiam pensar que apoio a Argentina. Não, não. Achei uma indecência aquele golo em fora-de-jogo ter sido validado. E tive pena dos Méxicozinhos, tadinhos. Especialmente do Gael, que devia estar tão triste... Case in point:

sábado, junho 26, 2010

É fazer as contas

Andei a pensar e concluí que sou menina para ter lido pouco mais de 100 livros na vida. Não sei precisar quantos, ao certo, mas parece-me que o número é bastante vergonhoso mesmo sem precisão. Senão, vejamos os números: (quase) 30 anos de vida, 24 deles alfabetizados (não sei precisar quantos letrados, porque ainda hoje tenho alguma dificuldade em preencher formulários da Comissão Europeia, mas já me disseram que isso não é de mim), o que dá uma média de quatro livros por ano (give or take). Tendo em conta que sou perfeitamente capaz de devorar este número em duas semanas de férias, estou neste momento bastante envergonhada. Mais: se tivermos em conta que já pintei o cabelo sete vezes na vida e, ao que a brincadeira custa, podia ter comprado cerca de... hummm... seis vezes três, dezoito... para aí 16 livros caros, ou seja, bastantes livros baratos e mais umas quantas pechinchas, a minha urgente necessidade de livração parece-me um escândalo. De modos que é assim. Faço 30 anos daqui a três semanas e só li uma centena de livros na vida. Help, anyone?

Dos lixeiros ao Mundial

Antes passar manhãs atrás de lixeiros dispostos a falar do que voltar a ver um jogo com mulheres. Cruzes canhoto, que raça! Sempre a gritar golo, sempre a bater palmas. Não deixam uma pessoa ver o jogo em paz. Uma das que me acompanhavam gritou golo cinco vezes. Cinco! Ao que percebe de futebol, deve ter ido para casa a pensar que demos 5-0 ao Brasil.
O próximo é aqui no café da rua, fumar só lá fora, mas mulheres nem vê-las.

sexta-feira, junho 25, 2010

Reportagem do nosso enviado especial a casa da Joana, autora do famoso blog "Isto é de Joana"

Estamos aqui em directo com a Joana, autora do blog da Joana, também conhecido por IstoédaJu e ainda por "Ai, os meus olhos!".

Repórter: Joana, dormir é bom?
Joana: É, claro. Sempre.
Repórter: Tem dormido?
Joana: Não, infelizmente não. Ultimamente não tenho tido oportunidade, mas conto fazê-lo assim que puder.
Repórter: Mas hoje, dormiu? Confesse, deve ter dormido alguma coisinha...
Joana: Sim, é verdade. Hoje dormi um pouco.
Repórter: Ah, eu sabia! Quanto tempo?
Joana: Quanto tempo? Deixe-me ver... Uma, três, cinco... Cinco horas. Sim, cinco horas.
Repórter: Seguidas?
Joana: Não, infelizmente foi em três tomos.
Repórter: Ah, mas isso assim não descansa.
Joana: Pois não, pois não.
Repórter: E quando planeia então recuperar essas horas de sono?
Joana: Assim que você me deixar em paz para eu poder ir deitar-me.
Repórter: ...

terça-feira, junho 22, 2010

SNS

Quinze minutos de espera no total, médica profissional que não recorreu a entidades superiores, medicamentos eficazes e baratos (e vivam os genéricos!). All in all, muito satisfeita. A única coisa má é mesmo a amigdalite.

sexta-feira, junho 18, 2010

Coisas boas das revistas nesta altura

Umas sandálias "romanas" cor-de-laranja, por 4,5 euros com a Telva. E, o melhor de tudo, um protector solar para cabelo da Schwarzkopf por 3 euros com a Máxima - custa 15 euros nas lojas!
Pena é ter de trazer também as revistas.

"Lisboa adormeceu,

Já se acenderam
Mil velas nos altares das colinas"

Imagino Lisboa a dormir, repousada, durante toda a noite e parte da manhã, enquanto as multidões dançavam, bebiam e cantavam. Lisboa já não deve ter pachorra para os humanos com as suas cervejinhas e as musiquinhas e os copinhos de plástico todos no chão. Dorme descansada, alheia a tudo, e quando acorda, a indiferença é total.

Chama o sol incandescente, aquece as ruas na luz amarela e diz ao rio que brilhe. E a sensação é, ao mesmo tempo, de encantamento e de humildade. (Nós ali todos ao pé de uma igreja e sem saber do terramoto...)

"Não tens porque não queres"

Disse-me no Verão. E tinha razão. Continua a ter. Mas só agora percebi que não quero mesmo. Dá muito trabalho...

quinta-feira, junho 17, 2010

O Santo António acabou no São José

Estava eu toda enlevada com a cidade que adoro, aquele sol amarelo que aquece as calçadas (pergunto-me quantos anos terão aquelas calçadas e ruas?) onde provavelmente já tanta gente andou, inspirada pela mesma luz, se calhar não às 7h da manhã de um domingo, mas dizia eu que estava toda enlevada, a certa altura até estava algo comovida, cidade tão linda e tão gaja, pá, linda, inacessível, linda, apaixonante, linda, quando a T. decidiu voar sobre a dita calçada (linda, linda, linda) e toma lá um cotovelo deslocado. E agora onde é que eu escrevo sobre a luz amarela, as parede brancas, a magia daquele sol, o murmúrio das paredes daquelas casas, o prateado do rio que nos olha?

Para que não digam que gosto mais de Lisboa do que do Porto, passo a explicar. Gosto do Porto como de uma coisa que se tem. O Porto é meu, pertence-me de certa forma e é lindo. De Lisboa gosto de maneira diferente - não é minha, não a atinjo, não me pertence. Não é mais nem menos, é diferente.

No spam, um email da R. Popular (assim mesmo)

"Parabéns! Acabou de poder ganhar um frigorífico."

Não ganhei o frigorífico, ganhei a possibilidade de o ganhar - a isto é que eu chamo optimismo! Com esta atitude, posso dizer que todos os dias sou vencedora - ou pelo menos todas as sextas-feiras em que jogo no euromilhões. Habilito-me a poder ganhar a hipótese de ter sorte e me calhar em fortuna a chave vencedora do concurso, o que me poderá habilitar a poder vir a ser uma provável milionária.

Falam mal, mas dizem bem

Ouço rapazes jovens a falar de como o mundo é desigual para as mulheres e de como isso se pode impedir, travar e lutar pelos direitos das "raparigas" e encho-me de esperança por esta geração. Elas também não lhes ficam atrás, muito pelo contrário. Sabem bem o que é ser mulher (lutar, sofrer, ser forte) e onde estão os entraves à sua plena cidadania. Pergunto-me se eu era assim quando tinha a idade deles? Pergunto-me se eles irão esquecer o que dizem agora quando chegarem à minha idade? Mais: pergunto-me porque estamos sempre à espera que os outros façam a Revolução, que os outros mudem o mundo, subam montes, marquem a diferença.
Finalmente, pergunto-me se estas raparigas, ao saírem da sessão anónima, vão ter com estes rapazes e deixam que eles as desrespeitem, que lhes batam dentro do namoro, que as subjuguem e as dominem e as controlem.

Não admira que a juventude

escreva mal. Dizem "as mulheres são mais fortes qu'ós homens" e a mim apetece-me transcrever assim mesmo, as-mulheres-são-mais-fortes-cós-homens. Darei em doida rapidamente, na certa.

sexta-feira, junho 04, 2010

E vão três

A primeira foi em português. Normal. A segunda foi em inglês. Fácil. A terceira foi em espanhol.
Estou (quase) trilingue.

O bichinho

Estou infectada. Puxei dos galões para conseguir ver um espectáculo de lotação limitada e esgotadíssima. Sim, os jornalistas são nojentos. Depois puxei do telemóvel e entrevistei o criador do espectáculo (não tinha o gravador comigo). Em espanhol. A seguir entrei em stress porque não conseguia encontrar a gravação, tanto trabalho para nada, sempre a tentar lembrar-me de tudo o que ele disse em 10 minutos. Agora cheguei a casa e lá estava o "clip de som 04", no meio das músicas. De todo em todo, uma bela noite - dois espectáculos, dois sucessos.

quinta-feira, junho 03, 2010

O mistério do Café Java

O Café Java fica na Praça da Batalha. Turístico, portanto. Chama-se Java, mas tem um ar antigo, qual Majestique. Os empregados são à boa moda do Porto, secos, brutos e até mal educados. Os preços, esses, são futuristas. Ou for turistas - exploração no seu melhor. Mas tem internet wireless gratuita. Mesmo ao lado do Teatro Nacional de São João.

Não estou a aconselhar a passagem por lá - estou só a tomar nota do café mais inconsistente que alguma vez conheci. Como se chamaria antes? Quem são os donos actuais? Porque é que se chama Java? Respostas para putodecafemaismalcheiroso@tenhomaufeitio.com

quarta-feira, junho 02, 2010

Sim, Bruce,

já percebi. Mas eu... Au! Porra, Bruce, parece que és parvo. Está bem, eu paro. Mau feiti... Au!

Declaro aberta a época do calor,

dos vestidos, das alças, da roupa leve, dos gelados, da preguiça, das noites quentes, da pele bronzeada, das sandálias, dos pés a fazer bolhas nas sandálias, dos pés a ficar em ferida por causa das sandálias, dos pés a transformarem-se em carne viva por causa das bolhas e das feridas e desta porra toda, porque é que está tanto calor?, eu quero as minhas botas de volta!!
(Tenho a pele excepcionalmente sensível e fina, que é que foi??)

Segunda edição das "Reflexões pessoais sobre o Fitei" em dois fascículos II

Fascículo 2
Não sei se alguma vez o disse aqui, mas em Portugal não se sabe ir ao teatro. Eu nunca fui ao teatro noutros países, mas fui uma vez à ópera em Estocolmo e as pessoas eram civilizadas. Juro!
De todas as pessoas barulhentas, mal educadas, desrespeitosas dos actores e do restante público, a que me calhou em sorte hoje ganha o prémio. Bate mesmo as senhoras professoras a quem tive de pedir que se calassem, no Teatro Carlos Alberto, a ver "O Avarento", e que se riram na minha cara, obrigando-me a excessivas batidas cardíacas enquanto chamava um funcionário de sala para as calar - e ele calou.
Não porque fosse abertamente mal-educada, como as outras parvas, não. Mas porque me dava vontade de me virar para trás e perguntar se a senhora nunca tinha saído de casa para ver nadinha na vida. Não? Nunca viu uma comédia? Sabia que é possível rir sem ter uma apoplexia? Aliás, se respirasse um bocadinho, já não se ria tanto e podia ser que lhe sobrasse fôlego para os comentários constantes que parece adorar fazer sobre tudo o que se passa no palco.
Um dia ganho tomates.

Segunda edição das "Reflexões pessoais sobre o Fitei" em dois fascículos

Fascículo 1
Naquele dia, Jesus estava a comer uma romã... ai, esperem, não era isto... Ah! Já sei, era isto:
Hoje foi um daqueles dias em que, não fosse a entrevista (grande furo!) que consegui (sim, eu! imagine-se!), mais valia ter ficado em casa. Pensei sair no intervalo e esquecer a segunda parte, mas não consegui. Fugi assim que se bateram as primeiras palmas, discretamente, mal os actores saíram de cena. Havia quem aplaudisse de pé.
There's no accounting for the public's taste.

segunda-feira, maio 31, 2010

Viva a tecnologia sem fios!

Descobri uma maneira de poder fumar e estar no computador ao mesmo tempo, que a casa da mana é smoke-free.
Trouxe a mesa para a varanda e montei uma bela work-station. Até se acabar a bateria do portátil, claro.

Reflexão muito mais pessoal sobre o FITEI

Entre a falta de interesse do meu editor e algumas xaropadas que já vi, acho que vou chegar ao fim contente por ter podido ver tudo, só para mim. O público que se lixe (pelos vistos).

sábado, maio 29, 2010

Reflexão pessoal sobre o FITEI

Dói-me tudo de tanto andar a pé e de correr para os espectáculos. E ainda agora começou...

quinta-feira, maio 20, 2010

quarta-feira, maio 19, 2010

Logo depois de eu alertar para um erro

numa sinopse de um filme (num site conhecido de um jornal diário ainda mais conhecido), recebo este email:

Bom dia Joana,
Muito obrigada pela sua correcção. Já alterámos a sinopse.
Espero poder contar com a sua ajuda em futuros erros ou gralhas que possam acontecer.

Cumprientos,

[Nome]

Quer dizer, isto assim nunca mais pára.

Nunca pensei dizer isto,

mas estas porcarias dos iogurtes magros com pedaços de cheesecake de limão são mesmo bons. Ainda assim, preferia o cheesecake. Magro ou gordo, eu não sou esquisita.

terça-feira, maio 18, 2010

A razão não pode nada,

quando a emoção diz sim. Felizmente não. Mas com (alguma) pena.

sexta-feira, maio 14, 2010

A manteiga diz

que tem 1/3 das calorias da manteiga normal. Pergunto-me se ao pôr três vezes a quantidade normal obterei o sabor da manteiga original, ainda que, hélas, com as mesmas calorias. Respondo-me quase imediatamente que não, escusam de experimentar.

quarta-feira, maio 12, 2010

Depois de uma conversa

que durou até às 4h da manhã, tenho mais medo das coisas terrestres no caminho até casa do que de Josefinas de cabelos secos debaixo de chuva.

Gosto de coleccionar anos e meses

Conto-os com deleite e vejo-os crescer, rebentos pequeninos transformados em troncos finos.
Seis. Ou 30.

terça-feira, maio 11, 2010

Ai, a nuvem

Não percebo o medo da nuvem. Por causa dela, o voo de uma amiga que vinha da Madeira foi transferido para Lisboa e eu ganhei uma estrelícia e um volume de tabaco por menos 8 euros. Só vantagens! (Sim, sou uma sortuda.)

Um clássico a € 3,50

Na verdade, ficou-me por € 3,15 (vantagens de aderente). Unputdownable. Ou não fosse o génio de Oscar Wilde, The Picture of Dorian Gray. O Gatsby aguarda melhores dias.
(Já posso pintar o cabelo?)

quarta-feira, maio 05, 2010

Apercebi-me agora

de que não vi nem metade dos filmes do Johnny Depp. Que raio ando a fazer com a minha vida, pergunto-me.

sexta-feira, abril 30, 2010

Puzzles, puzzles

No espaço de uma semana, por duas vezes confundi o som de "intimidade" com "intimidada". Ouvi "intimidade" em vez de "intimidada" e outra vez exactamente ao contrário. (Acho muito curioso que duas palavras com sentimentos tão opostos se possam confundir tão facilmente.)
Hoje deitei-me de manhã porque as coisas mesmo importantes, aquelas que nos custam falar, só se dizem (e ouvem) depois de horas de conversa.
E de repente estou outra vez a ouvir o sofrimento de uma amiga, o que custa parar, dizer basta, mereço mais, e penso que o Bruce anda danado, porque ou me quer moer o juízo, ou me quer ensinar muito.

terça-feira, abril 27, 2010

Dos livros

Armada em adulta, ando a ler os clássicos. (Foi um assalto a biblioteca alheia muito bem sucedido, devo dizer.)
Não sei porquê, depois de começar "Our Man in Havana", de Graham Greene, saltei para "The Great Gatsby", do Fitzgerald. Arrependo-me a cada página (e ando a remoer nisto), porque ou a linguagem (e quiçá a cultura) dos anos 20 é muito estranha, ou o jovem é muito bom rapaz, mas um grande chatinho. Insisto. Hei-de ler o raio do livro, nem que seja para dizer que o li!
E agora o Facebook sugere-me a Jordan Baker como amiga. Ele há Bruce ou não há?

segunda-feira, abril 26, 2010

Sonhei que ia ser ruiva

Só me lembrei ao ver isto. (Sim, releio o meu próprio blog amiúde. Sim, pode ser um sinal de egocentrismo. Não, I don't give a fuck.)
De repente alguém me malhou o cabelo todo de um loiro escuro arruivado, "para ir pondo o ruivo aos bocadinhos, para ser menos radical". (As cabeleireiras não são muito amigas do Português, nem em sonhos.)
E eu, desgostosíssima com as malhas, dizia que sim. E pensava "porque não tudo de uma vez? Que se lixe, agora pintar uma vez por mês, vai já tudo".
Não sonhei o resultado e não sei se isto era o Bruce, a minha estupidez habitual ou quê.
Se calhar eram as raízes a dizer-me "já pintavas o cabelo, já"...

sexta-feira, abril 23, 2010

Uma das grandes vantagens (se as há)

de estar desempregada, é ler. Tempo para ler. Vontade de ler. Fome de ler. E depois os livros, claro. Dissocio as duas coisas, como convém a uma cabeça tão complicadinha. Ler e Livros. Dois prazeres. (Em tempo de vacas magras, até de prazeres, uma pessoa multiplica e desdobra as coisas para renderem mais.)
O único senão é que os livros acabam e a fome não. (Ainda um dia hei-de escrever sobre o fim, o meu ódio preferido. Em tudo, filmes, livros, cigarros, músicas, comida, o fim é sempre mal colocado, na minha opinião.)
Assaltar as bibliotecas dos amigos é delicioso. Mas na segunda vou inscrever-me na biblioteca.
A juntar a esta lista, pequeninas mas importantes coisas. Descubro um café muito agradável, perto de casa mas longe o suficiente para arejar a cabeça, com internet wireless gratuita, onde se pode fumar. Aprendo caminhos. Saio de casa. Ganho uma amiga.
(Vamos ver quanto tempo dura o anúncio...)

segunda-feira, abril 12, 2010

Eu bem digo que isto é ininteligível, denso e mais não sei o quê...

Já cá andais há uns tempos, sabeis o que fazer para ver a foto maior...

Nota do Editor: a Redacção deste blog (que desde já declina ligação, autoria ou responsabilidade pelo conteúdo e opiniões expressas pela Direcção, ouviste ó sócras sócio!) gostaria de informar que para a realização deste post houve necessidade de recorrer a buscas exaustivas da definição e mote desta espécie de diário cibernético com que se chateia, a julgar pelo acima exposto, muito poucas pessoas. (Tive de ir ler o sub-título do blog, que a informação obscura foi-me dada de mão beijada.)

quinta-feira, abril 08, 2010

Na saúde, na doença e no ressono

Num mundo em que os casamentos ainda são para sempre ou até à morte - o que quer que venha primeiro, como dizia o poeta - conta-me a minha madrinha que uma grande amiga sua, em desabafo geral, diz que o marido ressona e que às vezes até tem de o empurrar para que pare, ao que a mãe dela, indignada, responde: "Ai, filha, tens de o deixar! Olha parecia tão bom homem..."

quarta-feira, março 10, 2010

De crítica em crítica

Depois de um semana de Fantasporto (quatro filmes no papo, incluindo o vencedor do Festival) e uma quinta-feira de sorte em que vi o novíssimo e 3D-zíssimo (e fabulosíssimo) "Alice in Wonderland", caio na esparrela. Bilhetes da companheira mais frequente destas andanças para ver a primeira longa-metragem de uma tal Inês Oliveira, "Cinerama". Bota lá, não há-de ser assim tão mau. Sou tão inocente...
Depois de um começo lento e aborrecido, com maus diálogos e piores actores (nem o Diogo Dória se safa), uma espiral de loucura estúpida. Não tenho outras palavras. As queridíssimas argumentistas que me perdoem, mas têm de começar a fumar droga boa. Essas cenas cortadas com sabe-se lá o quê só vos fazem mal. É a única conclusão a que chego, porque não percebi o filme.
Desconfio que o intuito é baralhar quem o vê e contar (a rir) quantos papalvos ficam na sala até ao fim. Não fomos muitos, acreditem.

segunda-feira, março 01, 2010

Pelo meio da bruma da manhã

A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

e

Disseram-me um dia, Rita (põe-te em guarda)
aviso-te, a vida é dura (põe-te em guarda)
cerra os dois punhos e andou (põe-te em guarda)
e eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Passagem de Ano

Ela: Tu sabes quando começámos a festejar?
Eu: Às sete?
Ela: Terça!!

domingo, janeiro 10, 2010

Decisions

I've decided that after 10 it's mere experiment.
Also, I've come to the conclusion that something something about something I can't quite recall now, blame the mojitos.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

A Carolina

A Carolina três mulheres numa só
ar de menina
sapiência de avó
luz da mulher
que se quer levar p’la noite dentro
abrigada do vento
rosa-dos-ventos, caravela veloz
Carolindeza
você vem na correnteza
enredar-se em mim
enamorar-se de mim

o nosso folhetim
segue dentro de momentos
Amores, amores vão
amores, amores vêm
mas a Carolina há-de ser mais além
imprescindível presença
que o fogo e a terra condensa
dito da forma mais simples
faz-me bem

Mas oh Carolina
sei mais coisas de ti
Carolindeza
coisa da natureza inundada de sumo
iluminada de sumo
dito em resumo
ri melhor quem com teu rir ri

Rimo-nos juntos
já não morremos hoje
fomos a ssuntos
desses de “toca e foge”
tocamos longe
no fundo da proximidade
para lá da verdade
mas oh Carolina
verdadeiro em você
Carolindeza
é o padrão de beleza
que eu, a ser ditador
gostaria de impôr
pensando melhor
dou-te o meu reino por um beijo

Amores, amores vão
amores, amores vêm
mas a Carolina há-de ser mais além
imprescindível presença
que o fogo e a terra condensa
dito da forma mais simples
faz-me bem

Parabéns, pequenina!

sábado, janeiro 02, 2010

quarta-feira, dezembro 23, 2009

A hora chegou

E com ela o frio da perda. A terra gelou um bocadinho de tristeza e na última noite cá, nevou. Um manto branco de honra. De manhã a neve a derreter pôs as telhas a chorar. Quando tudo acabou o céu juntou-se a nós e chorou muito tempo.
Foi-se embora o nosso homem.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Desconfiança

Sempre desconfiei das pessoas que conseguem manter as emoções escondidas. Carinha a rir quando tudo vai mal ou poker face por princípio. You shouldn't wear you heart on a sleeve, mas as pessoas que não se deixam perturbar pelos problemas, à superfície visível, merecem-me tanta confiança como os bichos que sangram cinco dias e não morrem.
Muito disto é inveja porque eu sou uma panela de pressão sempre sem tampa. Todos os dias tento aprender a pôr a tampa, mas o apito que deixa sair a pressão está lá. Passos decisivos em direcção ao copo de vinho, afastamento certo das lágrimas.

Tenho uma amiga que tem a melhor e mais bem usada poker face. Identifico-lhe a armadura em menos de nada. Já a conheço suficientemente bem para saber quando está tudo bem e quando não está. Nas vezes em que não tenho a certeza, pergunto.
Confio nela implicitamente, strange as it may seem.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Pepe, o carteiro

Se o carteiro Pepe vivesse numa cidade, seria no Luxemburgo. Em vez das ruas e estradas da sua pequena vila no Reino Unido, o carteiro Pepe poderia passear-se nas ruas bem alcatroadas e de passeios impecavelmente cimentados do Luxemburgo.

terça-feira, outubro 13, 2009

Crocodilos

Cheirávamos a crocodilos, mas não tínhamos os sintomas. Num carro da cor do meu computador novo, desci uma rua de aldeia e não consegui impedir que o carro descesse sozinho, mesmo depois de imobilizado e completamente travado com o travão de mão. Corri atrás dele e de repente tudo fez sentido, a paranóia crescente e palpável, a realidade sem sentido.
Preocupo-me e o inconsciente sabe. Aos bocadinhos, exorciza a preocupação e eu acordo sem ar, mas sobrevivo.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Provas para teoria

No Luxemburgo, percebo que não devo ter ar de portuguesa. Numa rua com uma mercearia portuguesa, um quarteirão com dois cafés portugueses e um supermercado em que muitas das funcionárias da caixa e ainda mais clientes são portugueses, é quase como se não estivesse num país estrangeiro.
No dito supermercado uma senhora aborda-me no corredor do papel higiénico e pergunta-me se falo francês. Respondo que sim, un petit peu. Com um sotaque cerrado, pede ajuda para encontrar um ambientador de casa-de-banho e, antes que se alongue mais na descrição, corto a conversa com um "a senhora é portuguesa?". Olha para mim com espanto e responde que sim, mas cala-se. Digo-lhe que podemos então falar em português, é mais fácil.
No avião da Luxair, o assistente de bordo português olhou para mim quando chegou a minha vez da sandocha e hesitou, sem saber em que língua me falar.
Ao aterrarmos, enquanto tirava as minhas coisas da bagageira, um casal de portugueses pediu-me, em francês, para tirar também a mala da senhora luxemburguesa com quem conversaram o voo inteiro.
Italiana?

domingo, outubro 11, 2009

Of dogs and men - a tale in three texts

"Well I can tell u one thing about Alfie compared to me. He must be feeling a bit vulnerable being away from home and pack leader and all. So he was napping on the spare bed and I say come on let's go for a stroll and bang! he's awake and ready to go. No oh wait a minute I'm asleep here, no. Just yeah right let's get it on and so here we are, two guys out for a stroll, maybe chase some cats, who knows, but, dude, he is ready. x"

"Wow. Am I, we, creeped out man. We were in near total darkness across the park when there is this huge guy just standing there. I mean just big, no sound no movement... we turn around. There's another, gotta be 7 feet tall, for real, right behind us. So there we are. Two smalish guys. Between two monsters. Totally dark. Just the four of us..."

"So. I admit it. For a minute we froze. But then we looked at each other... no words needed. We just knew. Those guys are going down. We are like ninjas, dude. A couple of fucking terminators, man (only smaller, a lot smaller in one case). Alfie spins round, goes for the guy's ankle, any higher not really likely (oh, Alf's just said enough already with the heightist remarks, sorry Alf). Me, I snap out a perfect side kick to the other guy's ribs. I think, that's it man, he is done. I own him. But no. It felt like I was kicking wood. Long story short, I was. Some clown has erected two wooden statues in the middle of a field. Art? Pah. But we woulda had them. Mind you, Alf's still getting the splinters out of his teeth. X"

sábado, outubro 10, 2009

Recado

O problema de saber que os homens não valem um caracol é que continuamos a precisar deles para nos fazerem sentir bem de vez em quando. Vivemos sem eles, claro, sem dúvida nenhuma. Mas o chocolate também faz mal (a mim faz-me borbulhas, qual adolescente) e sabe bem. Sabemos que não valem a pena e continuamos à procura deles, quadradinho a quadradinho, roubados porque sim, hoje apetece-me, é das hormonas, estou triste, qualquer desculpa serve.
Se os backlinks funcionarem, manda-me um email.
(Alice)

quarta-feira, setembro 30, 2009

Ele

"Olá! Que bom ver-te! Já tinha saudades tuas."
Aos bocadinhos.

terça-feira, setembro 29, 2009

Prioridades

No domingo tomei banho, votei e depois fui às urgências porque cada vez me doía mais.
A médica que me viu deu-me antibiótico e anti-inflamatório e disse que não deve ser nada "se deus quiser". Estive para lhe dizer que 1. não acredito em deus e 2. se quisesse a opinião dele, tinha ido à missa e não ao SASU. Não disse. Tenho de rever as minhas prioridades.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Havemos de ir à bruxa

Sábado de manhã, o irmão leva o meu carro para a faculdade. Sábado à hora de almoço, o irmão liga a dizer que me assaltaram o carro. Vidro triangular do lado direito (para não ser sempre do mesmo lado), não roubaram nada desta vez. Nem o comando da garagem. Assaltaram todos os carros do parque. Participação na polícia, chamada para a seguradora, chamada para a empresa dos vidros, peritagem - a seguradora exige peritagens ao segundo sinistro num ano. (Em menos de dois meses, se formos precisos.)
Sábado à noite descubro um nódulo inchado e doloroso na virilha.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Do trabalho

O patrão pede-me para transferir 20 000 euros do banco usual para o banco que nos deu uma taxa de juro mais interessante, depois de confirmar que o gestor da conta não ligou. Pergunto-lhe o que devo pôr no descritivo da operação. Fica a pensar.
"Sei lá, ponha... olhe, ponha 'nha nha nha nha nha nha' ou 'o gerente do banco... da agência... não ligou'. Ou então ponha 'para a próxima liguem mais cedo'.", ao que eu começo a rir e só páro nas lágrimas. E ele atrás de mim continua e diz "ponha o que quiser" e eu escrevo ":p" e aí começa ele a rir-se e se não sou eu a limpar as lágrimas e a parar, ainda agora lá estávamos e a transferência por fazer.
P.S. Eu gosto muito do meu patrão, porque quando se zanga vai tudo raso.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Trimm, trimm

"Estou?"
"É o Ribêiro."
"Desculpe?"
"É o Ribêiro?"
"Não."
"Então quem fala??"
"Com quem é que quer falar?"
"Com o Ribêiro."
"Então enganou-se no número."
"Ah, desculpe, sim?"
E o tempo todo eu a pensar que era algum amigo meu a gozar com o Ribêiro.

Viso

Na estação do Viso estava uma mota do INEM com o condutor em cima.
Bigalhonas, aquelas coisas. E amarelas. Ainda bem que eu vinha de metro. Pena foi não ter reagido a tempo e tirado uma foto.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Tenho um telemóvel novo

E ontem tirei (finalmente) a película protectora do visor. Em termos de libertação? Melhor do que chorar.

As coisas boas

podem ser tão difíceis de calar como as coisas más.

segunda-feira, setembro 21, 2009

(de) Agradecimento

Apeteceu-me sentar no colo delas e chorar. (porque) As outras pessoas não percebem nada.

domingo, setembro 20, 2009

Setembro no Jardim Botânico

O ano começa em Setembro. A vida renasce em Setembro e a árvore japonesa que vi no Jardim Botânico ontem de manhã dizia isso mesmo. Entre o verde das árvores que desconheço mais profundamente do que pensava, senti que a vida recomeça sem ter acabado, não há tábuas rasas e isso é melhor, muito melhor do que pior.
Para a semana volto lá para ver só as árvores, tirar fotografias e cumprimentar a japonesa a quem já esqueci o nome. Descobri o Jardim Botânico do Porto. (E mais, muito mais.)

sexta-feira, setembro 18, 2009

Exclusividade non-grata

Sou a única que pode ir a uma sessão de famílias.

quinta-feira, setembro 17, 2009

A culpa é do tempo de antena

Fui arranjar as mãos. Ando de botas e quando saí do escritório estava escuro e chovia e senti o Outono. Por isso e porque as minhas unhas me estavam a impedir de chegar ao teclado, sim têm bom aspecto, mas estavam enormes, fui arranjar as mãos. Enquanto era cortada, limada, ensopada, cortada, envernizada, o tempo de antena na televisão mesmo por cima de mim. E de repente vem uma tia com ar de alternativa e zen, de certeza no seu monte alentejano, e começa uma diatribe sobre o aborto e a clínica dos arcos e não sei quê que não percebi mas topei-a logo e remata-me com um "salvar vidas". Estava eu a ferver por dentro que o aborto já foi despenalizado, move on, gentinha complexada, sinceramente!, e saem-se-me com uma mensagem que era algo "neste tempo de crise é importante legalizar o casamento entre homossexuais... [pausa dramática da sonsa que lia o texto] e a adopção de crianças?". E pronto, em vez de começar a disparatar, porque eu falo com as mãos e disparato ainda mais com elas e lá se ia a manicure, ouvi a menina dizer "êssi dáqui é rósa, máis fica escurinho" e eu disse pode ser e agora tenho as unhas cor-de-rosa.

Agora mesmo na rua,

eu a fumar um cigarro e do outro lado, na estrada, está uma mulher junto de um carro parado. Ela está com cara de aflição, vulgarmente denominada cara de "ai que já fiz merda", mas só me apercebo disso quando vem o homem com cara de caso, vulgarmente denominada cara de "só faz merda, esta gaja", fala com ela, entra no carro e dá à chave. Ao que o carro apita de forma muito paneleira, pi-pi-pi-pi como se fosse explodir e depois cala-se. E o homem cada vez mais furioso, cara de caso etc. etc. a intensificar-se e eu pergunto-me: mas os homens acharão que nós vivemos para lhes estragar a vida? Os carros, os telemóveis, os computadores, a consola de jogos (nunca me aconteceu, mas decerto há alguém que o possa testemunhar)?
Os homens, benza-os deus, são muito básicos.

A afilhada

senta-se sozinha e está grande, cresceu tanto em comprimento como em perímetro cefálico. A minha mãe diz que ela tem a cabeça pequenina, eu digo que a minha mãe vem comigo à consulta de oftalmologia que tenho em Outubro. O papinho da afilhada também está grande e recomenda-se.
A bisavó fez o filho correr São Paulo inteira para lhe trazer uma boneca pretinha e olhem que São Paulo é enorme. A afilhada não achou grande piada à coisa e não valoriza minimamente o trabalho do tio-avô, porque grita e encolhe-se e afasta as mãos quando tentamos dar-lhe a boneca. Subornamo-la: pomos a boneca a dar-lhe um guardanapo, que ela esfrangalha com as duas mãozitas em menos de nada. Tocar na boneca ou deixar-se tocar por ela é que é uma fita, era o tocavas! Eu e a mãe dela rimo-nos até às lágrimas enquanto lhe chamamos racistazinha, mas ela não se demove - não gosta da pretinha, pronto.
Entretanto prometi-lhe que no Natal, em vez do calendário do Advento com 24 brindes, vou dar-lhe 24 guardanapos de Natal. Um por dia, para ela esfrangalhar à vontade dela. Desconfio é que, à velocidade com que ela esfrangalha, melhor seria dar-lhe 24 pacotes de guardanapos de Natal. Até que botasse sumo.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Superfícies

Deitou-se no chão e chorou. No dia seguinte deitou-se novamente no chão, mas não chorou - e ficou triste.

terça-feira, setembro 15, 2009

Há dias,

a meio do café, dois pacotes de açúcar, ocorreu-me que gostava muito de ter hipoglicemia.

Fome

O irmão come coisas com canela como se não houvesse amanhã.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Dom

A meio do café, logo de manhã, mostram-me fotografias. Eu gosto muito dela e acho querido que me mostre estas coisas, mas não sou assim fã de ver fotografias, pronto.
Quando acabam as 300 fotografias do filho mais novo (bem fofo, por sinal) em poses diferentes, a televisão brinda-me com os Pulp, "Common People". You'll never live like common people.

Cosmopolitans

Quem disse que beber não é o melhor remédio? Especialmente se acompanhada da prima-irmã e suas amigas. A repetir, várias vezes.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Fantástica capacidade

Não tenho fome, mas como.
Não como nada de jeito, mas tenho output.
Não choro.
Ainda consigo rir.

quinta-feira, setembro 10, 2009

...and that's why we're all doomed!

Não sei qual é a diferença entre um TFT e um LCD.

Era uma vez... o serviço público

1ª Conservatória do Registo Predial da Maia. Entro e fica tudo a olhar para mim com ar de "e esta, que é que vem cá cheirar?", incluindo a única pessoa que está a ser atendida (fossem trasmontanos e eu jurava que era exactamente isso que pensavam). Ora eu cheirar não gosto muito, dado que sou anósmica, mas parece-me que para pedir uma certidão de registo predial eu estava no sítio certo.
"A menina é para quê?", atirado assim da secretária, logo a ver se eu por acaso ia pedir um café, que ela dizia-me logo que isso era no guichet ao lado.
Quando chega a minha vez, começa a festa. "É preciso a freguesia." Não basta o número da certidão, a inscrição, o licenciamento de obra, não. É preciso a freguesia. 30 euros por uma impressão de quatro páginas em letra pavorosamente minúscula e nem uma freguesia sabem procurar. Descubro a freguesia. É Maia. "Maia, Maia?" Não, senhora, Maia, Avintes.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Slogans de férias

"Olhão, férias com calorão!"
ou
"Olhão, férias com emoção!"

domingo, setembro 06, 2009

Parece

uma menina pequena, ri-se muito como os meninos pequenos quando estão nervosos e diz-me olha, vou bêbeda por tua causa. Rio-me. Passa a segurança do aeroporto e quando começo a avançar para o lado para lhe dizer outra vez adeus, a tristeza contida, ouço o meu nome aos gritos e tenho um ataque de riso ao vê-la à minha procura, muito divertida. Enquanto me rio das tontices dela, vou dizendo adeus com a mão e não sei qual é o momento, mas uma das vezes em que ela se vira para a frente eu começo a chorar e o resto do tempo correm-me as lágrimas soltas enquanto lhe digo adeus e até me rio do ar cómico dela, vai entrar bêbeda para um voo da ryanair e eu não sei como vou viver sem ela aqui.

sexta-feira, setembro 04, 2009

O filho da p... do sol

Sonhei com sangue. Havia sangue e estavam todos doentes no meu sonho. Acordei ao fim de quatro horas de sono com um peso em cima e só não chorei porque tinha de vir trabalhar e há que manter os olhos em padrões de inchaço e grandeza aceitáveis. Achei-me bonita ao espelho enquanto punha os brincos da mana, o que não sei se é uma indicação de que quatro horas de sono deixam a pessoa avariada ou se preciso mesmo de rever a graduação das lentes.
Depois tomei o pequeno-almoço no sítio do costume, ri-me com elas como de costume e quando saí do café, o sol. Estava lá e isso basta. O filho da p... do sol.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Factos incompreensíveis da vida II

Talhos abertos às 9h da manhã. Eu sem pequeno-almoço, ainda dentro do metro, a ver que me vomito toda. E não tenho olfacto!

quarta-feira, setembro 02, 2009

Factos incompreensíveis da vida I

(Sim, vai ser recorrente. Habituem-se.)
Gente que tem cabelo que não fica oleoso quando sujo. Como raio sabem que têm de o lavar?
Gente que consegue fumar três cigarros por dia. Não há palavras.