Cuidado com eles, que além de terem um equipamento feio, jogam muito.
quarta-feira, junho 21, 2006
Da série "Jogo de Portugal em Directo" 8
O que nos vale é o Ricardo. A prova de que a beleza não é tudo.
Da série "Jogo de Portugal em Directo" 7
E pronto, ainda antes de chegar ao segundo minuto de jogo, o México quase marca. Fiem-se na virgem e não corram, pancões!
Vamos ser devorados pela Argentina e só somos aperitivo.
Vamos ser devorados pela Argentina e só somos aperitivo.
Da série "Jogo de Portugal em Directo" 6
Só me ocorre: México '86, México '86.
Nem sequer sei que competição/evento era, baita ignorância!
Nem sequer sei que competição/evento era, baita ignorância!
Da série "Jogo de Portugal em Directo" 4
Olha, parece que não. Para o México é a frijoles! Ainda têm de se qualificar. Fracos!
Da série "Jogo de Portugal em Directo" 2
O hino mexicano é feio. Mas não mais do que aquelas mãos em jeito de saudação militar junto ao coração.
terça-feira, junho 20, 2006
Batatas fritas
Um hamburguer com tomate a sério e pickles, muitos pickles.
Crumble de Framboesas com gelado.
Crepes, muitos, muitos crepes. De compota, de chocolate, de gelado.
Mas, acima de tudo, batatas fritas (com maionese ou ketchup).
Crumble de Framboesas com gelado.
Crepes, muitos, muitos crepes. De compota, de chocolate, de gelado.
Mas, acima de tudo, batatas fritas (com maionese ou ketchup).
E não te preocupes, ó companheira de dieta, isto são só desejos, não são concretizações.
Prevejo
muitos acidentes rodoviários, já a partir da próxima quinta-feira. Só para não dizerem que não avisei.
sábado, junho 17, 2006
O Mundial
é um campeonato triste, porque em vez de as coisas se decidirem pela continuação, decidem-se na eliminação. Só estamos felizes até pararmos de competir. Mesmo que vamos à final e ganhemos, será que vamos ficar felizes, quando tudo tiver acabado? Porque, caso não estejam atentos, aí acabou-se.
Não quer dizer que eu não goste.
Não quer dizer que eu não goste.
quinta-feira, junho 15, 2006
Chove
como há muitos verões atrás, um em específico em que, no meu dia de anos, a trovoada era tanta que ficámos sem luz na aldeia da minha Mãe, onde eu passava férias.
O resto da família apareceu, quase disassociada, como sempre a sentia nessas férias na casa da Avó, com prendas e bolos. "Os Olhos de Ana Marta" e uma sensação melancólica de Outono implacável. Nunca gostei do Outono por causa disso. Era sempre a estação que levava tudo, acabava o Verão, as férias, os amigos.
Não me lembro de como li o livro sem luz, é provável que tenha sido uma falha temporária.
Houve outro ano em que uma trovoada nos deixou sem luz durante dois dias e meio. Foi quase como a anedota, tivémos de ordenhar as vacas à mão. (Mas ao menos havia palha para elas comerem!)
Os beijinhos eram mais fáceis de roubar às escuras.
A anedota é aquela do homem que tinha uma cabeça tão grande, tão grande, mas tão grande, que quando quis fazer um chapéu de palha, as vacas tiveram de comer pão com chocolate durante um ano.
O resto da família apareceu, quase disassociada, como sempre a sentia nessas férias na casa da Avó, com prendas e bolos. "Os Olhos de Ana Marta" e uma sensação melancólica de Outono implacável. Nunca gostei do Outono por causa disso. Era sempre a estação que levava tudo, acabava o Verão, as férias, os amigos.
Não me lembro de como li o livro sem luz, é provável que tenha sido uma falha temporária.
Houve outro ano em que uma trovoada nos deixou sem luz durante dois dias e meio. Foi quase como a anedota, tivémos de ordenhar as vacas à mão. (Mas ao menos havia palha para elas comerem!)
Os beijinhos eram mais fáceis de roubar às escuras.
A anedota é aquela do homem que tinha uma cabeça tão grande, tão grande, mas tão grande, que quando quis fazer um chapéu de palha, as vacas tiveram de comer pão com chocolate durante um ano.
terça-feira, junho 13, 2006
Tomai lá
já que eu não posso.
Areado (Crumble) de Framboesas
500g de Framboesas (ou outros frutos vermelhos; aconselho morangos, cerejas e amoras)
160g de Açúcar
300g de Farinha
160g de Margarina Vaqueiro (ou manteiga mesmo, que sabe melhor)
Lavai as framboesas (ou outros frutos) com juízo e secai com papel absorvente. Se congelados, não vos raleis: saltai a parte da secagem e ponde assim mesmo.
Colocai num tabuleiro redondo ou rectangular com os bordos altos.
Dentro de uma tijela, misturai o açúcar e a farinha. Juntai depois a margarina cortada em cubinhos e misturai com os dedos até ligar com a farinha. Cobri os frutos com uma camada de cerca de 1cm dessa massa. Cobri com a massa toda, andai, que é a mesma coisa, ora agora a medir alturas de massa, nunca mais era sábado...
Cozei no forno durante 20 minutos. Não me pergunteis a temperatura, que eu também não sei. Aí a meio, nem muito quente, nem muito frio.
Quando a crosta estiver dourada (é dourada, não é castanha), retirai o areado do forno e deixai arrefecer, aí uns quinze minutos ou até não poderdes mais.
Servi morno com um pouco de natas, diz a minha irmã, servi com uma bela bola de gelado, digo eu.
Lambuzai-vos, lambuzai-vos, que engorda, mas sempre é da maneira que comeis fruta.
Coitados dos antigos, que tinham de falar assim. Detesto especialmente os verbos irregulares, em que o imperativo se confunde com a primeira pessoa do pretérito perfeito.
Areado (Crumble) de Framboesas
500g de Framboesas (ou outros frutos vermelhos; aconselho morangos, cerejas e amoras)
160g de Açúcar
300g de Farinha
160g de Margarina Vaqueiro (ou manteiga mesmo, que sabe melhor)
Lavai as framboesas (ou outros frutos) com juízo e secai com papel absorvente. Se congelados, não vos raleis: saltai a parte da secagem e ponde assim mesmo.
Colocai num tabuleiro redondo ou rectangular com os bordos altos.
Dentro de uma tijela, misturai o açúcar e a farinha. Juntai depois a margarina cortada em cubinhos e misturai com os dedos até ligar com a farinha. Cobri os frutos com uma camada de cerca de 1cm dessa massa. Cobri com a massa toda, andai, que é a mesma coisa, ora agora a medir alturas de massa, nunca mais era sábado...
Cozei no forno durante 20 minutos. Não me pergunteis a temperatura, que eu também não sei. Aí a meio, nem muito quente, nem muito frio.
Quando a crosta estiver dourada (é dourada, não é castanha), retirai o areado do forno e deixai arrefecer, aí uns quinze minutos ou até não poderdes mais.
Servi morno com um pouco de natas, diz a minha irmã, servi com uma bela bola de gelado, digo eu.
Lambuzai-vos, lambuzai-vos, que engorda, mas sempre é da maneira que comeis fruta.
Coitados dos antigos, que tinham de falar assim. Detesto especialmente os verbos irregulares, em que o imperativo se confunde com a primeira pessoa do pretérito perfeito.
Devia haver uma lei
que proibisse que gente como eu tivesse um blog. Eu devia ter um puzzle e ir calar-me para longe.
Ou escrever em tabelas, como o meu vizinho. Silogismo, silogismo, silogismo.
Ou escrever em tabelas, como o meu vizinho. Silogismo, silogismo, silogismo.
Ao proprietário do tasco montado no pátio da Rua de S. Tomé
Olhe que nós comemos aí um chouricinho que sabia a pato, bebemos duas imperiais sem nome e abusámos do pão.
Para o ano, prometemos não pagar também as sardinhas e a sangria, está bem?
Para o ano, prometemos não pagar também as sardinhas e a sangria, está bem?
Não tenho manjerico
Não gosto de cerveja.
Jantei pizza e crepes chineses/vietnamitas (no tempero).
Comi duas sardinhas, mas esqueci a salada (três euros e meio por uma salada!!).
Não dancei nos bailes, que ele tem pé de chumbo.
Não gosto das marchas, só dos que marchavam.
Sei o hino, mas não tenho bandeira.
Pergunta: Ainda posso gostar do Santo António ou é só p'rós da terra?
Jantei pizza e crepes chineses/vietnamitas (no tempero).
Comi duas sardinhas, mas esqueci a salada (três euros e meio por uma salada!!).
Não dancei nos bailes, que ele tem pé de chumbo.
Não gosto das marchas, só dos que marchavam.
Sei o hino, mas não tenho bandeira.
Pergunta: Ainda posso gostar do Santo António ou é só p'rós da terra?
O Santo
é casamenteiro. De seis, só se salva uma, sonhadora, não necessariamente nestas combinações.
Três euros e meio por uma salada!
A parvoíce é uma coisa muita gira de se observar, ao longe, mesmo quando vai de carro.
Os filhos impedem as pipocas e o sexo (?).
Escuteiros, roubadeiros.
As indicações são como os crepes, saiem-nos bem.
Os amigos que são amigos riem-se nas nossas gorduras e ficam contentes por nos ver. Os outros, dormem cá em casa. (Brincadeirinha!)
Se te esqueces das adições, esqueces-te do mais importante. Adição é mais. (Às vezes, a subtracção é inevitável.)
Olha lá, aquele não é o Edmundo?
Três euros e meio por uma salada!
A parvoíce é uma coisa muita gira de se observar, ao longe, mesmo quando vai de carro.
Os filhos impedem as pipocas e o sexo (?).
Escuteiros, roubadeiros.
As indicações são como os crepes, saiem-nos bem.
Os amigos que são amigos riem-se nas nossas gorduras e ficam contentes por nos ver. Os outros, dormem cá em casa. (Brincadeirinha!)
Se te esqueces das adições, esqueces-te do mais importante. Adição é mais. (Às vezes, a subtracção é inevitável.)
Olha lá, aquele não é o Edmundo?
Tarde e a más horas (e aldrabado),
mas é para uma amiga que merece. O quê, não sei, mas de certeza que ela estava a pedi-las.
As almôôôôôndegas
em cima do espargueeeeeeeeeeeeeeete!
Parabéns!! Que possas continuar a fazer anos longe de nós, que é a tua sorte!
As almôôôôôndegas
em cima do espargueeeeeeeeeeeeeeete!
Parabéns!! Que possas continuar a fazer anos longe de nós, que é a tua sorte!
quinta-feira, junho 08, 2006
Quando arrendámos a nossa casa, a "cozinha equipada" não tinha frigorífico. Rendidos às evidências e munidos de pensamentos poupadinhos, fomos à procura de um, ainda antes de termos assinado o contrato.
No dia de assinar o contrato eu estava em Viana do Castelo e portanto foi ele que tratou de tudo. Foi no dia em que nasceu a nossa sobrinha, mais ou menos à hora que ele assinava uma data de folhas e que ouvia a que deve ser a frase com a lógica mais retorcida que alguma vez ouviu (ou eu).
Afinal, havia um frigorífico. E eis o modo como o senhorio justificou a ausência do electrodoméstico. "Ah, o frigorífico vai para lá na Segunda. É que, sabe, o inquilino anterior era homossexual, e pelo sim pelo não... eu mandei-o limpar todo por dentro".
Não contente com a limpeza, na Segunda-feira seguinte o que tínhamos em casa era um frigorífico novo, cortesia do senhorio homofóbico.
No dia de assinar o contrato eu estava em Viana do Castelo e portanto foi ele que tratou de tudo. Foi no dia em que nasceu a nossa sobrinha, mais ou menos à hora que ele assinava uma data de folhas e que ouvia a que deve ser a frase com a lógica mais retorcida que alguma vez ouviu (ou eu).
Afinal, havia um frigorífico. E eis o modo como o senhorio justificou a ausência do electrodoméstico. "Ah, o frigorífico vai para lá na Segunda. É que, sabe, o inquilino anterior era homossexual, e pelo sim pelo não... eu mandei-o limpar todo por dentro".
Não contente com a limpeza, na Segunda-feira seguinte o que tínhamos em casa era um frigorífico novo, cortesia do senhorio homofóbico.
quarta-feira, junho 07, 2006
As coisas que me ocorrem
diariamente (ou melhor, a cada segundo do dia) davam para encher três blogs. E também davam para chocar muita gente, que eu cá gosto de ser polémica.
É por isso que é muito bom não padecer de falta de Super-ego.
É por isso que é muito bom não padecer de falta de Super-ego.
Já se nota, já se nota
Muita fruta, muitas saladas, muito juízo.
Parece promessa para o Mundial... Deve ser mais fácil rapar o cabelo.
Parece promessa para o Mundial... Deve ser mais fácil rapar o cabelo.
segunda-feira, junho 05, 2006
Quando duas faladoras se juntam,
das duas três, ou falam em ligeiro atropelo constante, mudando de assunto vertiginosamente e falando de tudo um pouco, ou falam, falam, falam até uma delas ter de apanhar o comboio, aí uma hora, mais coisa ou menos.
Ou tudo isto em simultâneo.
Gostei muito!
E sim, eu fui ao casamento dela. Estava só a ver se te baralhava.
Agora a sério, não fui nada. A sério, não fui. Pergunta-lhe, vais ver que não fui.
Ou tudo isto em simultâneo.
Gostei muito!
E sim, eu fui ao casamento dela. Estava só a ver se te baralhava.
Agora a sério, não fui nada. A sério, não fui. Pergunta-lhe, vais ver que não fui.
domingo, junho 04, 2006
Os meus Pais
lêem o meu blog. Quero dizer, os meus Pais lêem o meu blog. Percebem? Os meus Pais lêem o meu blog.
Ou melhor, os meus Pais lêem o meu blog. Não, a verdade é que os meus Pais lêem o meu blog.
Está tudo dito.
Os meus Pais lêem o meu blog.
Ou melhor, os meus Pais lêem o meu blog. Não, a verdade é que os meus Pais lêem o meu blog.
Está tudo dito.
Os meus Pais lêem o meu blog.
sábado, junho 03, 2006
Amolador
Mais de 70cm de lâmina, cinco facas ao todo. Dez euros e vinte minutos depois, estão todas aguçadinhas (afiadinhas?) e prontas a cortar melhor que nunca.
Até vir para Lisboa, nunca tinha visto um amolador. Era uma daquelas personagens, como as peixeiras ambulantes, de que me falavam como já tendo desaparecido há muito tempo atrás, antes de eu nascer.
Peixeiras só via em Viana, de vez em quando, na Manuel Espregueira (embora tenha a certeza de que as há pela cidade toda, não são exclusivas da Lota). Mas só as via no Verão, durante as férias.
Aqui na rua passam vários amoladores, em dias diferentes. Uns de que gosto mais, outros menos. Acho que nunca agucei as facas com a mesma pessoa, as preferências prendem-se apenas com factores monetários. (Sou uma forreta.)
O meu sonho é ser talhante.
Até vir para Lisboa, nunca tinha visto um amolador. Era uma daquelas personagens, como as peixeiras ambulantes, de que me falavam como já tendo desaparecido há muito tempo atrás, antes de eu nascer.
Peixeiras só via em Viana, de vez em quando, na Manuel Espregueira (embora tenha a certeza de que as há pela cidade toda, não são exclusivas da Lota). Mas só as via no Verão, durante as férias.
Aqui na rua passam vários amoladores, em dias diferentes. Uns de que gosto mais, outros menos. Acho que nunca agucei as facas com a mesma pessoa, as preferências prendem-se apenas com factores monetários. (Sou uma forreta.)
O meu sonho é ser talhante.
sexta-feira, junho 02, 2006
Porque me apetece,
porque gosto mais de escrever do que de não escrever, porque isto está um bocadinho vazio, porque é quase, quase fim-de-semana, porque amanhã é sábado, porque me parece um bom prólogo para um carioca, porque o blog é meu e quem manda sou eu. Tomem lá mais um post em que não digo nada. (Estou a ficar mestre.)
quinta-feira, junho 01, 2006
Quando tivermos filhos,
tu vais ser o paciente, o calmo, o que não eleva a voz. Eu vou ser a stressada, a rígida, a que grita com facilidade.
Mas também vou ser a que dá colos, faz mimos e "deseduca". Tu vais ser o preciso, o rigoroso com horários e rotinas, o exigente.
Eu vou ensiná-los a fazer bolos e a brincar na água quando estiver calor. Tu vais levá-los a acampar, ensiná-los a montar a tenda e a fazer uma fogueira com pedras à volta e vão assar pão e tocar viola.
Estou ansiosa para que cheguem.
São só crianças
ainda que invisíveis. Mas vêem-se e custa muito.
O pior é que passa e depois o que se faz com elas?
Esquecem-se, quando as lágrimas que correram pela minha cara ainda cá estão, secas, salgadas? "Era só um filme", como dizia a minha Mãe quando as minhas irmãs viam filmes de terror?
Ainda não sei o que é suposto fazer com o que vi, o que senti. Mas sei que o que posso fazer é pouco, insuficiente, quase utópico. Não vale como razão para não fazer nada.
São só crianças e é só isso que querem ser. O Tanza, a Bilú, a Cat e o Ciro. Há mais como eles, muitas, muitas mais. Mas eu só tenho um colo, que está muito vazio. Vou ver se o encho de alguém.
O pior é que passa e depois o que se faz com elas?
Esquecem-se, quando as lágrimas que correram pela minha cara ainda cá estão, secas, salgadas? "Era só um filme", como dizia a minha Mãe quando as minhas irmãs viam filmes de terror?
Ainda não sei o que é suposto fazer com o que vi, o que senti. Mas sei que o que posso fazer é pouco, insuficiente, quase utópico. Não vale como razão para não fazer nada.
São só crianças e é só isso que querem ser. O Tanza, a Bilú, a Cat e o Ciro. Há mais como eles, muitas, muitas mais. Mas eu só tenho um colo, que está muito vazio. Vou ver se o encho de alguém.
quarta-feira, maio 31, 2006
Alguém me explica, s. f. f.?
Porque é que as mulheres com mais de 40 anos, quando páram para deixar as amigas, ficam sempre a conversar dentro do carro com o motor ligado? Respostas possíveis:
a) Não sabem o preço actual dos combustíveis;
b) Sabem o preço dos combustíveis, mas é ele que paga;
c) Sabem o preço dos combustíveis e são elas que pagam, mas em vez de pouparem uns trocos para depois gastarem sem andar a pedir créditos atrás de créditos, não, ficam-se na rua a conversar, porque as palavras são como as cerejas e vêm umas atrás das outras e isto não há bicho mais faladeiro que a mulher, eu que o diga, que me estão sempre a mandar calar, ai mulher, tu falas tanto que gastas as palavras, ou, respira, o que me ofende imenso, mas é verdade, só que eu ao menos, em minha defesa o digo, não fico dentro do carro porque para já não tenho, mas mesmo que tivesse não ficava lá dentro a conversar com ele ligado e parado, que eu além de poupar nos combustíveis por razões financeiras, também tenho razões ecológicas e vocês não vêem, são como as cerejas, lá vem uma, e mais uma e outra e mais uma e já está.
a) Não sabem o preço actual dos combustíveis;
b) Sabem o preço dos combustíveis, mas é ele que paga;
c) Sabem o preço dos combustíveis e são elas que pagam, mas em vez de pouparem uns trocos para depois gastarem sem andar a pedir créditos atrás de créditos, não, ficam-se na rua a conversar, porque as palavras são como as cerejas e vêm umas atrás das outras e isto não há bicho mais faladeiro que a mulher, eu que o diga, que me estão sempre a mandar calar, ai mulher, tu falas tanto que gastas as palavras, ou, respira, o que me ofende imenso, mas é verdade, só que eu ao menos, em minha defesa o digo, não fico dentro do carro porque para já não tenho, mas mesmo que tivesse não ficava lá dentro a conversar com ele ligado e parado, que eu além de poupar nos combustíveis por razões financeiras, também tenho razões ecológicas e vocês não vêem, são como as cerejas, lá vem uma, e mais uma e outra e mais uma e já está.
Sensibilidades
"Ó Stôra, depois não se esqueça de dizer alguma coisa quando nascer a criança!"
Já ouviste alguma destas?
Já ouviste alguma destas?
terça-feira, maio 30, 2006
sábado, maio 27, 2006
Um ano
de blog. Não blogo mais. Ou blogo? Blogo. Não, se calhar não. Mas depois sinto a falta dele. Mas não blogo. Blogo sim, claro que blogo. Blogo, blogo, blogo, blogo, blogo. Não blogo, não blogo. Blogo. Sei lá!
sexta-feira, maio 26, 2006
Fui v'sitar
a minha tia a Marrocos
Fui v'sitar a minha tia a Marrocos
Fui v'sitar a minha tia
Fui v'sitar a minha tia
Fui v'sitar a minha tia a Marrocos
Fui v'sitar a minha tia a Marrocos
Fui v'sitar a minha tia
Fui v'sitar a minha tia
Fui v'sitar a minha tia a Marrocos
quinta-feira, maio 25, 2006
A nossa casa
é muito pequena, acho que já o tinha dito. Mas tem as suas vantagens.
Eu espirro no quarto, com ambas as portas do corredor encostadas, e ele ouve-me na sala.
Ele diz "Santinha" na sala, com ambas as portas do corredor encostadas, e eu ouço no quarto. Eu agradeço e vou dormir.
Pior
do que não ter nada para escrever, ou inspiração nenhuma, é esquecer-me do que tinha para dizer. Acontece-me amiúde. Ou a miúda, que era o que eu pensava que queria dizer a música dos Xutos.
Ora aqui está uma pérola da minha infância (só comparável com certos termos de futebol, a que um dia voltarei).
Para mim, o interesse de ir de Lisboa a Bragança era ir lá ver a miúda, como parte da música explica, e não levá-la também. Mas era isso que eu ouvia, "Queria ter um avião, para lá ir mais a miúda".
Enfim. Chamem-me nomes.
quarta-feira, maio 24, 2006
Gostos
Crumble de frutos vermelhos para sobremesa. Framboesas, amoras e mirtilos.
Reacção dele: "Por mim, nem lhe punhas fruta!"
Reacção dele: "Por mim, nem lhe punhas fruta!"
Esta semana
não há filmes de graça. (Diz-se que nunca há filmes/almoços de graça, mas é mentira.)
Depois do "Inocência", a semana passada tive a sorte de ir ver outro filme francês, desta feita, de um grande senhor do cinema mundial, Claude Chabrol. O filme era "A comédia do poder" ou "L'ivresse du pouvoir", como era designado por toda a gente à minha volta, ou não estivesse eu no Instituto Franco-Português.
As semanas são mais chatas quando não há perspectivas de um cineminha à borliú.
terça-feira, maio 23, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
quinta-feira, maio 18, 2006
Casado, 1 filho
Desconhecia a trama e teoria principal do tão aclamado livro que hoje estreia como filme e que, confesso, não me vou dar ao trabalho de ler (ou ver).
Hoje de manhã, na Antena1, durante a entrevista (desnecessária) ao não-sei-quantinhos de não sei-que-função de Lisboa, descubro que Jesus pode ter casado com a Maria Madalena e tido com ela um filho.
Hoje de manhã, na Antena1, durante a entrevista (desnecessária) ao não-sei-quantinhos de não sei-que-função de Lisboa, descubro que Jesus pode ter casado com a Maria Madalena e tido com ela um filho.
Pois, é só uma teoria e não é original, mas ainda assim, e depois de ver parcialmente a Paixão de Cristo, na Páscoa, reconforta-me saber que antes de ser massacrado até à morte, foi feliz.
Mas eu sou uma descrente*, não vão por mim.
*Post "Do Cardio-Fitness para o Convento"
Mas eu sou uma descrente*, não vão por mim.
*Post "Do Cardio-Fitness para o Convento"
Sonhos de Fim-de-semana
No Sábado de manhã, o mercado. Fruta fresca, tomates maduros, demais legumes e coisas boas. Talvez vá espreitar este. Encontramo-nos lá?
A visita à loja do ano, uma descoberta tardia, segredo mal guardado que não vou revelar.
O ginásio. Será desta?
Um encontro com a Selecção? Talvez. (De futebol falo depois.)
No Domingo, uma caminhada, ainda sem destino marcado.
Descanso e bons tratos.
A visita à loja do ano, uma descoberta tardia, segredo mal guardado que não vou revelar.
O ginásio. Será desta?
Um encontro com a Selecção? Talvez. (De futebol falo depois.)
No Domingo, uma caminhada, ainda sem destino marcado.
Descanso e bons tratos.
quarta-feira, maio 17, 2006
segunda-feira, maio 15, 2006
De pessoas estranhas
Agora o meu entretém é verificar uma base de dados. Mais os dados do que a base.
É um trabalho por vezes imediato, por vezes moroso, entediante, sem ritmo e com o seu quê de quebra-cabeças. Eu estou a adorar.
Kill me now.
É um trabalho por vezes imediato, por vezes moroso, entediante, sem ritmo e com o seu quê de quebra-cabeças. Eu estou a adorar.
Kill me now.
sexta-feira, maio 12, 2006
Fim-de-semana
De corpo mole e cérebro desligado, olho pela janela à esquerda da sala e vejo as nuvens, bucólicas, a passar no cenário campestre que me rodeia.
Ainda bem que é fim-de-semana, que já não posso com esta vista!
Ainda bem que é fim-de-semana, que já não posso com esta vista!
Orgulho ferido
Eu se calhar não me expliquei bem, mas passo a fazê-lo.
Eu sou das poucas pessoas, creio, que põe protector solar de factor adequado, quando não mais elevado, ao seu tipo de pele (branca, branca). Eu tenho, incusivamente, um protector (ou tento ter) de factor 60+, por causa de uma mancha malandra no peito - e aplico-o!
Quando vou para a praia, ponho o protector ainda em casa (como vem recomendado nas embalagens, ora reparem).
Eu nunca apanho escaldões, passo épocas balneares inteiras sem um vermelhão. Também as passo branca como a cal, já que devo ter estourado com o capital solar aí aos 13 anos.
Este ano, por mera distracção (mania que ainda é Inverno!), já apanhei dois escaldões na cara. Nada doloroso, mas muito vermelho.
Nunca gostei daquela máxima de não pôr protector "porque se fica moreno mais depressa". Fico horrorizada com os escaldões que vejo e, infelizmente, com estes que apanhei.
E sei, acima de tudo, que um bronzeado não se consegue à força do escaldão. Pelo menos, no meu caso de alvura extrema.
Se falei do aspecto que tenho é exactamente porque não esperava sequer ficar morena ou com uma cor diferente, agora suja é que não!
E está respondido, querida Dulce. :)
Eu sou das poucas pessoas, creio, que põe protector solar de factor adequado, quando não mais elevado, ao seu tipo de pele (branca, branca). Eu tenho, incusivamente, um protector (ou tento ter) de factor 60+, por causa de uma mancha malandra no peito - e aplico-o!
Quando vou para a praia, ponho o protector ainda em casa (como vem recomendado nas embalagens, ora reparem).
Eu nunca apanho escaldões, passo épocas balneares inteiras sem um vermelhão. Também as passo branca como a cal, já que devo ter estourado com o capital solar aí aos 13 anos.
Este ano, por mera distracção (mania que ainda é Inverno!), já apanhei dois escaldões na cara. Nada doloroso, mas muito vermelho.
Nunca gostei daquela máxima de não pôr protector "porque se fica moreno mais depressa". Fico horrorizada com os escaldões que vejo e, infelizmente, com estes que apanhei.
E sei, acima de tudo, que um bronzeado não se consegue à força do escaldão. Pelo menos, no meu caso de alvura extrema.
Se falei do aspecto que tenho é exactamente porque não esperava sequer ficar morena ou com uma cor diferente, agora suja é que não!
E está respondido, querida Dulce. :)
quinta-feira, maio 11, 2006
Tons de pele
No fim-de-semana passado, em Portalegre (e o relato fica para mais tarde, que mete recordações do liceu e sanitas partidas), apanhei um escaldão na cara. Esqueci-me que já é quase Verão e que quando se pretende ficar a tarde toda de cara para o sol, à espera de ciclistas, é melhor pôr protector.
Passei o fim-de-semana de nariz vermelho, qual Zé Povinho, e o início da semana a tentar disfarçar o ar de embriagada.
Agora que o pior já passou, pareço suja. O nariz mais escuro, que foi o mais afectado, e o resto da cara com ar sujo. Sujo.
Ou já não estou habituada a estar morena ou tenho a cara suja.
Sem comentários.
Passei o fim-de-semana de nariz vermelho, qual Zé Povinho, e o início da semana a tentar disfarçar o ar de embriagada.
Agora que o pior já passou, pareço suja. O nariz mais escuro, que foi o mais afectado, e o resto da cara com ar sujo. Sujo.
Ou já não estou habituada a estar morena ou tenho a cara suja.
Sem comentários.
quarta-feira, maio 10, 2006
Um gajo
com piolhos atropela um surdo. Porque só mesmo um gajo muito porco, que ainda tem piolhos no fim da adolescência é que atropela, of all people, um surdo.
Agora digam que o CSI não é verosímil!
Agora digam que o CSI não é verosímil!
Selos ou parecê-los?
Ora eu cá sempre achei isso dos selos uma grande seca, to say the least. Que raio de actividade lambedora, sinceramente. Um bocadinho abichanado, ó meus amigos.
E aqui está uma mão cheia de boas razões para concordarem comigo.
Há situações em que mais vale parecê-los!
(Agora que o meu cérebro passou a funcionar na sua capacidade normal, aí uns 10%, lembrei-me que tenho rádio no telemóvel - a tecnologia é espantástica - e lá trouxe o auricular para ouvir uma musiquinha no comboio. Não é preciso dizer que as notícias de todas as rádios que sintonizei estavam hoje muito filatélicas, pois não?)
Soluções
Ontem arrumei a secretária, que estava povoada de papéis que aqui vou largando todos os dias, demasiado cansada para decidir o que fazer com eles, apenas com força suficiente para esvaziar a carteira (ah pois, senão haviam de ver o caos que era a dita).
Confesso que foi uma arrumação muito superficial, porque só separei papéis importantes dos que podiam ir para a reciclagem/lixo (incluo neste último os recibos térmicos - já ficais a saber como se faz -, os post-its e os envelopes de janela, que ainda não me habituei a arrancar o plastiquinho) e nem sequer arquivei os que o deviam ter sido. (Azar, logo à noite há mais.)
Mas já ajuda!
Hoje levantei-me cedo (ou melhor, a horas, que esta semana já foi invadida pelo bichinho do "Deixa-me dormir mais cinco minutos") porque precisava de ir importunar uma senhora ao Hospital da Cuf, mas deu-me a preguiça. (É, portanto, pouco mal e bem gemido.)
Aproveitei mas é para ficar aqui no pc (que saudades que tinha dele, já nem sabia bem escrever neste teclado), ver mails e blogs, que o meu combo pc+internet é bem melhor que o do trabalho, olá se é!
Agora tenho 3 minutos para sair de casa.
Bom dia e até logo!
Confesso que foi uma arrumação muito superficial, porque só separei papéis importantes dos que podiam ir para a reciclagem/lixo (incluo neste último os recibos térmicos - já ficais a saber como se faz -, os post-its e os envelopes de janela, que ainda não me habituei a arrancar o plastiquinho) e nem sequer arquivei os que o deviam ter sido. (Azar, logo à noite há mais.)
Mas já ajuda!
Hoje levantei-me cedo (ou melhor, a horas, que esta semana já foi invadida pelo bichinho do "Deixa-me dormir mais cinco minutos") porque precisava de ir importunar uma senhora ao Hospital da Cuf, mas deu-me a preguiça. (É, portanto, pouco mal e bem gemido.)
Aproveitei mas é para ficar aqui no pc (que saudades que tinha dele, já nem sabia bem escrever neste teclado), ver mails e blogs, que o meu combo pc+internet é bem melhor que o do trabalho, olá se é!
Agora tenho 3 minutos para sair de casa.
Bom dia e até logo!
terça-feira, maio 09, 2006
Psst!
É só para dizer que lá mais para baixo há um post que ficou perdido na semana passada. Sorry about that!
Descanso
O jantar está feito (é batota, que são os restos de ontem), só falta fazer a salada, já lavada.
Fui às compras hoje, porque amanhã tenho menos tempo, e já sei o que vou cozinhar amanhã (ele ajuda, que tem imenso jeito para tortas de ovos).
Desisto da ideia de lavar o cabelo (eu sei, porquita) e aqui estou, futilmente, a ver a Oprah, porque exige pouco trabalho cerebral e entretém, que eu adoro saber das dívidas dos outros. (Má, má, és má!)
Regalem-se lá com os três (três!!) posts de hoje, que eu já andava com sentimentos de culpa por negligenciar o blog.
Fui às compras hoje, porque amanhã tenho menos tempo, e já sei o que vou cozinhar amanhã (ele ajuda, que tem imenso jeito para tortas de ovos).
Desisto da ideia de lavar o cabelo (eu sei, porquita) e aqui estou, futilmente, a ver a Oprah, porque exige pouco trabalho cerebral e entretém, que eu adoro saber das dívidas dos outros. (Má, má, és má!)
Regalem-se lá com os três (três!!) posts de hoje, que eu já andava com sentimentos de culpa por negligenciar o blog.
Eles vêm
ter comigo e dizem coisas como "Olá, chamo-me António e tenho um excelente nível de Francês" ou "O meu nome é Rita e tenho três cursos superiores", ou ainda "Sou o Bruno e dou aulas há mais de vinte anos", mas nunca têm cara, ou têm, mas não interessa.
Não sou eu que os chamo, eles aparecem do nada, como estranhos que me abordam no meio da rua, mas sucedem-se, parece que se põem numa fila invísivel, apertam-me a mão e sorriem, dizem uma frase e vão-se.
Pelo meio, há uns que têm óculos e cabelos escuros e uma vassoura na mão e perseguem alguém muito feio, apanham pedras e gritam em inglês britânico.
Não sou eu que os chamo, eles aparecem do nada, como estranhos que me abordam no meio da rua, mas sucedem-se, parece que se põem numa fila invísivel, apertam-me a mão e sorriem, dizem uma frase e vão-se.
Pelo meio, há uns que têm óculos e cabelos escuros e uma vassoura na mão e perseguem alguém muito feio, apanham pedras e gritam em inglês britânico.
Concluindo: os meus sonhos estão povoados do trabalho que faço todos os dias e das leituras que me ocupam no comboio.
Uma queixinhas é uma queixinhas é uma queixinhas
Fartinha, fartinha de auto-comiserações, só venho cá dizer que a razão pela qual não tenho aparecido é estar morta de cansaço. Ponto final, parágrafo.
À medida que me vou instalando na minha nova vida, vou tendo mais disponibilidade mental para escrever. (É preciso ver que eu passava o dia inteiro sem fazer nenhum, ó gentes!)
À medida que me vou instalando na minha nova vida, vou tendo mais disponibilidade mental para escrever. (É preciso ver que eu passava o dia inteiro sem fazer nenhum, ó gentes!)
Agradecida pela compreensão,
atenciosamente me subscrevo.
A Direcção do Isto é de Joana
sexta-feira, maio 05, 2006
Semana emotiva ou estou a dar em doida
Em pesquisa de informações universitárias (para o trabalho, para o trabalho!), abro o site da UTAD. Não resisto e vejo o mapa do Campus. Vêm-me as lágrimas à ideia (aos olhos não, que parece mal), de saudades.
As memórias à distância são sempre cor-de-rosa.
As memórias à distância são sempre cor-de-rosa.
Dia 3
Ao fim do segundo dia, parecia que já tinha passado uma semana. Ao fim do terceiro e a caminho do fim da primeira semana de trabalho, parece um mês. Como já sei como são as coisas, daqui para a frente o tempo inverte-se, as semanas passam a correr e, de repente, já lá foram uns meses, no que pareceu ser meia dúzia de dias.
O horário "Nestum", como diz uma amiga minha, é que não presta para nada...
E agora vou dormir, que a hora da caminha chega sempre depressa demais.
O horário "Nestum", como diz uma amiga minha, é que não presta para nada...
E agora vou dormir, que a hora da caminha chega sempre depressa demais.
quinta-feira, maio 04, 2006
Dia 2
Parece que me bateram. O relógio biológico ainda não se acertou com o que toca de manhã às 7h, e não ajuda eu não ir dormir a horas decentes.
Quanto ao trabalho, hoje foi claramente o dia 2. (E para todos os que se possam ter preocupado com o post de ontem, don't. Comigo é mesmo assim e, tipicamente, passa depressa. Suponho que o primeiro dia a doer me traga uma perspectiva mais fresca para os restantes. Por comparação, os outros dias começam logo melhor.)
Devagar se vai ao longe e deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer, que eu só tenho um metro e sessenta.
Quanto ao trabalho, hoje foi claramente o dia 2. (E para todos os que se possam ter preocupado com o post de ontem, don't. Comigo é mesmo assim e, tipicamente, passa depressa. Suponho que o primeiro dia a doer me traga uma perspectiva mais fresca para os restantes. Por comparação, os outros dias começam logo melhor.)
Devagar se vai ao longe e deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer, que eu só tenho um metro e sessenta.
terça-feira, maio 02, 2006
Dia 1
O lado mau: Foi um péssimo dia, como todos os (meus) primeiros dias de trabalho.
O lado bom: Foi um péssimo dia, como todos os (meus) primeiros dias de trabalho.
Primeiras impressões não há, que a impressora esteve todo o dia de mau humor, mesmo à minha frente.
O lado bom: Foi um péssimo dia, como todos os (meus) primeiros dias de trabalho.
Primeiras impressões não há, que a impressora esteve todo o dia de mau humor, mesmo à minha frente.
quinta-feira, abril 27, 2006
Para a Joana
A foto
dali de baixo foi tirada, pasmem, por mim.
Como muito bem diz o meu querido irmão nos comentários (Trás-os-Montes é, de facto, uma nação), o vale que se intui é o do Sabor. Já a serra da Culebra não sei, mas vou confiar no geógrafo de serviço.
Foi tirada a caminho de Macedo de Cavaleiros, na N216 (confirma aí, ó irmão).
Parámos na beira da estrada não para admirar a beleza da vista, mas porque o condutor tinha deixado cair o cigarro dentro do carro. (Mais um dos malefícios do tabaco de que ninguém parece falar. "Fuma? Isso é mau, porque se deixa cair o cigarro dentro do carro em andamento... fiuuu!")
Já agora, para que fique claro, a estrada é má, mas não é de terra batida. A que se vê é um caminho para as terras cultivadas. Assim sendo, não a percorremos, mas ninguém me convence que não está lá a felicidade.
Como muito bem diz o meu querido irmão nos comentários (Trás-os-Montes é, de facto, uma nação), o vale que se intui é o do Sabor. Já a serra da Culebra não sei, mas vou confiar no geógrafo de serviço.
Foi tirada a caminho de Macedo de Cavaleiros, na N216 (confirma aí, ó irmão).
Parámos na beira da estrada não para admirar a beleza da vista, mas porque o condutor tinha deixado cair o cigarro dentro do carro. (Mais um dos malefícios do tabaco de que ninguém parece falar. "Fuma? Isso é mau, porque se deixa cair o cigarro dentro do carro em andamento... fiuuu!")
Já agora, para que fique claro, a estrada é má, mas não é de terra batida. A que se vê é um caminho para as terras cultivadas. Assim sendo, não a percorremos, mas ninguém me convence que não está lá a felicidade.
terça-feira, abril 25, 2006
As Janeiras
Saudosista. Como não ligo ao 25 de Abril, porque não sou dessa geração (embora aprecie devidamente a sua importância, não me interpretem mal), apanho uma música do Zeca (neste momento na RTP1), de quem também não gosto particularmente (que horror, pareço uma fascista) e lembro a minha canção favorita da minha época favorita: Natal dos Simples (título agorinha mesmo perguntado ao engenheiro, que sabe tudo), na época das Janeiras, quando ainda se cantavam ou quando as minhas irmãs, dotadas de vozes lindíssimas, faziam coro com o meu Pai e cantávamos à porta de casa da família. Depois do Natal e para provar que há mais alegria e festas no ano do que a noite das prendas.
E declaro assim o meu regresso à blogosfera, não que vocês se sentissem incomodados com a ausência, mas eu sou um coraçãozinho de manteiga.
E declaro assim o meu regresso à blogosfera, não que vocês se sentissem incomodados com a ausência, mas eu sou um coraçãozinho de manteiga.
terça-feira, abril 18, 2006
De volta
Ainda a sofrer de jet-lag (neste caso, de slow-lag, que a vida em Trás-os-Montes decorre mais devagar), mas vivinha. Mais logo há notícias e fotos de folares.
quarta-feira, abril 12, 2006
Páscoa
Vamos para outras paragens, mais a norte, passar a Páscoa junto da família.
Boa Páscoa para todos e até para a semana!
Boa Páscoa para todos e até para a semana!
terça-feira, abril 11, 2006
Organizem-se!
Ora vamos lá pôr isto tudo em pratos limpos, que já é o segundo comentário que me pergunta o mesmo. Eu não vou fechar o tasco, caríssimos leitores e leitoras.
Foi só o fim do expediente de ontem.
E agora voltem lá para as vossas vidas, vá, que eu não tenho grande coisa a dizer (a não ser Atchiiim!).
Foi só o fim do expediente de ontem.
E agora voltem lá para as vossas vidas, vá, que eu não tenho grande coisa a dizer (a não ser Atchiiim!).
segunda-feira, abril 10, 2006
A minha Ma(e)na
Hoje a minha mana faz anos.
Nasceu no ano da Revolução e por isso deve ter-lhe ficado no espírito a energia desses tempos. Ela dá aulas, coordena formações (quando não as dá também), voluntaria-se para acarinhar crianças em instituições, tira cursos de teatro, assiste aos espectáculos do marido e ainda é linda, linda. Mesmo quando não é.
Quando eu era pequena, era ela que me dava banho, penteava o cabelo e cortava as unhas. Era com ela que eu ralhava e esperneava "porque me cortaste esta muito rente, agora dói-me", "ai que me arrepelas o cabelo" e "não quero ir tomar banhoooooooooo".
Era ela que me vestia, muitas vezes, quando eu ainda não o sabia fazer.
Quando fomos viver para o Porto, era ela que cozinhava o almoço, tantas vezes, e que mandava na empregada e lhe dizia o que era preciso fazer. Era ela que sabia que comida havia e o que se cozinhava.
Era ela que me levava ao cinema, mesmo quando estava com o namorado.
Foi ela que, muitas vezes também, me ouviu os desgostos de amor e me disse "vá, agora vai tomar banho [ficou-lhe a mania] e vem connosco ao cinema", depois de eu chorar baba e ranho.
Era ela que me ia buscar ao instituto e era com ela que eu mais saía: íamos às compras, ao passeio, ao laró. Era também ela uma das minhas "motoristas", usada e abusada.
Quando me faltou, já no secundário, fez-me muita, muita, muita falta.
Hoje a minha mana faz anos e eu quero dizer que te adoro, que te agradeço os risos, os ralhos e as conversas e que te desejo todas as coisas boas que tu mereces e sei que vais ter.
E dá-me um sobrinho, already!
Beijos!
Nasceu no ano da Revolução e por isso deve ter-lhe ficado no espírito a energia desses tempos. Ela dá aulas, coordena formações (quando não as dá também), voluntaria-se para acarinhar crianças em instituições, tira cursos de teatro, assiste aos espectáculos do marido e ainda é linda, linda. Mesmo quando não é.
Quando eu era pequena, era ela que me dava banho, penteava o cabelo e cortava as unhas. Era com ela que eu ralhava e esperneava "porque me cortaste esta muito rente, agora dói-me", "ai que me arrepelas o cabelo" e "não quero ir tomar banhoooooooooo".
Era ela que me vestia, muitas vezes, quando eu ainda não o sabia fazer.
Quando fomos viver para o Porto, era ela que cozinhava o almoço, tantas vezes, e que mandava na empregada e lhe dizia o que era preciso fazer. Era ela que sabia que comida havia e o que se cozinhava.
Era ela que me levava ao cinema, mesmo quando estava com o namorado.
Foi ela que, muitas vezes também, me ouviu os desgostos de amor e me disse "vá, agora vai tomar banho [ficou-lhe a mania] e vem connosco ao cinema", depois de eu chorar baba e ranho.
Era ela que me ia buscar ao instituto e era com ela que eu mais saía: íamos às compras, ao passeio, ao laró. Era também ela uma das minhas "motoristas", usada e abusada.
Quando me faltou, já no secundário, fez-me muita, muita, muita falta.
Hoje a minha mana faz anos e eu quero dizer que te adoro, que te agradeço os risos, os ralhos e as conversas e que te desejo todas as coisas boas que tu mereces e sei que vais ter.
E dá-me um sobrinho, already!
Beijos!
Uma mãe ao filho
"Fizeste-me a segunda, mas não fazes a terceira."
Ouvido hoje no Freeport de Alcochete. (Um lugar já de si mau, sem precisar destes coloridos parentais.)
Ouvido hoje no Freeport de Alcochete. (Um lugar já de si mau, sem precisar destes coloridos parentais.)
sábado, abril 08, 2006
Sábado de sol
Hoje, depois do mercado, passámos na feira de antiguidades e velharias (mais estas) da Praça de Londres.
Numa das banquinhas, cheia de salvas de prata, terrinas velhas e outras coisas feias, os panos que serviam de base às coisas expostas fizeram-me lembrar as colchas que a minha madrinha punha (põe) nas varandas e janelas, em dias de festa. Eram da mesma cor, aquele vermelho-tinto-sangue-de-Cristo-Ámen, típico de festas religiosas e liturgias que tais.
Vem lá a procissão e é preciso pelar umas flores do quintal para deitar aos andores, estender as colchas mais bonitas e os linhos mais brancos nas varandas e janelas da frente da casa, reunir a família toda, por muito que o sol nos derreta a maquilhagem, a roupa, os óculos, o tutano, para ver passar a procissão e atirar as pétalas dispostas em tabuleiros de prata e demais coisas feias.
Quando a procissão acaba de passar, com os seus andores bamboleantes, as figuras sofredoras e a povoação animada, logo se recolhem as colchas, guardadas até ao ano seguinte, até à festa seguinte.
Hoje está assim um dia de sol como muitas vezes nessas festas. Quase está tanto calor como nessas festas. E eu só consigo lembrar-me do top que tinha exactamente a mesma cor que a flor que decidi salvar da chacina, da saia preta minha favorita que afinal era igual à da vocalista do grupo (pimba) que cantou mais tarde, depois de almoçar lá em casa, juntamente com alguns membros da banda (de maestro) que tocou toda a tarde pela aldeia, servidos e atendidos por mim, de flor no cabelo. Aquele sol derretia até as pedras que não são da calçada, porque Vilarinho é de alcatrão há muitos infelizes anos.
Foi há mais de seis anos e oito quilos atrás.
Numa das banquinhas, cheia de salvas de prata, terrinas velhas e outras coisas feias, os panos que serviam de base às coisas expostas fizeram-me lembrar as colchas que a minha madrinha punha (põe) nas varandas e janelas, em dias de festa. Eram da mesma cor, aquele vermelho-tinto-sangue-de-Cristo-Ámen, típico de festas religiosas e liturgias que tais.
Vem lá a procissão e é preciso pelar umas flores do quintal para deitar aos andores, estender as colchas mais bonitas e os linhos mais brancos nas varandas e janelas da frente da casa, reunir a família toda, por muito que o sol nos derreta a maquilhagem, a roupa, os óculos, o tutano, para ver passar a procissão e atirar as pétalas dispostas em tabuleiros de prata e demais coisas feias.
Quando a procissão acaba de passar, com os seus andores bamboleantes, as figuras sofredoras e a povoação animada, logo se recolhem as colchas, guardadas até ao ano seguinte, até à festa seguinte.
Hoje está assim um dia de sol como muitas vezes nessas festas. Quase está tanto calor como nessas festas. E eu só consigo lembrar-me do top que tinha exactamente a mesma cor que a flor que decidi salvar da chacina, da saia preta minha favorita que afinal era igual à da vocalista do grupo (pimba) que cantou mais tarde, depois de almoçar lá em casa, juntamente com alguns membros da banda (de maestro) que tocou toda a tarde pela aldeia, servidos e atendidos por mim, de flor no cabelo. Aquele sol derretia até as pedras que não são da calçada, porque Vilarinho é de alcatrão há muitos infelizes anos.
Foi há mais de seis anos e oito quilos atrás.
sexta-feira, abril 07, 2006
quinta-feira, abril 06, 2006
Sim,
durmo com duas almofadas. Sim, são todas para mim (excepto quando ele as rouba, e para isso basta que eu vá à casa-de-banho). Não, a minha cama não tem cabeceira (mas tem umas quantas cabeçadas que eu já dei na parede, à conta disso). E não, não tenho vergonha de namorar tanto o raio da cama (que por acaso até nem presta para nada, pelo menos do lado dele é só molas tolas) que até lhe tiro fotografias. (Foi ontem, mas só porque ela estava tão linda...)
Mau humor
Mau tempo, mau humor.
Irritada por estar atrasada, o mau humor típico desta fase apodera-se de mim, rogo pragas a tudo e a todos e a culpa de os sapatos me magoarem os pés é imputada a alguém que não eu. Claro.
Depois passa, como se aquecesse ligeiramente o humor e passasse ao lado bom. Passa porque tem de ser, "ora agora um sorrisinho", passa porque me entusiasmo, passa porque me parece ver a luz ao fundo do túnel.
Qual balão, saltito até casa, tanto quanto me é possível dentro dos esmagadores-de-pés.
Penso, repenso e repenso e chego à triste conclusão que já vou nos foguetes e ainda a procissão se organiza. Volta o mau humor, mas desta vez mais calmo, menos insultos mentais e menos ódio pela humanidade.
Eu detesto estes estereótipos e tenho realmente uns humores esquisitos, mas vê-se mesmo que estou com o período, irra!
Irritada por estar atrasada, o mau humor típico desta fase apodera-se de mim, rogo pragas a tudo e a todos e a culpa de os sapatos me magoarem os pés é imputada a alguém que não eu. Claro.
Depois passa, como se aquecesse ligeiramente o humor e passasse ao lado bom. Passa porque tem de ser, "ora agora um sorrisinho", passa porque me entusiasmo, passa porque me parece ver a luz ao fundo do túnel.
Qual balão, saltito até casa, tanto quanto me é possível dentro dos esmagadores-de-pés.
Penso, repenso e repenso e chego à triste conclusão que já vou nos foguetes e ainda a procissão se organiza. Volta o mau humor, mas desta vez mais calmo, menos insultos mentais e menos ódio pela humanidade.
Eu detesto estes estereótipos e tenho realmente uns humores esquisitos, mas vê-se mesmo que estou com o período, irra!
Lavei a cara
Lavámos, melhor dizendo. Com tanta tralha que o template vai acumulando (cotão informático), há coisas que precisam de ser resgatadas e arranjadas. Mais uma vez, lá veio o Super Engenheiro, com as suas mãozinhas de ouro, fazer uns cliques e escrever umas letras e pronto, temos contador de visitas e tudo. O template fui eu que escolhi.
Ainda faltam uns ajustes, mas agora é tarde e não me apetece. (Sempre diligente!)
Ainda faltam uns ajustes, mas agora é tarde e não me apetece. (Sempre diligente!)
quarta-feira, abril 05, 2006
Amanhã
vou soldar. Detesto falar nestas coisas antecipadamente e acho até que nunca aqui tinha falado deste lado da vida, mas parece que quanto mais falar, mais exorcizo a possibilidade. Ou azaro?
Wish me luck!
Wish me luck!
terça-feira, abril 04, 2006
O destino de um blog
Qual será? O meu vai pelo cano não tarda, a julgar pela escrita. É como o resto.
Vou pôr umas fotos para vos distrair da falta de conteúdo. Volto já.
Vou pôr umas fotos para vos distrair da falta de conteúdo. Volto já.
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